Palestra sobre mitos em áudio

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Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por bodhan em Sex Out 04, 2013 3:35 pm

Muito interessante. Para quem gosta de gravação e apreciação de áudio, vale a pena assistir.
Entre outras tantas coisas, em um momento o palestrante diz que gravou em estúdio multipista a mesma música com todos os canais a 24bits e também em 16bits. Fez a mixagem em duas versões, uma 24 e outra 16bits, e ninguém conseguiu perceber a diferença. Eu costumo gravar tudo a 16bits por uma questão de economia de espaço e processamento, agora tenho mais um bom argumento para continuar assim!
Está em inglês, sem legendas ...
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por Claudio em Sex Out 04, 2013 4:30 pm

Também já fiz esse teste de gravação 24 e 16 bits com uma mesma música. Pra mim, a diferença foi perceptível. Ouvi a música primeiro em 16 bits, e quando passei para a versão em 24 bits, parecia que tinha tirado um travesseiro da frente da caixa de som. O mesmo acontece com taxas de amostragens em 44 e 96 khz.

Pra mim não há dúvidas de que um áudio captado em 24 bits com 96 khz, tem uma qualidade muito superior ao 16 bits em 44 khz. Quando você trabalha com vários canais, arranjos com muitos instrumentos, você consegue perceber melhor os detalhes em 24/96.

No Youtube você não consegue perceber essa diferença porque o mecanismo deles destrói o áudio, transforma qualquer coisa boa numa joça.
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por bodhan em Sex Out 04, 2013 5:44 pm

ClaudioBass escreveu:No Youtube você não consegue perceber essa diferença porque o mecanismo deles destrói o áudio, transforma qualquer coisa boa numa joça.
Claro, Cláudio! Nem me passou pela cabeça avaliar os testes com base no som do YouTube! Seria um grande absurdo! No vídeo ele indica o site com os arquivos para baixar e fazer as comparações: http://ethanwiner.com/aes/
Lembrando que a palestra aconteceu na 127 Convenção da AES.

Cláudio, me perdoe, mas creio que você deveria fazer o teste novamente em sua casa. O fato de ter gravado com um sample rate e bit depth maiores não pode de forma alguma proporcionar qualquer alteração tonal. No vídeo, aos 46 min. ele demonstra com um redutor de bits o resultado da redução de bit depth. A qualidade tonal permanece a mesma, ou seja , as frequências não tem alteração de volume entre elas, a resposta de frequência é a mesma, apenas há um aumento de distorção e ruído abaixo dos 8 bits! Logo mais ele explica como convenceu um colega de que captar as variadas pistas de uma sessão de gravação multipista em 24 bits não proporciona nenhuma diferença do que em 16 bits! Veja o vídeo!
Cláudio, ao que tudo indica, isto é um mito! A diferença entre 16 para 24 bits é o aumento do "dinamic range", o que já é mais do que o suficiente em 16 bits. O que alguns dizem é que faz sentido gravar 24 bits com uma taxa de amostragem de 192khz para desta forma obter uma representação mais completa do sinal.

De qualquer forma, este assunto para mim é muito complexo. Sou ex-engenheiro de som, e no tempo que trabalhava com isso ainda não existia o áudio digital à disposição dos estúdios! Sou do tempo do rolo! Muito mais fácil e gostoso ... Ah! Já não tem mais estúdio de gravação como antigamente ...
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por Boss2K em Sex Out 04, 2013 6:17 pm

O que se pode imaginar da representação do espectro de áudio em bits, é tal qual níveis de áudio em determinado momento de tempo.

16 bits = 65.536 possíveis níveis.
24 bits = 16.777.216 possíveis níveis.

A resolução do áudio a 24/96 é 250 vezes maior que a 16/44.1.

Encerrada a discussão técnica, vamos à parte subjetiva:

Segundo a teoria de Nyquist, o limite superior real de uma parte do áudio digital será superior a metade da taxa de amostragem.

Se você grava em 44.1, as frequencias mais altas geradas estarão por volta de 22 kHz. Que são 2 kHz mais altas que os melhores/excelentes ouvidos humanos podem distinguir.

