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Genesis - From Genesis to Revelation (Informações gerais)

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Mensagem por Tarcísio Caetano em Sab 3 Set 2011 - 10:24



Depois de um "longo e tenebroso" inverno, estamos aqui novamente, para mais um capítulo da infindável história do Rock.

Propus ao Fórum, fazer um "review" de cada álbum do Genesis, desde sua estréia, até a saída do seu vocalista e fundador, Peter Gabriel. Esta é a fase que mais gosto, apesar de englobar, também, os álbuns "A trick of the tail" e "Wind and Wuthering", já com Phillip Collins, como baterista (cargo ocupado por ele, desde Nursery Crime), e agora, como vocalista principal.
Como os dados obtidos pela pesquisa foram muito extensos, e acredito, que não devam ficar de fora, o Claúdio me orientou, a fazê-lo por partes. E assim, será.

Nesta primeira parte, coloco os dados gerais do álbum, fotos deste e da banda na época, e 6 links para o YouTube, que proporcionarão a quem quiser conhecer, a sua audição por completo.

Nas partes subsequentes, postarei uma análise deste, faixa a faixa, com suas respectivas letras. Texto este, baseado em escrito de Steve Hillage, guitarrista inglês, que participou de bandas como Gong e Khan. Este texto é por demais interessante, mas me permití acrescentar ou alterar algumas poucas passagens, dando uma ênfase a alguns aspectos, que tenho conhecimento, através de outras biografias que li da banda.
Também, constará, na medida do possível, informações relativas a Michael Rutherford, baixista e fundador do Genesis, que influenciou o meu sonho de ser músico, e dono de um estilo e postura que me agrada por demais, referente a seu trabalho no álbum objeto do review.

Enjoy  Very Happy

From Genesis to Revelation foi o primeiro álbum do Genesis, realizado em março de 1969, pela Decca Records no Reino Unido e pela London Records na América do Norte. Foi produzido por Jonathan King, que os descobriu em 1967, quando, ainda, eram estudantes da Charterhouse School.

Released 7 March 1969
1990 (Re-issue)
Recorded August 1968 at Regent Studios, London
Genre: Psychedelic pop

Length 43:25
Label: Decca (UK) e London (USA)

Producer: Jonathan King

Professional reviews
• Allmusic      [1]
• Sputnikmusic 2.0 (Poor)[2]

Track listing
Todas as composições de  Tony Banks/Peter Gabriel/Anthony Phillips/Mike Rutherford, exceto quando discriminado. Copyright Jonjo Music Co. Ltd.

Original 1969 Release
1. "Where the Sour Turns to Sweet" – 3:16
2. "In the Beginning" – 3:47
3. "Fireside Song" – 4:20
4. "The Serpent" – 4:40
5. "Am I Very Wrong?" – 3:33
6. "In the Wilderness" – 3:33
7. "The Conqueror" – 3:42
8. "In Hiding" – 2:40
9. "One Day" – 3:22
10. "Window" – 3:35
11. "In Limbo" – 3:32
12. "Silent Sun" (Gabriel/Banks) – 2:15
13. "A Place to Call My Own" – 2:00

And the Word Was... (1987 Reissue)
1. "The Silent Sun (mono)" - 2:17
2. "That's Me (mono)" - 2:41
3. "Where the Sour Turns to Sweet" - 3:16
4. "In the Beginning" - 3:44
5. "Fireside Song" - 4:58
6. "The Serpent" - 3:58
7. "Am I Very Wrong?" - 3:31
8. "In the Wilderness" - 3:39
9. "The Conqueror" - 3:22
10. "In Hiding" - 2:38
11. "One Day" - 3:21
12. "Window" - 3:33
13. "In Limbo" - 3:30
14. "Silent Sun" - 2:13
15. "A Place to Call My Own" - 1:59
16. "A Winter's Tale (mono)" - 3:31
17. "One-Eyed Hound (mono)" - 2:36

Bonus Disc (1990 Reissue)
1. "A Winter's Tale" - 3:31
2. "One-Eyed Hound" - 2:31
3. "That's Me" - 2:38
4. "Silent Sun (Single Version)" - 2:12
5. "Image Blown Out" - 2:11
6. "She is Beautiful" - 3:46
7. "Try a Little Sadness" - 3:18
8. "Patricia" - 3:05
9. "Interviews" - 21:53

Bonus Disc (2005 Reissue)
1. "Patricia (demo 1967)" - 3:08
2. "Try a Little Sadness (demo 1967)" - 3:21
3. "She is Beautiful (demo 1967)" - 3:48
4. "Image Blown Out (demo)" - 2:49
5. "The Silent Sun (single A-side)" - 2:15
6. "That's Me (single B-side)" - 2:40
7. "A Winter's Tale (single A-side)" - 3:32
8. "One-Eyed Hound (single B-side)" - 2:34
9. "Where the Sour Turns to Sweet (demo 1968)" - 3:16
10. "In the Beginning (demo 1968)" - 3:32
11. "In the Wilderness (rough mix without strings 1968)" - 2:59
12. "One Day (rough mix 1968)" - 3:08
13. "Image Blown Out (rough mix 1968)" - 2:13

Related Songs
1. "Hidden in the World of Dawn" - 3:10
2. "Sea Bee" - 3:05
3. "The Mystery of the Flannan Isle Lighthouse" - 2:36
4. "Hair on the Arms and Legs" - 2:42
o Tracks 1-4 are 1967 demos
5. "The Magic of Time" - 2:01
6. "Hey!" - 2:28
o Tracks 5-6 are 1968 demos
7. "Build Me a Mountain" - 4:13
o 1968 rough mix

All these tracks are available on Genesis Archive 1967-75 released in 1998.

Line Up
• Peter Gabriel – vocals, flute, percussion
• Anthony Phillips – guitar, vocals
• Tony Banks – organ, guitar, piano, keyboards, vocals
• Mike Rutherford – bass guitar, guitar, vocals
• John Silver – drums, vocals, except on "Silent Sun"
• Chris Stewart – drums on "Silent Sun"
• Strings & Horns Arranged & Conducted By Arthur Greenslade & Lou Wharburton

Produção
• Produced By Jonathan King
• Recorded & Engineered By Brian Roberts & Tom Allom
(Fonte: Wikipédia)


Última edição por Tarcísio Caetano em Seg 8 Jun 2020 - 20:56, editado 3 vez(es)
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Mensagem por Cantão em Dom 4 Set 2011 - 11:14

Excelente Tarcísio , esse é mais um tópico que vou acompanhar com prazer , valeu a iniciativa Brother ...Genesis é bom demais da conta... abraço... cheers
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Mensagem por Maurício_Expressão em Ter 6 Set 2011 - 21:22

Tarcísio, não sei por que, mas Gênesis é a única banda de rock progressivo dos anos 70 que eu não curto...
Já comprei DVD, CD, e já tinha vários LP's da minha adolescência. Vivo comprando coisa dessa banda para ver se eu começo a gostar do som, mas não rola...
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Mensagem por Polli em Ter 6 Set 2011 - 21:34

claps Grande Tarcísio,ótimo tópico.

Esse também quero acompanhar de perto,cresci ouvindo Genesis por intermédio do meu irmão.

Bom demais.

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Mensagem por Tarcísio Caetano em Ter 6 Set 2011 - 22:06

Maurício_Expressão escreveu:Tarcísio, não sei por que, mas Gênesis é a única banda de rock progressivo dos anos 70 que eu não curto...
Já comprei DVD, CD, e já tinha vários LP's da minha adolescência. Vivo comprando coisa dessa banda para ver se eu começo a gostar do som, mas não rola...

