Edu Ardanuy solta o verbo.

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Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 5:21 pm

Eu sei que ele não é contrabaixista, mas o recado que ele dá vale para os baixistas também. Eu sou um pessimista com os equipamentos nacionais mas nunca tive dúvidas quanto à capacidade grandiosa de nossos músicos. O "recurso humano" da música brasileira não perde em nada para os estrangeiros e temos que valorizar.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Rafael Cordeiro em Dom Ago 05, 2012 5:34 pm

Gosto e respeito muito o músico Eduardo Ardanuy.

Mas este discurso dele me pareceu um tanto vazio, ainda mais se considerarmos que o Dr. Sin canta em inglês e faz um som que em nada remete ao Brasil.

Quando ele cita o show do Iron Maiden então...foi infeliz nesta....

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 6:01 pm

Realmente, tem esse ponto de vista que eu não tinha pensado. Ele tem pouquíssimas músicas em português, acho que a mais famosa é a "Futebol, Mulher e Rock in Roll".
Mas eu acredito mais que cantar em inglês advém de uma necessidade de vender o produto para o exterior, que o valoriza mais.
Lembremos que o cara vive disso, ele tem q sobreviver...

Quando ele fala do Maiden, eu entendi o sentido que ele quis dar, a última intenção dele foi desmerecer a lendária banda. Tocar no "santo nome" é algo muito delicado, admito, mas ele quis dizer que se paga uma fortuna para assistir uma banda estrangeira com nome e ninguém quer pagar 5% do valor que se paga a essas bandas para uma banda brasileira com qualidade próxima, que tenha uma fama aí um pouco aquém, mas que mereça ser valorizada.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por RodrigoBR em Dom Ago 05, 2012 6:36 pm

Falou nada demais apenas reforçou o que o falaschi ja tinha dito aqui:

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Claudio em Dom Ago 05, 2012 6:40 pm

Também não compreendi como uma crítica ao Iron Maiden, mas sim ao comportamento do público brasileiro, que de fato é lamentável:

Quantas vezes eu presenciei aqui no Rio pessoas pagando ingressos a R$ 1.000,00 pra assistir Madonna, Paul Mccartney, The Police, Amy Winehouse... as mesmas pessoas que frequentavam os bares da lapa e lagoa, com Jazz, Bossa, Samba de primeiríssima qualidade, em vinham na cara de pau pedir pra liberar de pagar o couvert artístico de R$ 10,00.

O povo brasileiro é muquirana, eles acham que músicos brasileiros devem passar a noite toda tocando em barzinhos sem cobrar nada, acham que estamos ali simplesmente praticando um hobby... mas qualquer gringo falido meia-boca que venha pra cá, aí nêgo dorme na fila pra pagar mil reais de ingresso!

Não faço idéia de quem seja esse tal Edu Adarnuy, mas compartilho da opinião dele, 100% correto!

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Dom Ago 05, 2012 6:41 pm

Ele deve ter falado isso tudo só porque foi usado por um hacker para ganhar acesso a 4 milhões de quartos de hotel pelo mundo.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Edu Fettermann em Dom Ago 05, 2012 6:52 pm

Sei lá, esse papo de "ah, nego paga 300 conto para ver músico gringo" é meio tendencioso. As pessoas pagam caro para ver artistas que admiram, simples assim. Eu já paguei mais de 100 reais para ver banda brasileira tocar, assim como já paguei mais de 100 reais para ver banda gringa tocar. Vai do gosto do cara. Música instrumental não tem mercado no Brasil, isso é fato. Quem quer ser reconhecido como grande instrumentista tem que investir no mercado externo.

É claro que tem o outro lado da moeda. Uma grande parte do público é composta pelos chamados "baba ovo", gente que paga fortunas para dizer que foi no show do momento, mas faz isso que o Claudio falou, de reclamar de pagar 10 reais de couvert no bar. Acho que não tem muita saída para isso, é como o mercado por aqui funciona.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por LuCaSbass em Dom Ago 05, 2012 7:17 pm

Depois que paguei cerca de 70 reais para ver vários shows fantásticos (Chick Corea, Marcus Miller, Renaud Garcia-Fons e outros), e vi outros tão fantásticos quanto de graça (Richard Bona, Hermeto etc) acho absurdo pagar mais que isso em qualquer show, até porque sabemos que quem leva a grande parte é o produtor.

Só para exemplificar, aqui em Brasília abriu uma casa de Jazz que cabem umas 30 pessoas e outro dia teve show do Arthur Maia, com ingresso por 60 reais... Logicamente que não fui, não porque eu acho que não valeria, mas porque já fui a mais de 5 shows dele em outros lugares bem melhores como Clube do Choro e etc com ingresso a não mais de 15 reais...

Valor de ingresso é muito mais pela cabeça do produtor/local que do artista... O próprio Chico Buarque falou que não pagaria o preço do ingresso do show dele nessa última turnê...

Mas a questão de instrumentistas brasileiros, é coisa de quem não tem visão mesmo... Pelo menos fora do rock, existem vários músicos brasileiros são muito bem-vistos e bem sucedidos lá fora...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Claudio em Dom Ago 05, 2012 7:18 pm

Edu Fettermann escreveu:
Música instrumental não tem mercado no Brasil, isso é fato.

Desculpe, mas discordo 100% dessa afirmação. Veja por exemplo:

3 Shows do Ron Carter em São Paulo, com um show extra... todos *lotados*.
Show do Ron Carter no Rio, esgotado há 1 semana, com chances de acontecer show extra.
Não sei em São Paulo, mas aqui no Rio os ingressos foram vendidos a R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia.

E nem vale dizer que é só gringo não... qualquer show de instrumental aqui no Rio por músicos brasileiros, tem sempre a lotação esgotada, seja lá onde for o lugar. Todas as sessões de música instrumental do CCBB, SESC-RJ e no Centro de Referência da Música Carioca, se você não comprar ingressos com muuuuita antecedência, vai ficar a ver navios!

Não faço idéia de como seja o público de instrumental no resto do Brasil, mas aqui no Rio sempre foi um mercado muito bom!

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 7:20 pm

Pois é, Fetter. É lamentável, mas uma realidade.

Eu sou um que paguei pra ir no Motorhead, Jethro Tull, etc.
Mas também vou em workshop, workshow, show artistico, etc de músicos nacionais. Não deixo de ir nos bares do RJ onde se tocam bandas iniciantes que tocam som do meu estilo.

