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Uma volta ao passado...1968

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Mensagem por Tarcísio Caetano em Sab 22 Jun 2013, 10:23

A importância do ano de 1968 não se restringe às manifestações estudantis ocorridas na França no mês de maio, mas se estende a revolta estudantil mundial que detonou no processo de renovação do movimento operário internacional.
As informações são de Ruy Braga, professor do Departamento de Sociologia da USP (Universidade de São Paulo). Braga explica que no México, nesta mesma época, aconteceu uma repressão brutal da polícia contra estudantes, que ficou conhecido como o massacre da praça Tlatelolco.
"O maio de 68, nos Estados Unidos, foi extremamente importante com uma associação do psicodelismo, dos hippies, a 'nova esquerda', o movimento negro e os festivais de rock", explica.
Na Alemanha houve uma grande mobilização estudantil em apoio ao Irã. Também ocorreu uma forte presença de estudantes na organização de passeatas e ocupações de universidades, em solidariedade ao vietnamitas e contra os Estados Unidos.
O professor da USP diz que maio de 1968 foi mais emblemático na França, onde estudantes da Universidade de Nanterre entraram em conflito com a reitoria por querer separar os alojamentos femininos dos masculinos. Alunos tentaram realizar um curso livre sobre a obra do psicanalista marxista Wilhelm Reich e isso também gerou discussões, que resultou em desalojamentos.
Ruy Braga diz que neste mesmo mês os estudantes franceses foram às ruas lutar contra a polícia nas barricadas e assumiram uma posição mais ativa, sendo reprimidos pelos policiais franceses.
No Brasil, um dos acontecimentos marcantes de 1968 foi a passeata dos Cem Mil, ato de protesto contra a ditadura militar, e a morte de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro.
Segundo o professor, a característica que marcou este período foi o protesto estudantil generalizado contra as hierarquias tradicionais, cujos os elementos em comum eram a crítica ao colonialismo dos EUA e a solidariedade às lutas dos povos do Terceiro Mundo.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u396518.shtml

O mês de maio de 1968 representou o auge de um momento histórico de intensas transformações políticas, culturais e comportamentais. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como potência e, com o auxílio dado para a reconstrução da devastada Europa, passaram a difundir as novidades e os valores da nova sociedade que surgia.
O Ocidente entra nos anos 60 em um momento de "aceleração da história". Freqüentemente associa-se a essa época termos como "subversão", "revolução continuada" e "sociedade do espetáculo", mas sobretudo com "rebeliões estudantis".
No Brasil, as rebeliões foram mais ligadas a questões políticas, em virtude do golpe militar. O Cinema Novo, a Tropicália, e peças de teatro como "Roda Viva" e "O Rei da Vela" representaram as transformações ocorridas nas artes. No México, confrontos em universidades e nas ruas da cidade deixam 38 mortos.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u396886.shtml

