Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo

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Mensagem por Rico em Sab Fev 02, 2019 7:36 am

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É disso que tô falando... Mourão, o "moderado"...

Mourão, o moderado

A volta dos generais ao poder no governo do capitão que vai virando o bode na sala
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Mourao vice Bolsonaro
O vice-presidente Hamilton Mourão acena ao deixar o Palácio do Planalto no dia 24 de janeiro

ADRIANO MACHADO REUTERS
ELIANE BRUM
30 JAN 2019 - 11:57 BRST
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Em agosto de 2018, Eduardo Bolsonaro disse à repórter Josette Goulart, da Folha de S. Paulo: “Sempre aconselhei o meu pai: tem que botar um cara faca na caveira pra ser vice. Tem que ser alguém que não compense correr atrás de um impeachment”. Depois de várias tentativas fracassadas, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o general da reserva Hamilton Mourão para ser seu vice na chapa que acabou vitoriosa. Ele atendia ao requisito exposto pelo terceiro filho, o de proteger o presidente, a partir da sombra das Forças Armadas.



Por um lado, um país que viveu 21 anos de ditadura militar, no qual centenas foram sequestrados, torturados e mortos, deveria ter resistência à volta de um general no comando da nação. Até então, os defensores do retorno da ditadura militar formavam um grupo minoritário, meio amalucado e sempre apontado nos movimentos da “nova direita”, na Avenida Paulista, epicentro das manifestações de rua no Brasil. Por outro lado, o vice estaria sintonizado com os quartéis para garantir a presidência, muito mais do que um capitão que chegou a ser preso por indisciplina e que, nas últimas três décadas, tornou-se político profissional. O vice “faca na caveira” seria um seguro anti-impeachment para Bolsonaro.

Hoje, ao final de um primeiro mês de governo com mais crises do que qualquer um dos anteriores, o “mito” começa a ser desmitificado por parte dos mitômanos que o elegeram, já recebe críticas pesadas dentro do seu partido e os descontentamentos no núcleo duro do governo são perceptíveis. Mourão, que até então era conhecido como uma língua solta e truculenta acima das quatro estrelas do peito, tornou-se, por comparação, um exemplo de sensatez, diplomacia e bons modos. Com o bode na sala, outros espécimes tornam-se subitamente aceitáveis.

O “faca na caveira” é elogiado por diplomatas como o embaixador da Alemanha, que diz ter tido uma conversa “excelente” com Mourão, e manda afagos à imprensa pelo Twitter, a mesma rede social em que a família Bolsonaro ataca os jornalistas, algo que funcionou na campanha mas está dando sinais de esgotamento. Mourão, o gentleman, tuitou em 23 de janeiro: “Quero agradecer a atenção e cumprimentar pela dedicação, entusiasmo e espírito profissional a todos os jornalistas que me recebem na minha chegada e de mim se despedem quando deixo o anexo da vice-presidência. Boas matérias a todos!”.

Tudo é uma questão de referência. E, quando a referência é Bolsonaro, é fácil um Mourão soar moderado. Em caso de naufrágio, qualquer tábua de pinho vira navio.


Era melhor ele “Jair se acostumando”, mas Jair não se acostuma

Mourão melhorou? Não. Bolsonaro piorou? Não. O que acontece é que agora Bolsonaro é o presidente. Era melhor ele "Jair se acostumando", mas Jair não se acostuma. Segue acreditando que ainda está fazendo campanha e que continuará ganhando no grito das redes sociais.

A série de tuítes que publicou após a divulgação de que o deputado federal eleito Jean Wyllys (PSOL) deixaria o país por ter medo de ser morto é a expressão do comportamento de Bolsonaro. Wyllys, o primeiro deputado declaradamente gay a assumir uma cadeira no Congresso, iniciaria em fevereiro o terceiro mandato. Recebendo ameaças de morte semanais, andava com escolta policial desde março de 2018, quando sua colega de partido, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, teve a cabeça arrebentada a tiros, um crime até hoje não apurado e impune.

Entre as ameaças que o parlamentar recebeu, estavam as seguintes, conforme divulgou o jornal O Globo: “Vou te matar com explosivos", "já pensou em ver seus familiares estuprados e sem cabeça?", "vou quebrar seu pescoço", "aquelas câmeras de segurança que você colocou não fazem diferença". E esta: “Vamos sequestrar a sua mãe, estuprá-la, e vamos desmembrá-la em vários pedaços que vamos te enviar pelo Correio pelos próximos meses. Matar você seria um presente, pois aliviaria a sua existência tão medíocre. Por isso vamos pegar sua mãe, aí você vai sofrer”.

Duas horas depois da notícia de que deixava o Brasil, uma mensagem foi enviada a Jean Wyllys: "Nossa dívida está paga. Não vamos mais atrás de você e sua família, como prometido. Mesmo após quase dois anos, estamos aqui atrás de você e a polícia não pôde fazer nada para nos parar".

O que deveria fazer o presidente de um país em que um parlamentar é obrigado a abdicar do mandato para salvar a vida? Certamente não mandar uma série de tuítes, começando por “Grande dia!”, seguido por um sinal de positivo. Depois, claro, Bolsonaro disse que se referia ao cumprimento de sua “missão” no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

Bolsonaro tinha 45 minutos para falar sobre o Brasil, mas só usou seis: “grande fracasso”, definiu um dos principais jornais do mundo

Também no nível escolar (ruim) foi o seu discurso em Davos. Tinha 45 minutos disponíveis para falar sobre seu projeto para o Brasil para uma plateia internacional altamente qualificada e influente. Só ocupou seis minutos e meio. Aparentemente não tinha o que dizer. Diante do público de Davos, sua apresentação foi um “big fail” (grande fracasso), como definiu o jornal americano Washington Post. No púlpito, o presidente do Brasil soava como um estudante medíocre de colégio, apresentando um trabalho copiado de um colega, porque nem convicção havia. As frases não se conectavam umas com as outras.

“Fiasco” foi a palavra usada por uma colunista do jornal francês Le Monde, no Twitter, para definir a participação do presidente do Brasil. Para ampliar o vexame, Bolsonaro, o superministro da economia, Paulo Guedes, o superministro da Justiça, Sergio Moro, e o superdelirante chanceler, Ernesto Araújo, não apareceram para a entrevista coletiva à imprensa. Foram três explicações diferentes, nenhuma convenceu sobre o porquê do desrespeito que chocou jornalistas e os organizadores do fórum. Desconfia-se, porém, que Bolsonaro temia perguntas difíceis sobre o escândalo que ronda o primeiro filho e alcança a conta bancária de sua mulher. Afinal, os jornalistas que cobriam Davos não eram repórteres de estimação.

Bolsonaro, como presidente, é o que sempre foi, aquele tio que constrange as pessoas na festa, porque tosco e sem noção. De esconder sua natureza, ninguém pode acusá-lo. Ele sempre foi isso aí. Dava para fingir que era “mito” enquanto tudo ficava no nível de torcida de futebol. Na presidência da República, porém, sua figura se desloca para outro lugar.

Não é mais Bolsonaro, “o mito”; também não é Bolsonaro, “o coiso”. É a presidência da República, lugar com mística própria, ocupada pela mediocridade. E a mediocridade é perigosa. Os olhos de parte do mundo, como em Davos, percebem e se horrorizam. "Ele me dá medo”, disse Robert Shiller, prêmio Nobel de Economia e professor na Universidade de Yale, depois de ouvi-lo. “O Brasil é um grande país. Merece alguém melhor."

Brasileiros que votaram em Bolsonaro pelas mais diversas razões, mas que não perderam a capacidade de fazer sinapses, passam a enxergar Bolsonaro agora com olhos de fora do gueto. O deslocamento de lugar, do palanque para o palácio, torna a bolha ocular permeável. Não é por acaso que Bolsonaro tampouco consegue deixar o discurso de candidato. Ele não sabe como ocupar o lugar de presidente. Também ele acusa a dificuldade do deslocamento. Afinal, não era uma brincadeira. Não basta mais arrotar bravatas. Do presidente as pessoas querem resultados na vida cotidiana. E não querem ver o mundo rir do despreparo pelas suas costas.

A divulgação da imagem de Bolsonaro almoçando no bandejão de Davos foi uma tentativa de candidato em campanha, de forjar a identificação, mas foi ofuscada pelo desempenho real do presidente eleito. O mundo não está gritando “mito!”, “mito!”. O mundo está perplexo com o vazio de Bolsonaro, o medíocre, liderando um país com o tamanho do Brasil e a maior porção da floresta amazônica em seu território.

Bolsonaro ocupa o cargo, está dado, já é. Vai para diante do mundo e faz um discurso de garoto de escola que estuda pouco e não presta atenção às aulas. Mesmo quem fez campanha contra tudo o que ele representa, torceu nesta hora para que algum assessor tivesse feito o trabalho para o qual é pago. Porque agora é o Brasil. O vexame de Bolsonaro é a vergonha de todos.

Neste mundo em que Bolsonaro é presidente do Brasil há garotas de escola como a sueca Greta Thunberg, de 15 anos, que no fim de agosto iniciou uma greve pelo clima. Deixou de ir às aulas e postou-se diante do parlamento, em Estocolmo, para protestar dia após dia contra a incompetência e a omissão dos políticos no enfrentamento da crise climática. Desde então, Greta inspira jovens e protestos estudantis em diversas partes do planeta.