Eu entendi o sentido do Ardanuy nessa parte, não acredito que ele teve intenção de ser tendencioso (embora pareceu), acredito que ele reclamou mais naquela coisa: Tem grana pra pagar X e não paga pra Y que é do mesmo estilo musical, nacional e com, no máximo, 15% do preço de X.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 7:29 pm

ClaudioBass escreveu:
Edu Fettermann escreveu:
Música instrumental não tem mercado no Brasil, isso é fato.

Desculpe, mas discordo 100% dessa afirmação. Veja por exemplo:

3 Shows do Ron Carter em São Paulo, com um show extra... todos *lotados*.
Show do Ron Carter no Rio, esgotado há 1 semana, com chances de acontecer show extra.
Não sei em São Paulo, mas aqui no Rio os ingressos foram vendidos a R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia.

E nem vale dizer que é só gringo não... qualquer show de instrumental aqui no Rio por músicos brasileiros, tem sempre a lotação esgotada, seja lá onde for o lugar. Todas as sessões de música instrumental do CCBB, SESC-RJ e no Centro de Referência da Música Carioca, se você não comprar ingressos com muuuuita antecedência, vai ficar a ver navios!

Não faço idéia de como seja o público de instrumental no resto do Brasil, mas aqui no Rio sempre foi um mercado muito bom!

Qual o numero da lotação dessas casas? Quantas pessoas cabem? Eu estou morando no RJ-capital e gostaria de ir nesses eventos...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Dom Ago 05, 2012 7:40 pm

Agora que vi o vídeo...

Acho que a resposta não tem nada a ver...

O G3 é um projeto de músicos que vivem nos EUA. Naturalmente as primeiras pessoas convidadas para participar serão outros músicos que moram lá e já se conhecem.

Esse tipo de projeto nasce de conversas informais entre músicos que muitas vezes são amigos e concebem a idéia às vezes em uma mesa de bar.

Se o Malmsteen tocasse tudo que toca e morasse em Estocolmo e fizesse shows por lá nunca seria chamado pra fazer um G3.

A segunda coisa é que o músico Brasileiro (principalmente esses shredders) não tem uma voz específica no instrumento. Esse solo do vídeo mesmo, se você fechar os olhos vai lembrar de 200 nomes de guitarristas que tocam assim. Já músicos como Vai, Satriani, Malmsteen ou Santana tocam uma nota e todo mundo sabe que são eles.

Nenhum músico Brasileiro vai conseguir destaque tocando música de gringo imitando gringo. Mistura com algo diferente, cria um timbre novo, faz uma papagaiada com um berimbau no meio do solo de guitarra que aí o público internacional vai falar "nossa, que diferente".

Existem escolas de samba razoáveis no Japão, mas a gente nunca ouviu falar. Pra terem destaque no Brasil teriam que ser melhores que as escolas de samba daqui. Mesmo acontece com músicos Brasileiros lá fora tocando a música inventada por eles.

Shredder tem em qualquer canto. O próprio Michael Angelo que é o "shredder master" e é Americano só toca quando a gig é dele. Isso ocorre porque ele não tem um diferencial. São simplesmente milhões de notas por segundo com um fraseado que todo mundo faz.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 7:42 pm

RodrigoBR escreveu:Falou nada demais apenas reforçou o que o falaschi ja tinha dito aqui:

Meu amigo, nada contra vc. Acho que vc teve razão em dizer que alguém já reclamou antes, não foi nenhuma inovação.
Só que o Edu (Ardanuy), além de mais objetivo (gastou menos palavras), foi mais educado também. Se o Falaschi está indignado com a cena metal brasileira, eu estou indignado com essa falta de postura dele. Tem até uns pontos positivos no discurso, mas a quantidade de ofensas e grosserias que ele usa para falar do headbanger brasileiro, só contribuiu pra ele ser ainda mais desvalorizado.

O cara se ridicularizou ali: "chupa-rola", "chupa-saco "eu quero é que vc compre meu CD e pague meu show", "não quero elogio", "f***-se o elogio", "hoje foi o velório do metal nacional", "o metal nacional acabou"?
O que é isso? Esses são poucos exemplos da quantidade de besteiras que ele falou.

E ainda falou besteira sobre a Argentina. A cena underground lá é muito forte, se ele acha que lá só faz sucesso o Rata Blanca (muito boa, diga-se de passagem), é pq ele não conhece o South American Sludge Festival. Lá vc vai ver a lotação do público pagante e quantas bandas Argentinas/Sul Americanas tocam lá.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 8:03 pm

allexcosta escreveu:Agora que vi o vídeo...
Acho que a resposta não tem nada a ver...
O G3 é um projeto de músicos que vivem nos EUA. Naturalmente as primeiras pessoas convidadas para participar serão outros músicos que moram lá e já se conhecem.

Mas Allex, vc é uma fonte de cultura musical, mas acho que se equivocou. Ele não diz sobre os guitarristas brasileiros serem chamados para o G3, ele diz sobre um brasileiro alcançar um "status" do G3, que é diferente. Mas essa informação achei interessante, de fato eu nem imaginava que o G3 só é feito com guitarristas dos EUA, mas, volto a dizer, não foi a intenção do cara que fez a pergunta para o Ardanuy.

Sobre o solo do Ardanuy se parecer com solos de guitarras gringas, acho que isso não tem muito a ver, pois se for assim, um competidor brasileiro de patinação no gelo, deveria sambar sobre os patins, e não dançar valsa, pra ganhar. Ou um lutador de MMA brasileiro deveria só lutar capoeira para ganhar a simpatia do público. Ele luta do jeito que o estilo pede. Assim como o Ardanuy toca do jeito que o som dele pede, ora. Principalmente: É o que ele gosta.
O Lauri, do Stratovarius, toca música brasileira muito bem, pode não ser um "Adriano Giffoni", mas com certeza o pessoal do país dele o valoriza por isso.

O Angra, da época do André Mattos, fazia muito isso que vc disse, misturar som brasileiro no meio do metal, sendo taxado em muitos países de "Brazilian folk metal", e nem por isso eles foram mais valorizados no Brasil. E tem muitas outras bandas que fazem sons exóticos e folk no Brasil, como Tocatta Magna (não sei se escreve assim), que usa até instrumentos andinos e sul-americanos no meio do metal e não são nada valorizados.

Enfim, o som do Ardanuy pode não ser melhor que os tops gringos, mas se equiparam, pode ter certeza. O próprio admite no final quando fala: "Se chacoalhar uma árvore, cai vinte e cinco guitarristas virtuosos".

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Dom Ago 05, 2012 8:47 pm

Aureliano escreveu:Ele não diz sobre os guitarristas brasileiros serem chamados para o G3, ele diz sobre um brasileiro alcançar um "status" do G3, que é diferente.

