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Crise na OSB

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Mensagem por Sá Reston em Dom Mar 06, 2011 11:49 am

Alguns de vcs sabem o quanto sou crítico com relação ao nefasto universo da música erudita no Brasil. Essa semana pipocaram na internet, além da mensagem que posto abaixo, uma carta ao diretor da OSB, Roberto Mincjuk, que colocam a mostra um pouco da triste realidade da música de concerto em terras brazucas. O texto é sobre a OSB Jovem, mas expõe várias problemas da atual administração da OSB.

A OSBJ – Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem

Criada na época do maestro Yeruham Scharovsky a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem já nasceu num berço cheio de conflitos. Época de vacas magras, quando os salários dos músicos da orquestra adulta atrasavam por meses, não foram, no entanto, somente estes os conflitos que marcaram o parto da então jovem orquestra jovem.

Antes, a determinação dos objetivos de uma orquestra jovem no cenário musical carioca e brasileiro foi motivo de apaixonadas discussões. Bons tempos quando, pelo menos, se discutiam assuntos relevantes. Uma corrente, da qual eu era um dos poucos defensores, via uma orquestra jovem como uma “escola” onde os jovens se apresentariam com um repertório condizente com o nível médio de desenvolvimento técnico-musical, trabalhados e liderados por um maestro com idade e experiência suficientes para ensiná-los (e não para aprender com eles). A outra corrente defendia uma “seleção” entre os melhores jovens músicos para fazer deles uma orquestra de “elite”. Mesmo durante o período em que atuei como coordenador da OSBJ fui voto vencido quanto a todos os quesitos que privilegiavam o aspecto pedagógico do trabalho com os jovens, aqui incluído a questão de não se pagar a bolsa em dinheiro, mas em cursos de especialização em música, línguas, materiais didáticos e técnicos (cordas, palhetas, partituras, livros), de tal forma que tudo o que fosse entregue aos jovens revertesse única e exclusivamente para eles. Voto vencido, instaurou-se uma orquestra jovem onde uma bolsa de estudos era disputada para pagar pequenas despesas para uns, para ajudar no orçamento familiar para outros e, do lado da orquestra, como uma moeda em troca da dedicação e aceitação sem discussões das determinações superiores.

Por muitos outros motivos acabei me afastando definitivamente da orquestra e lá se vão muitos anos. No entanto, reiteradas manifestações da atual direção artística vem me incomodando pela ausência de critérios e pela generalização de falácias quanto, especialmente, à qualidade do ensino de música no Rio de Janeiro e no Brasil. Professores de música de um modo geral não tem se posicionado, talvez por ignorância dos fatos ou medo de uma indisposição junto à OSB e seus diretores.

Temos professores excelentes de piano, violino, violoncelo, viola, trompete, enfim de todos os instrumentos que fazem uma orquestra sinfônica. A Direção Artística da OSB reduz em poucas e mal ditas palavras um problema muito sério. Tive e tenho alunos de oboé que ocupam lugares marcantes em orquestras tanto no Brasil como no exterior. Todos os oboístas da atual OSBJ são meus alunos (embora a OSB insista em dizer nos jornais que todos os músicos da OSBJ são alunos dos músicos da OSB – mentira!). Creio que a direção artística da OSB não conhece as escolas de música do Brasil todo, não sabe o trabalho que é desenvolvido em muitas cidades e mesmo assim se põe a desconsiderar este trabalho do alto de seu desconhecimento. Informar-se é bom e honesto.

Uma primeira pergunta, por exemplo, é o porquê os bons músicos brasileiros deveriam obrigatoriamente vir até a OSB? Por que razão eles fariam isso? Pelos altíssimos salários que nunca foram pagos lá? Talvez pelo irresistível carisma de seu diretor artístico?

Voltando à OSBJ, qual a preocupação pedagógica com os jovens músicos? Talvez um repertório que pode levá-los a um estresse precoce, ou a uma tendinite? Ou uma sequência de provas e concursos fora de prazo, chamadas de “audições internas” onde jovens são sumariamente “demitidos” no meio do período para que outros “melhores” ocupem seus lugares, não se dando aos excluídos sequer a chance de melhorar? Seria este processo porventura parte da citada “pedagogia”? Os jovens fazem provas pelo menos duas vezes ao ano, e alguns são chamados no meio do semestre para “provas internas”.

Agora temos a nova noticia de que a OSBJ vai substituir a OSB em todo o primeiro semestre do ano sob a alegação de que eles terão solistas e regentes renomados? Como ficam os alunos que estão ainda em período de estudos e agora se veem constrangidos a assumir um papel profissional prematuro com uma remuneração de bolsa de estudos? Quanto tempo eles terão para o estudo de seus instrumentos e da música de um modo geral, quando assumirem a obrigação de concertos - que caberiam à orquestra adulta – numa agenda que conta, além dos ensaios normais, alguns “extras” para dar conta do recado? E como fica o aspecto simplesmente trabalhista desta relação? Que espécie de ética a direção da OSB esta ensinando a esses jovens? Alguém está considerando isso? Infelizmente esta atuação lamentável da direção da OSBJ conta com a colaboração de um ou outro instrumentista míope, daqueles que manipulam os jovens com promessas futuras de lugar na orquestra adulta se eles se adequarem e não discutirem a política imposta. São os mesmos míopes que servem de “solistas” da OSBJ em concertos menores - os quais deveriam ter os jovens como tal - como “cala boca” (um “solinho” e um “cachezinho”) para que se sintam como solistas de sua orquestra, embora não o suficientemente bons para os concertos de série da OSB adulta.

Será que a OSBJ não deveria estar tocando com solistas da própria orquestra num processo de incentivo ao estudo em vez de substituir de forma barata a orquestra adulta que, tudo prevê, vai ser implodida pelo seu maestro a título de “avaliação de desempenho”?

A OSB que fugiu de sua vocação original, criada por um músico brasileiro que compunha e fazia tocar música brasileira, viu justamente alguns de seus diretores artísticos, ignorantes da história da orquestra, pouco a pouco dirigirem o repertório quase que exclusivamente para a música internacional - que deve sem dúvida fazer parte do repertório de qualquer orquestra decente - todavia se esquecendo da nossa própria cultura, de nossa música de concerto.

