Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

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Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Seg Jun 04, 2012 1:01 am

Saudações a todos!

Seguindo o exemplo de meus colegas colunistas, decidi iniciar os trabalhos com uma pequena apresentação deste humilde escriba.

Meu nome é Diego Alejandro Silva Zubrycky e desde criança sempre gostei de música. Ao longo de minha vida, volta e meia tentava aprender a tocar algum instrumento, sem sucesso. A princípio creditei tais insucessos de minha infância e adolescência a uma falta de aptidão musical, mas isso nunca me impediu de continuar tentando com algum instrumento diferente... Hoje percebo, ao ver o meu passado, que me faltava disciplina nos estudos e que a raiz dessa falta de disciplina estava no fato de eu nunca ter encontrado um instrumento com o qual eu realmente me identificasse, o que só aconteceu por volta de 1992, quando descobri que queria ser contrabaixista.

Me lembro bem desse momento: Foi quando assisti ao show do Black Sabbath aqui em São Paulo (Na época a banda estava com o Dio nos vocais e os shows brasileiros foram o início da turnê do disco Dehumanizer)

Pequena digressão: O Black Sabbath É a minha banda favorita. Para mim, eles são a maior banda de todos os tempos. Sei, objetivamente, que minha percepção nada tem de objetiva e que minha devoção a eles beira ao fanatismo... E assumo isso com a maior franqueza que me é possível. Da mesma forma que existem beatlemaníacos, eu sou um sabbathmaníaco assumido.

(Reitero, entretanto, que não tenho problema nenhum com opiniões de pessoas que não gostam de Black Sabbath, que não tento convencer ninguém que pense em contrário e que sei, perfeitamente, que nem todas as músicas do grupo são obras primas)

Penso que somos como cordas. Da mesma forma que uma corda vibra ao ser tangida, certas bandas/músicas fazem a nossa alma vibrar de entusiasmo quando a escutamos. A banda/música varia, de pessoa para pessoa.

No meu caso, é o Black Sabbath. Eu nunca teria sido músico de verdade se nunca tivesse escutado essa banda, admito. Ao longo da vida eu quis tocar alguma coisa, mas meu interesse pela Arte das Musas era algo inconstante e sem foco algum. Eu sempre gostei de ouvir música, mas nunca me importei em saber nada de banda alguma, de saber que grupo tocava o quê, quem cantava ou deixava de cantar... Ouvia o nome das músicas no rádio, mas os esquecia logo em seguida.

Não que o Black Sabbath fosse a primeira banda que escutei na vida. Tive ciência de outras. Meu primeiro contato mais intenso (No sentido de querer saber mais sobre nome de músicas e letras) se deu no meio dos anos 80, quando descobri o Legião Urbana, grupo que fez músicas que fizeram parte de minha juventude.

Mas ouvir Legião sempre foi algo mais cerebral. Paixão mesmo só aconteceu quando conheci o Black Sabbath.

Sei que essa minha digressão parece meio sem sentido, mas tenham uma certeza: Faço isso com um propósito.

Posso ser louco, mas há uma loucura em meu método. Sirvo a um propósito aqui.

E qual propósito é esse, afinal de contas?

Ei-lo aqui: Bem vindos ao Contraponto, nome que dei à esta imensa honraria dupla que recebi: Este espaço que me foi dado aqui neste Fórum e a atenção que os visitantes daqui me dão.

Aos que me deram esse espaço e aos que frequentam este espaço, meus agradecimentos... Doravante, farei o que puder para ser digno dessa honraria.

Retomando, este é um espaço destinado a idéias e reflexões. Não agirei aqui como dono da verdade, mesmo porque o que não sei é muito mais vasto do que o pouco que sei... O intuito do Contraponto é fazer pensar, ofertar novos pontos de vista ou apresentar velhos pontos de vista sob uma perspectiva diferente.

Os textos serão longos ou curtos, dependendo do assunto abordado. Alguns assuntos demandarão mais palavras do que outros, da mesma forma que montanhas mais altas demandam mais rochas e terra do que aquelas que são mais baixas.

Alguns textos daqui serão fáceis... Outros, nem tanto. Alguns assuntos a serem abordados aqui serão de natureza técnica... Outros, nem tanto. Afinal, este é o Contraponto.