Usei o G3 como exemplo porque a pergunta citou o evento.
O Brasil é um país de Terceiro Mundo, é muito difícil criar eventos de renome internacional. Seria o equivalente a querer que o Brasil produzisse filmes na mesma quantidade e qualidade que Hollywood.


Sobre o solo do Ardanuy se parecer com solos de guitarras gringas, acho que isso não tem muito a ver, pois se for assim, um competidor brasileiro de patinação no gelo, deveria sambar sobre os patins, e não dançar valsa, pra ganhar. Ou um lutador de MMA brasileiro deveria só lutar capoeira para ganhar a simpatia do público.

Não acho que o argumento é válido. Música não é uma competição. Você não busca uma medalha, busca destaque. Para se destacar não pode ser mais um, tem que ter algo que diferencie dos demais.

Assim como o Ardanuy toca do jeito que o som dele pede, ora. Principalmente: É o que ele gosta.
O Lauri, do Stratovarius, toca música brasileira muito bem, pode não ser um "Adriano Giffoni", mas com certeza o pessoal do país dele o valoriza por isso.

Eu não disse "tocar música Brasileira", mas algo que se destaque. Não adianta querer se destacar fazendo música tradicional de outros países do jeito que eles fazem.

Enfim, o som do Ardanuy pode não ser melhor que os tops gringos, mas se equiparam, pode ter certeza. O próprio admite no final quando fala: "Se chacoalhar uma árvore, cai vinte e cinco guitarristas virtuosos".

Mas o cara toca música gringa, não é melhor que os gringos e não é diferente dos gringos. Onde está o destaque? Achar que no resto do mundo o povo vai ficar ligadão no que acontece no Brasil é muita viagem. A visão que o estrangeiro tem sobre o Brasil é similar à que você tem sobre a Mongólia. Imagino que se você não tem parentes ou um interesse especial pela Mongólia não sabe se tem um excelente shredder por lá, correto? O Brasil é um país longínquo, de Terceiro Mundo que tem pouca representação mundial. Nem votar na ONU a gente vota. Para ter destaque mundial precisa ser duas coisas: muito novo e muito bom, como um Tom Jobim da vida. Espero que dê pra entender o que quero dizer.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Edu Fettermann em Dom Ago 05, 2012 9:25 pm

ClaudioBass escreveu:
Edu Fettermann escreveu:
Música instrumental não tem mercado no Brasil, isso é fato.

Desculpe, mas discordo 100% dessa afirmação. Veja por exemplo:

3 Shows do Ron Carter em São Paulo, com um show extra... todos *lotados*.
Show do Ron Carter no Rio, esgotado há 1 semana, com chances de acontecer show extra.
Não sei em São Paulo, mas aqui no Rio os ingressos foram vendidos a R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia.

E nem vale dizer que é só gringo não... qualquer show de instrumental aqui no Rio por músicos brasileiros, tem sempre a lotação esgotada, seja lá onde for o lugar. Todas as sessões de música instrumental do CCBB, SESC-RJ e no Centro de Referência da Música Carioca, se você não comprar ingressos com muuuuita antecedência, vai ficar a ver navios!

Não faço idéia de como seja o público de instrumental no resto do Brasil, mas aqui no Rio sempre foi um mercado muito bom!

Claudio, o show do Ron Carter lotar não me espanta, visto que o cara é uma lenda. Mas diz aí, quantas pessoas cabiam nessa casa de shows? Mil? Duas mil? E esses shows do CCBB, casa lotada com 500 pessoas? Estou falando de público grande, que foi a pergunta do cara do vídeo. Ele cita como exemplo o G3, que faz show pra 20, 30 mil pessoas. Iron Maiden toca pra 100 mil pessoas. É desse tipo de mercado que eu queria falar, só não me expressei corretamente.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Claudio em Dom Ago 05, 2012 10:49 pm

^. Claro, ninguém vai produzir um show de música instrumental num espaço do tamanho do Rock In Rio. Mas já cansei de ver shows de instrumental em casas como Metropolitan e Vivo Rio lotadas. O próprio Free Jazz Festival quando eram produzidos no Hotel Nacional e Marina da Gloria, esgotavam ingressos semanas antes do festival começar. Outro bom exemplo é o Rio da Ostras Jazz/Blues.

Mas é claro, o Iron Maiden abrange um publico jovem, adolescentes e marmanjos como nós... Por mais semi-deus que seja Ron Carter, aqui no Brasil ele não terá um publico similar a um Iron Maiden. Mesmo com esse fato, não da pra dizer que no Brasil não há publico para música instrumental..

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Zubrycky em Dom Ago 05, 2012 10:59 pm

O argumento do Ardanuy tem um falha gritante (Para um guitarrista): Ele se esqueceu de que o Hendrix, que era americano, só teve o sucesso e a projeção que ele teve depois de ter saído dos Estados Unidos.

Sem a receptividade do público inglês, muito provavelmente o Hendrix seria mais um daqueles muitos músicos daquela época que ainda hoje permanecem obscuros.

Ou seja, a sabedoria popular não está de todo errada ao afirmar que "santo de casa não faz milagre".

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Dom Ago 05, 2012 11:22 pm

Zubrycky escreveu:

Ou seja, a sabedoria popular não está de todo errada ao afirmar que "santo de casa não faz milagre".

Caramba, pra mim a discussão chegou num denominador comum aqui, muito bem lembrado, haheuaheuhauehuaheua.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Cayo Castro em Seg Ago 06, 2012 12:41 am

É tudo despeito. Mesmo caso do Falaschi. Daí o cara vem com esse papinho de "vamos valorizar o que é nosso" mas ganha algum dinheiro e compra uma casa nos E.U.A. Ou então, ele próprio não paga pra ver um show do Mozart Mello mas paga o triplo pra ver um show de uma bandinha americana que ele gosta. Costumo nem ver mais esse tipo de vídeo, ando meio cansado dessas ideologias hipócritas. As pessoas só defendem algo quando isso vai ajudar elas.
E na boa?! Quem é Ardanuy?

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Seg Ago 06, 2012 1:07 am

Mas o cara toca música gringa, não é melhor que os gringos e não é diferente dos gringos. Onde está o destaque? Achar que no resto do mundo o povo vai ficar ligadão no que acontece no Brasil é muita viagem. A visão que o estrangeiro tem sobre o Brasil é similar à que você tem sobre a Mongólia. Imagino que se você não tem parentes ou um interesse especial pela Mongólia não sabe se tem um excelente shredder por lá, correto? O Brasil é um país longínquo, de Terceiro Mundo que tem pouca representação mundial. Nem votar na ONU a gente vota. Para ter destaque mundial precisa ser duas coisas: muito novo e muito bom, como um Tom Jobim da vida. Espero que dê pra entender o que quero dizer.