Como se pretende advogar a existência de boas escolas entre nós se nós próprios não reconhecemos o valor nem de nossos compositores, se não tocamos nossos criadores de música?

Pior que isso tudo, agora levam a OSBJ para um caminho que, sob a falsa alegação de lhe conferir qualidade, simplesmente explora o potencial dos jovens para tapar um buraco enquanto se reformula a orquestra adulta.

Onde estão os educadores musicais do Rio de Janeiro, os professores universitários, os pedagogos, aqueles que ensinam os jovens que tocam na OSBJ? Todos concordam com esse cenário, ou é simplesmente mais fácil não se indispor com a Direção Musical que domina a mídia e a cabeça dos outros senhores do Conselho Curador da OSB? E quanto a estes, também é mais fácil simplesmente financiar e não discutir? Será que todos eles já se informaram suficientemente sobre quem e o que eles estão provendo? E os patrocinadores, assinam, sem discutir, essa “pedagogia” aplicada aos jovens? E quanto ao dinheiro público?

São muitas as questões é verdade, mas respostas devem fazer parte das questões. E onde estão as respostas?

Luis Carlos Justi – foi oboísta da OSB durante 20 anos; coordenador da OSBJ por dois anos; é Doutor em Música, professor de oboé e música de câmara da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, oboísta do Quinteto Villa-Lobos há 26 anos.


Última edição por Sá Reston em Qua Abr 06, 2011 9:52 pm, editado 3 vez(es)
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Mensagem por Sá Reston em Qua Abr 06, 2011 9:44 pm

Postei isso aqui uns dias atrás, mas acho que pouca gente viu....

Acho que esse foi um dos primeiros dépoimentos públicos a chamar atenção para a crise na OSB, que culminou com a recente demissão de mais de 40 músicos...

Não sei se o pessoal aqui do Forum, em especial os ligados à música erudita, estão por dentro do caso.

Segue aqui uma lista de links de notícias sobre o caso:

http://busca.globo.com/Busca/oglobo/?query=osb


Última edição por Sá Reston em Qua Abr 06, 2011 9:53 pm, editado 2 vez(es)
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Mensagem por Sá Reston em Qua Abr 06, 2011 9:48 pm

Depoimento de Isaac Karabtchevsky, regente da OSB por 25 anos:

RIO - Tenho acompanhado pelos jornais e por meio de amigos músicos a crise da Orquestra Sinfônica Brasileira. Confesso que tenho alguns calafrios pelas notícias que me chegam quando penso em como está sendo organizada a "Nova OSB". A estratégia, por enquanto, foi apresentar ao público uma programação com um conjunto musical de jovens alunos, ainda sem a devida experiência, apenas para encobrir um processo de demissão nunca visto na história de uma orquestra. Em alguns casos, o que se propõe é que os alunos substituam seus próprios mestres - músicos comprometidos há anos com a história da OSB, muitos dos quais tocaram em concertos com salários atrasados, mesmo em um passado bem recente. O único caso no mundo onde são feitas avaliações dentro da mesma orquestra é quando se muda seu estatuto jurídico, quando se refunda o conjunto trocando até seu nome. Afora isso, mais explicitamente numa fundação, trata-se de um pleonasmo, de uma manobra que apenas depõe contra a verdadeira vocação democrática da mais tradicional orquestra do país. Fui diretor artístico de três orquestras durante 23 anos, em Viena, em Veneza e na França, e regi como maestro convidado nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão e nos principais países europeus. Em qualquer dessas nações o que está acontecendo com os músicos brasileiros seria impensável, e por esta razão severas críticas vêm sendo feitas por inúmeras entidades musicais espalhadas pelo mundo.

A OSB é uma grande orquestra, formada no Brasil pela visão de José Siqueira com o apoio maciço da classe musical carioca e o aproveitamento e acolhimento de músicos refugiados do nazismo, recém-aportados ao Rio de Janeiro. Foram muitos, e foi por eles que a orquestra adquiriu a forma democrática de ser que a tornava exemplar.

Nos oito anos do primeiro regente, Eugen Szenkar, à frente da orquestra, nos três de Lamberto Baldi, nos dez de Eleazar de Carvalho, nos dois de Alceo Bocchino, nos meus 25 (com uma turnê à Europa e outra aos Estados Unidos), nos dois de Roberto Tibiriçá e nos seis de Yeruham Sharovsky jamais houve uma avaliação coletiva de seus músicos. Aqueles que saíam, por força de doenças ou impedimentos, preservavam com a instituição uma relação de respeito e cordialidade, criando uma história única no cenário cultural do Brasil.

Como não poderia deixar de ser, após ter sido seu diretor por tantos anos, tenho pela OSB enorme carinho e posso dizer que parte do meu crescimento artístico se deu junto a tantos músicos que agora estão sendo expelidos sem nenhum toque de compaixão. Faço daqui um apelo, a todos aqueles que tomaram esta deliberação, que tenham a grandeza de reconsiderar sua decisão a fim de que a história da orquestra, tão rica de conquistas artísticas, de exemplos de superação e, principalmente, de humanidade, possa ser preservada com orgulho.

É imprescindível para manter a sustentabilidade de uma orquestra preservar o seu bom nome; afinal, que patrocinador gostaria de unir sua instituição a uma orquestra esfacelada, dividida, cuja direção virou motivo de desprezo não apenas no meio musical, mas na sociedade civil nacional e internacional? A OSB existe há 70 anos, e certamente teve anos muito mais gloriosos do que os atuais.

* Isaac Karabtchevsky é diretor artístico e regente titular da Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro e diretor artístico da Sinfônica de Heliópolis
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Mensagem por GusVCD em Qua Abr 06, 2011 11:20 pm

Não tinha visto mesmo, acho uma falta de vergonha isso... quero só ver agora como vai ficar... acompanharei por aqui os fatos vergonhosos q se sucedem... No
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Mensagem por Sá Reston em Qua Abr 06, 2011 11:22 pm

Demais, né?

Os solistas de renome que tinha concertos agendados com a orquestra já começaram a cancelar...