Convidada a discursar na Cúpula Mundial do Clima, na Polônia, Greta, uma trança de cada lado do rosto redondo, fez uma fala que se tornou viral pela inteligência. Terminou com o seguinte recado à plateia sênior e ilustre: “Viemos até aqui para informar (aos líderes mundiais) que a mudança está a caminho, queiram eles ou não. As pessoas se unirão a este desafio. E já que nossos líderes se comportam como crianças, teremos que assumir a responsabilidade que eles deveriam ter assumido há muito tempo”.

Se Bolsonaro quer se comportar como garoto de escola, que seja com o nível de maturidade de Greta. É neste mundo que Bolsonaro passa a representar o Brasil. Não há paciência para um presidente que não tem o que dizer e para um chanceler que afirma que aquecimento global é um complô marxista. Como aponta Greta, os problemas do mundo são grandes demais para que os adultos abdiquem da maturidade necessária a uma época de crise climática, condenado jovens como a ela a ter um futuro muito ruim – ou mesmo nenhum futuro.

Homens como Paulo Guedes e Sergio Moro podem sofrer um tanto por desfilar seus peitos de peru de Natal ao lado de Bolsonaro

É possível supor que homens com a vaidade de Paulo Guedes e Sergio Moro devam sofrer um tanto por desfilar seus peitos de peru de Natal ao lado de Bolsonaro e sua entourage, em salões internacionais onde gostariam de brilhar por seu verniz intelectual. Mas se a questão fosse só a mediocridade, talvez fosse tolerável.

O problema é que o primeiro mês de governo acaba, e é só o primeiro mês de governo, com evidências contundentes de que a família Bolsonaro – e não apenas o primeiro filho, Flávio Bolsonaro – pode estar envolvida em corrupção. E corrupção foi a grande bandeira que moveu as massas nos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff e no apoio à candidatura Bolsonaro.

Como então explicar os depósitos na conta bancária do primeiro filho pelo ex-policial militar Fabricio Queiroz, ex-assessor, ex-motorista e sempre amigo de Flávio Bolsonaro? Como explicar os 24 mil reais na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro? Como explicar o enriquecimento de Flávio Bolsonaro, incompatível com seus ganhos? Como explicar que Flávio Bolsonaro pediu foro privilegiado ao Supremo Tribunal Federal – e por enquanto levou, graças ao inacreditável (em vários sentidos) ministro Luiz Fux? Como explicar o que todos os envolvidos têm feito tudo para não explicar?

Bolsonaro se atrapalha com os próprios pés. Não sabe se deve se comportar como presidente do Brasil ou como pai de filho mimado. Possivelmente porque não há como desfazer os nós desse novelo. Como quando disse ao jornal O Globo: “Não é justo atingir o garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir. (...) Ao meu filho, aquele abraço. Fé em Deus que tudo será esclarecido, com toda certeza”.

O “garoto” tem 37 anos, é senador eleito da República e foi deputado estadual do Rio de Janeiro por quatro mandatos. Além de enriquecer rapidamente, o primeiro filho desenvolveu o dom divino da onipresença, ao conseguir a façanha de estar em duas cidades, dois estados, ao mesmo tempo. Como revelou a BBC News Brasil, entre 2000 e 2002 ele trabalhou em Brasília como assistente técnico de gabinete do PPB, partido de Bolsonaro em seu terceiro mandato como deputado federal, um emprego de 40 horas semanais. Ao mesmo tempo, cursava a faculdade de Direito na Universidade Cândido Mendes e fazia um estágio na Defensoria Pública do Estado, no Rio de Janeiro.

Ao ser indagado pela jornalista do Washington Post Lally Weymouth sobre o escândalo envolvendo seu filho, que teria “empregado pessoas com laços estreitos com membros de gangues”, Bolsonaro quase deu piti : “Este não é um assunto de governo – ou da sua conta – mas eu vou dar a minha opinião. Seu nome de família, Bolsonaro, é a razão. É resultado de acusações políticas ao meu governo”. Neste momento, até mesmo bolsonaristas fiéis começam a achar que as suspeitas que pairam sobre o primeiro filho são da conta de todos os brasileiros, sim.

Aliados estratégicos como o MBL e Janaína Paschoal começam a afastar o corpinho

Aliados estratégicos tanto no impeachment de Dilma Rousseff quanto no apoio à campanha de Bolsonaro começam a afastar o corpinho para o lado, a exemplo do Movimento Brasil Livre (MBL), que só tem compromisso com seu próprio projeto de poder. E como a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL), uma das autoras do pedido de impeachment que acabou afastando Rousseff, eleita por São Paulo com dois milhões de votos. Não há espaço para bobos nesse jogo pesado.

“Não sou guru dessa porcaria”, diz o guru

Em entrevista ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, no jornal O Estado de S. Paulo, Janaina Paschoal afirmou: "(Flavio Bolsonaro) tem todo o direito à defesa, a entrar com todas as medidas, mas me parece complicado ver uma reação parecida com a que foi a do Aécio (Neves), e com a que é a do Lula até hoje”. E, em outro trecho: “O sigilo sobre a investigação não pode haver. Vamos imaginar que haja alguma coisa errada com o senador. Se isso tivesse aparecido antes da eleição, ele provavelmente não teria sido eleito". Paschoal contou também que seu pai perguntou a ela se continuaria no PSL após essas denúncias. Ela está pesquisando a legislação para ver se é possível deixar o partido sem perder o mandato.

Até mesmo o guru do governo Bolsonaro, Olavo de Carvalho, anda se irritando por ser chamado de guru do governo Bolsonaro. Quando um grupo de parlamentares do PSL foi para a China, ele gravou um vídeo dizendo: “E eu sou guru dessa porcaria? Não sou guru de m$%& nenhuma”.

Um escândalo de corrupção no primeiro mês de qualquer governo é um problema. Um escândalo de corrupção no primeiro mês de um governo que apoiou sua plataforma no discurso fácil da anticorrupção é um pesadelo. As suspeitas, porém, vão muito além da corrupção. Elas alcançam relações mais perigosas. E não com qualquer crime, mas um crime de repercussão internacional: o assassinato de Marielle Franco, uma vereadora negra, lésbica e moradora da Maré, ocorrido há quase 11 meses sem que a polícia tenha concluído a apuração. Quando 2018 terminou, as autoridades responsáveis chegaram ao fundo do buraco sem fundo: tentavam apurar porque não conseguiam apurar o crime. Hoje, finalmente, a investigação começa a avançar. E chega bem perto da família do presidente.

Flávio Bolsonaro pode estar envolvido com a milícia Escritório do Crime, principal suspeita do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. A mãe e a mulher do ex-capitão da PM Adriano da Nóbrega, um dos líderes da milícia e hoje foragido, trabalhavam no seu gabinete. Como deputado estadual, Flavio deu a Nóbrega a medalha Tiradentes, a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio. Na ocasião, o então PM estava preso por um dos homicídios atribuídos a ele.

As milícias cariocas são organizações criminosas formadas majoritariamente por agentes do Estado ligados às forças de segurança, como policiais civis e militares, bombeiros, agentes penitenciários e integrantes do Exército. Os vários episódios em que Flavio apoiou e protegeu esses criminosos que extorquem e aterrorizam as comunidades pobres, assim como matam por encomenda, são agora lembrados. As conexões tornam-se mais explícitas à luz dos novos fatos.

Dois pesos, duas medidas: o filho de 37 anos, que pode estar envolvido com milícias e corrupção, é “garoto”; já para os garotos dos pobres têm que reduzir a maioridade penal já

O presidente que, tão logo assumiu, liberou a posse de armas de fogo num país com quase 64 mil assassinatos por ano tem um filho próximo das milícias que produzem crimes. É interessante observar a diferença dos pesos e medidas: o filho de 37 anos, senador eleito, seria um “garoto” vítima de uma campanha difamatória para atingir seu governo, na versão do presidente do Brasil. Já para os filhos dos outros, a maioria negros e pobres, os que de fato são garotos, a turma de Bolsonaro defende cadeia já. Quando não pena de morte. Para o próprio filho, maioridade penal aumentada para, quem sabe, 40 anos. Para os filhos dos outros, maioridade penal reduzida.

Flávio Bolsonaro (à esq.) e Fabrício Queiroz
Flávio Bolsonaro (à esq.) e Fabrício Queiroz REPRODUÇÃO
Queiroz é uma bomba-relógio bem no meio da mesa de pão com leite condensado e copos de plástico da família Bolsonaro, aquela que apostou no marketing do gente como a gente na campanha eleitoral. Mas quem quer agora ser gente como essa gente?

Apenas no primeiro mês de governo, a família Bolsonaro aparece com suspeitas de envolvimento com corrupção e de proximidade com a milícia que pode ter assassinado uma das mais atuantes vereadoras de esquerda da nova geração de parlamentares. O que virá nos próximos meses ou nos próximos quatro anos? A pergunta não assombra apenas os opositores, começa a tirar o sono dos aliados.

Este pode não ser um problema para Paulo Guedes, já que os chamados Chicago Boys não tiveram dilemas morais ou éticos para comandar a economia na ditadura de Augusto Pinochet, entre os anos de 1973 e 1990, no Chile. Lá implantaram um programa extremista neoliberal só possível num regime de exceção, que não precisa convencer a sociedade ou negociar com ela, apenas impor medidas pelo caminho autoritário.