O que direi aqui doravante são opiniões, análises, frutos da minha experiência pessoal. Os temas serão variados, posso assegurar. Expressar-me-ei muitas vezes com alegorias para ilustrar os conceitos abordados nos Contrapontos e não me furtarei ao uso de uma linguagem mais rebuscada quando ela for, ao meu ver, necessária... Sou barroco, contrapontístico e amo as palavras.

Tendo dito tudo isso e retomando agora a história pessoal que contei aqui a respeito do Black Sabbath, eis o primeiro Contraponto, sob a forma de uma pergunta que, tal qual uma esfinge, faço agora aos visitantes: Aonde está a paixão de vocês?

O que entusiasma cada um de vocês?

Faço essa pergunta com uma razão. Ao longo de minha vida, frequentando escolas de música, lendo sobre o assunto e sendo membro de comunidades e fóruns musicais, noto que muito se fala de escalas, de técnica, de equipamentos, de teoria musical, de músicas, de instrumentistas, de discos, de história, etc... E quase nada é dito sobre a paixão.

Penso que um dos maiores perigos do caminho musical é nos esquecermos da paixão pela música, daquele entusiasmo infantil, feliz e febril, daquela vibração d'alma que a música nos trouxe quando a conhecemos pela primeira vez.

Lembram-se de quando vocês ouviram a sua banda favorita pela primeira vez? Lembram-se daquela alegria, daquele entusiasmo vibrante, daquela excitação?

É a isso que me refiro, meus caros.

Falando até por mim mesmo, muitas vezes ficamos tão concentrados na técnica e queremos tanto aprender e ser melhores que nos esquecemos do motivo que em primeiro lugar nos levou a isso.

E o que acontece quando a paixão some? A mesma coisa que acontece a uma planta retirada da terra, a mesma coisa que aconteceu ao gigante Anteu quando o herói Héracles o suspendeu (privando-o do contato com sua mãe, Gaia): A morte.

Notem que uso termo "morte" como alegoria. Nenhum músico tem de fato as suas funções corporais desativadas por perder o contato com a sua paixão musical, mas sem essa conexão, sem esse entusiasmo, tudo fica ainda mais difícil do que já é normalmente.

Se partirmos do princípio de que morte seja equivalente à ausência de movimento, uma alma que não vibra pode ser considerada então uma alma morta.

O grande perigo disso tudo é que tal situação acontece de forma muito sutil. Podemos ser grandes músicos mesmo sem ter essa paixão, da mesma forma que casamentos podem ser mantidos sem paixão alguma. Muitas vezes, nem sentimos falta de nada.

Entretanto, um músico com paixão é uma das coisas mais bonitas que existem nesse mundo.

Sempre que vejo o Hendrix tocando, penso que o que o faz tão grande para tantas pessoas não é a técnica dele, mas sim a paixão que ele passa ao tocar guitarra, é a entrega dele ao ato de fazer música.

Somos como cordas. Se há resistência, a vibração pode existir, mas nunca será plena. É preciso haver entrega para que isso aconteça. E entrega nunca acontece sem paixão.

Evoco aqui a definição de música que Fernando Lopes da Graça expressa de forma pormenorizada: “A música é uma manifestação artística (supõe-se compreendido intuitivam. O que se entende por manifestação artística), que tem por base objetiva a sensação acústica por material uma seleção e ordenação matemática dos sons, por condição ou meio a sucessão no tempo, por substrato formal uma certa dialética sui generis, por determinante psicológica irredutível uma necessidade de movimento (ação interna), por fim a manifestação última tanto para a expressão estilizada de sentimentos e emoções, como o jogo gratuito dos sons, ritmos e timbres”.

(Fonte: Dicionário Musical de Frei Pedro Zinzig, livraria kosmos editora, 1976)

Tal definição pode ser simplificada desta forma: Música é a arte de manifestar os sentimentos de nossa alma através de sons.

Partindo do princípio de que tal definição de música seja verdadeira e que música seja mesmo a arte de manifestar os sentimentos, quais sentimentos podem ser evocados, de forma sincera e visceral, por um intérprete que não os tenha dentro de si no momento da execução de uma obra musical?

A técnica faz milagres, cria simulacros perfeitos de sentimentos... Mas mesmo tais simulacros não são o artigo genuíno.

Somos cordas. Devemos vibrar.

Sempre.