Nelson Freire foi um deles. O boicote vai ser grande, e acho que vai vir de todos os lados.
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Mensagem por José Carlos em Qua Abr 06, 2011 11:35 pm

Já tinha visto a reportagem feita pela Glóbulo, foi um choque ver a reportagem
para quem é profissional no campo da música agir dessa maneira, para que se
resolvam problemas o melhor meio é o diálogo, boicotar apresentações mar-
cadas não parece algo correto..
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Mensagem por Sá Reston em Qua Abr 06, 2011 11:45 pm

Rapaz, houve tentativa de diálogo inúmeras vezes...

Demitir 40 cabeças, depois exigir diálogo nao faz muito sentido.

O Nelson Freire é amigo de longa data de varios desses músicos e nao poderia deixar de se posicionar.
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Mensagem por Wotan em Qui Abr 07, 2011 12:15 am

Tenho acompanhado esta crise na OSB, que se iniciou no ano passado e que culminou agora com a demissão em massa, com grande interesse. Tenho estado informado pela mídia e pelo meu filho que já tocou na OSBJ e na OSB.
Vamos ver agora, se com o boicote de Nelson Freire e de Cristina Ortiz, esse Roberto "Mincxuruca" toma vergonha.


Última edição por Wotan em Qui Abr 07, 2011 7:37 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Cantão em Qui Abr 07, 2011 12:25 am

A coisa tá braba mesmo... Shocked
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Mensagem por wellrod em Qui Abr 07, 2011 8:08 am

Até agora eu não entendi direito essa história... eu leio leio leio leio e não entendo... (vai ser burro assim lá no nepal)... mas pelo que li, o novo regente quer que o pessoal faça uma provinha de atualização, reciclagem... e o pessoal que não quis fazer dançou... é isso?!?!?

aí fica a questão... o pessoal é (teoricamente) tudo fera... qual o problema em fazer uma prova? é humilhação isso?

entendam... eu não estou me posicionando em nenhum dos lados... pelo simples fato de que não entendi essa confusão toda...

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Mensagem por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 8:50 am

Nao é uma provinha. Foi marcada uma audição para qual as pessoas levam 6 meses para se preparar, anunciada com um mes de antecedencia e durante as férias dos músicos. A má intenção foi clara.

Chamar uma audição de um nível desses de provinha é, no mínimo, absurdo.
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Mensagem por wellrod em Qui Abr 07, 2011 9:01 am

É o que estou te falando... não entendi a proporção dos acontecimentos... da forma como o maestro falou parecia ser uma prova de reciclagem... ele não comentou dos prazos nem da forma como foi aplicada... por isso o meu NÃO entendimento!!! Perdoe minha ignorância!!!

Ele até comentou que essa era uma prática muito comum nos demais países...

e infelizmente pouco se ouve da parte do pessoal que foi demitido... e os que ainda restam na Orquestra evitam comentar... então o endentimento (pelo menos o meu) fica distorcido...

Eu até pensei de outra forma... deve ser pra poder retirar os cabides de emprego... pessoas que não sabem tocar nem uma caixinha de fósforos e que estão lá ganhando rios de dinheiro... já ouvi casos assim... de uma mulher que foi contratada para tocar numa orquestra mas nunca compareceu sequer a um só ensaio...

ah... e ele até comentou que se tratavam de músicas simples facilmente executadas por qualquer membro de orquestra...
vou tentar encontrar a reportagem e edito aqui novamente...

Olha aí o vídeo com o Maestro falando:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1478147-7823-CRISE+NA+ORQUESTRA+SINFONICA+BRASILEIRA+AFETA+TEMPORADA+DE,00.html

Esse link tá melhor...
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Mensagem por fma em Qui Abr 07, 2011 12:53 pm

Conheço muita gente competente e bem intencionada no meio "erudito", porém, quem acaba reinando é quem entende de burocracia e lei...
Dá uma olhada na questão da ULM, Sta Marcelina, etc. que rolou aqui em SP.
Tem tb o lance de gente que se acomodou em cargo público e ficou preguiçoso, trabalha o mínimo necessário.
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Mensagem por Edu Fettermann em Qui Abr 07, 2011 1:13 pm

Que vergonha!
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Mensagem por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 1:26 pm

wellrod escreveu:Ele até comentou que essa era uma prática muito comum nos demais países...

O que eu ouvi de todos até agora é que essa não é uma prática comum em nenhum país.

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Mensagem por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 1:33 pm

Mais um aqui:

Solistas incendeiam crise na OSB - CRISTINA GRILLO

Orquestra enfrenta cancelamento de concertos com artistas consagrados em represália à demissão de integrantes

A crise que desde março atinge a OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) não dá sinais de arrefecer.

Depois que artistas do porte dos pianistas Nelson Freire e Cristina Ortiz e do maestro Roberto Tibiriçá decidiram cancelar seus concertos, incomodados com a demissão por justa causa de -até agora- 32 músicos, a expectativa é que outros solistas convidados desistam de suas apresentações.

Na segunda-feira à noite, os instrumentistas articulavam o envio de uma carta aberta aos músicos convidados -e a seus empresários- informando sobre a situação e o apoio de Ortiz, Freire e Tibiriçá, esperando assim conseguir novas adesões.

Por seu lado, a OSB tentava contato com os solistas para reverter suas decisões. "Não gostaríamos de considerar isso como definitivo.

Roberto [Minczuk, maestro e diretor artístico da OSB] vai conversar com eles para que possam avaliar melhor sua decisão", disse à*Folha* Eleazar de Carvalho Filho, presidente do conselho curador da Fosb (Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira).

Por isso ainda não há decisão sobre quais alternativas poderão ser oferecidas àqueles que compraram assinaturas para a temporada 2011.

"Os cancelamentos mostram que a verdade está do nosso lado. Músicos desse nível não se dobrariam a pressões, nem nós teríamos coragem de pressioná-los", afirmou o violinista Luzer Machtyngier, um dos demitidos e que presidia a comissão dos músicos da orquestra.

As desavenças entre músicos e direção começaram em janeiro, quando os instrumentistas receberam uma carta informando que, a partir de março, seriam submetidos a audições de avaliação. Apenas 35 dos 82 músicos compareceram às avaliações. Dos que não compareceram, 32 já foram demitidos por justa causa.

Atualmente, os músicos recebem entre R$ 6.167 e R$ 7.767. A partir do segundo semestre os salários ficarão entre R$ 9.367 e R$ 11.047.

