Texto interessante sobre origem dos pedais e explicações

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Mensagem por leandrosf89 em Dom Abr 18, 2010 11:50 pm

Segue link ae pro pessoal ler... Achei que poderia ser útil pra alguem ler...
http://www.portalrockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=323
................ Estava pesquisando sobre e li isso>

Por mais incrível que pareça, os primeiros estudos de modificação de áudio começaram por causa dos militares norte-americanos (assim como a internet). No meio dos anos 30 do século passado, o governo investiu no desenvolvimento de um microfone, cujos detalhes eram vetados ao conhecimento público. O mais engraçado é que os descendentes desse projeto “secreto” agora são usados por todos os roqueiros do mundo.

Existem diversos tipos, modelos e funções de pedais. Como a distorção é o efeito mais popular no rock, vamos nos ater basicamente a esse fato, dando uma breve deixa para o magnífico pedal “wah-wah”.


Hendrix e Mayer:

A partir daqui vamos contar um pouco da história do homem por trás de Jimi Hendrix (no bom sentido). O engenheiro inglês Roger Mayer afirmava que a máxima de quem desenvolve ou cria um efeito para guitarra é pesquisar para saber o que fazer de errado. Pois, quando se constrói um circuito, coisas que na teoria estariam equivocadas podem proporcionar um interessante som no final. Nas conversas que teve com o seu mais conhecido cliente, Mayer dizia que o papo entre os dois parecia coisa de maluco, porque eles conversavam sobre como o pedal deveria soar, utilizando imagens como “o som de uma nave espacial”. Se usaram “outra coisa”, a história não registrou... E como se deu esse encontro entre Mayer e Hendrix? Próximo parágrafo, maestro.

Roger Mayer começou a construir suas primeiras caixinhas de fuzz (distorções com “curvas” quadradas, se fizermos uma análise visual do áudio) em 63. Entre os seus clientes estavam os Yardbirds, cujas três grandes personalidades guitarrísticas, coincidentemente, eram seus vizinhos: Clapton, Beck e Page, que compraram dele uns 25 fuzzes. Os pedais foram utilizados em gravações cruciais dos Yardbirds como “Heart Full of Soul” e “Shapes of Things”. Seu interesse inicial pelos fuzzes ocorreu por causa de uma gravação dos Ventures intitulada “2000 Pound Bee”. Como Mayer trabalhava como assistente em um escritório experimental de análise de áudio para o almirantado britânico, passou a utilizar o espaço, a técnica e as peças para construir os seus próprios pedais de efeito para guitarristas. A diferença entre o produto de Mayer e outros encontrados no mercado, segundo ele, é que possuíam mais “sustain” (sustentação das notas) e tinham um som mais natural, sem interferir no timbre do instrumento.

Quando no final de 1966 Mayer parou para assistir o programa Ready, Steady, Go!, na TV inglesa, se deparou com ninguém menos que o recém-chegado Jimi Hendrix. A música de trabalho era “Hey Joe”. Mayer não acreditou no que viu. Na hora ele sacou que podia correr atrás do “negão” para oferecer-lhe os seus produtos. Mayer encontrou-se com Hendrix em janeiro de 67 no lotado clube londrino Bag O’Nails. Nesse encontro o engenheiro ofereceu a Hendrix o Octavia, um pedal que gerava uma oitava acima da nota tocada. O guitarrista adorou o efeito, que, além de dobrar a nota, adicionava um som similar a um clarinete ou flauta.

Hendrix passou a posicionar o Octavia antes do fuzz (os transistores desse pedal eram confeccionados com um material diferente dos de hoje, o que já confere outro timbre). Três semanas depois Jimi usou o pedal para gravar “Purple Haze” e “Fire” no Are You Experienced. A partir desse momento, o guitarrista passou a sempre utilizar os pedais de Mayer. Com tanta intimidade, Roger Mayer participou das gravações de álbuns de JH como Axis: Bold as Love. A partir de então foi convidado para viajar com a banda durante fevereiro de 68 na excursão norte-americana. Mayer não foi trabalhar como operador de áudio ou coisas afins, mas para cuidar das guitarras.

Depois dessa fase passou a construir consoles (mesas de gravação para estúdio), captadores para pianos, controladores para sintetizadores, efeitos etc. Mayer prosseguiu trabalhando com outros grandes gênios negros como os Isley Brothers, além de construir muitos sintetizadores analógicos para Stevie Wonder - que os tocou fartamente nos álbuns Music of my Mind, Talking Book e Innervisions. Em 78, Mayer foi para a Jamaica trabalhar com Bob Marley no disco Exodus. A partir daí é história.

Outro nome a ser lembrado é o de Tom Scholz, guitarrista do Boston (“More Than A Feelin’”), que criou e desenvolveu, na primeira metade da metade dos 80, o Rockman. Lembram do walkman? Scholz criou um aparelho no formato de um desses objetos onde se plugava a guitarra direto. Com o uso de headphones podia-se obter um som perfeito, sem incomodar os vizinhos, podendo escolher entre quatro efeitos: distorção, compressão, chorus e delay, tudo isso com controles eficientes de tom e volume. O sucesso foi imediato.

Muitos guitarristas como Jeff Beck, David Gilmour e John McLaughlin passaram a usar o Rockman em estúdio e no palco. Essa foi a verdadeira última revolução em termos de pedais e foi aí também que começou essa conversa de abandonar a saturação do amplificador em troca de um som saturado, porém mais limpo e claro. Muitos instrumentistas passaram a plugar a guitarra direto em um efeito desses e daí diretamente para as caixas para o público (o P.A.).