Pode, porém, ser um problema para Sergio Moro, que quer muito passar para a história como o herói anticorrupção, o superjuiz da Lava Jato que “limpou” o Brasil. Moro pode estar se perguntando como fará para não manchar sua capa no esgoto dos Bolsonaro. Já não estava fácil conviver com ministros que veem Jesus em goiabeira e acusam a esquerda de criminalizar o ar-condicionado. Mas o dedão do Queiroz na conta bancária da primeira-dama é de outra ordem.

Quando Bolsonaro despontou como o possível vitorioso desta eleição, diferentes elites se aproximaram dele com a certeza de que poderiam usar sua popularidade para chegar ao poder – ou apenas para mantê-lo. Setores do Exército sabiam que ele era um capitão que não respeitava hierarquia, um subordinado que já tinha se mostrado fora de qualquer controle, o que determinou tanto sua saída das Forças Armadas quanto o início de uma carreira de quase três décadas como deputado bufão. Mesmo assim, decidiram arriscar.

Estavam errados? Depende do ponto de vista e dos objetivos. A operação que levou ao poder um capitão reformado notável pelo despreparo, mas que se mostrou altamente popular, é brilhante. Bolsonaro não representava as Forças Armadas. O que ele podia representar, com quase 30 anos no baixo clero do Congresso, é o baixo clero do Congresso. Mas Bolsonaro usou o Exército e foi usado por ele.

O terceiro filho, Eduardo Bolsonaro, não estava totalmente errado ao dizer que o pai se colocaria além do risco de impeachment se tivesse como vice um general. Ele estava, ao mesmo tempo, reconhecendo o trauma deixado pela ditadura e usando o trauma deixado pela ditadura a favor da família. Aparentemente, seria muito difícil um general se eleger presidente pelo voto num país que amargou 21 anos de um regime de exceção comandado por uma sequência de generais. Aparentemente, seria difícil que os brasileiros desejassem que um vice que também é general passasse a ocupar o posto máximo da República. Aparentemente, Mourão usaria sua proximidade com as forças armadas para proteger o mandato de ambos.

Ao apoiar a eleição de Bolsonaro, os generais conseguiram uma façanha como estrategistas políticos

Ao apoiar a eleição de Bolsonaro, os generais da ativa e da reserva conseguiram uma façanha como estrategistas políticos. A composição do governo Bolsonaro é complexa. Mas, de tudo o que é, este é um governo militarizado: o vice-presidente é general da reserva, o porta-voz é um general da ativa e sete ministros são militares, o equivalente a um terço do ministério. Segundo o jornalista Rubens Valente, em reportagem da Folha de S. Paulo de 20 de janeiro, já passam de 45 os militares nomeados ou prestes a serem nomeados em 21 áreas do governo, “da assessoria da presidência da Caixa Econômica ao gabinete do Ministério da Educação; da diretoria-geral da hidrelétrica Itaipu à presidência do conselho de administração da Petrobras”.

O número de militares no governo cresce a cada dia. É um grande poder não apenas de influência, mas de ação, com “uma força econômica que ultrapassa as centenas de bilhões de reais”. O que falta para ser um governo militar? Esta é uma pergunta que não tem resposta fácil, mas cuja resposta já está sendo construída.

As Forças Armadas devem a Bolsonaro a volta dos militares ao poder na democracia

As Forças Armadas, e especialmente o Exército, consumaram a proeza de voltar ao poder na democracia. Devem isso a Bolsonaro. O então deputado, com sua estridência e histrionismo, prestou vários serviços às fardas. O Brasil não lidou com o seu passado. Os sequestradores, torturadores e assassinos a serviço do Estado no período da ditadura militar (1964-85) nunca foram punidos, como foram exemplarmente em países vizinhos, caso da Argentina e do Chile. A operação de apagamento da memória teve um custo alto para o Brasil e é um dos principais fatores que levaram o país à situação atual, como já escrevi neste espaço mais de uma vez.

Até mesmo o tímido esforço que foi feito, no governo de Dilma Rousseff (PT), para esclarecer os crimes do período de exceção, incomodou a cúpula militar. Ainda hoje há mais de 200 desaparecidos pelo regime. Suas famílias estão condenadas a viver sem conseguir enterrar seus mortos e fazer o luto. Mesmo assim, os generais detestaram a Comissão Nacional da Verdade, que apontou mais de 300 agentes do Estado envolvidos com sequestros, torturas e assassinatos. E olharam com muita preocupação para as pressões de vários atores da sociedade civil para revisar a Lei da Anistia no Supremo Tribunal Federal.

Ao homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos mais sádicos torturadores e assassinos da ditadura, em seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro presta um grande serviço à revisão da história que uma parcela dos militares de alta patente tanto desejam. Tinha que ser alguém fora de controle para homenagear um torturador no impeachment de uma presidente que foi torturada pelo regime de exceção e, assim, romper a barreira do que os ultradireitistas chamam erroneamente de “politicamente correto”. O descontrole que levou Bolsonaro a deixar as forças armadas e iniciar a carreira política, neste novo momento do país passara a se tornar útil para alguns peitos estrelados. Sempre é preciso um fanfarrão sem escrúpulos para que os moderados possam continuar polindo as suas espadas.

A eleição de Bolsonaro significou a chance de mudar a história. E uma parcela dos militares de alta patente quer muito mudar a história. Ou evitar que ela seja finalmente passada a limpo.

Em 2017, o atual vice-presidente, Hamilton Mourão, defendeu um golpe militar caso o judiciário não punisse os corruptos: ou o judiciário punia os corruptos do país “ou então nós (do Exército) teremos que impor isso”. Antes, em 2015, já havia perdido o prestigioso comando das forças militares do sul pela soltura da língua, ao afirmar numa palestra que a substituição da presidenta Dilma Rousseff teria como vantagem “o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”. No início de 2018, Mourão foi para a reserva.

Mourão, o recém convertido ao evangelho da moderação, ocupa hoje o único cargo em que não pode ser demitido por Bolsonaro

Vejam só onde está agora: no único cargo em que não pode ser demitido por Bolsonaro, porque também foi eleito. Mourão, o que afirmou à Globo News admitir o “autogolpe” com “o emprego das Forças Armadas”, em caso de “anarquia”. Mourão, aquele que defendeu uma constituinte sem participação popular, feita por uma “comissão de notáveis”. Mourão, o que chamou os africanos de “malandros” e os indígenas de “indolentes”. Mourão, o que disse que as famílias chefiadas por mães e avós nas comunidades pobres eram “uma fábrica de desajustados”. Mourão, aquele que chamou o décimo-terceiro salário de “jabuticaba nacional”. Mourão, que também admira o torturador Ustra, a quem justificou os atos criminosos com a seguinte frase: “Heróis matam”.

Este homem despontou no primeiro mês de governo como Mourão, o moderado. Ou Mourão, o sensato. Ou ainda Mourão, o gentil. Não apenas porque Bolsonaro vai se tornando rapidamente um bode com odor cada vez mais forte numa sala que se tornou apertada pelo acúmulo de fardas e estrelas no peito, mas também porque Mourão tem se esforçado bastante para poder convencer o Brasil da autenticidade do seu novo papel.

Até mesmo o escândalo da promoção do filho do vice, que numa canetada teve o salário elevado de 14 mil para 36.500 reais, desidratou diante das suspeitas que pesam sobre o filho do presidente. Afinal, nesta disputa inglória, o que é uma promoção de um funcionário de carreira do Banco do Brasil comparada à suspeita de corrupção e envolvimento com milícias? Este é o tipo de escolha que o Brasil precisou fazer no primeiro mês do governo.

Não é de hoje que Mourão desautoriza Bolsonaro, tratando-o como o garoto que ele parece ser. Como quando disse à jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo: “Não podemos nos descuidar do relacionamento com a China (...) Aquilo (a declaração de que a China está tentando comprar o Brasil) é mais uma retórica de campanha, né? Com as redes sociais, muita coisa flui e não é a realidade. Uma briga com a China não é uma boa briga, certo?”. Ou: “Não resta dúvida de que existe aquecimento global, não acho que seja uma trama marxista”.

Na segunda-feira (28/1), encontrou-se com o embaixador da Palestina e botou em dúvida a várias vezes anunciada transferência da embaixada do Brasil em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, uma promessa de Bolsonaro aos evangélicos neopentecostais que veem a cidade como o futuro palco do Armageddon. “O Estado brasileiro, por enquanto, não está pensando em nenhuma mudança da embaixada”, afirmou no dia em que Bolsonaro fez sua terceira cirurgia após o atentado à faca sofrido durante a campanha eleitoral.

Enquanto sorri e distribui fofoletices, Mourão acaba, na prática, com a Lei de Acesso à Informação

Enquanto sorri para embaixadores e empresários e manda recados amistosos para a imprensa pelo Twitter, Mourão diz bastante sobre o quê de fato representa. Ao assumir a presidência do país quando Bolsonaro estava em Davos, ele na prática acabou com a Lei de Acesso à Informação, promulgada por Dilma Rousseff, uma conquista da sociedade e da democracia em favor da transparência. O decreto de Mourão amplia – e muito – o número de pessoas que podem classificar documentos do governo como ultrassecretos, o que os torna inacessíveis por 25 anos, que podem ser prorrogados por mais 25 anos. Agora, até uma parcela dos funcionários comissionados têm o poder de evitar que a população tenha conhecimento dos atos do governo. É a ação mais contundente de censura – e é só o primeiro mês. É também uma canetada compatível com um regime de exceção.