A Fosb é uma instituição privada que tem entre seus principais mantenedores a Vale, a Prefeitura do Rio e o BNDES. Seu orçamento para 2011 é de R$ 34 milhões, 60% dele captado via Lei Rouanet.

TRISTEZA

Cristina Ortiz, 60, declarou que a situação "alcançou magnitude inimaginável".

Com os concertos de 30 de abril e 1º de maio cancelados, Ortiz disse que adoraria se apresentar no Rio "tocando apenas com os demitidos da OSB, sem regente".

Sem apresentações previstas com a OSB para a temporada 2011, o violoncelista Antonio Meneses se mostra solidário. "Quando metade dos músicos foram demitidos, não pude mais manter minha neutralidade", disse.

Em e-mail à OSB, o pianista Nelson Freire, que está na Europa, informou que cancelava seus dois concertos previstos para agosto "chocado com a demissão em massa dos músicos".
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Mensagem por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 1:35 pm

E mais um importantíssimo, dessa vez do clarinetista Paulo Sergio Santos. Se depois de ler tudo isso, alguém ainda não estiver entendendo ou achar que a direção da orquestra tem alguma razão, paciência...

Por Paulo Sérgio Santos

Eu sou clarinetista ha mais de 40 anos. Nunca estudei no exterior. So dei aulas e toquei e toco no exterior. Algumas pessoas veem estudar comigo vindo do Japao, Europa e Estados Unidos. So toquei musica brasileira fora do Brasil, erudita ou nao, porque toco as duas coisas e dizem que bem.

Fui primeiro clarinetista durante 18 anos na Orquestra Sinfonica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e ha uns 18 sai dela. Toco no Quinteto Villa-Lobos desde 1977. Nos ultimos anos, fui convidado a participar em concertos na Osesp e OSB. Nunca aceitei porque a remuneracao proposta sempre foi ridicula em relacao ao que ganham os maestros destas instituicoes completamente e, na minha opiniao, burramente endeusados.

Nao tenho NENHUM interesse em relacao ao que se faz na Europa, Japao ou Estados Unidos porque eu tenho compromisso com a musica que eu tenho na minha cabeca e alma. Isso me basta!

Concordo totalmente com a exposicao do Carlos Henrique Machado e repudio totalmente quem utiliza a admiracao pela musica e cultura europeias para DIMINUIR o que ee feito ou foi feito no Brasil.

Eu nao troco a musica do Brasil POR NENHUMA OUTRA DO MUNDO! E conheco musicos brasileiros que nao estudaram no exterior e sao IMBATIVEIS! Pensar em construir orquestras e centros culturais baseados na cultura europeia ou em outra qualquer, para mim (e Mario de Andrade!), eh um grande erro. Um erro crasso que soh eh frequentemente cometido por pessoas que tiveram a infelicidade de nascer no Brasil pois queriam ser europeias ou americanas ou japonesas. Desconheco algum concurso realizado pela Filarmonica de Berlim ou Chicago ou Viena ou Venezuela (que tem uma qualidade excepcional e poucos sabem!) que tivesse audicoes no Rio de Janeiro ou qualquer outra capital brasileira.

Dizer que o Brasil nao tem escola de musica ee o maximo da PRETENSAO e TUPINIQUISMO! Brasileiro que age ou pensa desta forma deveria ser convidado a se retirar do Pais ou ser preso! Chega de "complexo de vira-lata"!

Para mim, Villa-Lobos nao esta entre os 10 melhores compositores do mundo e sim ocupa os 10 primeiros lugares. Depois a gente fala em Bartok, Ligeti, Xennakis, Pierre Boulez dentre tantos outros excelentes compositores.

O mundo estaa muito cheio de cronometros, estatisticas e planilhas e gente boba e equivocada que se impressiona muito com os aparentes resultados maqueados e tecnologia sensacionalista.

Pior do que estas pessoas acometidas por este mau sao as outras IGNORANTES que, poderosas, conferem tanto poder e importancia a individuos e pensamentos completamente malignos e consequentemente mediocres! Alguns sao tao talentosos mas se encontram apodrecidos na sua essencia, doentes e paranoicos, nutridos por essa seiva cujos nutrientes sao o poder financeiro, o poder da midia, a falta de consciencia e a falta do verdadeiro conhecimento do assunto.

Esse comportamento lamentavel ee que nos assegura a qualidade de TERCEIRO MUNDO e nao o inverso!

Gloria aos tupiniquins!

Quando isso vai mudar? EU NAO SEI! Talvez nao mude.


Última edição por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 1:48 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Mayo Pamplona em Qui Abr 07, 2011 1:44 pm

O Globo e a Veja, principalmente, fizeram uma série de reportagens cretinas levando a esse raciocínio de que se tratava apenas de uma provinha de rotina. Compararam o caso ao caso também polêmico da reestruturação da OSESP.

Infelizmente já vi muita gente, músicos inclusive, se manifestando sobre esse caso como se os músicos que se recusaram a fazer os tais testes fossem vagabundos encostados.

Esse texto é bacana porque é escrito justamente pelo principal agente dessa reestruturação da OSESP, o John Neschling:

http://semibreves.wordpress.com/2011/03/31/e-agora-osb/
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Mensagem por PauloBassPVH em Qui Abr 07, 2011 2:05 pm

Sá Reston escreveu:

Quando isso vai mudar? EU NAO SEI! Talvez nao mude.
Isso é o mais triste de tudo isso!!!
Se ninguém se manifestar essa mudança irá demorar mais ainda ou até mesmo nunca acontecerá!!!
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Mensagem por wellrod em Qui Abr 07, 2011 2:11 pm

Mayo Pamplona escreveu:O Globo e a Veja, principalmente, fizeram uma série de reportagens cretinas levando a esse raciocínio de que se tratava apenas de uma provinha de rotina. Compararam o caso ao caso também polêmico da reestruturação da OSESP.

Infelizmente já vi muita gente, músicos inclusive, se manifestando sobre esse caso como se os músicos que se recusaram a fazer os tais testes fossem vagabundos encostados.