Acontece, Maurício. É parecido com o meu caso em relação aos Rolling Stones...não vejo graça nenhuma na banda, não consigo gostar de nada, apesar do que ela representa para o rock. Não tem jeito... bash
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Mensagem por Rico em Sex 9 Set 2011 - 21:25

Genesis... Não fossem os álbuns mágicos, e eu juraria que essa banda nunca existiu. Bom, prá quem conheceu "aquilo" que os Srs. Collins, Banks e Rutherford (acho que é assim...) fizeram com a banda nos malditos anos 80, não seria difícil imaginar que a banda que gravou Nursery Crime era somente uma lenda urbana.
Parabéns Tarcísio, mais uma banda incrível. Todavia, como este é um fórum de contrabaixo, aviso que sua reputação não sairá incólume daquí, se você não falar sobre o famoso Rick de dois braços (que na verdade a Rick NUNCA fez, ao menos daquele jeito) que Mike usava nos shows...
Abraços mil.
Rico
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Sex 9 Set 2011 - 23:16

Rico escreveu:Genesis... Não fossem os álbuns mágicos, e eu juraria que essa banda nunca existiu. Bom, prá quem conheceu "aquilo" que os Srs. Collins, Banks e Rutherford (acho que é assim...) fizeram com a banda nos malditos anos 80, não seria difícil imaginar que a banda que gravou Nursery Crime era somente uma lenda urbana.
Parabéns Tarcísio, mais uma banda incrível. Todavia, como este é um fórum de contrabaixo, aviso que sua reputação não sairá incólume daquí, se você não falar sobre o famoso Rick de dois braços (que na verdade a Rick NUNCA fez, ao menos daquele jeito) que Mike usava nos shows...
Abraços mil.

Grande Rico...
pois é, também, sou dos que preferem MUITO mais a era Gabriel, apesar de ver algumas coisas boas na era Collins. Mas, para mim, é covardia comparar...
Quanto ao Rutherford, falarei dele, sempre que possível. Ele tocou Ricks, já vi vídeos com ele empunhando alguns, mas nesta fase em especial, seu baixo principal era um Shergold double neck. Numa oportunidade melhor, tocaremos neste assunto de novo.
Abs.
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Genesis - From Genesis to Revelation (Informações gerais) Empty Genesis - From Genesis to Revelation (1ª parte - Biografia da banda e álbum)

Mensagem por Tarcísio Caetano em Sab 10 Set 2011 - 9:30

Por Steve Hillage (com pequena revisão de Tarcísio Caetano)

Em todo o primeiro álbum de estréia de uma banda, existe, como sempre, uma história por trás e neste caso em "From Genesis to Revelation", o primeiro do Genesis, não seria muito diferente. Este trabalho lançado em março de 1.969 foi feito muito antes de um músico que ingressou no Genesis e se tornou com o tempo um mega-star da música pop, Phil Collins e também de um guitarrista muito conceituado na arte de explorar os limites da música, Steve Hackett. É muito difícil imaginar para uma grande maioria das pessoas que conhecem o nome da banda Genesis imaginarem que vem em suas cabeças sucessos estrondosos com o passar dos anos de hits como "Mama" do álbum "Genesis" (1.983), a faixa título do álbum "Invisible touch" (1.986) ou "I can´t dance" do álbum "We can´t dance" (1.991) como alguns exemplos. É devido a todo este sucesso que "From..." estabeleceria e introduziria o Genesis na arte cultural musical sendo um dos mais conhecidos grupos de rock progressivo que se enquadram no gênero do tipo sinfônico e para isso tudo se tem um começo como o próprio nome da banda escrito também na Bíblia Sagrada.

Voltando um pouco antes deste tempo iniciado em "From..." eis que Peter Brian Gabriel (nascido em 13 de fevereiro de 1.950 - detalhe 1: Steve Hackett que pertenceu ao Genesis é um dia mais velho que Gabriel!!!! Detalhe 2: algumas pessoas se confundem com o nome de Peter Gabriel com o nome Peter Hammill, que curiosamente é um cantor do "Van Der Graaf Generator", banda também do gênero do rock progressivo e que o Genesis pertenceu ao mesmo selo de gravadora, a Charisma Records) iniciou parte de sua infância em aulas de piano já que sua mãe e suas tias faziam canto pela Academia Royal de Londres, mas um pouco mais adolescente começou a se desinteressar e preferiu aderir à percussão, bateria e descobrindo que fazer os vocais era o seu forte (seguindo os instintos da mãe e tias ?). Um cenário surge em setembro de 1.963 através de uma escola pública chamada Chaterhouse em que os alunos num esquema de regime fechado tinham uma rígida disciplina que mantinham os britânicos um tanto mais conservadores; o Chaterhouse foi fundado por Thomas Sutton em 1.611 e com o tempo uma organização de monges tomou o local para usá-lo como um hospital, onde então foi construída uma escola para aproximadamente 50 alunos na época (maioria adolescentes) e, além disso, o crescimento urbano também fez com que tornasse interessante a expansão desta escola, em que a partir de 1.872 deixasse de ser um hospital e passasse a abrigar mais alunos. Curiosidade: em 1.927 foi construída a maior capela britânica em dedicação para mais de 700 chartesianos que faleceram na Primeira Guerra Mundial.

É justamente neste cenário que Gabriel ingressa no Chaterhouse e conhece naquele ano de 1.963, num relacionamento de muita amizade, Anthony George Banks (nascido em 27 de março de 1.950) que iniciou sua infância numa escola preparatória de piano e se tornando-se mais treinado com a música clássica. Na escola, os dois começaram a sentir um tanto desorientados naquele local; Gabriel, por exemplo, odiava o regime da escola, Banks se sentia tímido e já havia entrado muito infeliz e com uma depressão muito forte e eles percebem que suas afinidades musicais eram um tanto próximas. Os dois vão se interessando pela música, tendo os "The Beatles" e os "The Rolling Stones" como bandas adoradas por estes, que na época estavam começando a ser as sensações do momento e conhecidos mundialmente. Banks começou a se desinteressar pelos clássicos e aderir a uma música mais acessível, mais pop e Gabriel passou a se encantar com vocais do meio jazz como Nina Simone, Otis Redding, James Brown; aliás, os dois iam juntos assistir a shows e apresentações assim como também em muitas ocasiões "cabulavam" as aulas do Chaterhouse para ouvir nas lojas de discos, novidades em jazz e pop.

Um ano após a entrada de Banks e Gabriel no Chaterhouse, mais um outro aluno surge, chamado Michael John Cleote Crawford Rutherford (nascido em 2 de outubro de 1.950) que ganhou de seus pais aos 7 anos de idade um violão acústico e se interessando pela música através da irmã mais velha, Nicolette, que gostava de Elvis Presley e "Everly Brothers". Não muito a tardar, em abril de 1.965 ingressa também Anthony Edwin Phillips (nascido em 23 de dezembro de 1.951) que também iniciou na sua infância estudos com o violão acústico, sempre procurando desenvolver sua técnica com o instrumento e mais tarde se interessando pela guitarra elétrica. Phillips tem um relacionamento com Rutherford suficiente para que iniciassem a formação de um conjunto na escola [para se ter uma idéia do bom relacionamento que existe entre estes dois músicos, observa-se que Phillips gravou um álbum, o primeiro de sua carreira solo, chamado "The geese and the ghost" (1.977) com Rutherford, e Rutherford por sinal, gravando seu primeiro álbum de carreira solo chamado "Smallcreep´s day" (1.980) com a presença de Phillips] em maio de 1.965 chamado "Anon". Esta banda continha Rivers Job no baixo (foi de uma banda chamada "The Spiders"), Rob Tyrrell nas baterias, Richard Mcphail nos vocais (que participaria de outros trabalhos posteriores do Genesis. Alguns biógrafos da banda, consideram-no com o membro efetivo do Genesis até o álbum “Foxtrot”) e faziam muitos ensaios (um deles originou uma primeira demo chamada "Pennsylvania flickhouse") até que fazem uma apresentação relativamente grande na escola em dezembro de 1.965, que logo após, possivelmente, incentivou o surgimento de uma outra banda chamada "The Garden Wall", que continha Gabriel nos vocais, Banks no piano e Chris Stewart nas baterias (também integrante da escola).

Em julho de 1.966 o "The Garden Wall" é auxiliado pelos integrantes Mcphail e Rivers do "Anon" numa apresentação em que Gabriel tem uma idéia de atirar pétalas de rosa (que retirou do jardim do colégio) ao público causando uma sensação muito boa a quem estava assistindo o conjunto (será que Gabriel já vislumbrava suas encenações teatrais feitas nos anos 70?). Então Mcphail (que se integraria no Genesis no início dos anos 70 como o técnico de som e também o coordenador da carreira solo de Peter Gabriel no final dos anos 70) deixa a escola (seus pais não aprovavam em nada o rapaz estar dentro de um conjunto musical). O "Anon" se torna uma banda de blues, com inicialmente Rutherford fazendo o baixo e cantando, passando posteriormente o vocal, não por muito tempo para Phillips, e Tyrrell na bateria. O grupo já estava compondo razoáveis demos, além do "The Garden Wall", que continuava forte com Banks e Gabriel e iniciando suas primeiras composições (uma delas chamada "She´s beatiful" que mais tarde seria intitulada como "The serpent", do "From..."). Quando num determinado momento, no final de 1.966, o Chaterhouse não estava mais suportando que as bandas por lá não se apresentassem e proibiu-os de tocar (a escola em determinados aspectos era liberal em determinadas áreas em se tratando de esportes e hobbies - a música como um exemplo).