Diante do anúncio de Jean Wyllys de que não assumiria o mandato para o qual foi eleito e deixaria o país para não ser morto, Mourão soou mais moderado na imprensa. Mas comparado a quem? Ao presidente que faz molecagens no Twitter.

A declaração mais valorizada de Mourão foi: “Quem ameaça parlamentar está cometendo um crime contra a democracia. Uma das coisas mais importantes é você ter sua opinião e ter liberdade para expressar sua opinião. Os parlamentares estão ali, eleitos pelo voto, representam cidadãos que votaram neles. Quer você goste, quer você não gosta das ideias do cara, você ouve. Se gostou bate palma, se não gostou, paciência”.

A declaração que mais demanda atenção é: “Temos que aguardar quais são essas ameaças, porque ele falou de forma genérica. Se ele está ameaçado tem de dizer por quem e como. Não estou na chuteira do Jean Wyllys. Ele que sabe qual é o grau de confusão que ele está metido”.

Primeiro: quem tem que investigar e descobrir os culpados é a Polícia Federal. Segundo: não há nada de “genérico” nas denúncias que foram feitas por Jean Wyllys e que geraram uma medida cautelar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, determinando que o Estado brasileiro garantisse a proteção do deputado e de sua família. As ameaças de morte contra o deputado tanto não são genéricas que o ministério da Justiça de Sergio Moro se apressou a dizer que a Polícia Federal estava investigando e que já tinha prendido pelo menos um dos responsáveis. Terceiro: a frase sobre “o grau de confusão que ele está metido” claramente busca culpar a vítima. Ameaça de morte não é “grau de confusão”. É ameaça de morte, é crime.

Mourão se moderou, mas ainda sofre de incontinência verbal, afinal não se muda de uma hora para outra os hábitos de uma vida inteira. O vice que já assumiu duas vezes a presidência no primeiro mês de governo é como o escorpião da fábula: quase chega à outra margem do rio, mas não consegue deixar de picar o sapo que o transporta. Um problema, possivelmente, para o grupo de generais no poder.

Por enquanto, porém, Mourão tem encarnado o adulto na sala. É o pai do garoto. Que, por sua vez, é pai de outro garoto, o amigo e ex-empregador do Queiroz. Este, por sua vez, não é garoto – e sim a primeira sombra do governo de Bolsonaro. E que sombra.

Qualquer declaração de Mourão soa melhor do que os emoticons de Bolsonaro. A operação mental que caracteriza o desespero faz com que mesmo os mais céticos se agarrem a qualquer promessa de equilíbrio. Bolsonaro tem feito uma parcela crescente de brasileiros se sentirem muito inseguros. Mesmo quem votou nele e segue brigando por ele nas redes sociais, com a elegância habitual, sabe que não faz sentido. Ele já está eleito. O problema agora é que governa.

Amador, o clã Bolsonaro acreditou cedo demais que tinha enterrado a imprensa

Entre os erros do clã Bolsonaro e de seu entorno está o de acreditar que a imprensa está morta. Não é tão fácil assim. As redes sociais e plataformas da internet têm poder, especialmente quando são fraudadas as regras eleitorais usando o WhatsApp, mas a TV ainda é o principal veículo de informação da população no Brasil. Parte da imprensa brasileira tem feito jornalismo como há tempo não se via. Uma pena que não tenha sido sempre assim.

Todos ganham com a imprensa fazendo bem o seu trabalho. É preciso continuar prestando atenção no jogo pesado que se faz por cima, no andar dos donos do poder. Bolsonaro se tornou impossível de engolir, porque entrou em confronto direto com parte das famílias proprietárias dos grandes meios de comunicação. Mas isso sempre pode ser alterado. Pesa contra ele, porém, sua imprevisibilidade, já que ele costuma mudar de ideia e descumprir os acordos. Por outro lado, esses mesmos proprietários cultivam boas relações jamais perdidas com a cúpula militar. Os próximos dias mostrarão quem faz bom jornalismo sempre, e não só conforme a ocasião.

Quando fez o seu vaticínio, o terceiro filho não poderia saber que efeito Bolsonaro teria no poder. Feito à imagem e semelhança do pai, o filho se olha no espelho e também se acha o máximo. Circula apenas pelas bolhas e todos dizem que sua família é incrível. A realidade vem mostrando que, diante de um Bolsonaro ameaçado pelo escândalo da corrupção e do envolvimento com a milícia suspeita de assassinar Marielle, o vice “faca na caveira” pode assustar menos. Muito menos. O vice “faca na caveira” vem se tornando uma referência de autoridade, confiança e equilíbrio, objetivo claro de todos os movimentos de Mourão num jogo que o clã Bolsonaro tem a ilusão de dominar, mas só conhece meia dúzia de estratégias.

Manter Bolsonaro com a faixa e como fachada, mas sob controle, pode se tornar impossível se as investigações aprofundarem as conexões familiares com a corrupção e as milícias

O Bolsonaro fanfarrão pode ser tolerado. Alguns dos grupos que sustentam seu governo acreditaram, em minha opinião com excesso de otimismo, que poderiam manipular e controlar o cabeça de chapa. Mas o Bolsonaro que pode estar envolvido com corrupção e tem um filho próximo às milícias assassinas do Rio de Janeiro é muito mais complicado. Começa a ficar constrangedor e impossível de justificar. Conforme o desenrolar dos fatos, o barulho do ralo pode ameaçar o projeto de poder. Já não há como voltar atrás: os militares foram fundo, já se tornaram fiadores do atual governo.

O que fazer então com Bolsonaro, este que chega ao final do primeiro mês com a popularidade começando a desidratar? O que era o plano de alguns, mantê-lo com a faixa e como fachada, afinal ele é o “mito”, mas sob controle, pode deixar de ser uma alternativa viável se as investigações descobrirem mais esqueletos no armário dos Bolsonaro. Conforme a apuração, tanto da corrupção quanto do assassinato de Marielle, um impeachment pode ser inevitável, como alguns articulistas já apontaram. Mas é traumático demais e muitos tentarão evitar o segundo afastamento de um presidente eleito na sequência, o terceiro desde a redemocratização. Há outras possibilidades, entre elas o afastamento por problemas de saúde, por exemplo. Tudo depende do que as investigações vão revelar nas próximas semanas e meses.

Bolsonaro já sentiu na nuca o bafo de Mourão, tanto que decidiu despachar, pelo menos oficialmente, da cama do hospital onde se recupera de uma cirurgia. Afinal, em pouco mais de três décadas o Brasil já teve três vices assumindo o poder – um por morte do titular, os outros dois por impeachment. Até Olavo de Carvalho, o guru de Bolsonaro, anda nervoso. Fez um vídeo desancando Mourão. Sem seu adorador, o guru perde o prestígio recém adquirido. Os constrangedores ministros que indicou – e emplacou – também podem virar passado.

O futuro próximo do governo depende em grande parte do desempenho da economia. Os brasileiros já comprovaram que podem conviver com qualquer coisa se a vida cotidiana melhorar ou se sentirem que tem alguma vantagem. As várias vitórias de Paulo Maluf, no maior colégio eleitoral do país, estão aí para não deixar ninguém esquecer.

O que os militares querem? Reescrever a história

O que os militares querem? Muito. Talvez o que mais queiram seja mudar o passado e reescrever seu papel na história do Brasil, como já ficou claro. Penso que também queiram escrever um futuro que redima a imagem que desejam de todo jeito apagar. Já começam a aparecer como heróis, como repositório de confiança num governo povoado por delirantes, no sentido estrito da palavra, e/ou oportunistas.

Não é aconselhável tentar prever o futuro, só é possível ler os sinais do presente. O fato mais revelador do primeiro mês do governo militarizado de ultradireita é: o parlamentar que cuspiu em Bolsonaro quando ele homenageou Ustra, um torturador da ditadura que levava crianças pequenas para ver os pais torturados, foi obrigado a deixar o Brasil para não ser assassinado.
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Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo - Página 3 Empty Toma-Lá-dá-Cá Reissue...

Mensagem por JAZZigo em Sab Fev 02, 2019 10:47 am

Ecos na caserna
Militares estreiam o toma lá dá cá com governo Bolsonaro

Juliana Sofia
Folha de S. Paulo, 2.fev.2019 às 2h00
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/julianna-sofia/2019/02/ecos-na-caserna.shtml

Jair Bolsonaro elegeu-se com 58 milhões de votos lançando ataques à velha política e ao fisiologismo. Até onde a vista alcança, ao nomear seu ministério, manteve-se aderente ao discurso de não se curvar a negociações embaladas pelo casuísmo de agremiações partidárias. Nesta sexta-feira (1°), um Congresso Nacional seminovo tomou posse, o que vai pôr à prova o modelo bolsonarista de agora em diante.

Vêm de onde menos se esperava e de forma precoce ecos do toma lá dá cá. A caserna está sendo justamente pressionada a entrar na reforma da Previdência e já aceita elevar de 30 para 35 anos o tempo mínimo de serviço. Para dar sua cota de sacrifício, porém, os militares querem levar uns tostões da União em troca.