Esse texto é bacana porque é escrito justamente pelo principal agente dessa reestruturação da OSESP, o John Neschling:

http://semibreves.wordpress.com/2011/03/31/e-agora-osb/

Justamente o que eu tô falando... não estão passando a gravidade real do problema... e para um leigo que está totalmente por fora da situação, o entendimento é totalmente contrário ao da realidade...
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Mensagem por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 2:39 pm

Sim, mas NÂO É ISSO.
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Mensagem por wellrod em Qui Abr 07, 2011 2:48 pm

Então... agora tá explicado!!! Como eu disse laaaa no início, eu tava tentando entender o assunto... não acreditei no que a mídia estava empurrando goela abaixo... e por isso questionei... mas como vc mesmo falou lá no tópico da tragédia que não compensa ficar questionando... heheh vou parar por aqui... já tá explicado e eu entendi o que tava rolando na OSB
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Mensagem por Sá Reston em Qui Abr 07, 2011 2:55 pm

Gostaria muito de ouvir o que a Voila tem a dizer sobre o assunto...
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Mensagem por Vlad em Qui Abr 07, 2011 5:14 pm

To pensando seriamente em cancelar minha participação lá tb.
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Mensagem por Sá Reston em Sex Abr 08, 2011 12:10 am

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,orquestra-sinfonica-brasileira-recua-e-chama-de-volta-32-musicos-demitidos,703209,0.htm

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Mensagem por Mayo Pamplona em Sex Abr 08, 2011 12:50 am

Ahn? Que loucura, o Eleazar voltou atrás!
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Mensagem por luizribeiro em Sex Abr 08, 2011 1:22 am

É muito duro o que tem acontecido no rio. tenho acompanhado os acontecimentos tanto por notícia como por amigos que tocam no OSB jovem.
Não vou citar nomes aqui para preservar todas as pessoas com quem conversei.
Me lembro que a uns três anos atrás, quando tinha acabado de começar a tocar contrabaixo acústico, ouvi de um luthier do rio que aparentemente a OSB estava para receber uma grande doação financeira e que por conta disso o diretor artístico estava pensando bastante em recompor a orquestra. Se não me engano foi quando a OSB deixou de ser uma orquestra pública e o BNDES começou a patrocinar a orquestra. Me corrijam se eu estiver enganado.

Queria primeiro falar que isso foi exatamente a mesma coisa que o John Neschling fez quando ele refez a OSESP. É muito piegas ele vim falar que o procedimento foi completamente diferente. Basta ouvir qualquer paulista que está no mercado desde que a OSESP se tornou parte pública e privada. A OSESP foi vítima do que a OSB está sendo. Por conta de um período de problemas financeiros a OSESP acabou atrasando salários e com o tempo os músicos foram perdendo a motivação. Isso durou um período de tempo que levou a OSESP a se tornar praticamente uma piada. Isso mudou quando o Neschiling assumiu a OSESP. Alem de ser vinculado ao PMDB ele era amigo pessoal de Fernando Henrique Cardoso, que é inclusive um dos chefões da OSESP. Quando o Neschiling assumiu ele tinha muita grana na mão e a orquestra virou parte privada e pública. Isso fez com que os músicos perdessem a estabilidade de funcionário público. Então neschling faz uma prova interna para rever cadeiras e até competência. Resultado, maior parte da orquestra foi demitida. Mas ao invés de serem deixados na rua foi criada uma outra orquestra pública ( oquestra de rádio de são paulo) e todos os músicos que não foram considerados bons os sufcientes foram transferidos para essa orquestra.

Voltando ao salários atrasados e a a estabilidade de um cargo público. Se formos pensar, essa formula não vai dar em coisa boa. Primeiro que o cara sem receber não vai ser motivado a trabalhar nem praticar. Juntando isso ao fato que ele sabe que não será demitido, o resultado é meio óbvio. O qualidade como instrumentista do cara vai diminuindo naturalmente.
Vale ressaltar que não conheço nenhuma orquestra alem da OSB e a Sinfônica de brasília que ainda tinha o formato de funcinário público. E o processo de provas internas é muito comum na maioria das orquestras. É duro, mas todos os intrumentistas de música erudita sabem que se eles não mantiverem o nível de competência de quando entraram provavelmente irão ser demitidos ou mudados de estante. Em orquestras tops todos os músicos praticam, claro que não como um estudante, mas praticam. Minha professora é contrabaixista do Ballet de Ny e da Metropolitan Opera. Ela prática com frequencia.
Por que estou falando do nível dos músicos da OSB. Tenho amigos que tocam na OSB jovem e é muito frustrante para eles verem que eles são melhores que a maioria dos músicos que tocam na orquestra, mas por conta da estabilidade de funcionário público, oque restava a eles era fazer eventuais cachês ou esperar que alguem se aposente da orquestra para terem uma chance de entrarem no mercado profissional.

Eu particularmente acho a orquestra jovem da osb era melhor que a profissional. Assisti as duas e foi triste assistir a OSB fazendo uma performance mediocre comparada a osb jovem que é excelente. Infelizmente a OSB nunca foi reconhecida como uma orquestra boa, digo isso por comentários que ouvi de baixistas de outras orquestras. Não culpo os músicos, pois não existe como trabalhar sem receber salários, isso é ridículo.

Acredito que os muitos dos músicos não compareceram a prova interna da osb por boicote, mas tenho certeza que muitos não foram pois sabiam que não tinham nenhuma condição de fazerem um audição.

Acho que isso é uma crise enorme, e a solução é extremamente complexa. Será que a OSB deveria continuar com músicos que não conseguem mais atender ao nível profissional? Mas isso aconteceu por conta de problemas da própria administração da OSB. Então os culpados não são os músicos.