Neste caso, acredita-se que o Chaterhouse tinha receio de que os alunos ouvintes se tornariam rebeldes dentro da escola, incentivados por um minúsculo grupo musical de um colégio interno, já que os "The Beatles" e "The Rolling Stones" estouravam numa carga de sucesso muito forte, tornando uma boa parte de seu público rebelde e este fato musical era algo muito inédito para o público britânico, que se via sempre disposto a ter em seus ouvidos apenas os sucessos americanos. Para se ter uma idéia, naquele tempo os garotos tinham idades entre 15 e 16 anos e um dos diretores da escola, que foi daquele tempo, avaliava que o comportamento dos garotos era da seguinte maneira: Gabriel e Rutherford (Rutherford era o único que estava alojado numa unidade do colégio diferente do restante da turma, apesar de que ainda assim fazia composições junto com Phillips) eram mais tranqüilos e Banks, Phillips e Stewart eram mais rebeldes.

Finalmente no início de 1.967 o "Anon" acaba, pois Phillips a esta altura tocava mais com o "The Garden Wall" do que seu próprio conjunto, Tyrrell desiste do conjunto sem deixar rastro e Rivers (que futuramente iria se associar na banda "Savoy Brown Blues Band" estreando no album "Getting to the point" em 1.968) também sai do Chaterhouse. Quando ocorreu a união dos garotos, foi também um tempo de decidir quem faria os vocais e então Banks sentiu que Gabriel tinha um vocal melhor do que Phillips (que considerava um vocal horrível e estava cheio de razão!!!!!), quando faziam ensaios juntos e convenceu Gabriel fazer os vocais até nas faixas que Phillips compunha junto com o colega Rutherford. Neste ano o Chaterhouse recebe uma visita de um outro ex-aluno do colégio chamado Jonathan King que estava já relacionado no meio musical, em se tratando de música pop, tendo gravado um compacto em 1.965 com seu primeiro sucesso, chamado "Everyone's gone to the moon" e King era assistente do proprietário da Decca Records, Edward Lewis, tendo os "The Rolling Stones" e "Small Faces" como exemplos, auxiliando estes grupos, de como a música pop deveria ser encaminhada, através dos anos 60 e sendo um dos poucos produtores britânicos interessados exclusivamente no formato da música pop, tendo como exemplo, uma banda folk chamada "Hedgehoppers Anonymous".

Alguns garotos naquela ocasião aproveitaram para lhe entregar algumas "demos" e os futuros genesianos (King batizou os garotos de "Genesis" porque o "Anon" já não existia e "The Garden Wall" não era um nome muito atraente) não perderam também a deixa para a oportunidade de fazer o mesmo e inicialmente as primeiras demos de algumas melodias chamaram atenção de King, que pediu outras para poder melhor prestar atenção. Quando uma segunda leva fez com que King não gostasse, devido ao fato da sonoridade ser um tanto mais complexa (eram aparentemente demos que serviriam futuramente das faixas "Visions of angels" e "Dusk" do segundo álbum do Genesis chamado "Trespass" (1.970)), mas os garotos não desistem e não demoram muito a perceber que King gostava de uma música do tipo pop num estilo de "The Bee Gees" e então uma nova demo surge, fazendo com que já ocorresse um profundo interesse por meio de uma "balada" chamada "The silent sun", o que provocou um entusiasmo muito grande de King, resultando no primeiro registro de compacto do Genesis em fevereiro de 1.968 ("The silent sun" / "That´s me") tocada algumas vezes nas rádios e um contrato de 5 anos com a Decca Records e posteriormente um segundo compacto lançado em maio do mesmo ano ("A winters tale" / "One-eyed Hound´s").


A formação destes dois compactos ficou da seguinte forma: Peter Gabriel nos vocais, Tony Banks no piano, Mike Rutherford nos violões acústicos e baixo, Anthony Phillips nas guitarras e violões acústicos e Chris Stewart nas baterias (estas são as participações existentes de que se tem notícia sendo o primeiro baterista que participou na banda). Repentinamente cessou o interesse do público nas rádios e King percebeu que a banda tinha um material suficiente para gravar tranqüilamente um álbum com as músicas já compostas pelos rapazes. Os arranjos de cordas e metais seriam elaborados por Arthur Greenslade que já havia trabalhado com Cat Stevens, Dusty Springfield e alguns artistas franceses como Serge Gainsbourg, Françoise Hardy e entre outros.

A partir do segundo compacto, também ocorrem algumas incertezas e aborrecimentos para o Genesis: um deles foi de King apostar no talento do Genesis, em um contrato de 5 anos. Os pais dos futuros músicos, ficam muito enfurecidos, pois não sabiam se eram eles que queriam ter um sério envolvimento com a música ou era resultado da incentivação direta de King, fazendo com que o contrato de 5 anos passasse para apenas um, ou seja, eram pais que queriam ver os filhos serem "doutores" (só pra se ter uma idéia, no Chaterhouse, os alunos que eram matriculados não eram daqueles que passavam fome e necessidade e sim eram na grande maioria filhos de classe média alta pra cima, burgueses melhor dizendo) e para eles a atuação no meio musical não seria o tipo de vida adequada para os filhos.

Com o resultado e decisão de todos, Stewart é o único que acaba desistindo retornando seus estudos para a agronomia (que acabou realmente fazendo e se tornando mais tarde um gerenciador de fazendas e sítios) e é substituído por um colega de Gabriel e Banks chamado Johnathan (John) Silver, que durante o segundo semestre de 1.968, sede inclusive um espaço para fazer as sessões de ensaios para as gravações do primeiro álbum da banda. Silver é, portanto, o baterista do Genesis presente em todas as faixas originalmente de "From...", o álbum de estréia da banda. E falta de espaço para os ensaios, era o que não faltava, porque o têm no casarão de um amigo, chamado David Thomas, que os ajuda nos vocais de apoio (ele não é citado nos créditos geralmente nas versões diversas do álbum "From..."). Curiosidade: durante este semestre nasceria o escocês Ray Wilson que se tornaria o cantor da banda no álbum "Calling all the stations" (1.997), um outro tempo do grupo completamente diferente. O Genesis grava o então álbum bastante desejado por todos, que foi gravado em 10 dias, feito num ambiente muito tenso e Gabriel tendo muita dificuldade para alcançar as melodias mais agudas das músicas. Detalhe: muitas vezes o nervosismo e ansiedade que tomava conta dos rapazes era tão grande, que eles tomavam duchas de água fria para ficarem calmos e mais dispostos para fazer os ensaios.

Antes que o álbum fosse lançado em março de 1.969, King e o Genesis se encontram com mais uma dificuldade e era a respeito do nome da banda, porque já existia um "Genesis" nos Estados Unidos. Então eles mudam para um outro chamado "Revelation" e para complicar, também existia este nome na Inglaterra de uma outra banda. King não perde muito tempo em pensar e é ele que decide sobre o nome do álbum que se resulta em "From Genesis to Revelation". Aqui fica uma dúvida: por que foi ignorado o nome "Genesis" se os 2 compactos que já haviam sido lançados com o nome da banda ? Observe que até aqui os integrantes tinham na faixa de apenas 18 anos de idade e até o lançamento de "From..." eram muito manipulados pelos ideais de King. A idéia oriunda da parte de King, baseado em cima das canções feitas pelo Genesis, era retratar um início, um começo ("In the beginning" em inglês) de tudo e do homem, de uma mesma maneira escrita na bíblia e não se comparar com outros grupos já existentes com uma proposta bem diferente e mais acessível. Público e crítica não notaram potencial algum num álbum contendo 13 canções, que não chegou na época a vender 600 unidades (em compensação, com o tempo, o álbum venderia milhares de centenas de unidades).