Allex, eu entendi o que vc quer dizer, me equivoquei em alguns pontos, mas vc continua tb. A questão é nossos guitarristas serem reconhecidos AQUI, pq no exterior eles já são. O Andreas Kisser, Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, etc, são conhecidos lá fora, mesmo tocando o estilo que os gringos tocam. Eu vejo diferença entre eles. Acho que isso varia mais da afinidade com o som que eles tocam, de gosto pessoal do que uma questão científica e somática. O som é diferente, tem notas, escalas e harmonia diversas.

Um guitarrista, por exemplo, que pra mim não perde pro Eric Johnson do G3 é um brasileiro chamado Frank Solari, vale a pena ir no show dele. Tem um endorser da Tagima, Marcelo Barbosa, que não perde pro John Petrucci (opinião minha). O som da banda dele é super prog e acho que vale a pena ser conhecido, pq tem seu destaque. Não é pq já existe o Dream Theater que eu não vou querer conhecer uma outra banda do mesmo estilo.

Mas eu entendo o que vc quer dizer sobre inovar, na questão de estilo. É tipo o Josh Homme, ex-Kyuss e atual Queens Of Stone Age. O som dele nem é complicado de se tocar, mas é algo totalmente novo, que ninguém antes dele fazia. Quem o faz, é inspirado nele. É, de fato, muito bacana quando se consegue isso. Mas ouço mtas outras bandas d Stoner, inclusive brasileiras, que tocam no mesmo estilo, e não deixo de dar importância pras inovações de tais músicos, mesmo que sejam dentro do mesmo estilo.

E sobre o gringo enxergar o Brasil como nós enxergamos a Mongólia, vc tá redondamente enganado. Todo contato que tive com estrangeiro dá pra ver que o Brasil chama mto mais atenção do que a Mongólia, que só nos lembra Gheghis Khan e arqueiros montatos. O Brasil tem, e muita, representatividade.

O fato do Brasil não ter força na ONU ou UN (que pra mim é uma m**** de instituição), não se relaciona a questões culturais e da representatividade, foi uma comparação tb inválida. Os países árabes não têm metade da força da França na UN e, mesmo assim, têm mais representatividade cultural no mundo que ela.


Última edição por Aureliano em Seg Ago 06, 2012 1:17 am, editado 1 vez(es)

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Seg Ago 06, 2012 1:14 am

Cayo Castro escreveu:É tudo despeito. Mesmo caso do Falaschi. Daí o cara vem com esse papinho de "vamos valorizar o que é nosso" mas ganha algum dinheiro e compra uma casa nos E.U.A. Ou então, ele próprio não paga pra ver um show do Mozart Mello mas paga o triplo pra ver um show de uma bandinha americana que ele gosta. Costumo nem ver mais esse tipo de vídeo, ando meio cansado dessas ideologias hipócritas. As pessoas só defendem algo quando isso vai ajudar elas.
E na boa?! Quem é Ardanuy?

Eu concordo contigo até certo ponto, isso acontece mesmo, mas daí nivelar todo mundo por baixo n é justo. Existe muita diferença entre o discurso do Ardanuy e do Falaschi. Um só diz que deveríamos valorizar mais nosso som, ele não diz em nenhum momento que é pra deixar d curtir o estrangeiro. Já o outro, explode em xingamentos para falar de metaleiros do Brasil, gringos e etc, pra viciado nenhum botar defeito.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Seg Ago 06, 2012 7:12 am

Aureliano escreveu:Allex, eu entendi o que vc quer dizer, me equivoquei em alguns pontos, mas vc continua tb. A questão é nossos guitarristas serem reconhecidos AQUI, pq no exterior eles já são. O Andreas Kisser, Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, etc, são conhecidos lá fora, mesmo tocando o estilo que os gringos tocam. Eu vejo diferença entre eles. Acho que isso varia mais da afinidade com o som que eles tocam, de gosto pessoal do que uma questão científica e somática. O som é diferente, tem notas, escalas e harmonia diversas.

É... Aparentemente eu não entendi bem o conteúdo do vídeo, pois escutei com falante de laptop. Achei que estavam falando de música internacional.
Uma coisa é muito óbvia: Esse pessoal não é reconhecido aqui por dois motivos:

1 - O Brasil não dá valor ao que é feito no Brasil. Foram séculos com uma indústria ridícula, tecnologia ultrapassada, políticos corruptos e uma grave síndrome de vira-lata. Isso não se resolve da noite para o dia. Além disso, "a grama do vizinho é mais verde" é um sentimento incrustado na natureza humana.

2 - O Brasil não gosta de rock. Isso é fato. O povo Brasileiro gosta de outras coisas. É um país latino que não tem uma estrutura geográfica e histórica relacionada ao rock. Não há porque um shredder ser um super astro no Brasil. Esse tipo de música fica restrita a nichos.


Um guitarrista, por exemplo, que pra mim não perde pro Eric Johnson do G3 é um brasileiro chamado Frank Solari, vale a pena ir no show dele. Tem um endorser da Tagima, Marcelo Barbosa, que não perde pro John Petrucci (opinião minha). O som da banda dele é super prog e acho que vale a pena ser conhecido, pq tem seu destaque. Não é pq já existe o Dream Theater que eu não vou querer conhecer uma outra banda do mesmo estilo.

Quando você escreve "não perde" está demonstrando toda a síndrome de vira-lata que eu mencionei acima. "Não perder" não dá destaque pra ninguém. O cara precisa é "ganhar", que é diferente de "não perder". Americanos são os reis do marketing, por isso no fórum a gente escuta a frase "Fender é Fender" a torto e à direita. É a mesma coisa. No seu texto está implícito a admiração que você tem por esses gringos aí. É como um mito.

E sobre o gringo enxergar o Brasil como nós enxergamos a Mongólia, vc tá redondamente enganado. Todo contato que tive com estrangeiro dá pra ver que o Brasil chama mto mais atenção do que a Mongólia, que só nos lembra Gheghis Khan e arqueiros montatos. O Brasil tem, e muita, representatividade.

