Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale

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Mensagem por GeTorres em Ter Jul 31, 2012 11:30 pm

Boa Noite Pessoal!

Fuçando na internet eu encontrei esta entrevista com Carlos Assale, o responsável pelo licenciamento da Giannini junto a Fender!

Apesar de eu já ter escutado que "Fender Made in Brazil" é falso, não existe, é mito, coisa para enganar trouxas e etc...

Se alguém tiver um Jazz Bass da série Southern Cross e querer vender por acreditar que ele é mito, vende o mito prá mim!!!

(Fonte: http://brazilianguitars.blogspot.com.br/2010/01/fender-southern-cross-parte-1.html)
(Fonte: http://brazilianguitars.blogspot.com.br/2010/01/fender-southern-cross-parte-2.html)

Olá leitores. O assunto desse e do próximo post é a linha Southern Cross da Fender. Alguns devem estar se perguntando sobre o que que isso tem a ver com o blog, que se chama “Brazilian Guitars”. A resposta é simples. Essa série era fabricada no Brasil, pela Giannini de 1992 a 1995, sob supervisão da Fender. Um funcionário vinha dos Estados Unidos regularmente verificar a produção. Nesse primeiro post sobre essa linha, postarei uma entrevista com o Carlos Assale, responsável pelas guitarras “Fender by Giannini”. Essa entrevista também está disponível na comunidade “Guitarras Fender”, no Orkut.


“Entrevistador: Carlos Assale, você foi o responsável pelas Fender by Giannini. Como foi possível licenciar a marca Fender?

Carlos Assale: É verdade, o projeto Southern Cross. A Giannini tinha conseguido em 1990 uma licença para a fabricação das Fender aqui. O objetivo da fábrica americana era ter um fornecedor de violões tradicional, a quem pudesse confiar essa linha de instrumentos. Foi uma troca de interesses. Coincidentemente, foi na mesma época que eu estava deixando a Dolphin. O Giorgio Giannini - que apesar de ferrenho concorrente tinha comigo uma relação de amizade, respeito e admiração - me convidou para assumir a direção técnica da empresa e, entre outras coisas, tocar o projeto Fender/Giannini. Começamos a trabalhar em 1991 e enviar amostras para aprovação. Eu fui a interface com a Fender, acompanhado do Roberto Giannini. Visitamos as fábricas de Ensenada e Corona muitas vezes, trabalhamos o produto, demos aulas sobre design e fabricação de acústicos. Aprovamos o braço em pouco tempo mas o corpo levou uns dois anos e MUITAS amostras - foi preciso muitas mudanças de ferramental. É incrível como a Fender é sensível ao shape da Stratocaster, que é na verdade sua marca registrada, sua identificação. No fim recebemos um fax do Dan Smith, diretor de marketing da Fender, dizendo que o produto tinha melhorado 4000% e que a confiança era tanta que pela primeira vez eles iriam permitir que um produto produzido fora de suas fábricas e sem seu envolvimento comercial ostentasse o nome Fender no headstock. Fabricávamos em lotes e eles só iam para o mercado depois que um representante deles viesse fazer uma minuciosa inspeção. Elas eram até pesadas! Foram produzidos cerca de 5000 instrumentos de 1993 a 1995. O projeto foi abortado porque as peculiaridades econômicas do Brasil somadas ao royalty muito alto tornaram tudo economicamente inviável. As más línguas dizem que foi por problemas técnicos que tudo parou, mas nunca houve nenhum problema desse tipo.

E: As Fender brasileiras tinham a mesma qualidade que as americanas, mexicanas e japonesas?