Em discussão está a revisão do plano de carreira das Forças Armadas, por consequência, um aumento salarial. “Temos uma defasagem salarial. Coloquei isso na mesa. O presidente Bolsonaro é um profundo conhecedor disso”, diz o ministro Fernando Azevedo (Defesa).

O regime dos militares inativos e pensionistas registrará um rombo de R$ 43 bilhões neste ano, quase o mesmo impacto negativo do sistema previdenciário do funcionalismo federal, que atende ao dobro de beneficiários e é tido como um dos focos da reforma de Jair Bolsonaro para acabar com privilégios.

Mesmo com a expectativa de engordar os holerites, os generais desejam ficar de fora do primeiro pacote de mudanças que o governo encaminhará ao Congresso nas próximas semanas. Alegam que o projeto da categoria tramitaria em menos tempo que a reforma-mãe e, portanto, poderia ser mais debatido antes do envio. O timing será dado por Bolsonaro, que já defendeu jogar os militares para uma segunda etapa.

O Palácio do Planalto quer liquidar neste primeiro semestre a fatura da Previdência. Ao excesso de otimismo governista, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), retruca: “Quem vai conduzir o tempo da votação da reforma da Previdência é a Câmara dos Deputados”.


Julianna Sofia
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Mensagem por Rico em Sab Fev 02, 2019 8:23 pm

Importante reflexão a respeito da atual crise venezuelana.

https://www.cartacapital.com.br/mundo/maduro-se-recusou-a-enxergar-a-realidade/?fbclid=IwAR31wuNSkkP6oMZdgeOOeUcKGtpEQovfyOz0i_myxCitE8SAe3kDLPXf0UQ
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Mensagem por Rico em Dom Fev 03, 2019 9:22 am

https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/petropolis-desapropria-casa-da-morte/?utm_source=estadao%3Awhatsapp&utm_medium=link&fbclid=IwAR3f17wMiPlafqQIFkTGptj15pAw6awE3iANx6ZfIbb4kxVxS3sHVhuGK7M
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Mensagem por peter.forc em Seg Fev 04, 2019 11:58 pm

Caso Queiroz-Bolsonaro muda de mãos e tem cheiro de pizza

https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/382736/Caso-Queiroz-Bolsonaro-muda-de-mãos-e-tem-cheiro-de-pizza.htm

Bola cantada... Espero(ava) estar errado, mas já vi isso antes.
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Mensagem por Rico em Ter Fev 05, 2019 7:37 am

Enquanto isso, o dublê de juiz e projeto de ministro de bosta, Moro, cria com seu "pacotão anti crime" garantias para que as polícias absurdamente treinadas que temos, passem a executar sob medo ou "forte emoção"...

Que m$%& é forte emoção??

Juizeco, vem morar aqui nas minhas imediações... A segunda polícia que mais mata no RJ. Vem ver a forte emoção aqui...

Vem ver como a polícia atua no RJ... Faz uma curva com teu carrão de vidro escuro e dá de cara com uma blitz, pra você ver o que é forte emoção.

Depois reclamam quando a gente chama de fascista.
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Mensagem por Rico em Ter Fev 05, 2019 7:52 pm

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Mensagem por peter.forc em Ter Fev 05, 2019 10:21 pm

peter.forc escreveu:Caso Queiroz-Bolsonaro muda de mãos e tem cheiro de pizza

https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/382736/Caso-Queiroz-Bolsonaro-muda-de-mãos-e-tem-cheiro-de-pizza.htm

Bola cantada... Espero(ava) estar errado, mas já vi isso antes.

Mais um capítulo...

Promotor do caso Flávio Bolsonaro deve ser substituído; respostas que me deu compõem parte do desconforto no Ministério Público
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 05/02/2019 - 16:47

https://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/promotor-do-caso-flavio-bolsonaro-deve-ser-substituido-respostas-que-me-deu-compoem-parte-do-desconforto-no-ministerio-publico/

Apesar da provável substituição, parece-me cada vez mais possível que a sujeirada vá para debaixo do tapete, mesmo... A "lei" é (deveria ser) para todos, mas aqui costuma ser "mais para uns do que para outros". Vamos aguardar...
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Mensagem por Coder em Qua Fev 06, 2019 5:37 pm

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/02/lula-e-condenado-novamente-na-lava-jato-no-caso-do-sitio-de-atibaia.shtml

Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo - Página 3 51446410
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Mensagem por Rico em Qua Fev 06, 2019 6:54 pm

E enquanto o nove dedos tenta provar sua inocência...

https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/02/06/pgr-recebe-investigacao-sobre-flavio-bolsonaro-por-falsidade-ideologica-eleitoral-e-lavagem-de-dinheiro-a.ghtml
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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Qua Fev 06, 2019 7:09 pm

https://www.youtube.com/watch?v=OiBu2u7wrAc
Enquanto isso, no paraíso da bancolândia...
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Mensagem por Rico em Qua Fev 06, 2019 9:25 pm

https://exame.abril.com.br/brasil/promotor-que-apoiou-flavio-bolsonaro-nas-redes-fica-com-seu-caso-no-coaf/?fbclid=IwAR21fMWAss_z1-jjbd9Hu9f3qWYc-ogbJJq9-6UT9heuaFIHf7DsigOhmLY


Mas o molusco é que é o corrupto...
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Mensagem por Rico em Qua Fev 06, 2019 9:26 pm

Pessoal, acho que temos um recorde aqui...

https://www.revistaforum.com.br/ministro-do-turismo-e-exonerado-apos-denuncia-de-uso-de-mulheres-como-candidatas-laranjas/
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Mensagem por peter.forc em Qua Fev 06, 2019 11:58 pm

Apesar de discordar com certa frequência do Reinaldo Azevedo em vários pontos, já postei anteriormente e vou postar agora mais um comentário dele. Acho que o que ele diz, hoje, sobre o processo do "julgamento" e condenação do Lula é muito pertinente, e o Reinaldo é, sem dúvida, parte totalmente insuspeita de ser "comunista", "esquerdopata" ou "petista"... Aliás, como tb já citei antes, foi exatamente ele quem criou o termo "petralha", e realizou inúmeras campanhas contra o governo do PT, algumas fundadas, outras nem tanto.

Aliás, assim como, durante os governos militares, apreciava ouvir o que Mário Henrique Simonsem, Delfim Netto e até mesmo Roberto Campos (!) tinham a dizer, acredito que é imprescindível ouvir diferentes ideias para se formar uma opinião crível.

https://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/o-e-da-coisa-mais-uma-condenacao-de-lula-as-acusacoes-contra-flavio-bolsonaro-a-reforma-da-previdencia-a-claudicar-e-a-vale-se-complicando/amp/

Obs. apenas me dou o direito de dispensar Damares Alves, Ernesto Araújo, Velez Rodriguez e essa "Turma do Balão Mágico"... Aí já é sacanagem, né ?
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Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo - Página 3 Empty O buraco é mais embaixo... será que agora a ficha cai?!

Mensagem por JAZZigo em Qui Fev 07, 2019 10:14 am

Câmara faz cara feia para Bolsonaro
Deputados se queixam de excesso de reformas e atacam liderança fraca do governo


Vinicius Torres Freire
Folha de S. Paulo, 7.fev.2019 às 2h00
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2019/02/camara-faz-cara-feia-para-bolsonaro.shtml

O governo começou mal na Câmara. Há irritação e insegurança com o zum-zum-zum sobre a reforma da Previdência. Mais importante, deputados resolveram dar um "oi, cheguei" para Jair Bolsonaro, pois o presidente não lhes dá trela.

O sururu que misturou reformas amargas com governismo aguado ficou evidente em Brasília e entre os povos do mercado. Não pegou bem.

Gente esperta e mais curtida de partidos como PP, PSD, DEM e PR resolveu fritar o líder do governo na Câmara, o novato Major Vitor Hugo (PSL de Goiás). Era explícito. Deputados diziam que Hugo não manda nada, não sabe nada do que se passa no governo e é esnobado por ministros importantes. Em suma, disseram que governo e ministros precisam "descer para o play" e conversar, negociar.

Parlamentares do antigo centrão e gente dos reduzidos PSDB e MDB reclamavam também dos novatos do PSL. Para resumir uma queixa comum, se dizia que o pessoal do partido de Bolsonaro tem "sangue nos olhos", que se preocupa demais com "pautas conflituosas", "de costumes", e que assim pode tumultuar o processo já difícil de aprovação de reformas.

Além das pinimbas políticas, os nativos da Câmara também estão inquietos com o rumorejo sobre a reforma da Previdência, mas não apenas.

Pegou mal a ideia de nova reforma trabalhista, reafirmada na terça-feira (5) pelo ministro Paulo Guedes (aquela história de haver dois regimes trabalhistas para jovens, um "verde-amarelo", sem CLT, e o outro com os direitos restantes da lei). "Quem muito quer pouco tem", dizia um representante veterano do centrão.

Outra ideia ou rumor de plano que repercutia mal entre parlamentares, vários deles funcionários públicos ou lobistas da categoria, era a reforma "impiedosa" para os servidores civis, sendo os militares "poupados".

O governo na verdade ainda não apresentou plano formal algum para a Previdência geral (INSS), funcionários civis ou militares. Mas o rascunho vazado da reforma sugeriu que as contribuições dos servidores vão aumentar (o salário vai diminuir), entre outras durezas.

