Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio

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Mensagem por joabi em Sab Abr 23, 2016 8:00 pm


Recebi recentemente um pedido para escrever um artigo sobre como a Saturação pode usada em Mixagem. Até que enfim consegui um tempo no feriado para escrever com calma.

No entanto, resolvi explorar um pouco o uso de outros elementos do ambiente analógico dentro do mundo digital, que é um assunto que considero interessante e muitas vezes esquecido ou ignorado por quem está iniciando no mundo do áudio. O objetivo deste artigo é fornecer novas idéias para quem está começando a se aventurar pelo mundo das gravações ou para quem simplesmente tem curiosidade sobre o processo.

Este será, portanto, um artigo que trata basicamente de distorção, mas de uma forma diferente do que estamos acostumados a ver no fórum, geralmente relacionada com pedais. Falarei sobre o uso deste recurso em estúdio, mais propriamente no processo de gravação e mixagem.

Nos estúdios, a saturação é um elemento conhecido há muito tempo, principalmente porque alguns equipamentos são muito propensos a esse tipo de comportamento, que, com o passar dos anos, passaram a ser usados como recurso expressivo, estético e sonoro. Equipamentos como gravadores de fita, preamps, compressores e consoles analógicos são particularmente ricos nesta área, graças a seus transformadores, circuitos e válvulas.

Reparem que estou falando aqui de um tipo de saturação que praticamente passa despercebida por grande parte dos ouvintes, apesar de ser mensurável tecnicamente. É um efeito adicionado a cada som gravado em quantidades muito pequenas, infinitesimais, mas que tende a se acumular durante o processo de gravação e mixagem, ao somarmos diversos canais e também devido ao efeito cascata, quando usamos vários equipamentos num mesmo canal e cada um contribui para o resultado final, algo que comumente chamamos de "som analógico". É interessante notar que, mesmo em quantidades tão pequenas, a saturação tem capacidade de modificar significativamente o resultado sonoro de uma gravação, não no sentido de fazer com que fique distorcida, mas de uma forma que falarei mais adiante.

Nos dias atuais, com o áudio digital, grande parte dessas características se perderam, porque depois que o som é captado, ele passa a ser manipulado dentro do domínio digital, e se torna algo que não sofre mais a influência desses elementos e circuitos externos. Basicamente, numa gravção moderna totalmente digital, o único contato que o som tem com a distorção harmônica é bem no início do processo, através dos microfones e preamps, e só isso.

Voltando um pouco ao passado, algumas pessoas defendiam que o som deveria ser o mais puro possivel para alguns estilos musicais. Isso era principalmente verdade para quem gravava música erudita e orquestras, por exemplo. Sempre houve a busca por sonoridades bem transparentes dentro desse segmento. O transistor foi o primeiro grande passo nessa direção, pois tinha um funcionamento bem diferente do sistema valvulado e possibilitava algo mais transparente.

Quando o digital apareceu, o argumento da "pureza sonora" foi um dos grandes pilares para sua disseminação, além, é claro, da grande facilidade de manipulação, muito maior que no sistema analógico. A idéia de um som bem transparente e cristalino, quase clínico, seduziu bastante gente, e ainda seduz. O marketing dos CDs, por exemplo, foi esse, mesmo sendo um produto mais voltado para o consumidor final do que para os profissionais de áudio.

Os sistemas digitais tiveram um avanço bem rápido, comparado com o tempo que o som analógico levou para se estabelecer. Um dos grandes problemas iniciais do digital foi solucionado com a chegada dos sistemas de 24 bits, que resolviam a questão de dinâmica - volume (os sistemas anteriores, de 16 bits, não conseguem armazenar todas as dinâmicas que o ouvido humano consegue perceber, que precisa de pelo menos algo em torno de 20 bits para que isso ocorra).

Mesmo com toda a eficiência técnica dos sistemas digitais, a interferência dos equipamentos analógicos, que de forma geral era vista como benéfica, passou a ser mais e mais desejada de volta pelos profissionais da área. Isso acabou gerando um movimento dentro da indústria em direção ao analógico. Equipamentos analógicos clássicos, que não existiam mais, começaram a ser re-editados e copiados por novas empresas, e colocados de volta no mercado. Tudo agora com o novo apelo de "aquecer seu som". Isso é bem evidente nas propagandas em revistas de áudio a partir do meio da década de 90, principalmente.