Na opinião da banda, não ficou muito bom, porque eles perceberam que houve um balanço desequilibrado dos canais dos arranjos e da banda, fazendo com que a qualidade sonora ficasse muito fraca e pobre (e de fato isso é verdade); se o ouvinte colocar o álbum num só lado de uma caixa de som notará inclusive este detalhe. Os críticos analisaram como uma bíblia sonora do sub-mundo, algo muito vergonhoso, inclusive para os conservadores religiosos e o público britânico, que apreciava a música pop naquele tempo, não vendo nada muito interessante, diferente da recepção que o primeiro compacto do grupo. O Genesis teve um inconveniente de que o álbum era colocado nas lojas em seções de músicas religiosas (até que as pessoas, que gostavam de musicais deste tipo, perceberiam registro, meio folk, bem pastoril e gospel moderado; algumas músicas poderiam ser executadas tranqüilamente para uma igreja e o Genesis aqui, estava próximo deste tipo de sonoridade).
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Genesis - From Genesis to Revelation (Informações gerais) Empty Genesis - From Genesis to Revelation (2ª parte - Biografia da banda e álbum)

Mensagem por Tarcísio Caetano em Sab 10 Set 2011 - 9:57

"From..." é muito diferente do que o Genesis viria a ser no álbum seguinte "Trespass". A banda demonstrava músicos num estado de adolescência muito inocente, não muito madura e insegura em termos de música (como que se fosse um bebê dando os seus primeiros passos sem a ajuda de um adulto e caindo diversas vezes), mas deve-se levar em consideração que King manteve o Genesis sob controle até o último segundo e evidentemente não é um álbum recomendado para começar a ouvir a banda, mas muito importante em ter na aquisição da coleção de quem é um fã; eles chegam a soar num estilo entre os "The Moody Blues" e "Crosby, Stills, Nash and Young" mas muito mais comportados, pois as canções, pela quantidade que está presente no trabalho, não são aqueles épicos complexos que ficam na média dos 10 minutos de duração e sim canções de melodias simplérrimas, com letras demonstrando um Genesis bem poético e filosófico (e bíblico, por sinal) numa média da casa dos 2-3 minutos de duração (o característico da música pop). King comentou em certa ocasião, que eles não tinham dinheiro para a gravação, que teve a intenção de fazer o trabalho acústico, porque os rapazes tinham instrumentos mais acústicos do que elétricos e trabalhou nas faixas transformando-as todas juntas numa "suíte" única (tanto que as faixas praticamente não têm intervalos na grande maioria e sim são emendadas umas com as outras).

O curioso do álbum é que se tem um resultado do que foram as duas bandas que originaram o Genesis através do Chaterhouse: o "Anon" com canções na maioria de Phillips/Rutherford e o "The Garden Wall" com canções na maioria de Banks/Gabriel. Aqui tem-se Banks tocando constantemente o piano de maneira muito primitiva e simples, soando para alguns de maneira ridícula, Gabriel demonstra um vocal muito inocente e puro, bem adolescente, Phillips tocando frases simples com a guitarra elétrica e arranjos simples com o violão, Rutherford dinâmico e já aqui demonstrando em boa parte que o baixo será o seu instrumento constante com o Genesis durante a sua carreira (apesar de reforçar alguns arranjos acústicos de violão junto com Phillips) e Silver por último que não aparece em todas as faixas tocando muito levemente as baterias (e ora também percussões) deixando o Genesis algumas vezes um tanto "silencioso" e tranqüilo.

A partir do momento do lançamento de "From..." as relações pessoais entre King e o Genesis já não eram as mesmas, porque o fraco resultado do álbum fez com que causasse aos rapazes uma indecisão sobre seus futuros profissionais e já não tinham certeza se o tipo de vida no mundo da música era ou não promissor. Banks chegou a retornar seus estudos na física e matemática, Gabriel tinha intenção de fazer teatro e artes cênicas, Rutherford pretendia atuar como um diplomata, Silver deixa a banda de lado retornando aos estudos (mais tarde se tornaria um produtor de televisão) e Phillips era um dos únicos já decididos em trabalhar com música e em conseqüência a Decca Records termina com o prazo do contrato, deixando o Genesis a sós pensando sobre o que iriam fazer de suas vidas.

Somente em julho de 1.969 o Genesis toma a decisão de continuar na estrada do rock (que se tornariam progressivos no álbum seguinte) com um novo baterista, John Mayhew, e contratados por um outro selo que estava contratando bandas deste estilo, a Charisma Records, do proprietário Tony Stratton-Smith tendo junto o "Van Der Graaf Generator", "The Nice", "Lindsfarne" e entre outros, fazendo com que a Decca Records perdesse mais um outro talento em sua casa (a gravadora recusou os "The Beatles" e o "Giles, Giles and Fripp" - embrião do "King Crimson"), mas aí, são outras histórias.
Um dos aspectos negativos do Genesis com o tempo, é não ter explorado muito, nas apresentações ao vivo, faixas desta época e muito menos em registro (possivelmente porque a gravadora e o produtor originais iriam querer tirar muito proveito do grupo caso isto acontecesse). A mesma coisa que acontece em alguns casos de bandas como o "Yes" em "Yes" (1.969), o "Supertramp" em "Supertramp" (1.970), o "Van Der Graaf Generator" em "The aerosol grey machine" (1.969) e por aí vai.

"From..." é um dos álbuns que possui mais de dezenas de relançamentos mundialmente, o que inclusive se tornou para os amantes do Genesis, uma tentação aos assíduos colecionadores, especialmente em se tratando da versão em vinil; no Brasil foi lançado primeiramente em 1.974 quando mundialmente a Decca Records lançou sob o título "In the beginning" (tendo na capa uma cobra amarela enrolada sobre o planeta Terra e no fundo uma foto da banda com o baterista Chris Stewart que não participa das faixas e sim John Silver) e vem com as 13 faixas do original "From...". A segunda é de uma série chamada "Rock Roots" lançado em 1.976 (tem na capa um fundo cor de rosa com uma vitrola antiga e foto do Genesis na época que estavam iniciando suas atividades musicais), mas só chegou aqui no país em 1.981 contendo um bônus de 4 músicas que são dos 2 compactos lançados em 1.968 pelo Genesis. O terceiro lançamento de que se tem notícia tem novamente o título modificado por "When the sour turns to sweet" lançado mundialmente em 1.986 (tem na capa outra modificação com uma espécie de "cadáveres" flagelados) e só foi lançado no país em 1.990 tendo o mesmo bônus como no caso de "Rock Roots". Os relançamentos em outros países são tantos que muitas vezes existem até fotos do Genesis quando a banda se tornou até um trio (deixa até um admirador do Genesis um tanto confuso).

O fato de acontecer essa quantidade muito grande de relançamentos é devido que a Decca Records e o produtor Jonathan King tem os direitos autorais sobre a banda então saem conforme a vontade dos mesmos. Detalhe: o original em vinil de 1.969 que contém o selo redondo da gravadora em vermelho, foi feita em versão mono e é uma preciosidade tão difícil de ser encontrada, que além de ter sido lançada em pouquíssimas unidades chega em valores que vão entre 500 a 1.000 dólares.

Em CD não existe disponível em edição nacional e as principais foram lançadas em 1.993 e 1.996 (fora outras também lançadas); a última citada contém além da inclusão das músicas dos 2 primeiros compactos realizados em 1.968, como também uma entrevista de Jonathan King de aproximadamente 20 minutos, falando a respeito dele e do álbum que considerava "à frente de seu tempo" e dizendo sobre as diferenças entre o que foi o Genesis com Peter Gabriel e com Phil Collins e existem outras faixas inéditas que ainda puderam ser aproveitadas e apreciadas na luxuosa caixa de 4 CDs "Genesis Archive 1: 1.967-1.975" (1.998).