Outro sintoma de clima ruim e boataria, deputados diziam especificamente que o governo vai facilitar a demissão em massa de servidores.

Havia ainda queixas de que "falta diálogo" com o Ministério da Economia ou com um representante graduado do governo e mais informado sobre a Previdência. Um parlamentar dizia que os deputados vão apanhar quando votarem pela reforma, mas que já podem ser acusados de estarem apoiando medidas que "a gente nem sabe o que é ou nem sabe se existe mesmo".

O povo do mercado soube do sururu. É sempre difícil cravar um motivo para idas e vindas cotidianas de Bolsa, dólar e juros, mas o humor no Brasil esteve particularmente mais azedo do que no resto do mundo, onde o dia não foi em geral muito bom.

Era possível ouvir na praça do mercado gente reclamando de que o governo não tem clareza do rumo da reforma que quer e que pode inventar um projeto de tramitação longa e difícil. Convém notar que, até sexta-feira passada (1º), o pessoal achava que estava tudo azul.

Com menos de uma semana de Congresso, adiantar prognósticos é bobagem. Mas os problemas pressentidos desde a montagem do governo ficaram evidentes: sobra ambição nas reformas, falta articulação política e ninguém sabe como o modelo Bolsonaro de relacionamento com o Parlamento vai funcionar.

A notícia é que não tem notícia nisso aí.


Vinicius Torres Freire

Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA).
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Mensagem por JAZZigo em Qui Fev 07, 2019 12:42 pm

Bolsonaro quer convencer os brasileiros de que a economia está melhorando
Humanidade já deveria ter aprendido que uma mentira, por ser repetida mil vezes, não se torna verdade


Laura Carvalho
Folha de S. Paulo, 7.fev.2019 às 2h00
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/laura-carvalho/2019/02/bolsonaro-quer-convencer-os-brasileiros-de-que-a-economia-esta-melhorando.shtml

Na carta que enviou ao Congresso Nacional para a abertura do ano legislativo na segunda-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que não pretende encerrar tão cedo a campanha eleitoral do ano passado. Em outras palavras: não faltará trabalho nos próximos quatro anos às agências de checagem de fatos.

Mesmo sem ter anunciado sequer uma medida econômica em seu primeiro mês de governo, o presidente já começou a tentar convencer os brasileiros de que a economia está melhorando. Chegou a afirmar, por exemplo, que “a taxa de investimento parou de cair, os postos de trabalho voltaram a ser criados e a renda das famílias começou a dar sinais de melhora”.

Como destacou a agência Aos Fatos em sua checagem da carta, o IBGE ainda não divulgou dados de emprego, renda das famílias e taxa de investimento para janeiro.

O que sabemos a partir dos dados do ano passado é que continuamos vivendo a mais lenta recuperação da história das crises brasileiras, com baixíssima criação de empregos formais e frustrações sucessivas das expectativas de crescimento.

Quantos à renda das famílias, os mais recentes dados consolidados pelo IBGE são referentes a 2017 —ano em que o rendimento médio mensal real domiciliar per capita ainda caiu 1% em relação a 2016.

Um estudo do FGV Social coordenado por Marcelo Neri estima que a renda tenha caído ainda mais entre os mais jovens e os menos escolarizados, levando 6,3 milhões de pessoas para abaixo da linha da pobreza.

Basta um pouco de psicologia barata, portanto, para qualificar como projeção no outro de seus próprios erros a acusação feita na mesma carta de que nos governos anteriores “o combate à miséria foi limitado à maquiagem nos números” e os “indicadores foram alterados para fins de propaganda, sem implicar melhoria nas condições de vida da população”.

Afinal, condenar as manobras fiscais de 2014 não justifica, nem de longe, descartar os indicadores que apontam melhora nas condições de vida da população durante os anos 2000.

É um fato incontestável que o cenário externo favorável e o maior crescimento econômico abriram espaço para uma redistribuição de renda para a base da pirâmide, tanto por meio da universalização dos programas de transferência e da valorização do salário mínimo observada desde o Plano Real quanto pela forte geração de empregos formais em setores de serviços e construção civil.

Para completar, Bolsonaro reforçou em sua mensagem ao Congresso aquela que talvez seja a “fake news” mais danosa das últimas eleições, pelo grande apelo que tem para a massa de brasileiros em situação de insegurança econômica desde o fim de 2014:

“Treze milhões de desempregados! Isso foi resultado direto do maior esquema de corrupção do planeta, criado para custear um projeto de poder local e continental”, afirma o presidente em sua carta.

Independentemente do peso atribuído às múltiplas causas da crise —entre erros de governos e choques externos e internos—, fica uma sugestão para as agências de checagem: quanto representa o custo total para os cofres públicos atribuído a atos de corrupção nas investigações em curso em relação ao déficit público ou à queda no PIB de 2015-2016?

Assim como os ataques a imigrantes, vendidos como “ladrões de emprego” nos EUA e na Europa, a “roubalheira do PT” como causa da crise é apenas uma simplificação sórdida forjada para alimentar uma parte da população sedenta por identificar o grupo de culpados a ser combatido.

A esta altura, a humanidade já deveria ter aprendido que uma mentira, por ser repetida mil vezes, não se torna verdade.


Laura Carvalho
Professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, autora de "Valsa Brasileira: do Boom ao Caos Econômico".
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Mensagem por peter.forc em Qui Fev 07, 2019 11:14 pm

JAZZigo escreveu:Bolsonaro quer convencer os brasileiros de que a economia está melhorando
Humanidade já deveria ter aprendido que uma mentira, por ser repetida mil vezes, não se torna verdade


Laura Carvalho
Folha de S. Paulo, 7.fev.2019 às 2h00
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/laura-carvalho/2019/02/bolsonaro-quer-convencer-os-brasileiros-de-que-a-economia-esta-melhorando.shtml

Na carta que enviou ao Congresso Nacional para a abertura do ano legislativo na segunda-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que não pretende encerrar tão cedo a campanha eleitoral do ano passado. Em outras palavras: não faltará trabalho nos próximos quatro anos às agências de checagem de fatos.

Mesmo sem ter anunciado sequer uma medida econômica em seu primeiro mês de governo, o presidente já começou a tentar convencer os brasileiros de que a economia está melhorando. Chegou a afirmar, por exemplo, que “a taxa de investimento parou de cair, os postos de trabalho voltaram a ser criados e a renda das famílias começou a dar sinais de melhora”.

(...)


A esta altura, a humanidade já deveria ter aprendido que uma mentira, por ser repetida mil vezes, não se torna verdade.


Laura Carvalho
Professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, autora de "Valsa Brasileira: do Boom ao Caos Econômico".


Acho que não aprendeu... Não subestimo essa tática, não. Há uns anos atrás aí, repetiram mentiras mil vezes, como estão fazendo agora, e o efeito durou 21 anos... Difícil prever quanto tempo isso agora dura.
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Mensagem por Rico em Sex Fev 08, 2019 10:02 pm

A cada dia esse país me envergonha mais... Se essa é a bandeira verde amarela, essas cores minha bandeira nunca terá...

https://m.oglobo.globo.com/sociedade/aprovado-pelo-mec-manual-infantil-propoe-brincadeira-que-encena-escravidao-causa-revolta-23433409?fbclid=IwAR2lOausDZc1pdFe3qXc186GK24R-FuWOQR1MVlW1Ulux4Z6wA2Dpnulhv0
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Mensagem por Rico em Sex Fev 08, 2019 10:03 pm

E pra fechar com chave de ouro...

https://odia.ig.com.br/economia/2019/02/5618446-proposta-cria-o-trabalhador--sem---sem-13----sem-ferias-e-sem-fgts.html
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Mensagem por Rico em Sex Fev 08, 2019 10:05 pm

Depois a galera grita que a bandeira nunca será vermelha
.. já é... Vermelho sangue.
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Mensagem por NETOULTRA em Sab Fev 09, 2019 8:16 pm

Rico escreveu:E pra fechar com chave de ouro...

https://odia.ig.com.br/economia/2019/02/5618446-proposta-cria-o-trabalhador--sem---sem-13----sem-ferias-e-sem-fgts.html

Mim gostar dessa noticia, pena q nao vai vira....

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Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 9:54 pm

^Pena que vc gostou.
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Mensagem por peter.forc em Sab Fev 09, 2019 10:27 pm

Rico escreveu:E pra fechar com chave de ouro...

https://odia.ig.com.br/economia/2019/02/5618446-proposta-cria-o-trabalhador--sem---sem-13----sem-ferias-e-sem-fgts.html

O problema é que não fecha... Todo dia vem uma lambança, uma barbeiragem nova !!
E o Paulo Ghiraldelli está correto - o problema não é apenas as imbecilidades sendo feitas (já se esperava isso), mas muita gente achando isso "normal", assim como se achava "normal", nos anos 60 e 70, as "prisões para averiguação", a tortura, a ação policial indiscutível e inquestionável.
Isso  tem muito a ver com o título deste tópico, realmente.

    Documento assinado pelo Ministério da Saúde libera tratamento de eletrochoque

    Por iG São Paulo, 08/02/2019 15:25
    https://saude.ig.com.br/2019-02-08/eletrochoque-ministerio-da-saude.html

    GOVERNO AUTORIZA O CHOQUE EM HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS

    Filósofo Paulo Ghiraldelli - Publicado em 8 de fev de 2019
    https://www.youtube.com/watch?v=Avpj8FA9l6E
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Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo - Página 3 Empty Re: Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo

Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:30 pm

^ Verdade... Triste verdade...