É... Cada um tem suas experiências. A maioria dos estrangeiros com os quais convivi não sabiam ao certo onde ficava o Brasil, não tinham idéia do tamanho do país, achavam que o Brasil sequer tinha estradas e que falava Espanhol... E se chateavam bastante com a falta de educação dos turistas Brasileiros que não respeitam filas e gritam sem parar.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Seg Ago 06, 2012 10:46 am

1 - O Brasil não dá valor ao que é feito no Brasil. Foram séculos com uma indústria ridícula, tecnologia ultrapassada, políticos corruptos...

2 - O Brasil não gosta de rock. Isso é ....


Cara, verdade absoluta. Até os movimentos simpáticos ao rock como a tropicália e rock nacional oitentista, que fizeram sucesso, ainda sim é pra público seleto.
Só um adendo: Não vejo a síndrome de vira-lata como um defeito, até pq somos um país multi-étnico, uma antropóloga holandesa que conheci disse que é o país mais diversificado que ela já conheceu em todos que passou pelo mundo, mais até que os EUA. De fato, não tem adjetivo melhor pra nos qualificar. Lembrando que, viajando no seu exemplo, o cão vira-lata é o que melhor sobrevive, haja vista que ele pega um pouco de qualidade de cada raça que ele tem em sua genética, sendo mais diversificado e versátil.

Quando você escreve "não perde" está demonstrando...

Discordo, não foi com esse sentido que quis dizer, se pareceu eu peço desculpa a todos. Quando digo que "não-perde" é que se equiparam em riqueza musical.
Vc citou um exemplo de slogan usando equipamento, o que não acho que venha ao caso na nossa "mesa redonda", pois o recurso humano é diferente do material. O equipamento estrangeiro de países desenvolvidos é, indiscutivelmente, melhor que o nosso. E sobre eu admirar artistas gringos, isso não é implícito, é explícito mesmo, eles são muito bons e são referência. Assim como temos músicos que são referência para eles. Por exemplo, eu conheci o baterista Carlos Bala (quem não conhece, recomendo pesquisar) que foi o único brasileiro a ser convidado para um evento com bateristas ao lado de nomes como Simon Philips e Dennis Chambers.

É... Cada um tem suas experiências. A maioria dos estrangeiros...

Rapaz, o pior que eu vi muito disso, tenho que concordar. Eu ria disso, fazer o quê? Eu trabalhei um ano e meio no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, comunidades (favelas) que ficam entre Copacabana e Ipanema, um dos metros quadrados mais caros do mundo e ponto de forte turismo. Desse tempo, em várias funções que rodei, fiquei 5 meses exclusivamente atendendo turistas, era um aprendizado a cada encontro. Mas essa alienação quanto ao Brasil, pelo que vi nessa profissão, viajando ou teclando no extinto IRC e no skype, se dá muito mais nos EUA. Claro, já vi um europeu perguntando se fomos colonizados por italianos, mas geralmente eles sabem mais sobre nós. Mas gente ignorante tem em todo lugar, inclusive aqui. Eu conheço brasileiros, e não são poucos, que não sabem diferenciar EUA de Europa ou China de Japão. Russo? Sinônimo de albinismo...

Agora, sem dúvida, nossa maior representatividade cultural no exterior se dá por samba, carnaval, futebol, brazilian jiu jitsu, MMA, cachaça (vendida lá a nivel de uisque) e, claro, put... Deixa pra lá...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por herrero em Ter Ago 07, 2012 12:50 am

Eu ja ví show do Malmsteen num bar de New Jersey com 100 pessoas, + no show do Roberto Carlos no Madison Square Garden tinha 1000 e o ingresso era o dobro, - a questão é, quantas veses o Malmsteen toca em N.J. e quantas veses o Roberto Carlos no Madison Square?
quando se fala em bandas que fundaram o Heavy Metal ou participaram como bandas "chave" no movimento o público sempre vai ser grande, Iron Maiden e Metallica nos EUA lota estádios e o ingresso é bem caro como no Brasil, as outras bandas continuam tocando em lugares menores para um público seleto, este público ja não se compara com o que era nos anos 80, "encolheu" bastante...


Última edição por herrero em Ter Ago 07, 2012 11:31 am, editado 1 vez(es)

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por andremega em Ter Ago 07, 2012 7:03 am

Aureliano, a expressão "sindrome de vira-latas" é unicamente pejorativa, tem nada de diveridade ou qualquer outro conceito positivo.

Foi cunhada para demonstrar como nós nos consideramos menores do que os "de raça", como europeus e americanos.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Masteles em Ter Ago 07, 2012 9:05 am

Rafael Cordeiro escreveu:Gosto e respeito muito o músico Eduardo Ardanuy.

Mas este discurso dele me pareceu um tanto vazio, ainda mais se considerarmos que o Dr. Sin canta em inglês e faz um som que em nada remete ao Brasil.

Quando ele cita o show do Iron Maiden então...foi infeliz nesta....

Ainda bem!

Não imagino o Dr. Sin como uma nova Legião Urbana onde letrinhas pseudo inteligentes sobrepõem o som!

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Ter Ago 07, 2012 9:23 am

Fico revoltado com esse tipo de comentário feito por esse guitarrista.

Pelo amor de Jah, é muito óbvio...

Se você faz música pelo prazer de tocar, não há porque se preocupar com o reconhecimento do público, certo?

Se você quer ser reconhecido pelo público, ouça o que o público quer e não tente impor ao público o que você quer.

Músico que quer sucesso toca qualquer coisa. Vai montar uma dupla sertaneja.

Imagina se eu montar um grupo de Cumbia no Brasil e depois reclamar que não tenho o reconhecimento do público.

Não existe público "main stream" no Brasil pra Heavy Metal Brasileiro, ponto final. E se o Iron Maiden se mudasse pra SP e tocasse todo fim de semana ia chegar uma hora que ninguém iria no show também. Só lota porque é uma novidade que acontece "de caju em caju", além da banda ser pioneira no estilo.

Músico que quer fazer sucesso tem que entender o que o mercado quer e não tentar impor o que ele acha certo. Não funciona...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Cayo Castro em Ter Ago 07, 2012 9:33 am

^ Também me revolto com esse tipo de coisa. Ainda mais, quando usam desse apelo emocional, patriótico cheio dessas ideologias hipócritas.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Ter Ago 07, 2012 11:49 am

andremega escreveu:Aureliano, a expressão "sindrome de vira-latas" é unicamente pejorativa, tem nada de diveridade ou qualquer outro conceito positivo.

Foi cunhada para demonstrar como nós nos consideramos menores do que os "de raça", como europeus e americanos.