O mês de maio de 1968 representou o auge de um momento histórico de intensas transformações políticas, culturais e comportamentais que marcaram a segunda metade do século 20.
Em Maio de 68, a partir de manifestações estudantis ocorridas nas universidades francesas de Nanterre e Sorbonne, irromperam sucessivos movimentos de protestos em diversas universidades de países da Europa e das Américas, que ganharam uma dimensão ainda maior com a ampliação das revoltas para a classe trabalhadora.
Entretanto, o mês histórico não pode ser compreendido sem levar em conta os fatos que eclodiram no mundo nos anos 60, uma década de mudanças na história do ocidente.
Claude-Jean Bertrand, professor do instituto francês de imprensa, escreve no artigo "Um novo nascimento na França" que em seu país, como em outros do mundo, o ano de 1968 marcou o "início do fim" do mundo pós-guerra.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados Unidos emergiram como potência mundial e, ajudando na reconstrução da devastada Europa, passaram a difundir as novidades e os valores da nova sociedade que surgia.
Após a próspera década de 1950, a partir de protestos estudantis, mudanças políticas e comportamentais, o Ocidente entra nos anos 60 em um momento de "aceleração da história".
Educação e estudantes
O historiador Eric Hobsbawm afirma, no livro "A Era dos Extremos", que "a Idade Média acabou de repente" em meados da década de 1950. Para ele, o crescimento repentino dos números da educação, especialmente do ensino superior, são um dos motivos que explica as mudanças da década.
"No fim da Segunda Guerra, havia menos de 100 mil estudantes na França. Em 1960 eram mais de 200 mil e, nos dez anos seguintes, esse número triplicou para 651 mil", escreve.
Para o historiador a conseqüência mais imediata foi uma "inevitável tensão entre essa massa de estudantes (...) despejadas nas universidades e instituições que não estavam" de nenhuma forma, "preparadas para tal influxo".
Freqüentemente associa-se aos anos 60 termos como "subversão", "revolução continuada" e "sociedade do espetáculo", mas sobretudo com "rebeliões estudantis". "Não surpreende que a década de 60 tenha se tornado a década da agitação estudantil", escreve o historiador.
Curiosamente, não era uma época de escassez material, e talvez por isso mesmo os universitários acharam que tudo poderia ser diferente. Para Hobsbawm, eles "podiam pedir mais" da nova sociedade que tinham imaginado.
Embalados pelas novidades dos jovens, os trabalhadores aproveitaram o momento de mudanças para colocar em pauta suas reivindicações.
"O efeito mais imediato da rebelião estudantil foi uma onda de greves operárias por maiores salários e melhores condições de trabalho", diz o professor.
Rebeliões pelo mundo
As rebeliões dos anos 60, embora pareçam um conjunto se olhadas em perspectiva, tiveram motivações diversas nos diversos países em que se manifestaram.
Na França, protestos eclodiram nas universidades em Maio de 68 contra a rigidez do sistema educacional. Na verdade, estes foram parte de uma expressão mais ampla de contracultura dos anos 60, que contestou valores morais julgados "incompatíveis" com os novos tempos.
Entre os símbolos das transformações tecnológicas, sociais e comportamentais na França estavam o automóvel --pessoas eram atropeladas nas ruas por não conseguirem calcular a velocidade dos carros--; a minissaia e a calça jeans --que representavam a emancipação feminina e a modernidade; a valorização das crianças --que até então "não existiam", pois não havia a compreensão da infância, e elas eram tratadas como "adultos em miniatura".
Nas artes, o cinema da nouvelle vague de François Truffaut e Jean-Luc Godard buscava expressar na tela as transformações, em filmes como "Acossado" e "Os Incompreendidos".
Brasil
No Brasil, que também viveu grandes transformações nas artes -- com o Cinema Novo, a Tropicália, e peças de teatro como "Roda Viva" e "O Rei da Vela"-- as rebeliões da década de 60 foram mais ligadas a questões políticas, em virtude do golpe militar (1964-1989).
O auge das rebeliões ocorreu com a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, em 26 de junho, quando foi realizado o mais importante protesto contra a ditadura militar até então.
A manifestação, iniciada a partir de um ato político na Cinelândia, pretendia cobrar uma atitude do governo frente aos problemas estudantis e, ao mesmo tempo, refletia o descontentamento crescente com o governo militar. Dela, participaram também intelectuais, artistas, padres e um grande número de mães.
Nos Estados Unidos, movimentos civis de minorias --negros e mulheres-- eclodiram ao mesmo tempo em que John F. Kennedy (1961-1963) assumia a Presidência com um discurso considerado bastante progressista.
Os fatos mais marcantes em 1968 nos EUA foram o assassinado, em 4 de abril, do líder negro Martin Luther King, e o protesto de cerca de 60 mil manifestantes no Central Park, em Nova York, exigindo o fim da guerra do Vietnã, em 28 de abril.
Europa
As manifestações também foram intensas em outros países da Europa Ocidental, e também no leste europeu. Na Espanha, Alemanha Ocidental e Bélgica, universidades foram ocupadas e estudantes entraram em confronto com a polícia.
Em 1º de março, na Itália, cerca de 3.000 estudantes tomam a sede em Milão do jornal "Corriere della Serra" e em 5 de dezembro cerca de 1 milhão de trabalhadores entram em greve. No Reino Unido, 3 milhões de trabalhadores entram em greve em 15 de março.
Na Tchecoslováquia, em 5 de abril, é lançado no país o programa de reformas políticas conhecido como "Primavera de Praga", que pretendeu "humanizar" o Partido Comunista, o que desagradou a ex-União Soviética (URSS) do [ex-ditador] Josef Stálin. Em 6 de novembro os estudantes queimam a bandeiras da ex-União Soviética nas ruas de Bratislava.
Na Polônia, em 8 de março, estudantes protestam contra o regime socialista. Três dias depois a universidade de Varsóvia foi fechada.
América Latina
Na América Latina, os confrontos também são motivados por questões ligadas à educação, e por conta das ditaduras militares.
No México, confrontos em universidades e nas ruas da cidade do México deixam 38 mortos. O governo, que se organizava para receber os Jogos Olímpicos em 12 de outubro, ordenou que as autoridades disparassem contra os manifestantes na praça das Três Culturas (Tlatelolco), matando cerca de 200 a 300 pessoas.
Durante as Olimpíadas, dois atletas americanos negros levantam os punhos para reivindicar o poder para os negros, na primeira manifestação política durante os Jogos Olímpicos.
No Uruguai, violentos confrontos levam o governo a decretar estado de sítio. Na Argentina, Colômbia e Venezuela, estudantes ocupam universidades, decretam greves, e se envolvem em intensos confrontos com policiais e forças do Exército.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396547.shtml