A produção foi feita evidentemente pelo idealizador e criador do grupo, Jonathan King que teve inclusive auxílio do colega Brian Roberts (também do Chaterhouse, foi um dos que acompanhou o Genesis nos ensaios e nas gravações assiduamente) e Tom Allom (estes também não são citados em algumas versões dos diversos "From..." existentes). A idéia da elaboração da capa também foi de King que insinuou até as letras douradas num fundo de cor preta (a original) e se for muito bem avaliada, não seria foi à toa que acabou sendo colocada nas lojas em seções de música religiosa. Portanto encontrar as músicas do primeiro álbum encontrando capas constando absurdas fotos de integrantes que nem eram do Genesis é bem comum (e desrespeitoso por sinal !!!!). King, mais tarde, classificou a gravação como uma das mais subestimadas feitas por ele e quando "From..." havia sido lançado, já tinha dado oportunidade do grupo gravar além de 3 compactos (um que saiu após o álbum), o álbum. Agora, era deixar a banda sozinha para que ela pudesse se desenvolver mais independentemente e justamente foi isto que ocorreu quando ele abandonou o Genesis. A banda, inclusive, declarou ao longo do tempo, que se não fosse por King, eles não seriam encorajados a fazer "From..." e, por conseqüência, atravessar décadas fazendo álbuns assustadoramente cheios de sucessos, incluindo o pop, da maneira como ele menos imaginaria.
Tarcísio Caetano
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Genesis - From Genesis to Revelation (Informações gerais) Empty Genesis - From Genesis to Revelation (3ª parte - Análise das letras)

Mensagem por Tarcísio Caetano em Sab 1 Out 2011 - 15:03

Por Steve Hillage

"Where the sour turns to sweet" –

We're waiting for you
Come and join us now
We need you with us
Come and join us now

Look inside your mind
See the darkness is creeping out
I can see in the softness there
Where the sunshine is gliding in
Fill your mind with love
Find the world of future glory

You can meet yourself
Where the sour turns to sweet
Leave your ugly selfish shell
To melt in the glowing flames
Can you sense the change?
See your eyes, now listen

We're waiting for you
Come and join us now
We want you with us
Come and join us now

Paint your face all white
To show the peace inside
Drift away while the saffron burns
To the land where the rainbow ends
Can you sense the change?
See your eyes in focus

We're waiting for you
Come and join us now
We need you with us
Come and join us now

We're waiting for you
Come and join us now
We need you with us
Come and join us now

We want you with us
Come and join us now
We need you with us
Come and join us now

A faixa de estréia do Genesis em seu primeiro registro em formato de álbum já demonstra claramente uma banda puramente inocente que dá a intenção de não ter rumo algum. Isso já comentado anteriormente é porque foi devido à maneira de como o produtor queria que fosse o Genesis. Os rapazes, entretanto pretendiam ser mais técnicos e complexos fazendo algo mais inovador na música. Banks e Gabriel tinham visto o "The Nice" (banda formada pelo tecladista Keith Emerson que em 1.970 fundaria o "Emerson, Lake & Palmer" e seriam concorrentes do Genesis durante os anos 70) na época antes de fazerem registros musicais e era mais ou menos algo parecido que tinham a intenção de serem como uma banda; claro que isto não aconteceu logo no princípio. Elaborada por Banks e Gabriel (parte das versões de que se tenha notícia coloca os créditos em todas as faixas como que se todos os integrantes do Genesis tivessem participado) saiu num compacto após o lançamento do álbum "From..." em julho de 1.969, além de ter saído numa edição em álbum com também o título (até em versão nacional) e chegou a ser tocada nas primeiras apresentações da banda no lançamento do trabalho. "Where..." é como se fosse uma espécie de convite para se inteirar no som do Genesis já que a banda estava estreando seu primeiro trabalho com o intuito de uma nova proposta "We're waiting for you, Come and join us now, We want you with us, Come and join us now" que significa "Nós estamos esperando por vocês, venham e associem conosco agora, nós queremos vocês conosco, venham e se associem conosco agora". O estalo de dedos feito inicialmente na faixa realmente é um convite que chama a atenção do ouvinte e ainda mais com estas frases que o Genesis faz nos 2 refrões. É uma faixa bem tranqüila em que a percussão de Silver se apresenta mais no final. Uma versão demo feita sem os arranjos feitos por Greenslade pode ser encontrado em "Genesis Archive 1: 1.967-1.975".

"In the beginning" –

Ocean of motion
Squirming around and up and down
Pushing together
Scattering mountains all around you

That is the sound of a new born world
And the light from a curious sky
It has begun
You're in the hands of destiny

Thrashing with violence
Hurling its lava up and down
Furnace of frenzy
Burning with power uncontrolled

That is the sound of a new born world
And the light from a curious sky
It has begun
You're in the hands of destiny

Is that the chariot with stallions gold?
Is that a prince of heaven on the ground?
Is that the roar of a thundercrash?
This is my world and it's waiting to be crowned
Father, son, looks down with happiness
Life is on its way

Ocean of motion
Squirming around and up and down
Pushing together
Scattering mountains all around you

That is the sound of a new born world
And the light from a curious sky
It has begun
You're in the hands of destiny

Is that the chariot with stallions gold?
Is that a prince of heaven on the ground?
Is that the roar of a thundercrash?
This is my world and it's waiting to be crowned
Father, son, looks down with happiness
Life is on its way

Feita numa parceria de Gabriel e Phillips, serviu também inclusive de título de um álbum lançado mundialmente em 1.974 incluindo os Estados Unidos que até então era inédito. Aqui o Genesis parece se misturar um pequeno tratamento de psicodelismo que se apresenta no início da faixa (será representando um início do tempo ?); pois "In the beginning" quer dizer início, começo (de alguma coisa) em inglês e temos rock que vai ao longo da faixa (observe os acordes de piano feito por Banks e os riffs de guitarras elétricas feitos por Phillips acompanhando Gabriel). Esta é uma das poucas músicas que não contém os arranjos feitos por Greenslade o que neste caso aqui torna o Genesis como sendo uma banda de rock e não de uma forma pastoril como acontece em boa parte de "From..." sendo muito apreciada pelo público quando tocada nas apresentações do Genesis durante o ano de 1.969. No final da faixa quando fica um tanto mais tranqüila, Banks parece interpretar um trecho melodia do segundo movimento da Sonata Patetique do clascissista/erudito Ludwig Beethoven. As letras parecem informar que o planeta vai tomando forma através de suas montanhas e em enormes vales profundos que se perdem no infinito dos quais a água irá tomar conta dando origem aos mares e oceanos. Uma versão demo feita sem os arranjos feitos por Greenslade pode ser encontrado em "Genesis Archive 1: 1.967-1.975" e existe uma outra foi regravada pelo "Mother Gong", banda de Gilly Smith, que foi fundadora da banda francesa "Gong" no tributo "The fox lies down" (1.998).

"Fireside song" –

As daybreak breaks the mist upon the earth
It came to pass that beauty settled there forever more
And as the steam clings close to things to come
It came to pass that solid rock did part for humble life

Once upon a time there was confusion
Disappointment, fear and disillusion
Now there's hope reborn with every morning
See the future clearly at its dawning
Forever drifting slowly towards a hazy emptiness
Whilst water slips into the sea
The father's sad to see it's free

As shadows creep towards their master night
It came to pass that trees defied the wind who shook their leaves
And as the peace descended all around
It came to pass that nature's creatures came to face the world

Once upon a time there was confusion
Disappointment, fear and disillusion
Now there's hope reborn with every morning
See the future clearly at its dawning
Forever drifting slowly towards a hazy emptiness
Whilst water slips into the sea
The father's sad to see it's free

Once upon a time there was confusion
Disappointment, fear and disillusion
Now there's hope reborn with every morning
See the future clearly at its dawning

Once upon a time there was confusion
Disappointment, fear and disillusion

Elaborada por Banks, Phillips e Rutherford sendo uma das faixas mais tranqüilas do álbum e alguns fãs que consideram sendo uma das mais fracas do álbum demonstrando o quanto à faixa prova que a produção do álbum é muito simples e pobre mesmo com a adição de arranjos de Greenslade e dos acordes feitos em violão acústico por Phillips apesar de resultar a ter uma melodia bela; é possível ouvir claramente em um canal o violão de Phillips e os violinos no outro canal. Esta é uma bem estilo de paróquia e pastoril que aparenta dar continuidade com a anterior que por sinal aparentam estar emendada uma com a outra. O vocal de Gabriel está bem angelical e suave, mas não transmite muita confiança no ouvinte (o coro do refrão já consegue fazer, mas um pouquinho...) diferente da anterior e um aspecto negativo é que foi colocada no álbum entre 2 faixas que já são um tanto mais "agitadas", talvez este um dos motivos que fazem estes ouvintes não apreciarem muito "Fireside song" e também não contém muita variação na sua sonoridade. A faixa faz parte sobre o conceito da idéia de "From..." dizendo a respeito da calmaria vinda depois de uma tempestade, de erupções vulcânicas como na frase "See the future clearly at its dawning" que significa "Vemos o futuro claramente ao amanhecer" em inglês. Foi tocada nas apresentações também iniciais, mas abruptamente substituída assim que o Genesis já propunha novas demos para o álbum seguinte (realmente o grupo queria se desenvolver musicalmente).