C.A.: Conheci bem essas fábricas e seus produtos. Posso dizer com segurança que, fora o hardware e a captação, não há nenhuma diferença em relação às americanas. Com as outras não há nenhuma. É o que o pessoal que vem testando e comparando tem descoberto. Existem Fender feitas em todos os lugares do mundo, dos EUA a Coréia, passando por Japão e México, até no Brasil já foram feitas (pela Giannini, sob licença conhecidas como Fender Southern Cross, mas foram produzidas Stratos e não Teles por aqui), sem falar nas atuais Squier, sub linha da Fender. Eu tenho uma desde 93 e fiz um upgrade com Texas Special, tarraxas Gotoh, escudo white pearl, neckplate, ponte, knobs, strap lock, trastes dunlop, mudei a cor e parte elétrica tudo original e também tenho uma American Standard desde 96 que continua original. A Southtern Cross, ficou muito boa!, mas não ficou nelhor que a americana. A propósito, até onde eu sei ela foi produzida em nas cores preta, azul com preto tipo sunburst e vermelha. Inclusive já vi algumas Stratosonic transformadas com pickups encapados tipo Lace Sensor, não se enganem, são Giannini mesmo, e não foram usados nas Fender.”


As Southern Cross ainda são bastante admiradas por muitos e também odiada por outros. Um dos motivos é seu corpo em cedro, que é completamente diferente do Alder utilizado nas Fender americanas e mexicanas, descaracterizando o timbre de Stratocaster. Um outro motivo é um velho conhecido nosso: o preconceito contra instrumentos brasileiros. Mas de qualquer maneira, eram guitarras muito interessantes e com preço acessível na época.

Olá. Hoje, a segunda parte da postagem sobre a Fender Southern Cross Series by Giannini. Escreverei os detalhes sobre essa linha. A maioria dos dados por Carlos Assale.


-Fabricante: Giannini, já na atual fábrica na cidade de Salto/SP
-Período de fabricação: 1992 a 1995
-Produção: 5 mil exemplares
-Custo no lançamento: R$ 350,00. Em 1994, houve o Plano Real e nossa moeda ficou paritária com o dólar norte-americano.
-Madeiras: corpo – cedro; braço e escala – pau-marfim
-Hardware: Não há nenhuma identificação específica.

-Escudo: vinham já montados principalmente da Coréia, principalmente da Cor-Tek (hoje Cort). Eles também fabricam os Mighty Mite e os EMG Select, portanto todos têm o mesmo DNA.
Escudo branco, captadores com os polos aparentes, knobs de plástico, tipo strato.
Cordas: .009
-Headstock:

Frente: logotipo Fender PRATEADO com margem preta, STRATOCASTER Made In Brazil, Southern Cross (com as cinco estrelinhas do Cruzeiro do Sul acima do "n") ou Squier Series
Traseira: MANUFACTURED UNDER LICENCE
FENDER MUSICAL INSTRUMENTS INC.
USA
CGC: 61.196.119/0001-76
*As primeiras guitarras fabricadas no Brasil saíram com o selo "Squier". Posteriormente, foi criado o logo "Southern Cross ".
-Cores: Vermelho metálico, Sunburst azul (Moonburst) e Preto
*Portanto, não existem Fender SC de outras cores...
Versão canhota: A única Fender Southern Cross foi feita especialmente para o guitarrista Edgar Scandurra.
*"30 moscas brancas": Há 30 Fenders Southern Cross com parte elétrica americana (escudo, chave e captadores). Isto se deu porque o fabricante coreano atrasou a entrega, e o Assale providenciou uma importação direto dos EUA.
-Potenciômetros: CTS americanos.


*Quando a Giannini deixou de fabricar a Fender Stratocaster Southern Cross, devido ao "custo brasil" e ao altíssimo royalties pagos à matriz norte-americana, para não perder mercado, foi criada a Giannini Stratosonic e, posteriormente, a Supersonic, que eram semelhantes ou parecidas, mas não iguais.
É um equívoco afirmar que a Southern Cross e as stratos Giannini são a mesma coisa, porque o headstock é diferente, o corpo é diferente, não seguem em nada o padrão das Fenders Southern Cross. O controle de qualidade das Fender era bastante rigoroso. Antes de o lote ser liberado para o mercado brasileiro, vinha um técnico norte-americano da Fender e examinava guitarra por guitarra, inclusive pesando cada uma, para ver se estava no padrão. Um outro detalhe é que a Fender Southern Cross, devido a madeira utilizada, é mais pesada do que as vendidas na época, fabricadas no México e nos EUA.

-Último lote: 1995


Espero que tenham gostado!