é complexo.
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Mensagem por luizribeiro em Sex Abr 08, 2011 1:36 am

acho que o comentário do paulo rogério foi um pouco exaltado.
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Sex Abr 08, 2011 9:02 am

Mais sobre a OSB:

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/04/maestro-questiona-que-patrocinador-gostaria-de-unir-sua-instituicao-uma-orquestra-esfacelada-924158966.asp

http://globonews.globo.com/videos/v/orquestra-sinfonica-brasileira-vive-a-maior-crise-da-historia/1477922/#/todos/20110405/page/1

http://andreacarvalhostark.blogspot.com/2011/04/osb-em-vergonhoso-des-concerto.html?spref=fb

http://maestrojosesiqueira.blogspot.com/2011/04/aos-musicos-da-cidade-do-rio-de-janeiro.html?spref=fb

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Mensagem por Tarcísio Caetano em Sex Abr 08, 2011 9:10 am

Um artigo de opinião:

Uma orquestra de "nível internacional"

Tenho acompanhado pela internet o desenrolar dessa polêmica tentativa de reestruturação da OSB com fins de elevar a orquestra ao “nível internacional”. Sou músico, contrabaixista, vivo em Viena há quase 6 anos. No Brasil toquei na Orquestra Sinfônica da U...SP, Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo e fui chefe de naipe/monitor da Orquestra Experimental de Repertório. Atualmente faço parte da Orquestra de Câmera de Viena e atuo como convidado junto a orquestras como a Sinfônica de Viena e a “Wiener Volksoper”. Devo dizer de antemão que penso em voltar ao Brasil e aguardo uma boa oportunidade de trabalho para que isso aconteça. Portanto escrevo como um dos tantos músicos brasileiros que vivem no exterior e que podem ou poderiam vislumbrar essa tentativa de reestruturação da OSB como uma chance real de voltar pra casa. Mas a cada dia que passa tenho lido mais depoimentos e cartas de apoio aos colegas da orquestra, além das matérias veiculadas na mídia. Tenho visto que a FOSB não tem argumentos convincentes sobre o caso, que os patrocinadores até agora se omitem, que não são claros a situação financeira e o Business plan da instituição, e que o Sr. Roberto Minczuk se repete em declarações superficiais como político em debate pré-eleitoral; concordo com John Neschling, “Nao há como camuflar a ma fé embutida em audições anunciadas durante as férias dos músicos.”. Renomados músicos como o maestro Roberto Tibiriçá, a pianista Cristina Ortiz, e agora o pianista Nelson Freire cancelaram suas participações com a OSB e com a OSBJ. Por falar em OSBJ há o fato de que essa orquestra será usada e usurpada nesse processo, a não ser que esses jovens, que são o nosso futuro – musical e humano – tenham a ousadia e a coragem de se organizar, protestar, boicotar, e mostrar a nós que o mundo tem sim boas perspectivas. O que significa “nível internacional” afinal? Logo que cheguei ao velho mundo começaram a cair alguns mitos. Foi difícil acreditar que por aqui há também orquestras e músicos que necessitam elevar-se ao “nível internacional”. Na Alemanha, por exemplo, as orquestras são categorizadas em A, B, C, o que me faz pensar que as “orquestras C” ainda não atingiram o “nível internacional”. Mas como se elas são ”internacionais”? Tudo isso é besteira! O que há aqui é tradição e tempo de estrada. É indiscutível a excelência musical e a logística de orquestras como as Filarmônicas de Berlim, Viena e tantas outras orquestras européias. Diz-se que a nova orquestra pagará salários magníficos, mas ainda não se ouviu a FOSB falar sobre elevar as condições de trabalho e os contratos ao “nível internacional”. Na Sinfônica de Viena, por exemplo, os ensaios duram 2 horas e meia, com vinte minutos de pausa, e é obrigatória uma pausa de 2 horas entre o ensaio da manhã e o da tarde. Nas turnês ninguém carrega instrumentos, casacas ou vestidos porque há cases para tudo. Os músicos dessas orquestras são tratados pela administração como as verdadeiras estrelas que fazem o show acontecer. Isso para citar o mínimo do que um músico de uma dessas orquestras tenha a seu favor. Será que haverá na nova orquestra um contrato de trabalho de “nível internacional”? Pelo que consta no novo regimento interno, que entra em vigor a partir de julho, não. Muito pelo contrário! “Nível internacional”, “nível internacional”... Ai ai ai... Nos dias de hoje não se pode mais acreditar que um músico formado no conservatório “X” seja necessariamente melhor do que um músico formado no Brasil. Um bom professor, que por aqui também há, talento e muito trabalho juntos podem fazer a diferença, independente da estrutura física de uma instituição de ensino. Informação não é mais problema. Hoje em dia ela “corre solta”. Quem começa a estudar um instrumento hoje tem no mínimo o Google e o Youtube como ferramentas de pesquisa. Como costuma dizer um amigo meu, “não existe mais bobo!”. Quando comecei a estudar música era difícil achar material no Brasil e a gente dependia da informação – em alguns casos “desinformação” – de músicos que haviam estudado fora. “Fulano estudou fora. Ele é bom!”. Isso não é regra! O Brasil tem músico bom sim, que nunca pôs o pé fora do país para estudar. Muitos músicos da exterminada OSB que foram ou estão para ser demitidos são fantásticos! Aí entra a causa dos colegas e amigos. Já toquei com vários músicos dessa orquestra e tenho grandes amigos, verdadeiros irmãos, no naipe de contrabaixos. Na minha mais recente passagem pelo Brasil fui ao Rio e tive o imenso prazer de conhecer mais colegas da OSB. Pessoas talentosas, inteligentes, pais de família, dessas pessoas de que o mundo precisa mesmo, grandes músicos, todos vivendo essa situação sórdida, que afetou seriamente a saúde de muitos! O que dizer do colega que sofreu um infarto então? Eu adoraria voltar ao Brasil, fazer parte da OSB, tocar com os colegas que conheci, dar um mergulho na Prainha depois do ensaio, ganhar um dinheirinho digno fazendo o que sei fazer numa vaga que fosse aberta naturalmente, mas tenho a sensação de que ir pra OSB nesse momento, se é que ela ainda existe, pode significar entrar numa – orquestra – roubada.
Por: Gustavo D'Ippolito
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Mensagem por Mayo Pamplona em Sex Abr 08, 2011 2:34 pm

É claro que é necessário fazer provas, fiscalizar a atuação dos profissionais e tudo o mais. A meritocracia tem que prevalecer pra uma orquestra melhorar de nível. Como aconteceu na OSESP e como a OSB pretendeu, à sua maneira.

Provas anunciadas durante as férias, audições abertas ao mesmo tempo a princípio apenas em Nova Iorque e Londres e nenhuma no Brasil. A má fé aí me parece evidente.