Ver o Geezer Butler tocando, ver a ferocidade e a entrega dele me fez vibrar. Eu entendi o que deveria ser ali, nesse ato.

Evocando uma maravilhosa frase do grande violoncelista Pablo Casals, "Beautiful playing is beautiful to look at". Alguém tocando de forma bonita é algo bonito de ser visto... Ver o Geezer tocando foi um dos momento de poesia física/musical mais bonitos que já vi em toda a minha vida e tal beleza transfigurou a minha alma e me tornou, de fato, músico.

Sendo assim, amigos que me acompanharam neste Primeiro Contraponto, fica aqui a sugestão: (Re)encontrem a sua paixão, entreguem-se e deixem que ela os façam vibrar.

Sejam a corda que vibra.

Sejam repleto de Entusiasmo. Sejam felizes com aquela alegria que fez, de cada um de vocês, músicos.

Continuem estudando, não abandonem a estrada do aprimoramento e da disciplina. Mas doravante, continuem seus caminhos com a alegria de um iniciante e permitam que a paixão pela música sempre brilhe, como um farol a nos guiar pelos mares escuros da vida.

Até o próximo Contraponto.


Última edição por Zubrycky em Dom Jul 08, 2012 8:44 pm, editado 9 vez(es) (Razão : Reescrever... Não existe a Arte de Escrever Bem, existe a Arte de Reescrever.)
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Cantão em Seg Jun 04, 2012 3:54 pm

Parabéns pela coluna , manda ver Zubrycky... cheers
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por joabi em Seg Jun 04, 2012 4:14 pm


Inspirador seu texto, Zubrycky. Parabéns, começou super bem. up

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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Seg Jun 04, 2012 4:16 pm

Cantão escreveu:Parabéns pela coluna , manda ver Zubrycky... cheers

joabi escreveu:
Inspirador seu texto, Zubrycky. Parabéns, começou super bem. up

Obrigado, meus Caros! What a Face

A opinião de vocês conta muito.

Novos Contrapontos já estão na forja poética de minha mente, crescendo e tomando forma... Aguardem! Wink
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por RookieBass em Seg Jun 04, 2012 6:19 pm

Putz cara diariamente leio os posts aqui, mas devido a minha inexperiência ao que diz respeito a técnica e conhecimento teórico quase nunca comento.
Sou apenas um "novato", mas buscando sempre aprender, mas depois de suas sábias palavras tenho que pelo menos agradecer por esses cinco minutos que passei lendo, começou muito bem, continue assim.
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por afonsodecampos em Seg Jun 04, 2012 9:25 pm

Bacana a idéia para a coluna, tenho certeza que virão contrapontos muito interessantes!

Ps. Cara, eu jurava que "Zubrycky" era onda sua! Rsrsrsr. Sei lá, um nome que não se consegue ler...

Parabéns pelo ótimo começo!
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Tarcísio Caetano em Ter Jun 05, 2012 8:52 am

Zubrycky, meu caro, excelente texto - para variar um pouquinho...

Mas sua digressão tem tudo a ver - seu texto se baseia nela. Sua experiência é valiosa e seu gosto, também. Conhecemos um pouco mais do Zubrycky, agora.

E compreendendo sua ilustração, quando se refere a este conceito de morte - "Se partirmos do princípio de que morte seja equivalente à ausência de movimento, uma alma que não vibra pode ser considerada então uma alma morta" - ele compactua com a opinião de Emill Cioran, por exemplo (Conhece? Filósofo romeno ou húngaro, me falha a memória). O conceito dele de vida ou viver, se parece muito com este, e me lembrou de Sartre e o pensamento existencialista (“o homem antes de mais nada, é um projeto que se vive subjetivamente”), e Marx, porque não.
Me parece, que o intuito da sua coluna é de ser uma reflexão constante sobre a música, mas não pude deixar de divagar.

Mais uma vez, excelente!!! Very Happy claps
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por GeTorres em Ter Jun 05, 2012 9:52 am

Sua reflexão sobre a paixão de fazer algo, em nosso caso tocar, me levou para outras praias...

Por motivos particulares/financeiros vi-me obrigado a trancar a matrícula da graduação e ultimamente não havia encontrado motivos para voltar a graduação.

Paixão pelo que se faz... Motivo forte o suficiente para retomar a graduação e relembrar o motivo pelo qual eu escolhi o Direito para graduar-me.