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Mensagem por Laysson em Sab Ago 04, 2012 12:22 am

Muito boa a entrevista. Gosto de ler sobre a história desses antigos instrumentos. Pelo que pude ler por aqui mesmo, o Assale fez um ótimo trabalho na Dolphin. Tenho um Southern Cross encostado pra ser reformado um dia (tensor, escala, tarraxas, saddles ou ponte, potenciômetros). Depois de tantos textos lidos, o baixo ganhou importância pra mim. Talvez não seja um exemplar verdadeiro (algumas características batem com aquele tópico do Maurício Expressão), e caso seja, não terá muito dos aspectos que denotam originalidade depois da reforma. Valerá então pelo apego. hehe
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Mensagem por allexcosta em Sab Ago 04, 2012 8:17 am

Entrevista muito estranha...

Anos para se desenvolver o corpo de uma guitarra banal como a Strato?

*Quando a Giannini deixou de fabricar a Fender Stratocaster Southern Cross, devido ao "custo brasil" e ao altíssimo royalties pagos à matriz norte-americana, para não perder mercado, foi criada a Giannini Stratosonic e, posteriormente, a Supersonic, que eram semelhantes ou parecidas, mas não iguais.

As Giannini Stratosonic e Supersonic existiam muito antes da Giannini sonhar em ter um contrato com a Fender.

Essa história está muito mal contada...
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Mensagem por GeTorres em Sab Ago 04, 2012 8:30 am

Houve séries com o nome de Stratosonic e Supersonic antes e depois do contrato com a Fender. Aliás, a Giannini deve adorar este nome!

Pelo que li em outras matérias, a demora não é exatamente em desenvolver um corpo, isso para uma empresa do ramo de instrumentos musicais é coisa pouca, o problema foi desenvolver um corpo com madeira nacional que a fender aprovasse.

Foram muitas idas e vindas Brasil x EUA até que um protótipo fosse aprovado, com os baixos foi pior, tanto é que foram produzidas + ou - 5 mil guitarras e apenas 200 baixos.
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Mensagem por allexcosta em Sab Ago 04, 2012 8:37 am

GeTorres escreveu:Houve séries com o nome de Stratosonic e Supersonic antes e depois do contrato com a Fender. Aliás, a Giannini deve adorar este nome!

Pelo que li em outras matérias, a demora não é exatamente em desenvolver um corpo, isso para uma empresa do ramo de instrumentos musicais é coisa pouca, o problema foi desenvolver um corpo com madeira nacional que a fender aprovasse.

Foram muitas idas e vindas Brasil x EUA até que um protótipo fosse aprovado, com os baixos foi pior, tanto é que foram produzidas + ou - 5 mil guitarras e apenas 200 baixos.

Então as Stratosonic e Supersonic não foram "criadas" depois do fim do contrato com a Fender.

Na boa, se a Giannini tivesse passado por tantos aprimoramentos assim sairia dessa brincadeira com uma qualidade muito superior àquela dos instrumentos da marca do fim dos anos 90. Até hoje os melhores instrumentos Giannini são os mais antigos, muito antes de qualquer evento narrado nessa entrevista.

A Taurus herdou o maquinário da Beretta e até hoje faz armas de nível internacional. Os instrumentos Giannini não tem nenhuma condição de competir lá fora...
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Mensagem por GeTorres em Sab Ago 04, 2012 9:04 am

No fim das contas, a Giannini perdeu uma oportunidade única de se projetar mundialmente como um fabricante de tradição e qualidade.

Ela poderia ter tirado varias lições valiosas do contrato, mas ao que tudo indica, ela apenas eprendeu o lado errado do contrato.

Quanto á série da discórdia, eu entendi que foi fabricado mais uma série com nome que a fabrica acha ser "pomposo" e não que as series stratosonic e supersonic tenham sido criadas com o fim do contrato, eu tive um supersonic bass de 1973...

A visão comercial da taurus é comercial e da Giannini ao que tudo indica é familiar.

