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Desafio da homenagem.

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Mensagem por WHead em Ter Mar 31, 2020 7:27 pm

Genival Cassiano de Campos nasceu na periferia de Campina Grande, Paraíba. Aprendeu violão com o pai, amigo de Jackson do Pandeiro. Migrou para o Rio de Janeiro onde trabalhou como ajudante de pedreiro e aprendeu bandolim. Conhece e junta-se ao Bossa Trio, de Hyldon. Logo viram Os Diagonais, com Tim Maia como integrante fixo. A parceria deu tão bem que no primeiro álbum de Tim, Cassiano colaborou com duas faixas: "Primavera" e "Eu Amo Você". No ano seguinte, Cassiano lançou "Imagem e Som", seu primeiro álbum solo. "Tenho Dito", "Ela Mandou Esperar" e "Uma Lágrima" são destaques do disco. Cassiano teve a carreira abreviada por um problema respiratório que lhe custou um pulmão mas seu nome é um dos que ajudaram a popularizar a música negra no Brasil.



Beto Saroldi homenageia Cassiano, precursor do soul no Brasil - 07/2019.
https://radios.ebc.com.br/armazem-cultural/2019/07/por-onde-anda-cassiano
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Mensagem por WHead em Seg Abr 20, 2020 5:22 pm

Theodore Roosevelt "Hound Dog" Taylor nasceu no Mississipi, em 1915. Começou tocando piano, ainda na infância e, aos 20 anos, descobriu a guitarra. Em 1942 mudou-se pra Chicago. Tornou-se músico profissional em 1957 mas seu talento não foi reconhecido logo de início. Seu estilo boogie eletrificado, inspirado em Elmore James, suas guitarras baratas e sua polidactilia geravam estranheza e desconforto. Uniu forças com o também guitarrista, e baixista de ocasião, Brewer Phillipson, e com o baterista Ted Harvey (os HouseRockers) até que o empresário da Delmark Records, Bruce Iglauer, o descobriu e quis contratá-lo. A gravadora disse não e Iglauer fundou a Alligator Records só pra gravar seu artista. O primeiro disco, de 71, foi registrado em apenas duas noites. Em 73, o segundo álbum veio à luz. Em 1975, porém, "Hound Dog" Taylor faleceu, vítima de câncer.

Pertence ao Blues Hall of Fame desde 1984.

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Mensagem por WHead em Qui Abr 23, 2020 5:39 pm

Nascida Theodosina Rosário Ribeiro no ano de 1930 (a data exata pouca gente conhece pois detestava informar sua idade), entrou para história de São Paulo pela porta da frente. Além de professora, diretora escolar e advogada, foi a primeira vereadora e deputada estadual negra da cidade e do Estado de São Paulo. Elegeu-se vereadora em 1970, anos duros da ditadura militar que imperava no país, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição, tendo obtido a segunda maior votação da cidade. E quatro anos depois elegeu-se deputada estadual.

Quase aos noventa anos continuava ativa e participante em campanhas e ações em prol do movimento negro, a exemplo da campanha pelas cotas para negros no ensino superior, em que afirmava que “O País tem uma dívida histórica enorme com os negros, que após a “abolição” – essa abolição deve vir entre aspas – da escravatura foram abandonados.”

Exemplo de militância, consciência política, racial e de gênero, conhecida e reconhecida pela sua seriedade e serenidade na luta por igualdade em nossa cidade e em nosso país, Theodosina Ribeiro faleceu hoje.


https://revistaraca.com.br/morre-em-sao-paulo-1a-deputada-negra-do-estado/

https://www.geledes.org.br/morre-em-sao-paulo-1a-deputada-negra-do-estado/

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Mensagem por Contraponto em Sex Abr 24, 2020 2:51 am

Trazendo uma maravilhosa pérola negra do nosso Brasil, já que o Samba de Raiz é o nosso Bebop Raiz nacional.

Com vocês, Jovelina Pérola Negra:

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Mensagem por WHead em Seg Maio 18, 2020 8:10 am

Antropólogo brasileiro de origem congolesa, Kabengele Munanga foi o primeiro africano a lecionar na USP (Universidade de São Paulo), e o primeiro negro docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, em 1980. Recebeu a Ordem de Rio Branco, comenda máxima do ministério das Relações Exteriores, e a Comenda do Mérito Cívico-Cultural da Presidência da República Federativa do Brasil — além do título de Cidadania Baiana, pela assembleia legislativa do Estado da Bahia.

As digitais de Munanga, hoje com 79 anos, estão impressas em grandes avanços em prol da igualdade racial no Brasil, como a política de cotas e o estabelecimento da obrigatoriedade dos estudos africanos e diaspóricos no ensino nacional. Voltando umas décadas mais, sua contribuição está inscrita na Constituição de 1988, no combate a todas as formas de discriminação. Em sua rotina, há décadas, luta pelo rompimento com a hierarquização do conhecimento acadêmico.