Paixão! Lembro-me da primeira semana da graduação, a busca por veteranos, amigos já antes da facul, para providenciar o meu trote particular e voluntário. Resultado: careca foi o novo visual por algum tempo.

Sempre gostei do meu cabelo um pouco mais comprido que o padrão da sociedade, então ser careca, mesmo que temporariamente é algo que eu não faria por livre e espontânea vontade, mas a paixão, o amor pelo que eu estava fazendo me fez ir de encontro e realmente ficar feliz por estar em um lugar que me fazia ( e ainda faz) me sentir bem.

A matrícula está trancada, mas ainda vou até a facul pois posso emprestar livros e tenho muitos amigos que trabalham na facul.

Paixão.... Obrigado Diego Zubrycky!!!
Seu contraponto lembrou-me do motivo da graduação e farei o possível e o impossível para retomar a graduação, acreditem, falta apenas 6 meses e algumas adaptações por mudança na grade.

Zubrycky, você está INTIMADO a comparecer na minha colação de grau, no final de 2013, pois tenho certeza de que isso não ocorrerá antes por que pretendo fazer as adaptações antes de terminar a graduação.

Sigam suas paixões!

Invariavelmente ela o levará aos seus sonhos, sonhos realizados!

Boa sorte Zubrycky! Sua coluna já começou muito bem!
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Ter Jun 05, 2012 10:34 pm

RookieBass escreveu:Putz cara diariamente leio os posts aqui, mas devido a minha inexperiência ao que diz respeito a técnica e conhecimento teórico quase nunca comento.
Sou apenas um "novato", mas buscando sempre aprender, mas depois de suas sábias palavras tenho que pelo menos agradecer por esses cinco minutos que passei lendo, começou muito bem, continue assim.

Muito obrigado pelas suas palavras, meu Caro. Agradeço de coração.

afonsodecampos escreveu:Bacana a idéia para a coluna, tenho certeza que virão contrapontos muito interessantes!

Ps. Cara, eu jurava que "Zubrycky" era onda sua! Rsrsrsr. Sei lá, um nome que não se consegue ler...

Parabéns pelo ótimo começo!

Fico feliz em saber que você gostou... Aguarde os novos Contrapontos! What a Face

Pois é... Zubrycky é mesmo meu sobrenome. Sou neto de ucranianos que se refugiaram na Argentina após a Segunda Guerra Mundial.

GeTorres escreveu:Sua reflexão sobre a paixão de fazer algo, em nosso caso tocar, me levou para outras praias...

Por motivos particulares/financeiros vi-me obrigado a trancar a matrícula da graduação e ultimamente não havia encontrado motivos para voltar a graduação.

Paixão pelo que se faz... Motivo forte o suficiente para retomar a graduação e relembrar o motivo pelo qual eu escolhi o Direito para graduar-me.

Paixão! Lembro-me da primeira semana da graduação, a busca por veteranos, amigos já antes da facul, para providenciar o meu trote particular e voluntário. Resultado: careca foi o novo visual por algum tempo.

Sempre gostei do meu cabelo um pouco mais comprido que o padrão da sociedade, então ser careca, mesmo que temporariamente é algo que eu não faria por livre e espontânea vontade, mas a paixão, o amor pelo que eu estava fazendo me fez ir de encontro e realmente ficar feliz por estar em um lugar que me fazia ( e ainda faz) me sentir bem.

A matrícula está trancada, mas ainda vou até a facul pois posso emprestar livros e tenho muitos amigos que trabalham na facul.

Paixão.... Obrigado Diego Zubrycky!!!
Seu contraponto lembrou-me do motivo da graduação e farei o possível e o impossível para retomar a graduação, acreditem, falta apenas 6 meses e algumas adaptações por mudança na grade.

Zubrycky, você está INTIMADO a comparecer na minha colação de grau, no final de 2013, pois tenho certeza de que isso não ocorrerá antes por que pretendo fazer as adaptações antes de terminar a graduação.

Sigam suas paixões!

Invariavelmente ela o levará aos seus sonhos, sonhos realizados!

Boa sorte Zubrycky! Sua coluna já começou muito bem!