Empresas familiares que não são administradas com realismo, visão comercial, foco, mérito e sem paternalismos não prosperam
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Mensagem por allexcosta em Sab Ago 04, 2012 9:27 am

GeTorres escreveu:No fim das contas, a Giannini perdeu uma oportunidade única de se projetar mundialmente como um fabricante de tradição e qualidade.

Ela poderia ter tirado varias lições valiosas do contrato, mas ao que tudo indica, ela apenas eprendeu o lado errado do contrato.

Lições sim, mas não acredito que a Giannini conseguiria projeção mundial. É muito difícil para uma empresa Brasileira competir lá fora. O custo e a burocracia do Brasil não permitem...
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Mensagem por GeTorres em Sab Ago 04, 2012 9:40 am

E aqui dentro a maioria não valoriza o produto nacional e as fabricas parecem que gostam disso, cada vez mais fabricam na china com qualidade xingling e quem que um produto bom, honesto e nacional, tem que recorrer a luthierias como o MLaghus, S.Martin, Tigueiz e tantos outros.

Talvez ela não conseguisse projeção mundial em vendas, mas se conseguisse impor seu nome lá fora como uma empresa de produtos de qualidade, ajudaria muito ela aqui dentro...

É utópico o que vou dizer, mas se ela tivesse aproveitado bem do contrato e da troca de experiências com a Fender e tivesse seguido o "Padrão fender de qualidade" acredito que muitos baixistas que tem um fender comprariam um Giannini.

Seria mais difícil para a Fender se estabelecer aqui no Brasil se tivesse uma empresa com suporte para enfrentá-los em pé de igualdade.

É claro, se a qualidade fosse 'pau-a-pau' e isso, hoje, é utopia...

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Mensagem por allexcosta em Sab Ago 04, 2012 10:01 am

Há muito mito nisso tudo.

A própria Fender não conseguia fazer um baixo decente no início dos anos 90.
Sei lá, é aquela história do logo no headstock fazendo mágica...
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Mensagem por GeTorres em Sab Ago 04, 2012 10:07 am

E no final das contas, deve ser somente isso mesmo.

Um nome e um desenho de headstock que mudaram a história. E criou-se o mito, nada mais!
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Mensagem por BigBoy em Sab Ago 04, 2012 11:16 am

Giannini : um dos grandes exemplos de empresa familiar que conseguiu um nome conhecido (a coisa mais valiosa para uma empresa) e não sobe aproveitar!

99% das empresas familiares tem a "mente" fechada mesmo!
Ela deveria fazer o possível para segurar este joint com a Fender....

Iria ser referencia para a Giannini e iria aprender a fazer instrumentos (digo em relação aos baixos e guitarras) melhores...
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Mensagem por RodrigoBR em Sex Out 05, 2012 11:06 pm

Seria um sonho ver a nossa Gianinni oferecendo produtos reconhecidos internacionalmente hoje, já que ela tem no minimo 50 anos a mais de história que a Fender. Mas não deu.
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Mensagem por Nando Leandrez em Qua Out 17, 2012 1:35 pm

Tenho um amigo que tem um baixo Fender Mexicano e outro tem um Japones e eu tenho esta linha Southern Cross, minha opinião e a deles, que o som do meu bass soa até mais "roncado". Um baixo que não deve a ninguém .
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Mensagem por allexcosta em Qua Out 17, 2012 1:37 pm

RodrigoBR escreveu:Seria um sonho ver a nossa Gianinni oferecendo produtos reconhecidos internacionalmente hoje, já que ela tem no minimo 50 anos a mais de história que a Fender. Mas não deu.

Em violões talvez...
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Mensagem por galegonobaixo em Qua Out 17, 2012 3:15 pm

Nando Leandrez escreveu:Tenho um amigo que tem um baixo Fender Mexicano e outro tem um Japones e eu tenho esta linha Southern Cross, minha opinião e a deles, que o som do meu bass soa até mais "roncado". Um baixo que não deve a ninguém .

É esse da foto do seu avatar? Se for...sinto muito...esse não é southern cross não... Rolling Eyes
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Mensagem por chimux em Sex Jul 22, 2016 8:40 pm

Sou novo no fórum, muito legal essa entrevista. Tenho um Jazz Bass Southern Cross.
O meu veio com o logo Squier Series, mas coloquei um adesivo em cima qdo comprei.
Comprei ele em 94 novo na loja.
Agora sei que a cor dele é Moonburst!! muito legal!