O ano de 1968 foi de revoltas no mundo todo. A juventude ansiava por mais liberdade, rejeitando a ordem estabelecida e a sociedade de consumo. Veja alguns dos principais conflitos ocorridos em 68:
Janeiro: Ofensiva do Tet (Vietnã)
As forças norte-vietnamitas atacavam centenas de cidades do sul, entre elas Hue e Saigon. A ofensiva surpresa, que causou comoção na opinião pública americana e desacreditou o governo do presidente Lyndon Johnson (1963-1969), mostrou que uma guerrilha poderia desafiar o até mesmo o poderio bélico dos EUA.
Março: Nanterre se agita (França)
Estudantes liderados por Daniel Cohn-Bendit ocuparam a torre administrativa da Universidade de Nanterre e criaram o Movimento 22 de Março.
Abril: Assassinato de Martin Luther King (EUA)
Ativista contra a segregação racial nos EUA, o pastor negro e Prêmio Nobel da Paz em 1964 foi assassinado no dia 4 por um segregacionista branco em Memphis (Tennessee). Os distúrbios que se seguiram atingiram as grandes cidades americanas, entre elas Washington. Pouco tempo depois, o presidente americano Johnson assinaria a lei dos direitos cívicos, proposta por King.
Maio: A insurreição parisiense (França)
A agitação universitária se transformava em insurreição na madrugada de 10 de maio, com barricadas e incêndios de viaturas policiais no bairro latino Quartier Latin. Uma greve geral lançada no dia 13 do mesmo mês paralisa o país. Desconcertado a princípio, o governo se recupera e organiza, no dia 30, uma enorme manifestação de apoio ao presidente Charles de Gaulle, que declara: "Não sairei". Em julho, De Gaulle vence as eleições legislativas e se fortalece.
Enquanto a agitação causada pelos protestos contra a Guerra do Vietnã (1959-1975) se instala nos campi norte-americanos, o maio parisiense se estende a países como a Itália, a Alemanha, o Brasil, a Turquia e o Japão.
Junho: Um segundo Kennedy assassinado (EUA)
No dia 5 de junho, na noite de sua vitória nas primárias democratas da Califórnia, o senador Robert Kennedy, o Bobby, irmão mais novo do ex-presidente John F. Kennedy (1961-1963), assassinado em 1963, recebe vários tiros à queima-roupa disparados pelo palestino Sirhan Sirhan, e morre no dia seguinte.
Julho: Fome em Biafra (Nigéria)
Tragicamente famosa pelas imagens da fome difundidas pela mídia na época, a Guerra de Biafra, iniciada em 1967 pela luta separatista dessa região do leste da Nigéria, desencadeia um movimento humanitário internacional.
Agosto: Repressão à Primavera de Praga (Tchecoslováquia)
Nomeado secretário do Partido Comunista tcheco em janeiro, Alexander Dubcek instaura a experiência original do "socialismo com face humana" e liberaliza o regime, algo inaceitável para Moscou, que, no dia 21, envia os tanques do Pacto de Varsóvia (aliança militar dos países do Leste Europeu) para reprimir os anseios por democracia.
Outubro: Massacre no México
Entre 200 e 300 estudantes mexicanos que realizavam protestos morrem após serem atacados pelas forças de ordem, no dia 2 de maio, na praça das Três Culturas, na Cidade do México. O massacre ocorre dez dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos, quando, diante das câmeras de TV do mundo todo, dois atletas afro-americanos sobem ao pódio com os punhos erguidos com luvas negras, uma saudação do grupo de defesa dos direitos civis aos negros Panteras Negras.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396744.shtml

