Quinto Contraponto: Tributo aos meus fiéis parceiros de composição musical.

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Quinto Contraponto: Tributo aos meus fiéis parceiros de composição musical.

Mensagem por Zubrycky em Sab Jul 21, 2012 2:13 am

Saudações a todos!

Nessa noite fria de São Paulo conjuro o quinto Contraponto disposto a revelar, já que este é o local para a discussão de idéias insólitas a respeito da Arte das Musas, um dos meus maiores segredos musicais.

Tenho que admitir diante de todos vocês algo que escondi por todos estes anos: Eu não componho sozinho.

Tive muita ajuda ao longo desses anos.

Nesse tempo todo, fui (E ainda sou) amparado e auxiliado por amigos fiéis que acabaram se tornando meus inseparáveis parceiros de composição.

Quem foram eles?

Quem são eles?

Meus cachorros.

Desde criança vivo rodeado de cães (E gatos também, mas essa são outras histórias) e desde criança eu os levo para caminhar por aí.

Já perdi a conta de quantas vezes saí de casa para passear com meus cachorros sem saber como resolver uma canção ou sem idéias para uma linha de baixo e encontrei respostas e melodias no meio do caminho.

Já perdi a conta de quantas vezes meus cães me salvaram o dia, musicalmente falando... Mas posso dizer que foram menos dias do que aqueles nos quais fui salvo, ao ser animado e recebido com carinho por eles depois de um dia triste.

Devo muito aos meus cães.

E agora, depois de revelar este meu segredo tão bem guardado, recomendo que meu exemplo seja seguido por todos os meus amigos músicos que ainda não tenham pelo menos um cão em sua vida.

Além de um amigo(a) para todas as horas, vocês também encontrarão um parceiro musical.

Não há nada como um bom passeio com o cachorro para o surgimento de novas idéias musicais.

Encerro esse Contraponto dedicando-o com amor e carinho aos meus amigos/parceiros de composição caninos atuais (Madruguinha, Carlitos, Babi, Sally, Bibi, Sophie e Fúria) e - com amor e carinho acrescidos com muita saudade e gratidão - também aos que já se foram para latir no céu dos cães (Happy, Erundino, Athena, Xuxa, Paquita, Preta, Babalu, Coquinho, Luana, Suzy, Lassie e Pretinha... Ainda nos reencontraremos para novos passeios)

Até o próximo Contraponto!

Post Scriptum: Para aqueles que quiserem seguir o meu conselho, recomendo enfaticamente que não se compre um filhore. Com tantos cães abandonados nesse mundo precisando de um lar, sugiro de forma veemente a adoção ao invés da compra. Garanto que vocês não se arrependerão.

Há muita gente do bem ajudando os animais de rua. Basta procurar.

Por experiência própria, recomendo este site para aqueles que estiverem por aqui em São Paulo.

http://www.ciadobicho.com/

Poucas pessoas são tão sérias, honestas, abnegadas e engajadas no resgate desses animais quanto as pessoas responsáveis pela Cia do Bicho. Conheço de perto o trabalho delas e ponho, sem pestanejar, a minha mão no fogo por elas.

Post Scriptum 2: Sei que dizer o que direi aqui agora é desnecessário e redundante para os amigos foristas, mas, tendo em vista que este espaço pode ser lido por qualquer pessoa em qualquer lugar, devo dizer que a adoção de um animal é algo que exige muita responsabilidade. Um cão precisa ser cuidado de forma responsável. É preciso saber que haverão despesas (com comida, banho, tosa, vacinas, remédios, consultas periódicas no veterinário) e que será necessário dar atenção e exercícios físicos ao cachorro.

Cesar Milan, do programa "O Encantador de Cães" diz, com propriedade, que o cão não é um ser humano e que ele só é feliz de fato quando ele tem as suas necessidades animais satisfeitas nessa ordem: Exercício físico, comida e carinho.

Também é preciso ter em conta o fato de que um cão vive em média 15 anos e que devemos cuidar dele até o fim.

Post Scriptum 3: Sempre que penso em cães, me lembro de uma plaquinha de madeira que está em cima da geladeira da avó do meu primo, lá na Argentina.

Nessa plaquinha está escrita a seguinte verdade: "Camino entre amigos y as veces encuentro un perro. Camino entre perros y siempre encuentro amigos."

Post Scriptum 4: Eis uma pequena curiosidade... A palavra cínico, hoje tão deturpada, tem sua raiz na palavra grega "Kynikos" que, traduzida, quer dizer "semelhante ao cão", "canino" (Cão, em grego, é "kŷőn").

Os cínicos eram filósofos que viam no cão um modelo moral a ser seguido pelos homens. Afinal de contas, como disse certa vez Diógenes de Sínope, o mais célebre dos pensadores cínicos: "Sou um cão: alegro-me com os que me dão algo, lato para os que me são indiferentes e mordo os criminosos!"
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