Seguem as fotos.
Troquei o escudo original branco e os knobs.

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Ps: Não vendo Razz

[]s
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Mensagem por Marlim em Sex Ago 05, 2016 9:33 pm

Aproveitando que o tópico está alto eu gostaria de fazer uma pergunta que sempre me intrigou;;

Como se sabe que foram apenas cerca de 200 instrumentos ( no caso baixos ) produzidos? Houve alguma declaração de uma fonte ligada a fender ou giannini que disse isso?

Longe de duvidar da informação em si mas apenas curiosidade de saber de onde ela veio
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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Sex Ago 05, 2016 10:15 pm

^ Essa informação é dada pelo próprio Carlos Assale, que era o supervisor da produção.
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Mensagem por Marlim em Sex Ago 05, 2016 10:59 pm

Mauricio Luiz Bertola escreveu:^ Essa informação é dada pelo próprio Carlos Assale, que era o supervisor da produção.

Muito obrigado pela informação! Very Happy Very Happy
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Mensagem por pedrohenrique.astronauta em Seg Ago 08, 2016 9:35 am

E hoje, misteriosamente, deve existir bem mais que 200 desses baixos circulando por aí!

lol!
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Mensagem por Marlim em Qua Ago 31, 2016 10:55 am

pedrohenrique.astronauta escreveu:E hoje, misteriosamente, deve existir bem mais que 200 desses baixos circulando por aí!

lol!

hahaha certamente existem muito mais southern cross do que os que foram fabricados

Juro que nunca me conformei em existirem apenas 200 ( considerando 5000 instrumentos no total )

MAs o povo falsifica demais essa série...salvo engano os proprios baixos giannini da época eram bem parecidos com os souther cross e daí pra serem maquiados e vendidos como tal é um pulo

Eu tenho um southern cross autentico , porem apenas corpo , braço , escudo ponte e tarraxas são originais ...o dono anterior modificou brutalmente a parte eletrica do mesmo ( inclusive ficou com um p#$% som , apesar de que um pouco descaracterizado com a proposta original de um jazz bass ) dei sorte pq comprei -o num preço que julguei ser bom e o baixo realmente me agradou

Mas no fim das contas entendo bem pq sempre se parte do principio que todo souther cross é falso ( em especial esses que aparecem bem novinhos quase sem sinais da idade )
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Mensagem por Elifaz Marcos em Seg Fev 25, 2019 5:39 am

Sou novo no fórum, mas queria aproveitar o tópico para tirar uma dúvida, ao tirar o braço do meu Sc (adquirido usado), me deparei com essa marcação, e gostaria de saber se algum de vocês saberia dizer do que se trata, ou se seria uma assinatura, e se fosse, de quem seria. Desde já, muito obrigado!Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 35440410
Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale F9b60d10

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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Seg Fev 25, 2019 7:54 am

Não faço a menor idéia, nem jamais ví esse tipo de coisa em qualquer dos (dezenas!) de Gianninis que já trabalhei como luthier.
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Mensagem por Elifaz Marcos em Seg Fev 25, 2019 2:58 pm

Que pena :/, mas valeu aí!

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Mensagem por Elifaz em Qui Mar 14, 2019 2:36 am

O pessoal da gianini me deu a seguinte resposta pelo e-mail:

Olá Elifaz

O baixo modelo Jazz Bass, da Série Southern Cross, foi fabricado pela Giannini no Brasil, entre os anos de 1992 e 1995.
A Giannini fabricou estes baixos com autorização da Fender (USA), respeitando as especificações, desenhos e materiais definidos pela própria Fender, que periodicamente enviava inspetores de qualidade para a verificação e liberação dos lotes produzidos pela fábrica Giannini (localizada na época em Barueri/SP).
Obs.: a assinatura no braço (abaixo da parte parafusada), pode ser referente a um procedimento do controle de qualidade na época.
Apesar de ser um baixo com a marca Fender, as madeiras eram do mesmo tipo utilizado pela Giannini para fabricar seus baixos (com a marca Giannini), mas a seleção das madeiras obedecia o padrão estabelecido pela Fender.
As madeiras utilizadas eram as seguintes:
Corpo: Cedro
Braço: Pau-marfim
Escala: Pau-Ferro
Quanto aos outros componentes, os mesmos eram especificados pela Fender e importados pela Giannini (de fornecedores asiáticos especificados também pela própria Fender).