'Conheça' fatos marcantes ocorridos durante o ano de 68 no Brasil e no mundo:
Antes de Maio
16 de janeiro - Estréia no Rio a peça "Roda Viva", de Chico Buarque de Holanda, dirigida por José Celso Martinez Corrêa
17 de janeiro - O cantor Roberto Carlos apresenta a última edição do programa "Jovem Guarda", no Teatro Record, em São Paulo
30 de janeiro - O Exército vietcong inicia a chamada Ofensiva de Tet, invadindo 34 capitais de Província vietnamitas e a cidade de Hue
15 de março - São desapropriados, em Cuba, os últimos estabelecimentos privados --bares, livrarias e oficinas
16 de março - Militares norte-americanos massacram cerca de 150 civis vietnamitas na aldeia de My Lai, no Vietnã
28 de março - O governo da África do Sul apresenta três leis que culminam no apartheid
4 de abril - É assassinado a tiros, aos 39 anos, o pastor negro Martin Luther King. No dia seguinte, ocorrem conflitos raciais em 125 cidades, e a morte de 46 pessoas em Washington.
5 de abril - É lançado, na Tchecoslováquia, o programa de reformas políticas que ficou conhecido como Primavera de Praga
10 de abril - Caetano Veloso participa da "Noite da Banana" no "Programa do Chacrinha" (Rede Globo)
17 de abril - 68 municípios são considerados área de segurança nacional. Com isso, ficaram suspensas, nessas cidades, as eleições municipais de novembro
28 de abril - Cerca de 60 mil manifestantes protestam, no Central Park, em Nova York, exigindo o fim da Guerra do Vietnã (1959-1975)
30 de abril - Estréia na Broadway o musical "Hair"
Depois de Maio
5 de junho - É assassinado, aos 42 anos, o senador e candidato à Presidência dos EUA Robert Kennedy
16 de junho - A polícia francesa retoma à Sorbonne, até então ocupada pelos estudantes
26 de junho - É realizada, no Rio de Janeiro, a "Passeata dos Cem Mil", reunindo principalmente estudantes, intelectuais, artistas, padres e mães, autorizada pelo governo federal.
18 de julho - Integrantes da peça "Roda Viva" são agredidos no teatro Ruth Escobar, em São Paulo. A ação foi atribuída a integrantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas)
12 de agosto - É lançado, com um show em São Paulo, o disco-manifesto "Tropicália ou Panis et Circensis", de Caetano Veloso e Gilberto Gil, com convidados
21 de agosto - A Tchecoslováquia é invadida por tropas do Pacto de Varsóvia, em represália à "Primavera de Praga"
24 de agosto - A França explode, no oceano Pacífico, a sua primeira bomba de hidrogênio
3 de setembro - O deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB (atual PMDB), discursa contra as Forças Armadas na Câmara dos Deputados, em Brasília
2 de outubro - Confronto entre estudantes da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da USP, em São Paulo, mata o estudante José Guimarães
10 de outubro - A Assembléia Nacional da França realiza reformas no sistema educacional do país
12 de outubro - Cerca de 1.200 estudantes são presos em Ibiúna (São Paulo), quando realizavam clandestinamente o 30º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes)
5 de novembro - O republicano Richard Nixon (1969-1974) é eleito presidente dos EUA
21 de novembro - O presidente Costa e Silva aprova a lei de censura de obras de teatro e cinema. É criado também o Conselho Superior de Censura
22 de novembro - Chega às lojas, nos EUA, o "Álbum Branco" dos Beatles.
13 de dezembro - Entra em vigor o AI-5 (Ato Institucional nº 5), que suprime as liberdades democráticas no Brasil. Com o AI-5, o Congresso Nacional é colocado em recesso e vários parlamentares têm seus mandatos cassados.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396767.shtml