"The serpent" –

Dark night, planets are set
Creator prepares for the dawn of man
You're waking up, the day of incarnation
Said you're waking up to life

Images he made to love
Images of gods in flesh
Man is wonderful, very wonderful
Look at him
Beware the future

Here is my world and it's waiting for me
Paradise before my eyes
I am alive in a new born world
This heaven will always be mine
I'm waking up, the day of man has come
I'm waking up, the day of man has come

And god created man from dust
With a soul inside his mould
And god created womankind
The vessel of satan's hold

Creator made the serpent wise
Evil in his tempting eyes
Man is wonderful, very wonderful
Look at him
Beware the future

Here is my world and it's waiting for me
Paradise before my eyes
I am alive in a new born world
This heaven will always be mine
I'm waking up, the day of man has come
I'm waking up, the day of man has come

Dark night, planets are set
Creator prepares for the dawn of man
You're waking up, the day of incarnation
Said you're waking up to life

Here i stand a child in a lonely world, oh no
Watch the serpent tempting me to evil
The guiding hand will help me on
Guiding hand will help me on
The guiding hand will help me on
Guiding hand will help me on

Elaborada por Banks e Gabriel, esta é a maior faixa do álbum com pouco mais de 4:30 minutos de duração e foi uma das primeiras composições que os 2 compositores fizeram quando estavam no "The Garden Wall" antes que surgisse o Genesis. Inicialmente tinha o nome de "She´s beautiful" e justamente uma das primeiras demos que chegaram em mãos do produtor Jonathan King em 1.967 quando ele fez uma visita no Chaterhouse o que fez se interessar pela música dos rapazes. Inicialmente a letra dizia a respeito de uma modelo e quando antes de gravar "From..." Banks e Gabriel re-editam e modificam as letras passando ao que seria algo dizendo sobre uma mulher (a modelo, no caso) transforma-se a respeito de um homem como em "Images he made to love" que significa "Imagens que ele fez amar" em inglês. Esse "homem" a que o Genesis se refere nas letras possivelmente é Deus, pois eles citam coisas sobre "Creator" (criador, em inglês), "God" (Deus, em inglês) e nas letras também temos citações da palavra "Evil" (Demônio, em inglês) que possivelmente o Genesis está se referindo sobre "The serpent" que significa "A serpente" em inglês (hilariamente o que seria a "mulher" se considerasse que é do gênero feminino esta serpente). Mais uma vez aqui também está uma associação bíblica dentro do álbum nesta faixa sem sombra de dúvidas e tem-se também uma outra faixa que não foi duramente atingida pelos arranjos de Greenslade. O Genesis também aparenta utilizar recursos para o uso de efeitos sonoros como no início da faixa que parece lembrar as batidas feitas por um relógio com o barulho da percussão. Somente nesta faixa que Rutherford apresenta mais nitidamente o uso de linhas de baixo fazendo o uso do instrumento nesta faixa coisa que muito dificilmente o ouvinte notaria até em momento. Phillips também apresenta o uso da guitarra elétrica e Banks aparentemente com um órgão muito primitivo pelo visto. A versão original da faixa (She´s beatiful) pode ser apreciada em "Genesis Archives Vol. 1: 1.967-1.975".

"Am I very wrong ?" –

Am i very wrong
To hide behind the glare from an open minded stare
Am i very wrong
To wander in the fear of a never ending lie

Am i very wrong
To try to close my ears to the sound they play so loud
Am i very wrong
The happiness machine is trying hard to sing my song

Today's your birthday friend, everything all right
Let us our greetings to you send
Happy friend, everything all right
We hope your life will never end

Am i very wrong
To want to steal a pin then i'll check that i have skin
Am i very wrong
To want to leave my friends and the curse of the happiness machine

Today's your birthday friend, everything all right
Let us our greetings to you send
Happy friend, everything all right
We hope your life will never end

They say, we hope your life will never end
They say never end, never end, never end, never end, never end
They say never end - no
They say never end, never end...

Outra parceria de Banks/Gabriel seria uma pequena percussora do que o Genesis faria na música "Stagnation" do álbum seguinte. Outro tipo de canção muito simples com praticamente a ausência de Silver, mas com a presença de Banks no piano, o violão acústico de Phillips acompanhando Gabriel e um bonito arranjo de metais nos instrumentos de sopro. Esta faixa retrata sobre torturas psicológicas da queda do homem em sua criação que perdeu sua vida eterna ao ser banido pelo pecado que cometeu (o tema da Bíblia que retrata sobre "Adão, Eva e o Paraíso").

"In the wilderness" –

Leaving all the world to play they disappear
And the leaves have gathered dust to run like deer
Tearing pieces from our lives to feed the dawn
Mist surrounds the seagulls christened by the storm

Music, all i hear is music - guaranteed to please
And i look for something else
Rain drops pouring down the rooftops
Flowing in the drains
As the people run their lives
As their lives are run by time

Fighting enemies with weapons made to kill
Death is easy as a substitute for pride
Victors join together, happy in their bed
Leaving cold outside the children of the dead

Music, all i hear is music - guaranteed to please
And i look for something else
Rain drops pouring down the rooftops
Flowing in the drains
As the people run their lives
As their lives are run by time...

Foi composta por Banks, Gabriel, Phillips e Rutherford, o que seria um somatório das duas bandas do Chaterhouse que formaram o Genesis: "Anon" e o "The Garden Wall". Acredite se quiser, mas mesmo o álbum em quase sua totalidade são de músicas muito comportadas na grande maioria, esta faixa é a mais agressiva de "From...", mas mesmo assim pode se considerar que é bem do tipo "ingênua", gravada justamente para provocar o ouvinte e chega a cativar a boa maioria dos fãs da maneira como a melodia foi feita especialmente quando surgem os versos que contém "Music, all I hear is music - guaranteed to please". Phillips ressaltou certa ocasião que a música poderia ter sido a sensação do Genesis na época se fosse gravada originalmente sem os arranjos executados por Greenslade a mando de King. Na ocasião quando a gravação estava sendo feita o grupo entrou em conflito sobre estes arranjos que não eram muito fracos na equalização da gravação do som com os instrumentos que a banda estava tocando junto e uma vez feita a gravação eles não podiam mais voltar atrás, por ora existiu uma demo feita em versão mono que pode ser apreciada em "Genesis Archives Vol. 1: 1.967-1.975". A faixa retrata como se fosse uma continuação da música anterior, só que agora depois da banição do homem ocorrem alegrias e tristezas depois do que restou na sobra de sua vida e mais uma vez o Genesis aqui se baseia nos conceitos bíblicos com este álbum.

"The conqueror" –

He climbs inside the looking glass
And points at anything he hates
He calls to you, "hey look out son
There's a gun they're pointing at your pretty face"

And the heads they are a rolling
Cos the conqueror is on his way
And the justice day is coming
For the conqueror is on his way

Five hundred little women
Are calling at their hero's door
Yes, their hero is working overtime
He's squirming on an empty floor

And the heads they are a rolling
Cos the conqueror is on his way
And the justice day is coming
For the conqueror is on his way

He's bought the castle on the hill
He's bought it just to knock it down
The local power shout him down
They say he's just an empty-headed clown

And the heads they are a rolling
Cos the conqueror is on his way
And the justice day is coming
For the conqueror is on his way

He's busy building monuments
To hide inside his empty grave
You there, can you find some souls
He's looking for some people to save

And the heads they are a rolling
Cos the conqueror is on his way
And the justice day is coming
For the conqueror is on his way
And the words of love are killing him
The conqueror is on his way

And the words of love were lying on an empty floor
Just in the place where the conqueror lay...

Uma dobradinha de Banks/Gabriel escrita em 1.966 que tem uma estrutura de rock em ritmo, mas o comportamento em si é também mais próximo das músicas gospeis atuais. Curiosamente a faixa inicia com a melodia da faixa anterior (mais precisamente quando é a melodia cantada da frase "Music, all I hear...", que na verdade é a última que encerra o lado um do álbum (possivelmente isto foi feito para que mantesse uma seqüência da saga bíblica que contém na boa parte das faixas à medida que o lado um foi sendo gravado). Repentinamente surgem acordes de piano que vai sendo recebendo o baixo, as baterias de Silver e uma guitarra elétrica com riffs meio "nervosos" de Phillips (ainda mais no final da faixa) e então que vem em seguida o vocal de Gabriel. A melodia em si, simples por sinal, é praticamente repetitiva e a mais próxima que incentivaria um ouvinte a dançar nos 4 refrões existentes. Retrata sobre um despojado conquistador de pessoas em que suas próprias palavras sobre adoração se voltam contra ele como observado na frase "And the words of love are killing him" que significa "E as palavras de amor estão assassinando-o" em inglês.