Não defendo o processo empresarial do Neschling, mas certas diferenças são bastante significativas, não acha Luiz? Não é pergunta retórica. Digo isso pelos depoimentos de gente que passou por esse processo da OSESP e agora apóia o que o Neschling diz.
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Mensagem por luizribeiro em Sex Abr 08, 2011 9:43 pm

De fato o Neschiling fez a OSESP se tornar de fato uma orquestra incrível. Afirmo que a OSESP é melhor que a Filarmonica de Ny. Falo isso sem medo algum. OSESP está no nível de orquestras como a da Philadelphia e Chicago.
Porém eu fico pensando na causa do problema. meus sentimentos se confundem quando penso que o nível músical da OSESP e da OSB diminuíram por conta de um problema administrativo. Mas ideallisticamente não entendo um músico simplesmente perder o interesse na música e deixa de se importar com a qualidade do que ele está fazendo. Isso é surpreendentemente um problema comum no meio erudito. A tendência dos músicos é fazer da orquestra uma obrigação. Não sei muito bem o porque, mas vejo isso com bastante frequencia.
Já na música popular eu quase não vejo esse tipo de caso.
Eu não queria apoiar o Neschiling nem o que está acontecendo na OSB. Mas meu lado músico e não defensor dos direitos trabalhistas não consegue aceitar a ideia de um músico se contentar com apresentações mediocres e não dar o máximo dele.
Acho que estou sendo confuso, mas realmente passam mil coisas diferentes na minha cabeça sobre isso.
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Mensagem por Mayo Pamplona em Sab Abr 09, 2011 5:10 pm

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/09/musicos-da-osb-jovem-protestam-abandonam-palco-no-theatro-municipal-924199388.asp
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Mensagem por luizribeiro em Sab Abr 09, 2011 5:45 pm

Maravilhoso. Me lembra o filme "Ensaio de Orquestra" do Fellini!
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Mensagem por Mayo Pamplona em Dom Abr 10, 2011 6:46 am

Que confusão, hein?
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Mensagem por Sá Reston em Dom Abr 10, 2011 1:39 pm

luizribeiro escreveu: Isso é surpreendentemente um problema comum no meio erudito. A tendência dos músicos é fazer da orquestra uma obrigação. Não sei muito bem o porque, mas vejo isso com bastante frequencia.

Cara, isso me dá nojo. Nada mais, nada menos que isso. Infelizmente não é "privilégio" do meio erudito, acontece muito no popular tb.
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Mensagem por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 1:48 pm

O que me parece é que o Maestro da OSB está numa posição muito delicada. Caso a decisão seja de voltar com os músicos demitidos, não vejo como eles irão trabalhar com o mesmo regente.

Acho que um ponto interessante que o baixista Gustavo D'Ipollito tocou e se a OSB vai ter condições de trabalho das orquestras internacionais.

Mas tenho uma coisa que me irrita um pouco. Especialmente nos comentários dos músicos. Eu vejo que eles precisam primeiro se auto afirmar para fazer da opinião deles importante. Alem de primeiro recebermos o curriculum vitae deles, depois aturamos comentários como "não tenho nenhum interesse no que acontece na europa, japão ou estados unidos" ou comparar compositores de estilos completamente diferentes como villa lobos e bella bartok. Qual o propósito desse tipo de comentário. Paulo Rogério me soa tão ignorante quanto as pessoas que só valorizam a cultura europeia.

Ai vem o outro cara e diz que toca na sinfônica de viena... a sinfonica de viena entra na categoria C que ele mesmo citou. Por que ele usou essa referência, por conta do nome Viena. Acho que esse pessoal se contradiz muito.


Última edição por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 1:51 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 1:50 pm

Sá Reston escreveu:
luizribeiro escreveu: Isso é surpreendentemente um problema comum no meio erudito. A tendência dos músicos é fazer da orquestra uma obrigação. Não sei muito bem o porque, mas vejo isso com bastante frequencia.

Cara, isso me dá nojo. Nada mais, nada menos que isso. Infelizmente não é "privilégio" do meio erudito, acontece muito no popular tb.

E eu aqui sonhando em ter um emprego numa orquestra para poder tocar todo o repertório maravilhoso.
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Mensagem por Sá Reston em Dom Abr 10, 2011 1:58 pm

Acho que o pessoal citou as orquestras internacionais mais pra mostrar que lá não acontece nada parecido com o que houve aqui. Mostrar que tem conhecimento de causa.

E sinceramente... O meio erudito é todo contaminado com essa soberba... Aliada a essa idolatria pela cultura européia. Acho que é isso que o Paulo Sérgio deixou claro.

E é verdade. Ele toca com as maiores orquestras do mundo. Sempre música brazuca. Não toca o repertório tradicional, e dá seu depoimento pra mostrar que um músico pode escrever uma bonita e relevante história como artista, mesmo na música erudita, ignorando o que se fez/faz lá fora.

Com relação ao Villa Lobos, tô com ele e não abro.

Mas eu sou ignorante. Música "erudita" pra mim se resume a poucos nomes. Ravel, Stravinsky, Debussy, Villa Lobos, Bach e mais uns 3 ou 4.

Românticos e clássicos, pra mim pode colocar tudo num saco jogar tudo no lixo. Pros meus ouvidos e pra minha alma, soa feio, ruim, música aprisionada. Por favor não questionem meu nível de apreciação, assim como acho que não tem sentido questionar o do Paulo Sérgio. Cada um tem seus parâmetros, e tem o direito de expor isso. Não existe parâmetro universal para apreciação de música. Talvez seja isso uma das coisas que a tradição européia (mesmo com tudo que aconteceu no Sec XX) não tenha entendido... E isso se reflete, sobretudo, na formação dos músicos. Se tornam operários. Esquecem que são poetas.

A própria noção de orquestra nivel A. C ou Z já é surreal...

Tenho certeza que qualquer orquestra de nível "C" é capaz de executar a música de qq compotior (quase hehe) com todas as nuances e detalhes idealizados pelo compositor. Ou seja... Precisa mais? Isso é loucura, coisa de gente que esqueceu que a música é uma coisa viva. Não pode ser tratada da forma numérica, matemática, pragmática com que vem sendo tratada a séculos... Acaba se fechando em si mesma, e perde o sentido. Fica só aquela coisa importância histórica, do "valor" cultural daquilo. Pro público perde o sentido. Pros músicos, vira obrigação. Pros maestros é sempre enriquecedor hehe Começam as disputas de poder, etc...