"Intelectual é um cientista que influencia na mudança da sociedade humana”.

https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/intelectual-deve-influenciar-na-mudanca-diz-antropologo-kabengele-munanga/index.htm#mudar-as-coisas

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Mensagem por WHead em Dom Maio 31, 2020 12:00 pm

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George Perry Floyd era um afro-americano de 46 anos. Nascido em Fayetteville, Carolina do Norte e criado em Houston, Texas, ele freqüentou a Yates High School - onde jogou nos times de basquete e futebol. Também foi atleta pela South Florida Community College mas não terminou o período. Floyd voltou para Houston e se juntou ao grupo de hip-hop Screwed Up Click. Depois de mudar-se para Minnesota, Floyd viveu em St. Louis Park e trabalhou em Minneapolis, nas proximidades, como guarda de segurança de um restaurante por cinco anos.
Recentemente Floyd havia perdido o emprego devido à ordem de permanência em casa de Minnesota durante a pandemia do COVID-19.

Floyd era pai de duas filhas, de 6 e 22 anos, que permaneceram em Houston.

https://www1.folha.uol.com.br/amp/mundo/2020/05/caso-george-floyd-quem-era-o-americano-negro-morto-sob-custodia-e-o-que-se-sabe-sobre-o-policial-branco-que-o-matou.shtml

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João Pedro Mattos Pinto era um adolescente brasileiro que morreu baleado por policiais durante uma operação policial em São Gonçalo, Rio de Janeiro. João Pedro estava com outros cinco jovens em casa. Mais de 70 disparos alvejaram o local. Um deles atingiu o menino. A polícia investiga as possíveis irregularidades da ação - muito embora já afirme que os policiais revidaram tiros disparados por bandidos, que teriam usado a casa onde os jovens estavam para fugir. O pai do menino nega que criminosos tenham invadido a residência.

https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-19/jovem-de-14-anos-e-morto-durante-acao-policial-no-rio-e-familia-fica-horas-sem-saber-seu-paradeiro.html

Hitórias que se repetem e as vítimas continuam sendo negras.

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/05/30/opiniao-as-vidas-de-george-floyd-e-joao-pedro-importam.htm
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Mensagem por Tarcísio Caetano em Ter Jun 02, 2020 11:32 am

http://www.associazionebottesini.com/EN/giovanni-bottesini/

https://en.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Bottesini

https://www.thomasmartin.co.uk/thomas-martin-in-search-of-bottesini







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Mensagem por WHead em Qui Jun 25, 2020 11:04 pm

Desafio da homenagem.  - Página 2 15047210

Essa é a história do Seu Osvaldo Pereira, o primeiro DJ do Brasil.

Seu Osvaldo começou a se interessar por música ainda criança, em Muzambinho, no sul de Minas Gerais, na década de 40. Nos aniversários e casamentos sempre arrumava um jeito de ficar perto da vitrola - os bailes mecânicos era populares e davam dinheiro porque exigiam poucos envolvidos e nem se comparavam aos custos de contratar uma orquestra, por exemplo. Além disso, seu Osvaldo mesmo construía seus equipamentos: caixas amplificadas, potências, crossover e mixer e o que mais fosse necessário - era A Orquestra Invisível Let's Dance, ou o Seu Osvaldo e seu toca-discos. O repertório composto por Ray Anthony, Elza Soares, Miltinho, Glenn Miller e Jamelão, entre outros, atraía para a pista os cavalheiros e as damas dispostos a dançar por horas na frente daquele pequeno homem e suas pick-ups.

A discotecagem está no sangue do seu Osvaldo - seu sobrinho, o Grandmaster Ney, é figura carimbada nas pistas de black, funk, soul brasileira - mas o pioneirismo e personalidade do seu Osvaldo já são suficientes para lhe garantir um capítulo na história da música brasileira.

https://www.vice.com/pt_br/article/bm4n53/seu-osvaldo-o-primeiro-dj-do-brasil

Seu Osvaldo no instagram:
@oprimeirodjdobrasil
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Mensagem por Igor Canavarro em Sex Jun 26, 2020 1:58 pm

WHead escreveu:Desafio da homenagem.  - Página 2 15047210

Essa é a história do Seu Osvaldo Pereira, o primeiro DJ do Brasil.