"In hiding" –

Pick me up, put me down
Push me in, turn me round
Switch me on, let me go
- i have a mind of my own

In hiding
Far from the city of night
And the factories of truth
I stand upon the mountain
A million miles from my home
And the faces of fear
I have freedom to think

In hiding
I may take off my clothes
That i wear on my face
I float upon a river
A million miles from the plains
That are piercing the clouds
I am lost in the beauty
In hiding

Pick me up, put me down
Push me in, turn me round
Switch me on, let me go
- i have a mind of my own

I wish you were here

In hiding
I lie silent at last
I'm free from my past
I walk among the tall trees
This is beauty i know
I'm in love with it all
I have freedom to love
In hiding

Pick me up, put me down
Push me in, turn me round
Switch me on, let me go
- i have a mind of my own

Pick me up, put me down
Push me in, turn me round
Switch me on, let me go
- i have a mind of my own

Uma estranha parceria de Gabriel e Phillips na elaboração desta faixa, mas ao que se sabe musicalmente foi feita por Phillips que tinha como o título original chamado "Patricia" e era instrumental (tanto que a versão original pode ser encontrada em "Genesis Archives Vol. 1: 1.967-1.975"; Gabriel incluiu as letras e em nova versão foi entregue a demo para King em 1.967 que gostou do som. Futuramente ela também serviria como uma percussora de "Stagnation" que foi gravada no álbum "Trespass" depois de "From..." e, além disso, foi também lançada no único compacto quando saiu no álbum original em 1.969 junto com a faixa "Where the sour...". Tem uma sonoridade do estilo de uma valsa acústica que o destaque é o violão acústico de Phillips e o piano de Banks tocados em forma de acordes e parece retratar sobre uma pessoa solitária que pretende opinar por si próprio e amar consigo mesmo. A faixa inclusive contém uma frase muito memorável "I wish you were here" que significa "Eu desejaria que você estivesse aqui"; se fosse pra alguém, este seria nada menos que Richard Mcphail (que foi também aluno do Chaterhouse e pertenceu ao "Anon" e auxiliou o "The Garden Wall") que a partir do álbum seguinte retornaria sendo o "sexto integrante" do Genesis que ficaria incumbido de ser o técnico de som até em "Genesis live" (1.973). Detalhe: alguns artistas do meio cultural musical já citaram esta frase com seus motivos, o "Pink Floyd", uma banda que seria concorrente do Genesis durante os anos 70 gravou uma faixa que se tornou título de um álbum "Wish you were here" (1.975).

"One day" –

Don't get me wrong
I think i'm in love
But the feeling in the word is more
Than your crystal eyes will ever see in me
Don't get me wrong
Open your eyes
Although i cannot show my heart
I'll watch and hope while you are near to me

One day i'll capture you
And call you to my side
One day i'll take you from
The boredom of our lives
One day we'll fly away
To the kingdom of my dreams
One day i'll find myself
And wrap it in my love for you

Birds of the sky, may i borrow your wings?
Very soon i'll ask my love
To travel with me to the world outside
Cherry trees, may i borrow your bloom?
Very soon i'll ask my love
To come inside the nest i'll build alone

One day i'll capture you
And call you to my side
One day i'll take you from
The boredom of our lives
One day we'll fly away
To the kingdom of my dreams
One day i'll find myself
And wrap it in my love for you

Animal friends
Help me decide
When should i ask my love to leave?
I'll beg of you that she'll say yes to me
Breathe in deep
Now is the time
She looks at me and gently smiles
As if she knew i'd ask her all the time

One day i'll capture you
And call you to my side
One day i'll take you from
The boredom of our lives
One day we'll fly away
To the kingdom of my dreams
One day i'll find myself
And wrap it in my love for you

Também é uma dobradinha da dupla Banks/Gabriel da qual a versão original foi modificada a pedido de King o que lamentavelmente prejudicou as linhas de baixo tocada por Rutherford e o violão de Phillips e o vocal de Gabriel que está num canal do meio, mas existe uma outra versão que está melhor do que esta do álbum em "Genesis Archives Vol. 1: 1.967-1.975" e que não contem arranjos de Greenslade. Possui uma melodia pop, mas se for bem avaliada lembra incrivelmente a um estilo brasileiro meio brega dos anos 60 de gente como Valdick Soriano, Odair José, Vanderlei Cardoso e entre outros, portanto deve ser ouvida com muita atenção e em resultado até é cativante da forma que é tocada. Um aspecto negativo é que nos 3 refrões existentes não existe um solo instrumental (aliás, se for bem observado e ouvido atentamente "From..." inteiramente não se encontrará solo instrumental algum nas 13 faixas do álbum) o que poderia sobressair melhor mesmo com os arranjos de cordas e metais e ser descartado o fato do prejuízo que os instrumentos tocados pelos músicos tiveram com os arranjos. É uma canção de amor que retrata sobre um herói propondo o seu amor para a sua amada.

"Window" –

Slowly i stretch out my arms, freely
Shadows of night disappear
Rise from the slough of despond, find the pathway
Guiding us forward through pastures of dream day
Days to enjoy, peace i knew once before me
Dawning to dusk on the hills until morning
Come see me take my hand
Come see me in my land

Flying invisibly high, watch me
All on a beautiful sky, i'll be
Clear and serene in the love i've discovered
Long search is over, the soul is uncovered
Resting on joy that abounds without ceasing
Bidding farewell to the fears now decreasing
Come see me take my hand
Come see me in my land

High on a golden crested wave she sits
The little nymphs dance in her hair
The trees all beckon to the sky to bless their empty lives
Horizons come to sip wine there
The veiled mist reveals the wandering ship upon the reef
The albatross flies to the stern
But only jack frost saw the kiss you gave him in return

Crossing the mountains of truth see them
Soaring majestically high, and then
Stop at the warning light, see it flash brightly
Thunder awakes me, the crashes beside me
Shatters the scene and brings chaos to beauty
Leading us forward where destiny may be
Come see me take my hand
View from another land...

Composta por Phillips e Rutherford que na realidade foi elaborada no segundo semestre de 1.968 quando o Genesis estava fazendo seus ensaios na casa dos pais do baterista John Silver e no sítio dos pais de um dos amigos da banda, David Thomas, que faz vocais de apoio no álbum e geralmente não é creditado nas versões de "From..." que saíram ao longo do tempo e fizeram com que os 2 músicos se inspirassem e incentivassem devido à calmaria dos locais que ofereciam para que a banda se concentrasse nos ensaios (Phillips comentou em certa entrevista que ele e Rutherford elaboraram nos telhados destes 2 locais). Foi uma das canções que não causaram impacto algum para os ouvintes e rapidamente esquecida tanto pelos ouvintes como pela banda. A sonoridade tem alguma similaridade próxima de faixas como "Dusk" e "Visons of angels" em especial nos vocais de apoio. As letras fogem um tanto do contexto do álbum em relação à bíblia e inicialmente a faixa apresenta Banks tocando piano numa melodia meio japonesa, meio oriental e na sua grande maioria é também uma faixa bem tranqüila tendo Silver inclusive surgindo com as baterias apenas em últimos segundos da faixa.

"In limbo" –

Please take me away
Far from this place
Leaving me here
Take me away

To the furthest star in the sky
Take me away
To the deepest cave of the night
Take me away
Voices of love, here am i
In the sad sad world of fear
Take me away
From the power of my ambition
And i'll be happy

I, i've conquered time
Where will i go?
Am i still mine?
Take me away

To the furthest star in the sky
Take me away
To the deepest cave of the night
Take me away
Voices of love, here am i
In the sad sad world of fear
Take me away
From the power of my ambition
And i'll be happy

Peace - floating in limbo
Limbo - leading me nowhere
Peace - now without motion
I cry - when will i die?
God - where is my soul now?
My world, please set me free

É uma das únicas faixas que foi elaborada por todos os músicos participantes inclusive, John Silver. Foi executada nas apresentações iniciais da banda e cita coisas sobre espaço e tempo (fugindo do conceito da proposta do álbum na sua maioria) tendo uma energia muito forte na sua sonoridade total que se apresenta na faixa e bem acústica, mas inclui Phillips tocando a guitarra elétrica se apresentando mais ao final se tornando em um ritmo meio estilo blues. O Genesis inclusive diferente da grande maioria das faixas nos momentos finais da faixa varia o tema da música. Destaque fica por conta das linhas de baixo feitas por Rutherford, os arranjos de sopros de Greenslade e os vocais de apoio que ajudam Gabriel.