Att. Equipe Giannini

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Mensagem por BigBoy em Qua Out 30, 2019 2:19 pm

Boa tarde pessoal!

À tempos que quero escrever sobre algumas informações que recebi sobre a linha Fender SOUTHERN CROSS (SC) da Giannini.

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Baixo_10

Tenho um colega de trabalho (João) que trabalhou como pintor na Dolphin (1987 a 1990) e trabalhou na Giannini a convite de um amigo supervisor (1990 - 1997).

Em 1991 ele trabalhou novamente com o Assale na Giannini, que havia vendido a Dolphin para a Izzo e o mesmo aceitou o convite do Giorgio Giannini para trabalhar na empresa no projeto da parceria com a Fender.

Inclusive este meu colega, foi o criador da cor azul MoonBurst, que era uma novidade para a linha comum da Giannini e assim o Assale inseriu na linha SC.

Vamos sobre as informações que ele me passou sobre a linha Fender/Giannini:


- PRODUÇÃO

- Foi de 1993 até metade de 1995;

- Local: Fabrica de São Paulo. A de Salto foi inaugurada em 1997.

- Cores: Preto, Vermelho (Candy Apple Red) e Azul-MoonBurst.

- Quantidade aproximada Bimestral:
A produção era contada bimestral, pois era o período que o técnico/inspetor da Fender vinha ao Brasil verificar todos os instrumentos.

O João deu um chute aproximado:
300 guitarras
150 contrabaixos
50 violões

Estes números são uma lembrança, mas ele frisou que as guitarras tinham a maior quantidade no lote, os contrabaixos eram aprox. a metade da quantidade das guitarras, e os violões eram muito poucos...

Calculando uma produção total aproximada:
De 1993 à metade de 1995 = 30 meses. Como era bimestral a cotagem = 15 meses
Guitarras: 300 x 15 = aprox. 4500 peças
Baixos: 150 x 15 = aprox. 2250 peças
Violão: 50 x 15 = aprox. 750 peças

- A linha de produção Fender não era separada da linha Giannini. Era a mesma M.O. e maquinas, apenas faziam o lote Fender (conforme suas características) e depois retomava a produção da linha Giannini.

- Linha ST: São realmente sobra/refugo do especificado pela Fender, que o headstock era cortado e colocado a venda. Veja que os ST sumiram logo após os Fender SC.

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale St7-gi10Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Foto-310


- QUALIDADE

- Os primeiros instrumentos tinham melhor qualidade e “fidelidade” ao gabarito e Hardware (leia-se os Squier séries e os primeiros Southern Cross).

- Nos últimos lotes (1994 a 1995) a Giannini não manteve a qualidade da produção.
Por isso é normal ver cortes um pouco arredondados no headstock do baixo e mais reto no headstock das guitarras, atras do braço no fim do head e inicio do braço ser mais redondo, e variações na montagem (ponte desalinhada, rebaixador de cordas em local diferente, etc..).

O João me confirmou: Sem CNC! Os cortes eram feitos manualmente: Tupia, serra de fita, etc...

Acredita-se que nos últimos meses, a própria Fender já estava fazendo “vista grossa” para a qualidade, pois já estavam no clima de desanimo com a falta de qualidade da Giannini e assim já desejando fim do contrato.

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Fender10

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 34592611
Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Baixo-15


- Nestes últimos lotes saiam, por exemplo, alguns baixos com tarrachas Gotoh (tipo anos 80) e captadores sem polos aparentes da linha Stratosonic da época. Isso devido a atrasos de entrega de hardware.