Seu Osvaldo começou a se interessar por música ainda criança, em Muzambinho, no sul de Minas Gerais, na década de 40. Nos aniversários e casamentos sempre arrumava um jeito de ficar perto da vitrola - os bailes mecânicos era populares e davam dinheiro porque exigiam poucos envolvidos e nem se comparavam aos custos de contratar uma orquestra, por exemplo. Além disso, seu Osvaldo mesmo construía seus equipamentos: caixas amplificadas, potências, crossover e mixer e o que mais fosse necessário - era A Orquestra Invisível Let's Dance, ou o Seu Osvaldo e seu toca-discos. O repertório composto por Ray Anthony, Elza Soares, Miltinho, Glenn Miller e Jamelão, entre outros, atraía para a pista os cavalheiros e as damas dispostos a dançar por horas na frente daquele pequeno homem e suas pick-ups.

A discotecagem está no sangue do seu Osvaldo - seu sobrinho, o Grandmaster Ney, é figura carimbada nas pistas de black, funk, soul brasileira - mas o pioneirismo e personalidade do seu Osvaldo já são suficientes para lhe garantir um capítulo na história da música brasileira.

https://www.vice.com/pt_br/article/bm4n53/seu-osvaldo-o-primeiro-dj-do-brasil

Seu Osvaldo no instagram:
@oprimeirodjdobrasil


Cara, vemos um exemplo não só de pioneirismo, mas de força de vontade para vencer num mercado praticamente inexistente no Brasil da época dele. Tipo, eu acho que era inexistente ou se existia devia ter outra designação.
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Mensagem por WHead em Sab Jun 27, 2020 5:37 pm

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Sede da Nasa passará a ser chamada de Edifício Mary W. Jackson em homenagem à primeira engenheira negra da instituição e uma cientista importante para o órgão.

https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2020/06/25/sede-da-nasa-passara-a-ter-o-nome-de-sua-primeira-engenheira-negra.ghtml

Mary W. se formou em 1942 na universidade de Hampton, onde estudou matemática e física.

Em 1951, começou a trabalhar no órgão governamental que mais tarde se tornaria a Nasa.

A cientista foi uma das responsáveis por um túnel de alta pressão construído na agência, e ela se tornaria a primeira engenheira negra do órgão em 1958.

Enquanto trabalhava, ela pediu para voltar a estudar, e fez escola noturna na mesma época em que dava expediente durante o dia.

Em 1985, Jackson se aposentou.

Ela morreu em 2005.
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Mensagem por WHead em Qui Jul 23, 2020 4:24 pm

Pesquisas sugerem que os indivíduos são racialmente tendenciosos ao julgar as emoções de outros e, particularmente, a respeito de atribuições sobre a emoção da raiva.

Racialized emotion recognition accuracy and anger bias of children's faces.

Amy G. Halberstadt, North Carolina State University
Alison N. Cooke, North Carolina State University
Pamela W. Garner, George Mason University
Sherick Hughes, University of North Carolina –Chapel Hill
Dejah Oertwig, North Carolina State University
Shevaun D. Neupert, North Carolina State University.

https://www.researchgate.net/profile/Alison_Cooke8/publication/342646359_Racialized_emotion_recognition_accuracy_and_anger_bias_of_children's_faces/links/5f048b9b299bf1881607fe7c/Racialized-emotion-recognition-accuracy-and-anger-bias-of-childrens-faces.pdf

Projetos sistemáticos e equilibrados são raros e incluem adultos vendo adultos.
O presente estudo expande as questões de precisão do reconhecimento de emoções racializadas e viés de raiva para o mundo das crianças.

Estudo: Professor vê aluno negro como agressivo e trata branco com simpatia.

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/23/estudo-professor-ve-aluno-negro-como-agressivo-e-trata-branco-com-simpatia.htm
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Mensagem por WHead em Dom Ago 02, 2020 9:30 am

Oberdan Magalhães, arranjador, compositor e multi-instrumentista carioca, sobrinho do sambista Silas de Oliveira, foi o responsável por agrupar nomes como Cristovão Bastos (piano), Jamil Joanes (baixo), Barrosinho (trompete), Luiz Carlos (bateria), Lucio J. da Silva (trombone) e Cláudio Stevenson (guitarra) na Banda Black Rio. Misturando influências de samba, jazz, funk e soul, essa encarnação da banda registrou participações com Raul Seixas, Tim Maia e Caetano Veloso, gravou três álbuns e durou até 1984, ano do falecimento de Oberdan.


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Mensagem por WHead em Seg Ago 17, 2020 8:34 pm

Há 82 anos, umas das figuras mais folclóricas da música (do Blues, em especial), morria após ter seu whiskey envenenado com estricnina.

Robert Johnson, o compositor de blues, foi envenenado pelo dono de um bar, após supostamente ter flertado com sua mulher. A lenda, que realizou pacto com o diabo em troca de sucesso, permanece.



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Mensagem por WHead em Dom Set 06, 2020 1:34 pm

Da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, para a lista dos mais vendidos: 60 anos do
'Quarto de Despejo', de Carolina Maria de Jesus.