Tão rolando uns boatos sobre a saúde do Bozo...
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Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:32 pm

PRIMEIRA PENCA DE CADÁVERES DE MORO 2: Ação da PM no RJ mata 14; familiares dizem que, já rendidos, traficantes foram executados

Leio na Folha:
​Ao menos 14 pessoas foram mortas nesta sexta-feira (Cool durante operação da Polícia Militar no morro do Fallet, centro do Rio de Janeiro. A corporação afirma que todos foram mortos em confronto com a polícia. Já moradores da favela dizem que os policiais atiraram mesmo após a rendição dos suspeitos. A ação, que também ocorreu nas favelas da Coroa e Fogueteiro, reuniu o Bope (Batalhão de Operações Especiais) e o Batalhão de Choque e começou, segundo a PM, após uma série de confrontos entre as quadrilhas das três comunidades. A secretaria municipal de saúde informou que 16 suspeitos deram entrada no hospital municipal Souza Aguiar. Segundo a pasta, 13 chegaram sem vida ao local, um morreu no CTI e outros dois permanecem na unidade. No morro dos Prazeres, mais dois suspeitos foram encontrados feridos e levados para a mesma unidade. Ainda segundo a PM, os policiais do choque foram recebidos a tiros no Fallet, dando início ao confronto —não há informação de agentes feridos ou mortos. Moradores dizem que os policiais atiraram mesmo após a rendição dos suspeitos. A reportagem conversou com uma mulher que teve um filho e um sobrinho mortos na operação e que não quis se identificar, com medo de represálias. “Já entraram três vezes na minha casa”, disse. De acordo com ela, os suspeitos foram rendidos dentro de uma casa e mortos em seguida. “Eles perguntaram: ‘não vão fazer nada?’. E os policiais disseram que não”, afirmou. Segundo o relato, quando seu filho virou-se de costas para negociar a rendição com o grupo, agentes atiraram contra ele. “Deram um tiro nas costas. Furaram meu filho todo. Não me respeitaram em momento nenhum, nem meu filho de oito anos. Falou na cara do meu filho: ‘bem feito’.


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Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:38 pm

É isso aí... A polícia é pior que a bandidagem, porque bandido já é fora da lei mesmo.. já é criminoso... Agora, quando a polícia (que deveria seguir a lei) se torna uma entidade executora, salve-se quem puder.

Alguém sabe se esse bosta desse Moro é juiz mesmo?

Vai ver os policiais sentiram medo, foram surpreendidos, ou responderam sob forte emoção.

País de m$%&, viu???

Ah! Antes que alguém.venha dizer que eu tô defendendo bandido, alerto que vou perguntar quem estava lá, presenciando essa escrotice.

Peço a Deus que nenhum de vocês encontre um policial amedrontado, surpreso e agindo sob forte emoção as 3 da manhã.


Última edição por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:46 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por NETOULTRA em Sab Fev 09, 2019 10:40 pm

Rico escreveu:^ Verdade... Triste verdade...

Tão rolando uns boatos sobre a saúde do Bozo...

Tomada que não seja verdade, já pensou o Mourão sendo teu presidente Twisted Evil

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Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:47 pm

^ Piora. O Bozo e seus filhos são só imbecis. O Mourão é ardiloso....
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Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:47 pm

Menos pra quem votou no Bozo, porque afinal, quem votou Bozo votou Mourão...

E antes.que eu esqueça, pra quem não votou tanto faz, afinal, o Mourão será presidente de todos..

Já pensou o Mourão sendo TEU presidente??? Twisted Evil


Última edição por Rico em Sab Fev 09, 2019 11:04 pm, editado 2 vez(es)
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Mensagem por peter.forc em Sab Fev 09, 2019 10:53 pm

Rico escreveu:É isso aí... A polícia é pior que a bandidagem, porque bandido já é fora da lei mesmo.. já é criminoso... Agora, quando a polícia (que deveria seguir a lei) se torna uma entidade executora, salve-se quem puder.

Alguém sabe se esse bosta desse Moro é juiz mesmo?

Vai ver os policiais sentiram medo, foram surpreendidos, ou responderam sob forte emoção.

País de m$%&, viu???

Ah! Antes que alguém.venha dizer que eu tô defendendo bandido, alerto que vou perguntar quem estava lá, presenciando essa escrotice.

Peço a Deus que nenhum de vocês encontre um policial amedrontado, surpreso e agindo sob forte emoção as 3 da manhã.


Sim. Muitos imaginam que um policial com carta branca para agir, à margem da Lei (a partir de agora deixa de ser à margem da lei...), é uma ação direta e eficaz contra a bandidagem. Mas isto não é verdade, não elimina a bandidagem, apenas a substitui. Já vimos isso. Mais um absurdo, as pessoas virem o progresso desse tipo de situação e concordarem com isso.
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Mensagem por Rico em Sab Fev 09, 2019 10:57 pm

peter.forc escreveu:
Rico escreveu:É isso aí... A polícia é pior que a bandidagem, porque bandido já é fora da lei mesmo.. já é criminoso... Agora, quando a polícia (que deveria seguir a lei) se torna uma entidade executora, salve-se quem puder.

Alguém sabe se esse bosta desse Moro é juiz mesmo?

Vai ver os policiais sentiram medo, foram surpreendidos, ou responderam sob forte emoção.

País de m$%&, viu???

Ah! Antes que alguém.venha dizer que eu tô defendendo bandido, alerto que vou perguntar quem estava lá, presenciando essa escrotice.

Peço a Deus que nenhum de vocês encontre um policial amedrontado, surpreso e agindo sob forte emoção as 3 da manhã.


Sim. Muitos imaginam que um policial com carta branca para agir, à margem da Lei (a partir de agora deixa de ser à margem da lei...), é uma ação direta e eficaz contra a bandidagem. Mas isto não é verdade, não elimina a bandidagem, apenas a substitui. Já vimos isso. Mais um absurdo, as pessoas virem o progresso desse tipo de situação e concordarem com isso.

Eficaz contra a bandidagem a gente sabe que são livros e Estado forte, mas lembremos que repentinamente ser burro virou status, motivo de orgulho... Ser imbecil tá na moda.
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Mensagem por Coder em Dom Fev 10, 2019 10:17 am

Sobre o cancelamento dos 13 CPF's no RJ: Matou foi pouco! claps claps claps

Quando essas merdas descem o morro pra assassinar pai de família não estão nem aí!
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Mensagem por NETOULTRA em Dom Fev 10, 2019 11:59 am

Rico escreveu:Menos pra quem votou no Bozo, porque afinal, quem votou Bozo votou Mourão...

E antes.que eu esqueça, pra quem não votou tanto faz, afinal, o Mourão será presidente de todos..

Já pensou o Mourão sendo TEU presidente??? Twisted Evil

Pela primeira vez vou concordar com vc, quem votou no Bolsonaro votou sim no Mourão e de forma consciente até pq durante a campanha o Mourão roubou a cena várias vezes e ouso afirmar q caso aconteça algo com o Bolsonaro os eleitores se sentiriam bem representados pelo vice... Sobre ser meu presidente tanto faz, não sendo o Maldade qlq coisa ta valendo...

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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 12:20 pm

Coder escreveu:Sobre o cancelamento dos 13 CPF's no RJ: Matou foi pouco! claps claps claps

Quando essas merdas descem o morro pra assassinar pai de família não estão nem aí!

E você concluiu que eles são todos bandidos baseado no que? Você os conhecia? Estava lá? Quantos tinham passagem pela polícia? Quais crimes cometeram?

Você não tem a mínima idéia. É só seu preconceito falando alto.

Crie grupos de extermínio. Apoie-os. Em pouco tempo pode ser você ou sua família que estarão sob a mira desses facínoras.
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 12:24 pm

NETOULTRA escreveu:
Rico escreveu:Menos pra quem votou no Bozo, porque afinal, quem votou Bozo votou Mourão...

E antes.que eu esqueça, pra quem não votou tanto faz, afinal, o Mourão será presidente de todos..

Já pensou o Mourão sendo TEU presidente??? Twisted Evil

Pela primeira vez vou concordar com vc, quem votou no Bolsonaro votou sim no Mourão e de forma consciente até pq durante a campanha o Mourão roubou a cena várias vezes e ouso afirmar q caso aconteça algo com o Bolsonaro os eleitores se sentiriam bem representados pelo vice... Sobre ser meu presidente tanto faz, não sendo o Maldade qlq coisa ta valendo...

Entendi .. tirar direitos trabalhistas, fazendo a relação patrão/empregado voltar ao tempo da escravidão, deve ser uma benfeitoria.

Preciso rever meus conceitos...

Quanto aos bozonaristas se sentirem representados pelo   bosta reserva, bem... Parece que não é bem assim. Se você tiver acesso à redes sociais, verá o que estou dizendo.