"The silent sun" –

The silent sun that never shines
She is the warmth of my lonely heart
The motion of a turning wheel
Can't you stop it and look around?

Baby you feel so close
I wish you could see my love
Baby you've changed my life
I'm trying to show you...

A tiny stone that hides from me
Can't you see that i'm just outside?
A mountain stream that chills the sea
Can't you feel in your useless pride?

Baby you feel so close
I wish you could see my love
Baby you've changed my life
I'm trying to show you...

When night reveals a star-filled sky
I want to hold it in my hands
When snowflakes heal the ugly ground
Your beauty hides the joy i've found

Baby you feel so close
I wish you could see my love
Baby you've changed my life
I'm trying to show you...

Composta por Banks/Gabriel foi uma faixa responsável que saiu pela primeira vez em registro fonográfico da banda em no primeiro compacto já comentado feito em fevereiro de 1.968 e que a demo ao ser entregue a King fez com que se interessasse e apostasse na banda já que a melodia lembra um pouco do "The Bee Gees" (Gabriel coordena seus vocais da mesma forma como Robin Gibb da banda em referência também faria), banda que King tinha uma forte adoração e ainda porque era bem do gosto do produtor; ou seja, era da categoria pop e que é em si a proposta da faixa, não há dúvidas de que não seja, qualquer ouvinte pode observar facilmente isso, um hit pop da época que chegou a ser tocada nas rádios. A original do compacto tem o baterista original, Chris Stewart, e esta foi regravada, mas com John Silver; avaliando as duas não tem quase diferença nenhuma. Detalhe: já comentado anteriormente algumas versões de "From..." que foram sendo relançadas com o tempo incluem o primeiro compacto da banda, isto significa que pode ser encontrada 2 versões de "The silent sun" (a diferença é que a do compacto é versão feita em mono e a do álbum foi gravada em estéreo); e além de incluir a faixa que pertence ao lado 2 do compacto chamada "That´s me". Mesmo demonstrando um grupo muito "imaturo" em termos de sonoridade e música demonstra o quanto o Genesis iria se desenvolver com o passar dos anos, e não demorariam muito tempo. Novamente é outra faixa que foge do escopo da proposta do álbum com letras enigmáticas que aparentam retratar sobre uma garota que foi apaixonada por um rapaz, alem de citar a palavra "Baby", que significa "querida" em inglês, para este caso por 6 vezes nos 3 refrões existentes da faixa e se os ouvintes prestarem muita atenção perceberão que o Genesis (mesmo sobre a manipulação de King e a Decca Records) estava perdido no que pretendiam fazer da vida em relação à música com o lançamento deste trabalho. Repare que também com o adicionamento de acordes feitos por Greenslade motivaria Banks a fazer bastante o uso do melotron a partir de "Trespass". Ao que se sabe o grupo chegou a executar esta faixa nas apresentações existentes após o lançamento do álbum, assim como numa ou outra ocasião raríssima durante os anos 70.

"A place to call my own" –

And i've nearly found a place to call my own

Waking gently feel her presence near
Devil shattered, warmth is everywhere
I am only a child of hers, my guardian goddess
Now, i'm reaching my journey's end inside her womb
And i think i've found a place to call my own

É a menor faixa do álbum com pouco menos de 2 minutos de duração e também uma das que torna um ambiente muito tranqüilo em aspecto de sua melodia total visto que Silver não aparece nesta faixa. Um dos aspectos negativos de "A place..." é a maneira como encerra o álbum muito estranhamente, coisa realmente de artista !!! A princípio está dividida em 2 temas: um com Gabriel em uma minúscula letra feita em 6 frases é acompanhado apenas por Banks no piano e o outro tema já mais instrumental onde observa-se apenas o piano recebendo os arranjos de Greenslade e um coro vocal nos últimos segundos da faixa que foi composta por Gabriel e Phillips. Suspeita-se que Phillips é responsável musicalmente pela faixa enquanto Gabriel seje o responsável pelas letras (o mesmo caso de "In hiding") e é possível também deduzir que neste caso Phillips tenha transcrito para Banks a música visto que mais tarde Phillips sairia do Genesis depois de "Trespass" para se estudar e dedicar-se também no piano (o que na sua carreira solo ele explora o este instrumento como também os teclados). Realmente aqui demonstra mais um Genesis sem muita experiência, mas com dedicação, e em contrapartida o que em todas as músicas parecem ter sido feitas com um grande carinho para com eles mesmos. A virtuose pode não ser eficaz e o objetivo de "From..." mas uma coisa é bem certa o Genesis procurou fazer do melhor possível em colocar os músicos nos momentos apropriados para tocarem seus instrumentos prejudicados ou não pelos arranjos de Greenslade a mando de King.

Song: A Winter's Tale

The winter's bitterness is lost
It's the fireside warmth that comforts me
The peace for all my thoughts

The night brings shadows to the street
It's the time for dreams of things to come
To creep inside their lives

You're concealing every feeling
Can you find me, deep inside you
Let me touch you, let me keep you
Let me know you're there

You're concealing every feeling
Can you find me, no
Yes deep inside you're a part of me
Every day i need to know i'm there, i'm there, i'm there
[with previous verse sung behind]

The evening fantasy begins
In the sandy lanes that cross the fields
The gentle rain will fall

The morning sweeps away the night
And the dreams of you still haunt my thoughts
Bring meaning to my life

You're concealing every feeling
Can you find me, deep inside you
Let me touch you, let me keep you
Let me know you're there

You're concealing every feeling
Can you find me, no
Yes deep inside you're a part of me
Every day i need to know i'm there, i'm there, i'm there
[with previous verse sung behind]

[ad lib to fade]

Can you hold me with your small hand
Prepare much, length and beauty of our tiny lives
Future's brighter now
Our world is everything to me, to know, i'm there
Lord! you see the world is brighter than the sky
The sky is shining everywhere in our world
You know you never said in your many times, all in me instead
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Mensagem por Cantão em Sab 1 Out 2011 - 18:45

^Tarcísião , tu é o cara véio...tô tendo uma aula de Gênesis ...claps
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Sab 1 Out 2011 - 22:40

Que isto, Cantão...mas obrigado, assim mesmo.

E pensando bem, a viagem continuará Very Happy

Abs.


Última edição por Tarcísio Caetano em Qui 24 Maio 2012 - 7:22, editado 1 vez(es)
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Mensagem por djmmaster em Qua 23 Maio 2012 - 23:31

Tarcisio, não quer fazer um topico como esse para o "selling england by the pound"??? é um dos discos que mais gosto
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Qui 24 Maio 2012 - 7:25

djmmaster escreveu:Tarcisio, não quer fazer um topico como esse para o "selling england by the pound"??? é um dos discos que mais gosto
Grande djmmaster,
Iremos caminhar/conhecer/viajar com o Genesis até o álbum "Wind and Wuthering", que julgo ser o álbum do início do fim da era progressiva do grupo.
Aguarde, e o "Selling" é realmente um super álbum.
PS: Já estou preparando o próximo, e será o "Trespass"
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Mensagem por djmmaster em Qui 24 Maio 2012 - 9:11

eeeeeeeeee!!!, eu comentei pq achei que vc tinha desistido. então estarei aguardando
abraços
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Mensagem por bodhan em Qua 30 Set 2015 - 7:43

Tarcísio, desenterrando o tópico!
Você provavelmente deve conhecer, estou escutando o show do Genesis de 1977, gravado em São Paulo. Gravação excelente.
Eu estava lá! Para mim marcou muito!



Gostei muito do show do Steve Hackett:

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Mensagem por Mauricio Luiz Bertola em Qua 30 Set 2015 - 10:23

Genesis é uma de minhas bandas favoritas, e, tive a honra de, aos 15 anos, com meu tio, ao show deles no Maracanâzinho em 1977 pelo Projeto Aquarius! Foi uma das experiências mais marcantes de minha vida!
Tenho esse show do Steve Hacket, e é fantástico!
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Seg 8 Jun 2020 - 20:57

Atualizado em 08/06/2020.
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