Sim, eu sei que a expressão é usada de modo pejorativo, mas eu n me considero inferior a ninguém, mesmo não sendo "raça pura". A expressão foi usada no sentido que ficamos tentando copiar o estrangeiro. Na verdade, é buscar alcançar o mesmo nível, o que é diferente. Se temos alguém de referência e maior tradição num determinado segmento, temos que alcançá-lo. E de fato, alcançamos em muitos pontos.

Do mesmo modo, estrangeiros também nos invejam em muitas habilidades e posso citar exemplos em que, apesar de específicos, somos ponto de referência. Eles vêm até aqui aprender essas habilidades, reconhecendo nossa superioridade nelas. Eles estão sendo "vira-latas" no sentido pejorativo da coisa? Nada disso, só estão buscando uma referência e alcançar o mesmo nível.


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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Ter Ago 07, 2012 12:13 pm

allexcosta escreveu:[
Não existe público "main stream" no Brasil pra Heavy Metal Brasileiro, ponto final. E se o Iron Maiden se mudasse pra SP e tocasse todo fim de semana ia chegar uma hora que ninguém iria no show também. Só lota porque é uma novidade que acontece "de caju em caju", além da banda ser pioneira no estilo.

Concordo tb, mas o público que temos pode muito bem valorizar. O negócio que, de fato, o povo brasileiro em sua maioria não é patriota. Na Argentina, um show do Los Natas dá muito movimento, mesmo sendo underground, pq o público lá, além de maior tradição em curtir rock, é super patriota. No Brasil, essa postura eu vejo mais no Sul.

Músico que quer fazer sucesso tem que entender o que o mercado quer e não tentar impor o que ele acha certo. Não funciona...

Eu acho válido arriscar e tentar algo novo, assim como o exemplo que dei do Stoner. Garanto que eles não pesquisaram o mercado pra saber o que tocar. De fato, um músico igual o Ardanuy poderia estar muito bem tocando músicas mais comerciais, ele tem competência pra isso, porém prefere tocar o que gosta.

Eu toco um som nada comercial, também. Não espero reconhecimento, minha profissão é outra, mas não acho apelativo chegar e dizer que o povo brasileiro deveria dar mais valor ao que é feito aqui, especificamente o público do metal, até pq não quero tocar Thrash e Stoner esperando ser reconhecido por pagodeiros.



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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Ter Ago 07, 2012 12:26 pm

Por outro lado, temos que analisar a questão estrutural. Nos EUA e outros países, se ensina música nas escolas. No Brasil, as escolas públicas mal ensinam as matérias básicas. O equipamento deles é muito melhor e, simultaneamente, mais acessível. Luthieria? Nem se fala, bem à frente.

O músico brasileiro que se destaca no estrangeiro como ele, Arthur Maia, Carlos Bala, etc, são verdadeiros vencedores, pq enfrentaram toda uma falta de estrutura nacional e, por conta própria, perseveraram. São "a grama que nasceu no cimento". Essa frase eu costumo citar para o público headbanger em Itaperuna e região, onde fui criado, pq lá não tem nada que te contribua a curtir rock pesado e/ou alternativo. Uma curiosidade: Minha região é terra natal do Baden Powell, um violonista que foi um sucesso na Europa e quase anônimo no Brasil, é só pesquisarem. Eu mesmo demorei a saber quem foi esse grande músico, já falecido.

E, por fim, admito que o discurso do Ardanuy apesar de ter uma intenção nobre(na minha opinião), ele erra ao querer "desvalorizar" o estrangeiro. Não precisa falar do americano de modo pejorativo pra clamar o público do rock a valorizar nossos músicos. O termo "americanizar" é por demais pseudo-rebelde, impossível hoje em dia vc não se aproximar da cultura anglo-americana.
Apesar de muito mais educado que o do Falaschi, esse discurso poderia ter sido melhor elaborado, mas a habilidade com a oratória é um dom pra poucos...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Lucas_Panurge em Ter Ago 07, 2012 10:29 pm

"É... Cada um tem suas experiências. A maioria dos estrangeiros com os quais convivi não sabiam ao certo onde ficava o Brasil, não tinham idéia do tamanho do país, achavam que o Brasil sequer tinha estradas e que falava Espanhol... E se chateavam bastante com a falta de educação dos turistas Brasileiros que não respeitam filas e gritam sem parar."

Da mesma forma que todo mundo acha que Pará é nordeste (sem contar aquele jogador gaúcho que cometeu a asneira de dizer que Belém é terra onde JC nasceu) e se tem sotaque nordestino e não um específico...

Esse negócio de brasileiro ficar revoltadinho com pensamentos clichês de estrangeiro (algo normal) me deixa puto e com vontade de dar na cara do sujeito, na moral... fazem a mesma coisa com quem não é da região onde veio e quer ter moral pra falar de gringo... que nem nego que faz piada com a pica de japonês, com a burrice do português (eleger um sujeito que não tem formação nem pra ser gari é muita inteligência) e a arrogância do argentino (sem comentários), mas ficou todo puto quando o Robin Williams fez aquela piada do meio-quilo de pó.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 8:15 am

^Justamente, meu caro...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Qua Ago 08, 2012 8:26 am

Aureliano escreveu:Concordo tb, mas o público que temos pode muito bem valorizar.

Mas vai fazer o quê? Colocar uma arma na cabeça do cara e dizer "goste do metal nacional e prestigie todos os shows"?
Não gosta não gosta ué...


De fato, um músico igual o Ardanuy poderia estar muito bem tocando músicas mais comerciais, ele tem competência pra isso, porém prefere tocar o que gosta.

Quer tocar o que gosta? Então não reclame da falta de prestígio. Se o público não vai no seu show isso significa que o público não gosta da música que você faz. Não é muito óbvio isso?

Lucas_Panurge escreveu:Da mesma forma que todo mundo acha que Pará é nordeste

Não sei com que tipo de pessoa você conversa, mas acho que nunca ouvi uma pessoa alfabetizada dizer que Pará é Nordeste.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Cayo Castro em Qua Ago 08, 2012 9:11 am

^ Já vi coisas piores, tio. O que conheço de gente que faz faculdade e não sabe absolutamente nada sobre o Brasil. Brasileiro é preconceituoso consigo mesmo e abre as pernas pra gringo.