Além dos confrontos entre estudantes contra policiais e soldados nas ruas e universidades da Europa, Maio de 68 foi também o período em que surgiram frases emblemáticas das novas idéias que surgiam. Elas apareceram em pichações, faixas, cartazes, e nas paredes das universidades.
Veja algumas das frases criadas pelos estudantes na época:
Liberdade
"Sejam realistas, exijam o impossível!"
"A imaginação ao poder"
"É proibido proibir"
"As paredes têm ouvidos, seus ouvidos têm paredes"
"Se queres ser feliz, prende o teu proprietário"
"O patrão precisa de ti, tu não precisas dele"
Poder
"Todo poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente"
"Todo poder aos conselhos operários (um enraivecido)
Todo poder aos conselhos enraivecidos (um operário)"

"Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo"
"O poder tinha as universidades, os estudantes tomaram-nas. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram-nas. O poder tinha os meios de comunicação, os jornalistas tomaram-na. O poder tem o poder, tomem-no!"
Política
"Nós somos todos judeus alemães"
"A política passa-se nas ruas"
"Viva o poder dos conselhos operários estendido a todos os aspectos da vida"
"Trabalhador: tu tens 25 anos, mas o teu sindicato é do outro século"
"Todo reformismo se caracteriza pela utopia da sua estratégia, e pelo oportunismo da sua tática"
"Quando a Assembléia Nacional se transforma em um teatro burguês, todos os teatros da burguesia devem se transformar em Assembléias Nacionais"
"Juventude Marxista Pessimista"
Revolução
"Revolução, eu te amo"
"A revolução deve ser feitas nos homens, antes de ser feita nas coisas"
"Um só fim de semana não-revolucionário é infinitamente mais sangrento que um mês de revolução permanente"
"A revolução não é a dos comitês, mas, antes de tudo, a vossa.
Levemos a revolução a sério, não nos levemos a sério"

"Quanto mais amor faço, mais vontade tenho de fazer a revolução.
Quanto mais revolução faço, maior vontade tenho de fazer amor"

Universidade
"Abaixo a Universidade"
"Professores, sois tão velhos quanto a vossa cultura, o vosso modernismo nada mais é que a modernização da polícia, a cultura está em migalhas"
Solidariedade
"A sociedade nova deve ser fundada sobre a ausência de qualquer egoísmo e qualquer egolatria. O nosso caminho será uma longa marcha de fraternidade"
"Tu, camarada, tu, que eu desconhecia por detrás das turbulências, tu, amordaçado, amedrontado, asfixiado, vem, fala conosco"
Outros temas
"Abaixo a sociedade espetacular mercantil"
"Os limites impostos ao prazer excitam o prazer de viver sem limites"
"O sonho é realidade"
"Acabareis todos por morrer de conforto"
"O sagrado, eis o inimigo"
"Abaixo os jornalistas e todos os que os querem manipular"
"Abaixo o Estado"
"Viva o efêmero"
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396750.shtml

Músicas tocadas em 1968:





Última edição por Tarcísio Caetano em Seg 08 Jun 2020, 21:39, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Edu Fettermann em Sab 22 Jun 2013, 14:54

Gosto muito do '1968: O ano que não terminou', do Zuenir Ventura. Fala desta época muito bem também.
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Mensagem por Maurício_Expressão em Sab 22 Jun 2013, 15:12

Eita saudade dos bons e velhos tempos... Era muito jovem nessa época, mas o mais fundamental e importante de 1968 não está no texto acima.
O que mais me marcou e foi fundamental no mundo, foi a invenção da mini-saia em 1968!!!
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Seg 08 Jun 2020, 21:40

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