- Meu colega diz que o motivo da quebra do contrato e interrupção da produção foi mesmo a falta de qualidade, que não convenceu a Fender.


- FALSIFICAÇÕES

- Decalque: Os decalques originais parecem que foram feitos uma falsificação, mas realmente a qualidade era baixa, com relevo no recorte, corte quadrado, coisa constante nos SC que vemos no mercado.

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 5a625610

- Todos as Guitarras e Baixos saíram com o decalque atrás com o autorização da Fender.
E o Fender na frente na cor prata e contorno fino preto.

- Os violões saíram no começo com selo interno “Southern Cross” e os últimos com selo “Folk Series”.

- Os baixos da época, apenas os SC tinham headstock tamanho Fender, os de linha Stratosonic sempre foi aquele Headstock fino que já estavam em produção desde 1991/1992 até 1995 (GCB08), apesar de usar as mesmas madeiras.

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 655_im10Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 44442110

- As Guitarras Stratosonic tinham (praticamente) as mesmas medidas da Fender SC. Mudava a ferragem e a captação (sem polos). As Stratosonic saiam com escala em Pau-ferro ou Marfim. As Fender SC só escala em Marfim.

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 665_im10
Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 43478211

Portanto, é muito mais fácil ter uma falsa guitarra Stratosonic escala marfim com decalque de Fender SC, do que um Baixo, devido a proximidade do formato do headstock entre os produtos das 2x linhas da mesma época.
Isso nas falsificações que são muito bem feitas, pois tem algumas falsificações que o “artista” nem respeita o tipo de shape e acha que engana trocando decalque.

O modelo de baixo da Giannini que poderia ser mais próximo para fazer um baixo SC falso, acredito que são os GCB08 de 87/88 à 90, com os 2 "S" no decal StratoSSonic, que tem o Headstock quase igual, porém o formato ainda é diferente das variações do Fender SC:

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 0068a110Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale 007b6910



- Concluindo: Não quero desmentir o que consta naquela famosa entrevista do Carlos Assale sobre a linha SC. Acredito que pode haver erros na interpretação da entrevista.

Infelizmente o Assale faleceu (em 2010) e não será possível uma nova entrevista.

Mas a fonte que tenho é quente!!! Hahahahahahaha

Segue o link da matéria da revista Audio News (infelizmente não descobri qual edição foi) sobre o lançamento da linha SC, onde lá também consta informação da produção da linha na primeira pagina.

http://robertocatalogoseoutrosdocumentos.blogspot.com/2014/10/materia-de-revista-lancamento-giannini.html

Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Img_2512Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Img_2511Fender Southern Cross - Entrevista com Carlos Assale Img_2510

Abraços! playing


Última edição por BigBoy em Qui Out 31, 2019 4:59 pm, editado 6 vez(es) (Razão : Correções ortográficas, novas imagens e melhor coerência.)
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Mensagem por HenriqueBessa em Qua Out 30, 2019 3:42 pm

Primeiro e mais importante: parabéns pelas informações. claps claps


No link fala de 300 a 400 dos 3 modelos por bimestre... a informação que vc passou é de 500 por bimestre.

A verdade é que esse assunto sempre vai ter discrepâncias que não poderemos resolver, ou pela falta de registro da Gianinni ou pq quem poderia reafirmar ou se corrigir não esta mais entre nós.

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Mensagem por Maurício_Expressão em Qua Out 30, 2019 4:26 pm

Nossa!
Legal o seu post.
Ele quebra vários paradigmas, como por exemplo a informação de que foram feitas apenas 200 un de Fender Jazz Bass Southern Cross.
Sempre achei que os baixos com o headstock mais arredondado na parte inferior era falsificação e não falta de qualidade, pois é um erro muito grosseiro...
Mas como sempre apareceu muito mais baixos que guitarras a venda na internet, eu sempre achei que existia mais falsificação de baixos que de guitarras...
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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Qua Out 30, 2019 4:31 pm

Muito bom!
claps
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Mensagem por BigBoy em Qua Out 30, 2019 4:44 pm

HenriqueBessa escreveu:


No link fala de 300 a 400 dos 3 modelos por bimestre... a informação que vc passou é de 500 por bimestre.

