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Mensagem por Dan em Dom Out 09, 2011 5:23 pm

(À Moderação: achei que esse fórum seria o mais apropriado pra esse assunto, pois se trata de uma curiosidade sobre a música em geral, se tiver alguma coisa errada, por favor não deixem de mover, trancar, o que for necessário para manter a organização do fórum)

É do conhecimento de todos que esxistem músicos que saem de bandas, formam novas, se juntam a outras, fazem carreria solo, formam superbandas, brigam, reconciliam, e quando a gente acha que eles sairam da cena, eles voltam convidados por outra banda que nada tinha a ver com a história inicialmente. Só ficam passeando de trabalho em trabalho. Não que seja errado, mas é de certa forma curioso. Vou colocar aqui alguns casos que eu lembro, se for lembrando de mais vou editando esse post. E claro, conto com a contribuição de vocês, existem membros que com certeza sabem muito mais do que eu sobre esses casos, e acho que será legal lembrar.

Primeiro vamos começar com a cena de Rock brasileira.

Os Titãs são um prato cheio nesse tipo de assunto. A banda que ja teve 9 integrantes sendo 6 deles vocalistas e 3 deles vocalistas exclusivos. Começou com André Jung, Arnaldo Antunes, Branco Mello, Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Brito e o Tony Belloto. Bom, o Arnaldo e o Nando seguiram carreira solo, sendo que o Arnaldo já teve aquele (bom) projeto Tribalistas com o Carlinhos Brown e a Marisa Monte nesse meio caminho. O Ciro Pessoa formou uma nova banda e mais recentemente lançou CD solo. O mais interessante mesmo foi o que aconteceu na bateria. A forma do André Jung tocar não agradava o resto da banda. Trocaram ele pelo Charles Gavin, que estava no RPM e já tinha sido do Ira! Já o André Jung foi parar no próprio Ira! O André Jung não ficou nada satisfeito com a expulsão e dizem que o Paulo Ricardo também não gostou nada do Charles Gavin abandonar o RPM. Aí já é fofoca e foge ao assunto do tópico.

Naquela cena de pré-grunge, existia o Green River banda formada por Mark Arm, Stone Gossard, Jeff Ament, Bruce Fairweather e Alex Vincent. Essa banda se separou e três de seus membros, Stone Gossard, Jeff Ament e Bruce Fairweather, formaram o Mother Love Bone, enquanto que o Mark Arm formou o Mudhoney. O Mother Love Bone era formado pelos três ex-Green River mais o Andrew Wood ex-Malfunkshun e o Greg Gilmore. Pouco depois do Mother Love Bone lançar seu segundo álbum Andrew Wood acabou falecendo por uma overdose de heroína. Devido a esse choque a banda acabou e Stone Gossard começou a trabalhar em um outro projeto com o Mike McCready, ex-Shadow. O Mike McCready encorajou o Stone Gossard a reestabelecer contato com o Jeff Ament, e com os 3 juntos o projeto foi a frente. Eles gravaram alguns demos e enviaram o material para o Jack Irons, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers. Ele não se interessou em entrar na banda, mas enviou o material para um amigo dele, Eddie Vedder, que acabou se tornando o vocalista desse novo projeto. Nesse meio tempo,Chris Cornell, amigo de Andrew Wood e frontman do Soundgarden fez contato com o Stone Gossard sobre um material que ele compôs em homenagem ao amigo falecido. Juntando o projeto ainda sem nome com o Chris Cornell e o baterista, na época, do Soundgarden Matt Cameron. Isso foi o Temple of the Dog, com Chris Cornell no vocal principal e o Eddie Vedder nos vocais de apoio. Depois desse rápido projeto David Krusen se uniu à banda e nasceu o Pearl Jam. Ainda sobre o Chris Cornell, já nesse milênio ele depois do fim do Soundgarden se uniu com a parte instrumental do Rage Against the Machine Tom Commerford, Tim Morello e Brad Wilk e formou o Audioslave até 2007, quando a banda acabou, Zack de la Rocha se reuniu com o resto do Rage Against the Machine e a banda voltou. Recentemente, o Chris Cornell anunciou que o Soundgarden vai voltar... Ou seja, tem muito mais ainda pra acontecer.

A última que eu lembro é também a menos conhecida e mais interessante. Existia uma banda que se chamava The Housemartins e que lançou uma música que fez um sucesso há um razoável tempo atrás... O famoso melô do papel, "Build". Em 1985 essa banda sofreu uma mudança no baixo, sai o Ted Key e entra um tal de Norman Cook. Em 88 a banda acabou. Mas se você hoje for procurar pelo Norman Cook, ninguém vai lembrar que ele era o baixista dos Housemartins. Vão lembrá-lo por um raio de uma música chamada "The Rockafeller Skank" que foi trilha sonora do FIFA 98... Isso se lembrarem do tal do Norman Cook, hoje se você quiser falar dele, melhor falar do Fatboy Slim. De baixista de banda de indie rock a DJ. Só nesse pequeno mundo da música mesmo...

Se tiverem outras histórias, por favor compartilhem.
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