Com isso os equipamentos analógicos foram novamente introduzidos no processo de gravação. O áudio não ficava mais somente dentro do sistema digital, mas, mesmo depois de digitalizado, era enviado de volta a equalizadores, compressores e processadores externos, através de inserts e mandadas, e passavam por essas "caixas mágicas" que milagrosamente traziam de volta a vida ao som. Até mesmo o tape foi introduzido no processo digital, principalmente durante a etapa final de masterização. Mas afinal, do que se trata tudo isso? O que acontece tecnicamente que é tão desejável assim?

Na minha opinião o principal elemento é a saturação. Principalmente aquela gerada pelos transformadores. Existem outros elementos importantes, como a formulação química das fitas, o ruído da rede elétrica em equipamentos com projetos antigos (e em certo sentido inadequados), válvulas, o resultado da fita raspando no cabeçote do tape bem como a flutuação de velocidade resultante do processo, as alterações extremamente sutis de equalização geradas por alguns equipamentos, etc.

Nos dias atuais, em que o digital domina os estúdios, talvez uma das maiores recompensas que este sistema possa trazer para o processo de gravação seja a grande capacidade de expandir seus limites, à mesma proporção com que a capacidade de processamentos dos computadores evolui. Ainda estamos longe de ver onde o digital vai chegar, mas uma das coisas bem interessantes que tem ocorrido no últimos 10 anos ou algo assim é o quanto os programas e plugins têm evoluido na direção de emular equipamentos analógicos.

Ter um equipamento analógico clássico é sonho de muita gente, mas existem muitos problemas envolvidos. O custo certamente é um deles, mas também disponibilidade, manutenção (principalmente para os tapes), e dificuldade de operação em alguns casos. Ter um bom equipamento para gravar 1 canal de voz não é tão complicado, mas e para gravar 10 ou 12 canais de bateria? Ou o suficiente para gravar uma banda toda tocando ao mesmo tempo? O custo e o espaço necessário para que isso se concretize não é baixo. Reparem no caso dos gravadores de fita, por exemplo: todos os grandes fabricantes de fita já faliram. O último foi a BASF, que deixou de produzir tapes há 20 anos... é mais ou menos consenso o fato de nenhum fabricante moderno copiar as formulações químicas das fitas com precisão, além de que as máquinas realmente boas (Studer, Ampex, etc) não são tão fáceis de achar, em bom estado pelo menos, e não existem mais peças de reposição no mercado (muito menos no Brasil), bem como técnicos para manutenção e calibragem.

Felizmente, e o que vou dizer agora é minha opinião, acredito que o processo de emulação desses circuitos chegou num nível extremamente evoluído. Muito acima do que seria o básico para a utilização. Na verdade, em alguns casos, a diferença entre a versão real e a versão virtual de alguns equipamentos chega ao ponto de ser desprezível, e sobreviveria até aos testes-cego. Acredito que isso ocorra graças ao que eu comentei no início, que o que prorciona o chamado "som analógico" é conhecido há muito tempo, e consequentemente já foi profundamente estudado. Bastava alguém bem competente para reproduzir isso no mundo digital.

Desculpem pela longa digressão, mas acredito que tenha sido pertinente ao assunto. Quanto à parte prática do uso de saturação e desses outros elementos o conceito é bastante simples.

A saturação causa um efeito curioso no áudio. Os transientes (picos) acabam sendo "achatados", mas de uma forma bem diferente do que faz um compressor, que é mais óbvio. O resultado imediato disso é que o corpo, ou a parte de sustentação de um som, acaba se tornando mais presente e o som fica mais "pesado". Um outro efeito bem marcante é que a satuarção gera novos harmônicos, alterando bastante a forma como percebemos as frequências agudas. Justamente por isso, estes efeitos são muito perceptíveis em sons percussivos, que têm grandes quantidades de transientes. Um pouquinho de saturação é o suficiente para alterar profundamente um som de bateria.

Gostaria também comentar um pouco sobre a minha forma particular de usar esses recursos. Sempre gostei de utilizar plugins que apresentem algum tipo de emulação ao invés de algo mais transparente.