Meu Querido,

Parabéns pela sua atitude! claps

Nada me honrará mais do que estar presente à sua colação de grau. Sinto-me imensamente feliz pelo convite e ainda mais feliz em saber que este primeiro Contraponto lhe foi assim tão inspirador.

Desejo-lhe todo o sucesso do mundo na busca de sua paixão! :curti2:
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Qua Jun 06, 2012 12:40 pm

Tarcísio Caetano escreveu:Zubrycky, meu caro, excelente texto - para variar um pouquinho...

Mas sua digressão tem tudo a ver - seu texto se baseia nela. Sua experiência é valiosa e seu gosto, também. Conhecemos um pouco mais do Zubrycky, agora.

E compreendendo sua ilustração, quando se refere a este conceito de morte - "Se partirmos do princípio de que morte seja equivalente à ausência de movimento, uma alma que não vibra pode ser considerada então uma alma morta" - ele compactua com a opinião de Emill Cioran, por exemplo (Conhece? Filósofo romeno ou húngaro, me falha a memória). O conceito dele de vida ou viver, se parece muito com este, e me lembrou de Sartre e o pensamento existencialista (“o homem antes de mais nada, é um projeto que se vive subjetivamente”), e Marx, porque não.
Me parece, que o intuito da sua coluna é de ser uma reflexão constante sobre a música, mas não pude deixar de divagar.

Mais uma vez, excelente!!! Very Happy claps

Fico feliz em saber que você gostou do texto e ainda mais feliz por saber o primeiro Contraponto causou-lhe divagações... É justamente para isso que ele existe, pois divagar é vibrar e a corda que não vibra não gera som.

Não estou familiarizado com Emil Cioran (Mas irei atrás do trabalho dele, valeu pela dica), devo confessar. O conceito de vida como movimento e morte como ausência de movimento me foi apresentado por Arnaldo Senise, um de meus mestres musicais (E personagem que será recorrente nos futuros Contrapontos, pois ele muito me ensinou)

Quanto ao intuito da coluna, bom, hoje eu diria, após ler as suas palavras, que ele é divagar sobre música de modo a gerar divagações, da mesma forma que o som se expande após ser gerado.

Abraço!

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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por fgbass em Qua Jun 06, 2012 2:37 pm

Parabens pela coluna! muito bem escrita.
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Qua Jun 06, 2012 9:39 pm

francotedescogabrieli escreveu:Parabens pela coluna! muito bem escrita.

Obrigado, meu Caro. Espero que os Contrapontos vindouros também lhe sejam aprazíveis. Abraço!
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por gpraxedes em Sex Jun 08, 2012 9:42 pm

Zubrycky, teu texto é uma leitura obrigatória, não sou tão filosófico mas compartilho da mesma opnião. Estou passando o link para o pessoal que toca comigo. Faço de tudo para que a paixão que tenho pela música nunca morra, nem mesmo seja abalada. Texto Inspirador. claps


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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Qui Jul 05, 2012 5:34 pm

gpraxedes escreveu:Zubrycky, teu texto é uma leitura obrigatória, não sou tão filosófico mas compartilho da mesma opnião. Estou passando o link para o pessoal que toca comigo. Faço de tudo para que a paixão que tenho pela música nunca morra, nem mesmo seja abalada. Texto Inspirador. claps



Obrigado, meu Caro! Espero que você também goste dos demais Contrapontos! Abraço!
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Ferium em Qua Nov 14, 2012 9:44 am

Cara, perfeito! Acabo de ler o Nono Contraponto graças a ele fiquei conhecendo essa seção do fórum. Vou reler os antigos e os que virão. Fiquei absolutamente impressionado com tua maneira de escrever.

Muito bons textos. E esse, particularmente, apaixonante. Vibrante como as cordas que somos! up

Parabéns!
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Re: Primeiro Contraponto: Apresentação do Colunista e uma pergunta aos visitantes.

Mensagem por Zubrycky em Dom Jan 13, 2013 8:31 pm

Ferium escreveu:Cara, perfeito! Acabo de ler o Nono Contraponto graças a ele fiquei conhecendo essa seção do fórum. Vou reler os antigos e os que virão. Fiquei absolutamente impressionado com tua maneira de escrever.

Muito bons textos. E esse, particularmente, apaixonante. Vibrante como as cordas que somos! up

Parabéns!

Obrigado!

Espero que você também goste dos outros textos! What a Face
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