O problema está no Ardanuy incentivar um falsa valorização de música brasileira quando ele, visivelmente, não o faz.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por fma em Qua Ago 08, 2012 12:21 pm

Temos umas concepções meio estranhas aqui nesse tópico... Dizer que o Kiko Loureiro é conhecido lá fora é forçar bastante a barra. Ele chegou numa condição em que consegue ir tocar de vez em quando e participar de feiras, tocando para o mesmo público do Michael Angelo, a mesma meia dúzia de caras rsrs Imagino até que ele tenha uma condição de vida por aqui bem melhor do que a de um shredder americano, por conta de aulas e ter uma banda que faz tours pelo Brasil. Não é improvável que um músico americano que faça workshops lotados no EMT São Paulo tenha música como segundo trabalho, dirigindo um taxi ou cortando madeira o dia inteiro.
A comparação que o Allex fez com a Mongólia é bem verdadeira na minha experiência. É triste, mas é fato.
Um redneck normal não sabe qual nossa capital, a lingua que falamos, nem nada. Até sabe quem é a Gisele Bundchen, mas pensa que ela é alemã e por aí vai.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por fma em Qua Ago 08, 2012 12:25 pm

Ah, temos sim algo representativo nos Estados Unidos, algo que qualquer americano liga ao nosso país. Depilação feminina.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por herrero em Qua Ago 08, 2012 1:00 pm

fma escreveu:Temos umas concepções meio estranhas aqui nesse tópico... Dizer que o Kiko Loureiro é conhecido lá fora é forçar bastante a barra. .
A Morley e a zoom divulgam ele nos EUA, eles tem que vender estes produtos:
http://www.zzounds.com/item--MLYKIKO
http://www.amazon.com/Zoom-Kiko-Loureiro-Signature-Pedal/dp/B003O8P2E4

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por herrero em Qua Ago 08, 2012 1:06 pm

fma escreveu:Ah, temos sim algo representativo nos Estados Unidos, algo que qualquer americano liga ao nosso país. Depilação feminina.
shampoo de creatina e suco de açaí está na moda nos state.
Sem esquecer que bossa nova é tocado em todo lugar, até nas lojas da macy's.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 1:17 pm

allexcosta escreveu:
Quer tocar o que gosta? Então não reclame da falta de prestígio. Se o público não vai no seu show isso significa que o público não gosta da música que você faz. Não é muito óbvio isso?

Não é bem assim. A molecada no rock(pelo menos onde vi) enche a boca pra falar que conhece Dr. Sin, que prefere Ardanuy a Kiko Loureiro, etc e tal. Mas não liga de ir num show dele e paga até duzentas vezes mais pra ir em show de banda que nem é muito fã, mas tem nome e tal.
Eu já vi mta gente usando camisa do Dr Sin, curtindo Dr. Sin no orkut, face e talz, mas nunca foi num show do Dr. Sin e não foi por falta de oportunidade. Eu acho que vai mesmo pelo ditado "santo de casa não faz milagre" ou "a grama do vizinho é sempre mais verde".
Quando digo que daria pra valorizar mais, não é obrigando a gostar, é pq tem muita gente que gosta mas não liga de valorizar mesmo, não é por n gostar.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 1:38 pm

herrero escreveu:
fma escreveu:Ah, temos sim algo representativo nos Estados Unidos, algo que qualquer americano liga ao nosso país. Depilação feminina.
shampoo de creatina e suco de açaí está na moda nos state.
Sem esquecer que bossa nova é tocado em todo lugar, até nas lojas da macy's.

Temos inúmeros exemplos de destaque brasileiro no exterior. A versão brasileira do jiu-jitsu é mundialmente conhecida e hoje é o carro chefe de qualquer luta de MMA. A tática de guerra na selva? Só dá Brasil, CIGS. Guerrilha urbana? BOPE-RJ.

De volta à música, um fato é que eles cobram muito da gente tocar samba e bossa nova. Um baterista conhecido meu viajou pelo exterior e, mesmo roqueirão, cabelo grande, de preto, cheio das correntes, (shredder legítimo) quando ele dizia que era do Brasil, a pergunta era padronizada: "Could u play samba for us?" Ele disse que não tocava isso, não gostava. E não deixou de fazer sucesso tocando o rock dele.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Cayo Castro em Qua Ago 08, 2012 1:45 pm

Aureliano escreveu:
allexcosta escreveu:
Quer tocar o que gosta? Então não reclame da falta de prestígio. Se o público não vai no seu show isso significa que o público não gosta da música que você faz. Não é muito óbvio isso?

Não é bem assim. A molecada no rock(pelo menos onde vi) enche a boca pra falar que conhece Dr. Sin, que prefere Ardanuy a Kiko Loureiro, etc e tal. Mas não liga de ir num show dele e paga até duzentas vezes mais pra ir em show de banda que nem é muito fã, mas tem nome e tal.
Eu já vi mta gente usando camisa do Dr Sin, curtindo Dr. Sin no orkut, face e talz, mas nunca foi num show do Dr. Sin e não foi por falta de oportunidade. Eu acho que vai mesmo pelo ditado "santo de casa não faz milagre" ou "a grama do vizinho é sempre mais verde".
Quando digo que daria pra valorizar mais, não é obrigando a gostar, é pq tem muita gente que gosta mas não liga de valorizar mesmo, não é por n gostar.

Não entendi nada. HAHA
Só consegui tirar uma coisa de tudo que você falou: A culpa é do roqueiro. Como você espera valorização em um público tão POSER?! Nunca vi um POSER de pagodeiro... nunca vi um POSER de Jazz... nunca vi um POSER de axé.
Acho que nunca vi alguém defendendo algum artista que não gostasse. Cá pra nós, isso é meio burrice. Aliás, essa tietagem toda de defender banda/artista só existe entre roqueiros. Vai saber o porquê...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Qua Ago 08, 2012 1:56 pm

herrero escreveu:shampoo de creatina e suco de açaí está na moda nos state.
Sem esquecer que bossa nova é tocado em todo lugar, até nas lojas da macy's.

Xampu de creatina é um produto Brasileiro? scratch
Açaí saiu em Oprah e ficou razoalvemente conhecido, assim como Noni, que não transformou o Tahiti em país da moda.
Bossa Nova é o único estilo musical respeitado fora do Brasil, mesmo assim eles só conhecem Tom Jobim e Carmen Miranda.

Dizer que o Brasil tem grande representação internacional por causa de uma fruta exótica e porque toca Águas de Março na Macy's é exagero.

O que importa mesmo é IDH, taxas de mortalidade e analfabetismo, distribuição de renda, prêmios Nobel, performance nas Olimpíadas, essas coisas...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 2:11 pm

Cayo Castro escreveu:
Não entendi nada. HAHA
Só consegui tirar uma coisa de tudo que você falou: A culpa é do roqueiro. Como você espera valorização em um público tão POSER?! Nunca vi um POSER de pagodeiro... nunca vi um POSER de Jazz... nunca vi um POSER de axé.
Acho que nunca vi alguém defendendo algum artista que não gostasse. Cá pra nós, isso é meio burrice. Aliás, essa tietagem toda de defender banda/artista só existe entre roqueiros. Vai saber o porquê...