De um tempo para cá, além da preferência por este tipo de software, tenho pensado muito sobre o "trajeto" do áudio no processo de mixagem. Você já parou para pensar o que aconteceria se você estivesse na década de 70, mixando um disco usando só equipamentos discretos? Qual seria o caminho que o áudio precisaria percorrer, sem ter à disposição os infinitos barramentos virtuais (virtual buss), com uma quantidade limitada de recursos (máquinas de reverb e delay, por exemplo), usando os send/return das mesas e tendo o som armazendo em tape machines. E o mais importante: seria possível reproduzir tudo isso num sistema moderno, digital?

Pois é... este é um exercício bem interessante! Vou dar um exemplo prático:

Imaginem um violão gravado num sistema digital e o arquivo armazenado em seu HD, tocado por um software como o Pro Tools, Logic, Reaper ou qualquer outro.

Se fosse no mundo analógico, este som estaria armazenado em uma fita. Portanto a primeira coisa que preciso no meu sistema digital é passar o som do violão por um emulador de tape.

Saíndo do tape, o som iria direto para um canal da mesa de som, e passaria pelo preamp da mesa, assim como o circuito de um EQ, por exemplo. Emulando no meu sistema digital, coloco então um simulador de preamp ou canal de mesa após o meu emulador de tape.

O som do violão poderia então ser direcionado a um compressor externo do meu gosto, e depois passar por um EQ valvulado. No meu moderno sistema digital vou colocar um EQ e um compressor, ambos emulados, do meu gosto.

Após esse processo o som pode ser enviado ao Master Buss da mesa, passando por um compressor bem característico, um Buss Compressor e ser somado aos outros canais da minha mix através desse Buss. Posso usar um novo EQ se eu quiser.

Tudo isso pode ser emulado no sistema digital, e seguir um procedimento dessa forma faz bastante sentido do ponto de vista técnico. Para finalizar, o sinal mixado será gravado novamente num tape, mas desta vez em forma de Master Tape, com todos os arquivos somados em estéreo. Posso colocar no sistema digital um novo Tape para emular este processo.

É claro que aplicar este tipo de coisa numa mixagem de verdade é bem trabalhoso, e certamente exige um poder de processamento muito grande, pois alguns plugins ainda são extremamente pesados, mesmo para máquinas modernas. Ainda assim, dá para aproveitar a idéia e aplicá-la parcialmente, obtendo um resultado muito interessante, e com uma identidade diferente do que seria em uma mixagem mais comum. Definitivamente vale o esforço e a experimentação, na minha opinião.

Espero ter ajudado de alguma forma. Deixo uma lista de plugins que gosto de usar. Existe uma infinidade de outras opções, só vou listar os que trabalho no dia-a-dia e conheço bem, os meus preferidos. Quem tiver outras sugestões, pode recomendar à vontade! Quero conhecer!


Waves J37 (Abbey Road tape emulator)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio LmFDEYb



McDSP Analog Channel 1 e 2 (console emulator e tape emulator, respectivamente)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio 5K6NEBm

Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio 5G5WeK9



URS Saturation (um dos meus prediletos... emula tudo: tapes, preamps, transformadores...)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio EUdHNaS



Softube TUBE-TECH PE 1C (Pultec Equalizer, fantástico!)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio Oy8kXqY



Softube Summit TLA-100 (Compressor óptico)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio KA9bXgK



Waves CLA-76 (Compressor UREI 1176 emulado)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio CiYDbcY



SPL Twin Tube (Harmonic generator)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio PJB2V2U



Waves Kramer Tape (Tape emulator)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio MZJLaXa



Avid Sans Amp PSA-1 (exclusivo do Pro Tools, um excelente emulador de drives e distorções)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio 1K915UL



Sound Toys Decapitator (drives variados)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio GHQlY31



Softube Bass Amp Room (simulador de amp e caixa de baixo, com foco em drive valvulado)


Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio JUtsE1t


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Mensagem por J.Adalberto em Sab Abr 23, 2016 9:33 pm

Joabi, valeu por esse texto li atentamente e gostei demais! O mais legal do mesmo é a explicação clara e sem a acrescentar combustível para a eterna briga que muita gente insiste em e acirrar entre Analógico e Digital, que não leva a nada e alugar nenhum!

so para acrescentar um Plugin a lista se me permite, o Bus Driver Nomad Factory é muito bom, e este disponível de graça! (não sei se ainda esta)

Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio XRpFqtl
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Mensagem por dibass em Seg Abr 25, 2016 10:45 am

Valeu Joabi me esclareceu muito esse texto aprendi bastante muito obrigado
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Mensagem por siodoni em Seg Abr 25, 2016 1:00 pm

Que texto ein Joabi!
Muito esclarecedor. Valeu pela contribuição.
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Mensagem por Zubrycky em Seg Abr 25, 2016 8:01 pm

Belíssimo texto, meu querido! claps
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Mensagem por joabi em Seg Abr 25, 2016 10:24 pm


Obrigado, pessoal. Sei que o assunto é bem específico, e certamente não é muito útil pra maioria, mas achei que valia a pena tentar aprofundar um pouco, principalmente pra retomar as postagens aqui na coluna. Agradeçam ao dibass pelo pedido... Very Happy

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Mensagem por NESCAU em Ter Abr 26, 2016 8:48 am

Excelente texto. Vou usar suas dicas nas minhas próximas aventuras musicais. Smile
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Mensagem por Guga Ramone em Ter Abr 26, 2016 2:22 pm

Muito bom. Se não for pedir demais, teria alguns exemplos de audio? Som cru, após um ou outro plugin e som final? Seria bem interessante e complementaria ainda mais o tópico.
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Mensagem por joabi em Ter Abr 26, 2016 2:45 pm


Guga, a idéia é que as pessoas testem por conta própria, pra descobrir como isso vai funcionar para elas. Como faço trabalhos comerciais é complicado expor coisas inacabadas de clientes. Não tenho permissão pra isso.

felizmente tem bastante coisa no Youtube. Os vídeos abaixo é um bom exemplo:






Última edição por joabi em Ter Abr 26, 2016 4:36 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Guga Ramone em Ter Abr 26, 2016 2:48 pm

Muito obrigado, joabi!
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Mensagem por fheliojr em Ter Abr 26, 2016 11:10 pm

Mais uma excelente contribuição do joabi a este fórum!!!!
claps hyper
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Mensagem por afonsodecampos em Qua Abr 27, 2016 5:52 pm

Muito bom Joabi, como sempre! Tem aí um caminho para as pedras hein...

Sobre o famigerado uso do processamento por plugins e afins descobri uma maneira de amenizar que vem dando certo comigo (Windows 7 + Cubase 7). No MENU de cada track existe um botão chamado FREEZE, ao ser acionado cria automaticamente uma subpasta no diretório do projeto e pra lá exporta uma versão wave da track somados todos os plugins e efeitos. Enquanto este recurso estiver acionado, a track não onera os recursos de processamento da máquina, ignorando os efeitos e rodando apenas o resultado do áudio depois de processado.
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Mensagem por joabi em Qua Abr 27, 2016 6:41 pm


Afonso, esse é um recurso bem útil mesmo! Outra forma é processar o arquivo, sem deixar o plugin dependurado na sessão. Só tem que ficar atento pra salvar uma versão limpa, caso seja necessário refazer alguma coisa.

Acho que entre os plugins que postei os mais complicados são o Waves J37, o Kramer tape e o Summit... os demais são leves.
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Mensagem por afonsodecampos em Qua Abr 27, 2016 7:36 pm

Isso, essa de processar o arquivo final de cada track é bem útil apesar de trabalhosa. Este recurso do Freeze também cabe para instrumentos virtuais, é uma mão na roda.
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Mensagem por Claudio em Qui Abr 28, 2016 10:12 pm

Agradeço a Deus por ser amigo desse cara, sabe tudo e mais um pouco do assunto, excelente artigo... grande contribuição técnica pro nosso Fórum. Obrigado!

Se o amigo me permite, gostaria de sugerir dois temas também bastante interessantes para futuros artigos (claro, quando houver tempo disponível):

1 - Processamento paralelo
2 - Summing mix

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Mensagem por joabi em Qui Abr 28, 2016 10:33 pm


A felicidade de ter você como amigo é toda minha, meu caro Cláudio! E seus pedidos são uma ordem.