É considerado que nas gravações analógicas dos discos em vinil, essas frequencias cheguem a 50 kHz. Ou seja, mais de duas vezes o limiar de audição humana. Aqui está o grande mistério. A teoria é que a energia de áudio, mesmo que não se possa ouvi-la, existe como tendo um efeito sobre as freqüências mais baixas que ouvimos. Voltando para a teoria de Nyquist, uma taxa de 96 kHz se traduzirá em potencial de saída de áudio de 48 kHz, não muito longe da melhor reprodução de som analógico.

Concuindo, o áudio é melhorado num limite em que não podemos perceber, e o que faz com muitos de nós, humanos, possamos ouvir "melhor", é algo subjetivo ... mistério ...

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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por Claudio em Sex Out 04, 2013 6:41 pm

bodhan escreveu:
Cláudio, me perdoe, mas creio que você deveria fazer o teste novamente em sua casa. O fato de ter gravado com um sample rate e bit depth maiores não pode de forma alguma proporcionar qualquer alteração tonal.
Nos testes que fiz, as gravações em 24/96 soaram de forma mais limpa, mais clara e sem o mesmo "abafamento" da versão gravada em 16/44. No texto que escrevi acima, não ficou claro o que eu quis dizer... a diferença entre 24/96 e 16/44 é muito perceptível pra mim na hora de *MIXAR*, aqui sim faz diferença ouvir um som o mais limpo possível, e com maior quantidade de elementos possível.

Na hora de fechar o trabalho e exportar, aí tanto faz, o resultado final vai estar sempre na casa de 44.100 para áudio CD, e 48.000 para áudio DVD. Aqui realmente não dá pra perceber que na mixagem você trabalhou com taxas na casa de 96.000.

bodhan escreveu:
O que alguns dizem é que faz sentido gravar 24 bits com uma taxa de amostragem de 192khz para desta forma obter uma representação mais completa do sinal.
Sim, concordo com isso, e trabalho dessa forma... mas essa representação mais completa vai ser benéfica apenas no trabalho de mixagem.

Gravei e fiz a mixagem de um trabalho, em que determinado momento soava um sino de bonde. Estava trabalhando em 24/44.100. Na hora de mixar o som do sino soava estranho, abafado, sem brilho e sem volume. Fiz um teste: Abri um outro projeto em  24/96.000 com rigorosamente as mesmas regulagens e sem nenhum plugin. Pedi ao percussionista pra tocar o mesmo sino. Velho, a diferença foi absurda, o som do sino estava lá, presente, brilhante e com o volume que eu queria.
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por bodhan em Sex Out 04, 2013 7:01 pm

Claudio, agora fiquei bastante curioso! Como disse, não trabalho mais com isso e também não tenho tanta familiaridade com os equipamentos digitais high end. Tenho uma interface Firewire e uso o Logic num MacBook Pro. Tudo o que já gravei foi usando 16bit a 44.1. Vou dar uma experimentada e testar a gravação de sons de alta frequência. No caso de triângulo, lembro que era encrencado de captar nos sistemas analógicos. Tinha que gravar com um nível bem baixo para obter melhores resultados.
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por Paulo Penna em Sex Out 04, 2013 9:54 pm

Se o equipamento onde reproduz o áudio não for muito bom, tanto faz 16 bits, 24.... vinil....
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por Fabio Linhares em Sex Out 04, 2013 11:18 pm

16/44 no Sonar ficava uma porcaria.
16/44 no Reaper fica bem mais legal. vai entender...
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

Mensagem por Claudio em Sex Out 04, 2013 11:42 pm

bodhan escreveu:Claudio, agora fiquei bastante curioso!
Vou dar uma experimentada e testar a gravação de sons de alta frequência.
Legal, faça os testes sim, se puder chegar a uma taxa de 192, compare o resultado entre as 3. O problema é que 192 é um devorador de espaço em disco, mas a definição é tudo de bom!

Fabio Linhares escreveu:16/44 no Sonar ficava uma porcaria.
16/44 no Reaper fica bem mais legal. vai entender...
Essa é fácil de entender... os algoritmos de conversão A/D do Reaper devem ser melhores.

Eu sinto diferença entre as conversões no Logic 9 e Logic X, eles otimizaram bastante os algoritmos A/D de uma versão pra outra.
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Re: Palestra sobre mitos em áudio

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