Uma pequena lista de preciosidades

Os pedais de distorção disponíveis na praça são muitos. Alguns ganharam a honra de figurar no pódio dos eleitos por sua extrema qualidade e timbre. Não há como negar: os melhores são os antigos.

O Tube Drive foi desenvolvido pelo tecladista Brent Butler para envenenar o seu teclado Farfisa. No interior do pedal havia uma pequena válvula. Esse sistema é copiado até hoje.

Os irmãos Larry e Joe Masari desenvolveram em 65, sob a alcunha Sola Sound, o famoso pedal Coloursoud lançado em 1967.

Mike Mathews fundou sua companhia Electro-Harmonix em 68, mas só começou a vender sua maior obra, o Big Muff, em 1970. Se Hendrix usou esse pedal antes dessa data, é pura ilusão de ótica.

Nos anos 80, o TS 808 Tube Screamer foi um dos overdrives (uma distorção mais branda) mais populares, mas os melhores foram produzidos em 1976. Pedal é como vinho, tem prazo de validade.

O riff de “Satisfaction”, dos Stones, foi gravado, segundo reza a lenda (e os marqueteiros), com o Maestro Fuzz Tone. Produzido por uma firma de Nashville fundada em 61, o criador desse fuzz apenas reproduziu o som de um mixer avariado que passou a emitir um som “distorcido”. História semelhante a propalada pelos Kinks ao gravarem “You Really Got Me”, só que no caso deles era o cone de um alto falante furado por uma caneta.

Outros inesquecíveis pedais como o Micro Amp, o Rat, o Fuzz Face e o Tone Bender também marcaram território.

A exceção:

Pelo seu som inconfundível de “pato”, incluímos um breve parágrafo sobre o pedal wah-wah, tão popularizado por Jimi Hendrix. Ouçam a famosa intro de “Voodoo Chile” para saber o que esse pedal significa. Criado em 67 pela dupla Bradley Plunkett e Lester Kushner, o wah foi primeiramente manufaturado na Itália com o nome de “Clyde McCoy Wah Wah”! E por quê? McCoy era um famoso trumpetista que em 1931 alcançou seu maior sucesso com a canção “Super Blues”, que tornou-se popular pelo som do trumpete fazendo “wah wah”.

E nos últimos vinte anos:

Nos 80 surgiram os racks de efeito a partir dos quais foi possível juntar em um só pedal dezenas de efeitos. A transistorização/miniaturarização do equipamento permitiu reduzir o espaço cada vez mais, o que não queria nem quer dizer até hoje, que foi encontrada a perfeição ou a melhoria completa do áudio. Cada guitarra é uma guitarra, cada pedal é um pedal. Se, na década de 70, para se conseguir determinado efeito era necessário trabalhar com dois gravadores de rolo, pouco tempo depois o mesmo efeito era obtido com apenas um pedal de dimensões mínimas.

A tecnologia não dá passos mais largos do que as pernas há pouco tempo, como supõe nossa vã filosofia... Processadores de efeitos MIDI substituíram durante alguns anos os velhos pedais que sabiamente retornaram com força total com o movimento grunge. Hoje, os programas de computador fazem praticamente tudo em processamento de áudio. Claro, quem pode pagar mais obtêm o melhor resultado. Não se engane achando que se você baixar, roubar ou comprar todos os multi-efeitos digitais e simuladores de guitarra do mundo seu instrumento vai falar sozinho.

O intuito desta matéria não é falar sobre as conquistas das duas últimas décadas, e, já que esta não é revista de guitarra e ninguém é obrigado, vamos encerrar logo esse negócio. Espero que tenham se divertido com o pouco da história desses sons estranhos que acompanham nossas bandas favoritas de ontem, hoje e sempre. Vai apertar em um pedal aí, mermão.


É de guitarrista mas tem algo interessante...


Última edição por leandrosf89 em Seg Abr 19, 2010 7:40 am, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Thales_Sr em Seg Abr 19, 2010 12:40 am

Uma guitarra elétrica tem capacidade de saída constante de 50 milivolts

Constante? Claro...

o que comumente sobrecarrega o amplificador.

50 milivolts sobrecarregam um amplificador... Tá.

Os “bons” são 100 Hz, 200 Hz, 400 Hz, 600 Hz etc, enquanto os “maus” são os 300 Hz, 500 Hz, 700 Hz.

Esse cara viajou na maionese...

Em um sinal de alta-fidelidade, um ganho de entrada de 0,1 volt é igual a 0,1 volt de saída.

Ganho de entrada não é medido em volts, e sim em volts/volts, ou seja, é adimensional.
E não, um AMPLIFICADOR (e não sinal) de alta fidelidade, o sinal de entrada vai sair com a MESMA FORMA na saída, multiplicado por um valor constante. Se ele sair com a mesma amplitude, qual o sentido do amplificador mesmo?

Por que guitarristas acham que só porque sabem tocar guitarra, entendem de eletrônica também?
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Mensagem por leandrosf89 em Seg Abr 19, 2010 7:35 am

Hehehehehe...
Eu imaginei ter algo errado só por ser de Guitarrista... Como não manjo disso né! Vou tirar essa parte...
Ainda bem que tem gente como vocês que entendem pra não virar informação errada!
Vou até tirar o texto então pra não propagar coisa errada! Melhor???????
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Mensagem por Thales_Sr em Seg Abr 19, 2010 9:05 am

Vou até tirar o texto então pra não propagar coisa errada! Melhor???????

Não... pode deixar, acho que o problema do cara foi só querer entrar na parte técnica, que ele não conhece.
Mas a parte histórica pode estar certa.
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Mensagem por leandrosf89 em Seg Abr 19, 2010 9:39 am

^beleza... Realmente achei interessante a parte histórica mesmo... deve ter alguma coisa que se use... hehe
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