Quando será o próximo feriado? haha

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Mensagem por Edu em Qui Out 27, 2016 3:52 pm

o visual dos equipamentos analógicos é absolutamente fantástico!
Eu os considero uma obra de arte, mas as vezes as coisas mais enchem os olhos do que os ouvidos e os plugins são a prova disso, inclusive alguns plugins tem uma interface feia, mas são muito efetivos.
Fica aqui uma pergunta por pura curiosidade, já que tu usa esse equipamento (na verdade talvez eu fuja à regra). Eu sempre me pergunto porque os equalizadores tem tão poucas bandas, no caso 2, geralmente. Acredito que isso venha dos fabricantes sempre pensarem os produtos pra guitarra, mas tanto o baixo, quanto a voz e outras coisas quase sempre necessitam mais ajustes do que apenas grave e agudo. Então aí vai, porque tu acha que os eq quase sempre só tem grave e agudo?

Eu imagino que o pessoal que tem cacife pra comprá-los já está num nível em que o timbre se define na escolha da característica do equipo e com eles só irão fazer algum tipo de ajuste fino. Porém em home studio onde a galera é mais quebrada como eu kkkk temos que fazer malabarismos pra deixar um som meia boca audível. Isso eu apenas cogito, mas gostaria de saber mais opiniões a respeito.
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Mensagem por joabi em Sex Out 28, 2016 12:03 am


^Edu, existem muitos tipos de equalizadores, desde um tone passivo, como aqueles usados em muitos baixos, até os eqs gráficos de 31 bandas estéreo, bem mais cirúrgicos. EQs são filtros, que devem ser escolhidos de acordo com o resultado que você busca, além disso eles alteram a fase do sinal, então, quanto menos bandas, melhor. Teoricamente, pelo menos...

Mesmo assim acho que a maioria dos bons eqs tem algo como 4 bandas, e não são tão restritos assim. Em qualquer mesa de estúdio é difícil encontrar menos do que 4 bandas. Se for dentro no ambiente virtual, dentro da DAW, existem inúmeras opções. O eq "padrão"do Pro Tools tem 7 bandas, e você pode colocar quantos quiser em série.

Nos instrumentos, suspeito que seja para simplificar o uso ou diminuir o custo, talvez…

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Mensagem por Edu em Sex Out 28, 2016 1:00 am

provavelmente amigo, simplificar, como nos amps, sem contar que a maioria dos amps devem ser totalmente baseados em amps de guitarra

no caso do estúdio, pode explicar melhor essa parte de alterar a fase do sinal?
Eu acho mais fácil equalizar com um gráfico de 31 bandas (se tiver a amplitude do Q, melhor ainda) do que um eq de 1 ou 2 bandas.

Pode me dizer quais mesas de estúdios encontramos facilmente mais de 4 bandas?
Eu tenho uma singela Yamaha analógica em meu home studio e na faixa de preço de 3 contos é raro encontrar mesas com mais que 3 bandas, quando muito 3 com médio semi paramétrico heheh claro que quando tu fala em mesa de estúdio deve estar falando de estúdio casca grossa, certo?
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Mensagem por joabi em Sex Out 28, 2016 2:17 pm


Edu, por mesa de estúdio me refiro aos modelos fabricados com essa finalidade específica. Geralmente o pessoal de homestudio acaba usando mesas de PA, por conta do custo ou até por falta de pesquisar um pouco, mas são bem diferentes, e o som é bem melhor. São um pouco mais caras, infelizmente, e é difícil achar modelos pequenos, abaixo de 24 canais.

A SSL tem um EQ bem típico, copiado à exaustão:

Saturação e outros recursos analógicos usados em estúdio Ssl-g-channel



Sobre EQs e fase (phase shift), tem a ver com a construção dos circuitos analógicos, pois são filtros que usam indutores e capacitores. Geralmente os plugins emulam essa característica. Na prática ninguém se preocupa muito com isso durante a gravação e mesmo na mix, mas é comum encontrar no processo de master os EQs lineares, que não causam phase shift. Aqui tem algumas informações básicas:

http://ethanwiner.com/EQPhase.html

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Mensagem por SILVIAO em Sex Out 28, 2016 8:45 pm

Alguma sugestão de mesa pequena e com qualidade com custo beneficio aceitavel Joabi?
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Mensagem por joabi em Sab Out 29, 2016 5:35 pm


Silvião, procure por Allen Heath, Soundcraft, Yamaha…

Se for só para gravação, prefira um modelo que não seja digital. up

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