Meus amigos, a música está, há muito mais do que se imagina, esquecida.
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Mensagem por Andrezinho em Dom Abr 10, 2011 2:49 pm

Engraçado como isso parece coisa típica do governo Sérgio Cabral / Eduardo Paes.
Eles sempre tiram o deles da reta, dizendo que os problemas da saúde são culpa dos médicos / enfermeiros / técnicos que não querem trabalhar pois eles pagam bem e vagas não faltam...

Parece que estão fazendo a mesmíssima coisa na música, terceirizando o projeto inteiro.
AInda bem que cabeça de músico é diferente da dos médicos!
Acho difícil que recém-formados incompetentes assumam cargos na OSB no lugar de profissionais experientes, porque lá os erros vão aparecer rápido e não dá pra encobrir, né?
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Mensagem por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 2:53 pm

Eu acredito que não se deve ignorar nada do que foi feito em qualquer lugar, pois tudo tem importância.

Tome cuidado Sá. Primeiro você colocou dois estilos completamente diferentes no mesmo saco para jogar no lixo. Eu não gosto de tocar Mozart, mas o que ele desenvolveu harmonicamente falando é inacreditável. Sem contar que compositores como Rossini foram extremamente importantes para o desenvolvimento do contra baixo acústico. Rossini talvez tenha sido o primeiro compositor a escrever para contrabaixo. Beethoven é um compositor clássico. E o que o beethoven fez para música nos seus trabalhos tardios, principalmente suas composições para quarteto de corda, só vieram a ser compreendido 100 anos depois por compositores como o bella bartok. Você colocar a música Romântica no lixo é discartar Chopin, Tchaikovisk, Schubert, Schuman... meu deus Mahler. Entenda que tudo foi um processo. Esse tipo de comentário é sem o menor propósito. Alem de ser um ofensa a música.

São poucas orquestras que conseguem executar qualquer compositor com todas as necessidades que a música exige. E com certeza elas não entram na categoria C.

Você mesmo colocou 300 anos de desenvolvimento musical e centenas de compositores no lixo. Eu poderia colocar 300 mil exemplos de composições maravilhosas aqui que simplesmente colocariam seu argumento por água abaixo. Se você se identifica mais com john coltrane, não tem por que ignorar saxofonistas que vieram antes dele.

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Mensagem por Sá Reston em Dom Abr 10, 2011 3:03 pm

Eu quis dizer, e deixei claro, que é jogar no lixo pra mim. Não que os outros devam fazer isso.

Estava tentando te explicar exatamente que, se Mozart não me diz nada, dane-se as contribuições dele... Se pra mim, é ruim, eu não ouço e pronto. Simples assim. E acho que a música deve ser tratada dessa forma.

Quem quiser achar Pixinguinha um lixo que ache, não sou eu que vou ficar explicando sua "importância"... Pra mim isso só serve pros documentos históricos. Em relação a escuta musical como coisa vivida, sentida, real, aí é outra coisa. Se o cara não gostou, tudo bem.

Mas até a escuta musical se tornou escolarizada, acadêmica... Aí tudo começa a se perder...

Não espero que ninguém pense que nem eu, e foi mal de verdade por desvirtuar o tópico.
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Mensagem por Sá Reston em Dom Abr 10, 2011 3:07 pm

luizribeiro escreveu:São poucas orquestras que conseguem executar qualquer compositor com todas as necessidades que a música exige. E com certeza elas não entram na categoria C.

Se isso fosse verdade, esses caras seríam estúpidos demais, e não genios... Escrever música que uma parcela ínfima dos músicos de alto nível do universo tem condição de tocar... Isso falando entre os mais capacitados. Esse padrão de exigência é surrealista, me desculpe cara. Tem alguma coisa errada aí.
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Mensagem por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 3:11 pm

Ache o que quiser.
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Mensagem por jiroumaru em Dom Abr 10, 2011 3:18 pm

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Mensagem por Wotan em Dom Abr 10, 2011 3:46 pm

Que Villa-Lobos seja o maior compositor brasileiro e provavelmente do mundo isso eu concordo. Sua belissima obra sinfônica, de câmara, de canto, para piano e até mesmo para violão são incomparaveis e nenhum outro compositor fez algo parecido. Sou seu fã de carteirinha e possuo uma discografia significativa de suas obras.

Por outro lado, juntar clássicos e românticos tais como Haydn, Gluck, Mozart, Beethoven, Richard Strauss, Wagner, Rachmaninoff, Verdi, Puccini, Rossini, Lizt, Mussorgsky, Schumann, Schubert, Saint-Saëns, Dvorák, Smetana, Sibelius, Tchaikovsky, Chopin, Mahler, dentre outros num saco de lixo, sei não... acho que o que falta é escutar melhor e mais vezes a obra destes gênios.

Mas, voltando ao assunto, agora só tem um jeito para o "Mincxuruca". A saída de fininho, de preferência pela porta dos fundos.
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Mensagem por Wotan em Dom Abr 10, 2011 3:49 pm

Opa... enquanto eu escrevia o luizribeiro postou algo parecido.
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Mensagem por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 3:52 pm

Acho que devemos mais respeito a escola acadêmica europeia, se não fosse a mesmo, Villa Lobos que quando contemporâneo foi rejeitado no Brasil pela audiência e músicos, encontrou berço exatamente na Europa.
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Mensagem por luizribeiro em Dom Abr 10, 2011 3:55 pm

Wotan,
Concordo contigo. Acho que agora a solução vai ser a saída do maestro. Não vejo como conciliar a situação caso os músicos voltem.
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Mensagem por Sá Reston em Dom Abr 10, 2011 4:26 pm

Galera, pela última vez.

Estou falando de parâmetros pessoais de escuta e apreciação musical. Trouxe isso à tona pra tentar explicar como entendi os comentários do Paulo Sérgio Santos.

Me desculpem se não fui claro (mas eu acho que fui).

luizribeiro escreveu:Acho que devemos mais respeito a escola acadêmica europeia, se não fosse a mesmo, Villa Lobos que quando contemporâneo foi rejeitado no Brasil pela audiência e músicos, encontrou berço exatamente na Europa.

Europa não, Paris. Paris recebia todo mundo de braços abertas. Artistas de todas as áreas foram parar lá.

Isso nada tem a ver com respeitar ou não a escola européia (que eu respeito, e muito).
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