Última edição por Rico em Dom Fev 10, 2019 12:48 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 12:34 pm

E já que bandido bom é bandido morto...

https://catracalivre.com.br/parceiros-catraca/dimenstein/dimenstein-jair-bolsonaro-leva-hoje-sua-pior-facada-moral/

Deliciem-se.
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 12:39 pm

https://www.jb.com.br/pais/2019/02/979844-desenvoltura-de-mourao-desperta-a-ira-de-evangelicos.html

Tá aí como os eleitores do Bozo se sentem representados...
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 12:46 pm

https://m.oglobo.globo.com/rio/anistia-pede-investigacao-imediata-do-mp-da-policia-civil-sobre-mortes-em-operacao-da-pm-no-fallet-23442211
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 1:01 pm

É disso que eu estou falando... Um dia, uma parcela imbecil da sociedade apoiou a ação desses caras... Eles matavam bandido, botavam "ordem" na zona, como queriam acreditar os incautos.

O resultado é esse aí. Aliás, daí pra pior:

https://m.extra.globo.com/noticias/rio/jornalistas-sao-torturados-por-milicianos-no-rio-equipe-de-dia-foi-espancada-por-7-horas-na-zona-oeste-519747.html?fbclid=IwAR3tyPyQHwnkvzjnCSuqZv3zMjLBrEUqlfbAiGBgrnRvPQck0McIR7oA2zI

Mas aí vem um cara tipo o Freixo, que enfrentou essas milícias, levando dezenas à cadeia. E justamente esse cara é visto como inimigo, um mal.a.ser combatido.

Tá de sacanagem...
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 1:48 pm

Uma coisa tem de ser dita sob essa onda fascista... Há muito tempo que não temos tanto assunto:

https://meiahora.ig.com.br/geral/2019/02/5618886-socialite-pede-desculpas-apos-festa-com-negras-vestidas-de-escravas.html
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Mensagem por allexcosta em Dom Fev 10, 2019 1:58 pm

^ Que bobagem...
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 2:07 pm

allexcosta escreveu:^ Que bobagem...

Me esforço para crer que seja apenas uma bobagem, mas mexer em vespeiro na atual situação dá nisso.

No mínimo foi uma baita falta de bom senso, principalmente considerando de quem vem. Uma pessoa ligada a mídia.



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Mensagem por Coder em Dom Fev 10, 2019 3:02 pm

"Anistia Internacional"  Ri Muito  Ri Muito

Estou até agora esperando os esquerdistas da "Anistia Internacional" se pronunciarem sobre assassinatos de pessoas de bem, essas que são as verdadeiras "vítimas da sociedade"

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/01/24/morre-adolescente-baleado-na-cabeca-apos-tentativa-de-assalto.ghtml

Ops, esqueci! esses aí só defendem vagabundos! Por mim, traficante tem mais é que se f**** mesmo! Gente que não trabalha, não produz, só serve pra ocupar espaço e consumir recursos! Prefiro ter o dinheiro dos meus impostos sendo usado para as polícias do que pagando bolsa família pra tranqueira!
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 3:17 pm

Coder escreveu:"Anistia Internacional"  Ri Muito  Ri Muito

Estou até agora esperando os esquerdistas da "Anistia Internacional" se pronunciarem sobre assassinatos de pessoas de bem, essas que são as verdadeiras "vítimas da sociedade"

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/01/24/morre-adolescente-baleado-na-cabeca-apos-tentativa-de-assalto.ghtml

Ops, esqueci! esses aí só defendem vagabundos! Por mim, traficante tem mais é que se f**** mesmo! Gente que não trabalha, não produz, só serve pra ocupar espaço e consumir recursos! Prefiro ter o dinheiro dos meus impostos sendo usado para as polícias do que pagando bolsa família pra tranqueira!

E você pegou os dados das suas conclusões aonde mesmo???
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Mensagem por Coder em Dom Fev 10, 2019 3:32 pm

^ Pois é! Não encontrei nada! Nem um pio! Nem deles e nem dos caras dos "Direitos Humanos"...

Nesse lixo de país, gente decente entra apenas pra estatística. Mas quando morre algum marginal em confronto... "- Aiihhnn polícia assassina! Mi Mi Mi"

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Mensagem por Eduardo Tob em Dom Fev 10, 2019 4:01 pm

Coder escreveu:"Anistia Internacional"  Ri Muito  Ri Muito

Estou até agora esperando os esquerdistas da "Anistia Internacional" se pronunciarem sobre assassinatos de pessoas de bem, essas que são as verdadeiras "vítimas da sociedade"

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/01/24/morre-adolescente-baleado-na-cabeca-apos-tentativa-de-assalto.ghtml

Ops, esqueci! esses aí só defendem vagabundos! Por mim, traficante tem mais é que se f**** mesmo! Gente que não trabalha, não produz, só serve pra ocupar espaço e consumir recursos! Prefiro ter o dinheiro dos meus impostos sendo usado para as polícias do que pagando bolsa família pra tranqueira!

Coder, uma pergunta: na sua região tem algum CRAS ou CREAS?
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Mensagem por Rico em Dom Fev 10, 2019 5:38 pm

Coder escreveu:^ Pois é! Não encontrei nada! Nem um pio! Nem deles e nem dos caras dos "Direitos Humanos"...

Nesse lixo de país, gente decente entra apenas pra estatística. Mas quando morre algum marginal em confronto... "- Aiihhnn polícia assassina! Mi Mi Mi"


Você tá redondamente enganado. A Alerj, na época do Freixo, fazia mais pela família de policiais mortos que o Estado. Isso é fato. Meu irmão foi policial.

E policial assassino não passa de assassino, queira vc ou não.

Agora, você alegar que a Anistia Internacional nada faz, só demonstra má vontade... São dois segundos em um click.

Se for difícil me avisa que eu posto pra você.
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Mensagem por peter.forc em Seg Fev 11, 2019 1:06 pm

Rico escreveu:E já que bandido bom é bandido morto...

https://catracalivre.com.br/parceiros-catraca/dimenstein/dimenstein-jair-bolsonaro-leva-hoje-sua-pior-facada-moral/

Deliciem-se.

De fato, ótimo resumo do que está acontecendo e do que ainda vem aí pela frente...

E essa aqui dos laranjas ainda vai render...

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/02/bebianno-contradiz-presidente-do-psl-e-nega-responsabilidade-sobre-laranja.shtml

A não ser que tb joguem para debaixo do tapete e deixem e poeira baixar naturalmente.
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Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo - Página 3 Empty O brado da ética e do combate à corrupção à moda da casa...

Mensagem por JAZZigo em Seg Fev 11, 2019 3:31 pm

Já Somos um País Fascista - por Dodô Azevedo - Página 3 Orange-rot2

Laranjal machista ajudou a turbinar PSL na eleição
Esquema de candidatas laranjas revela como partido operou para crescer nas eleições

Leandro Colon

Folha de S. Paulo, 11.fev.2019 às 2h00
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandrocolon/2019/02/laranjal-machista-ajudou-a-turbinar-psl-na-eleicao.shtml

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, usou candidatas laranjas para driblar a legislação eleitoral em esquema de desvio de verba pública. Na cara dura, o presidente da sigla afirmou que a culpa é da lei, afinal, segundo ele, as mulheres não têm a vocação política.

Segundo as regras, 30% dos candidatos de cada partido devem ser mulheres, mesma proporção a ser respeitada no repasse do fundo partidário, formado por dinheiro público.

O que fez o PSL? Burlou a lei, conforme revelaram reportagens da Folha. O atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, por exemplo, é o mandachuva da legenda em Minas. Seu grupo escalou quatro mulheres para preencher a cota.

Na prática, elas fingiram ser candidatas. Eram laranjas. Juntas, não tiveram mais de 2.000 votos. Essas mulheres nunca pensaram em se eleger. Atuaram como figurantes. Foram usadas pelo PSL para repassar dinheiro do fundo a empresas ligadas a Álvaro Antonio, o deputado federal mais votado pelos mineiros.

Quem preside o PSL é Luciano Bivar, com passado nada idôneo na cartolagem do futebol pernambucano. Não se sabe direito o que ele ofereceu para levar Bolsonaro e sua trupe. A aposta deu certo, e o PSL saltou de nanico para a segunda maior bancada eleita, que tem Bivar como um dos vice-presidentes da Casa.

O que se descobre agora é como a sigla operou para atingir tamanha façanha. Em Pernambuco, uma funcionária do partido, indicada como candidata também para garantir a cota feminina, levou R$ 400 mil do fundo partidário, o terceiro maior repasse da legenda em todo o país.

O dinheiro saiu na véspera da eleição para imprimir 9 milhões de santinhos em uma gráfica fantasma. A candidata teve somente 294 votos.

Em entrevista à repórter Camila Mattoso, Bivar atacou a cota dizendo que a política “não é muito da mulher”. Bolsonaro nega as acusações de que é machista. Ele silenciou sobre o laranjal do PSL, mas deveria repudiar publicamente o discurso misógino do chefe do seu partido.


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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Seg Fev 11, 2019 5:35 pm

Rico escreveu:
Coder escreveu:^ Pois é! Não encontrei nada! Nem um pio! Nem deles e nem dos caras dos "Direitos Humanos"...

Nesse lixo de país, gente decente entra apenas pra estatística. Mas quando morre algum marginal em confronto... "- Aiihhnn polícia assassina! Mi Mi Mi"


Você tá redondamente enganado. A Alerj, na época do Freixo, fazia mais pela família de policiais mortos que o Estado. Isso é fato. Meu irmão foi policial.

E policial assassino não passa de assassino, queira vc ou não.

Agora, você alegar que a Anistia Internacional nada faz, só demonstra má vontade... São dois segundos em um click.

Se for difícil me avisa que eu posto pra você.
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