A verdade é que esse assunto sempre vai ter discrepâncias que não poderemos resolver, ou pela falta de registro da Gianinni ou pq quem poderia reafirmar ou se corrigir não esta mais entre nós.


Quando questionei sobre numero, ele deu um chute aproximado, acredito que seria nos momentos que maior produção.
Mas ele deixou bem claro que as guitarras tinham maior parcela na produção, os baixos era a metade em relação a quantidade de guitarra dos lotes... e os violões eram bem poucos... no então são mais raros dos 3 modelos.

Maurício_Expressão escreveu:Nossa!
Legal o seu post.
Ele quebra vários paradigmas, como por exemplo a informação de que foram feitas apenas 200 un de Fender Jazz Bass Southern Cross.
Sempre achei que os baixos com o headstock mais arredondado na parte inferior era falsificação e não falta de qualidade, pois é um erro muito grosseiro...
Mas como sempre apareceu muito mais baixos que guitarras a venda na internet, eu sempre achei que existia mais falsificação de baixos que de guitarras...

Mauricio Luiz Bertola escreveu:Muito bom!
claps

É uma honra receber um elogio de vcs e dos mestres Mauricio e o Bertola!!! Very Happy
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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Qua Out 30, 2019 4:53 pm

^ Obrigado, mas a honra é minha.
A pesquisa foi mui completa e mui bem feita.
claps
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Mensagem por HenriqueBessa em Qua Out 30, 2019 7:24 pm

BigBoy escreveu:

Quando questionei sobre numero, ele deu um chute aproximado, acredito que seria nos momentos que maior produção.
Mas ele deixou bem claro que as guitarras tinham maior parcela na produção, os baixos era a metade em relação a quantidade de guitarra dos lotes... e os violões eram bem poucos... no então são mais raros dos 3 modelos.


O que, de qualquer forma, leva a algum possível erro de interpretação da entrevista do Assale e tem, realmente, mais SC do que se pensava.


Novamente, parabéns por seguir na busca das informações.
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Mensagem por Edão em Qua Out 30, 2019 9:43 pm

Ótima postagem BigBoy. Entrevista feita com um Luthier que estava lá é coisa quente!

O que eu fico mais chateado é que poderíamos ser referência no mundo tendo uma fábrica local, produzindo com madeira nacional, instrumentos da marca mais conceituada de eletroacústicos do mundo, e... deu no que deu.
Triste!
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Mensagem por Danilo-Dog em Qua Nov 06, 2019 4:28 pm

Opa, já começo a ter esperanças na originalidade de meu "Southern Cross"

fotos dele

https://photos.google.com/share/AF1QipPMYbcjNjMnUn7xMOeifvBOpnWW-IMtRvgZiznUu5q6aLluERptecGe3HTM8wX1kw?key=MDlHbFlFS0VEOHVOSkZmcDIyZzdIRnlNZURnU2ZR
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Mensagem por BigBoy em Qua Nov 06, 2019 8:24 pm

Opa, já começo a ter esperanças na originalidade de meu "Southern Cross"

fotos dele

https://photos.google.com/share/AF1QipPMYbcjNjMnUn7xMOeifvBOpnWW-IMtRvgZiznUu5q6aLluERptecGe3HTM8wX1kw?key=MDlHbFlFS0VEOHVOSkZmcDIyZzdIRnlNZURnU2ZR

Belo baixo! Acredito ser original sim!
Ponte com 4 furações (algo que se manteve bem padrão nos baixos SC), posição e cores do decal ok e variação no formato Headstock conforme esperado. Pena que rasparam o “Made In Brazil”.
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Mensagem por Danilo-Dog em Qui Nov 07, 2019 12:06 pm

Obrigado, BigBoy.
Nossa nem tinha reparado na falta do Made in Brazil, comprei ele usado, se foi raspado não fui eu.
Ele veio com os dois caps com os polos escondidos, mas eu mudei o cap da ponte.
Quando comprei achei que ele era original pois um amigo tinha um idêntico (ou então capaz de ter sido o mesmo falsificador rsrs).
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