Não vou perder tempo contigo, pq não perco tempo com sujeito adulto e postura de moleque. Até então eu tinha respeito por vc mas, já sei, isso não importa, pq pra comédia não faz diferença.
Se não entendeu nada, ou sai da conversa ou pergunta igual homem, aponta onde errei igual os outros, pq ficar de molecagem vai dificultar o diálogo. Até então, apesar de acalorado e com pontos de vista diversos, o debate estava com um clima de respeito. Eu, até agora, não zombei do estilo musical de ninguém e não admito que façam o mesmo comigo. Sem falso-moralismo, já me excedi algumas vezes no fórum, admito, mas pelo menos não fui moleque e corri atrás pra resolver.







Última edição por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 2:42 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 2:24 pm

Aureliano escreveu:
allexcosta escreveu:
Quer tocar o que gosta? Então não reclame da falta de prestígio. Se o público não vai no seu show isso significa que o público não gosta da música que você faz. Não é muito óbvio isso?

Não é bem assim. A molecada no rock(pelo menos onde vi) enche a boca pra falar que conhece Dr. Sin, que prefere Ardanuy a Kiko Loureiro, etc e tal. Mas não liga de ir num show dele e paga até duzentas vezes mais pra ir em show de banda que nem é muito fã, mas tem nome e tal.
Eu já vi mta gente usando camisa do Dr Sin, curtindo Dr. Sin no orkut, face e talz, mas nunca foi num show do Dr. Sin e não foi por falta de oportunidade. Eu acho que vai mesmo pelo ditado "santo de casa não faz milagre" ou "a grama do vizinho é sempre mais verde".
Quando digo que daria pra valorizar mais, não é obrigando a gostar, é pq tem muita gente que gosta mas não liga de valorizar mesmo, não é por n gostar.

Para os demais, eu meio que utilizei uns termos meio inadequados nesse meu reply. Generalizei ao dizer sobre o público do rock. Ao invés de todo o público do rock (molecada é informal demais), podemos dizer que EXITEM MUITOS no meio de um todo que adotam tal postura que eu disse. Mas tem outros fatores tb, q levam em conta. Nosso público tem pouco poder aquisitivo, entao acaba guardando este para shows raros e de bandas que estão em fim de carreira, afinal, o pessoal do Iron Maiden já está caminhando para os "60 de idade". Mesmo assim, a falta de patriotismo no Brasil é algo endêmico e não é só na música. Faz parte de um contexto histórico, vai ser difícil de mudar isso.

O post inicial que eu coloquei é sobre uma afirmação do Edu em relação a uma pergunta num workshop, que é o que falta para nossos guitarristas (acredito que músicos em geral) serem reconhecidos a nível de G3 e outros tops. Acredito que a intenção dele foi falar no reconhecimento interno. Mas é interpretação de cada um. Aqui gerou um debate maneiro, a minha intenção foi essa mesmo, pq a vida é feita de compartilhar experiências, pelo menos é a minha visão.
Mas, voltando, o Edu foi muito feliz ao dizer que falta o "Brasileiro acreditar nisso" e ponto final. Acredito que ele se excedeu na complementação da resposta, pois utilizou uns termos meios clichês e até mesmo de conotação hipócrita, embora a intenção dele, acredito que não foi essa.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por herrero em Qua Ago 08, 2012 2:38 pm

allexcosta escreveu:
herrero escreveu:shampoo de creatina e suco de açaí está na moda nos state.
Sem esquecer que bossa nova é tocado em todo lugar, até nas lojas da macy's.

Xampu de creatina é um produto Brasileiro? scratch
é o que dis as embalagens de shampoo( the La Brasiliana treatment, Brazilian Keratin Treatment, the Brazilian Creatina Blow Out, and Brazilian Hair Straightening). todos estes falam que é um produto "from the Amazon rainforest". Creatina é simplesmente uma proteína produzida pelo próprio corpo mas as pessoas que compram não vão no google para saber, querem usar porque a embalagem fala que é do Amazonas.
Bossa Nova é o único estilo musical respeitado fora do Brasil, mesmo assim eles só conhecem Tom Jobim e Carmen Miranda.
depende , os músicos conhecem outros como Yamandu costa e toninho horta.

Dizer que o Brasil tem grande representação internacional por causa de uma fruta exótica e porque toca Águas de Março na Macy's é exagero.
eu não disse isso, falei que bossa nova é tocado em todo lugar, até na macy's.

O que importa mesmo é IDH, taxas de mortalidade e analfabetismo, distribuição de renda, prêmios Nobel, performance nas Olimpíadas, essas coisas...
posso estar vendo o Brasil de uma forma melhor do que realmente é, tem vinte anos que moro fora, a realidade que vejo quando vou de férias é diferente de quem vive o dia a dia.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por Aureliano em Qua Ago 08, 2012 2:41 pm

allexcosta escreveu:
O que importa mesmo é IDH, taxas de mortalidade e analfabetismo, distribuição de renda, prêmios Nobel, performance nas Olimpíadas, essas coisas...

Isso ajuda muito, mas existem algumas culturas em países que não tem nada disso que fazem algum sucesso/representação no exterior, e vide a cultura árabe, africana e até de alguns países asiáticos.

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Qua Ago 08, 2012 2:44 pm

herrero escreveu:é o que dis as embalagens de shampoo( the La Brasiliana treatment, Brazilian Keratin Treatment, the Brazilian Creatina Blow Out, and Brazilian Hair Straightening).

"Keratin" não tem nada a ver com creatina...

Queratina é uma proteína estrutural conhecida pelos cientistas há muito tempo e usada mundialmente na indústria de cosméticos. Não há nenhuma relação entre queratina e o Brasil.

Alguns xampus Brasileiro que contém queratina são bem aceitos no mercado internacional, principalmente entre os grupos étnicos de cabelo crespo e enrolado. É só isso...

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

Mensagem por allexcosta em Qua Ago 08, 2012 3:07 pm

Pesquisa rápida.

Brasil

IDH - 84º
Alfabetismo - 95º
Renda per capita - 75º

Homicídios: (quanto mais escuro pior)



Terceira pior distribuição de renda do mundo...

Octógesimo primeiro lugar em felicidade da população.

Na boa, onde vocês vivem que é tão bom assim?

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Re: Edu Ardanuy solta o verbo.

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