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/09/06/autores-celebram-60-anos-de-quarto-de-despejo-de-carolina-maria-de-jesus.htm

"Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade." - Carolina Maria de Jesus (1914-1977).

Suas obras publicadas são:

Quarto de Despejo (1960)

Casa de Alvenaria (1961)

Pedaços de Fome (1963)

Provérbios (1963)

Diário de Bitita (1982)

Meu Estranho Diário (1996)

Antologia Pessoal (1996)

Onde Estaes Felicidade (2014)

Para baixar, acesse:
https://www.dropbox.com/sh/e67jbpvtzxv3azi/AABpolBjwhfawXw8LbXG8Koaa?dl=0

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Mensagem por WHead em Sab Set 12, 2020 2:40 pm

Hoje, Itamar Assumpção completaria 71 anos.

O Pretobrás / Nego Dito foi a minha porta de entrada para a Vanguarda Paulista, os Pracianos e os discos independentes.

A cultura brasileira agradece.

Itamar era urbano e experimental, compunha para o contrabaixo, foi poeta e sobreviveu à margem da mídia. Sua banda, Isca de Polícia, transitava do rock, funk ao samba, dos terreiros de Candomblé às críticas sociais, à abstração desconstruída dos Marginais.

Faleceu vítima de câncer, em 12 de junho de 2003.



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Mensagem por WHead em Sab Out 03, 2020 2:37 pm

Estive revisitando alguns álbuns e separei esses para compartilhar aqui. Existem muitas lacunas nessas histórias mas, basicamente, é assim:

Misturando Rock com ritmos como o Soul, Funk e Blues, a Black M E R D A foi fundada na década de 60. É tida como uma das primeiras bandas de rock com todos integrantes negros.



No início dos anos 70, em Detroit (EUA), irmãos Hackney (Bobby - baixo, vocais, David - guitarra, e Dannis -bateria) fundaram a Death. São tidos como precursores do Punk e primeira banda do gênero com todos os integrantes negros.



No final da década de 70 surgiu a Black Death, em Cleveland (EUA). A BD deixou apenas dois álbuns gravados no início dos anos 80. É considerada a primeira banda do Heavy Metal com todos os integrantes negros.

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Mensagem por fheliojr em Sab Out 03, 2020 7:25 pm

Eu não conhecia a Black fezes. hide
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Mensagem por WHead em Dom Nov 01, 2020 3:04 am

Desafio da homenagem.  - Página 2 Racism10

Escolas e universidades em Portugal são pichadas com mensagens contra brasileiros, negros e ciganos

https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2020/10/30/escolas-e-universidades-em-portugal-sao-pichadas-com-mensagens-contra-brasileiros-negros-e-ciganos.ghtml

Incidentes desse tipo já aconteceram anteriormente no país. 

Estudantes portugueses se mobilizam para apagar mensagens racistas

Alunos juntaram-se e apagaram frases racistas na Eça de Queirós.

https://observador.pt/2020/10/30/alunos-juntaram-se-e-apagaram-frases-racistas-na-eca-de-queiros-sem-apagar-isto-recusava-me-a-entrar-disse-um-deles/

"Sem apagar isto, recusava-me a entrar", disse um deles.
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Mensagem por WHead em Seg Nov 02, 2020 2:56 pm

Mais três das minhas bandas favoritas:

A Living Colour foi fundada em 84 após o encontro entre o guitarrista Vernon Reid e o vocalista Corey Glover, misturando hard rock, funk, jazz e rock alternativo.

Living Colour - Auslander.


Pioneiros americanos da fusão do hardcore com o heavy metal, o funk, o jazz e o reggae, a Bad Brains foi fundada pelo guitarrista Dr. Know em 77.

Bad Brain - Banned in DC.


Mais popular, a Body Count foi formada pelo rapper Ice-T e o guitarrista Ernie-C nos anos 90, misturando rock e rap.

Body Count - There Goes the Neighborhood.

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Mensagem por WHead em Sex Nov 20, 2020 12:12 pm

Um homem negro de 40 anos morreu na noite de ontem após ser agredido por um segurança e por um PM temporário, fora de serviço, no supermercado Carrefour, na zona Norte de Porto Alegre, às vésperas do feriado da Consciência Negra. Os agressores foram presos, suspeitos de homicídio doloso.

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/11/20/video-mostra-homem-sendo-e-espancado-por-segurancas-do-carrefour-no-rs.htm

João Alberto Silveira Freitas teria discutido com a caixa do estabelecimento e foi conduzida pelo segurança da loja até o estacionamento, no andar inferior. Um cliente, policial militar temporário - funcionário contratado pela Brigada Militar por tempo determinado, para atividades administrativas -, acompanhou o deslocamento, que acabou no espancamento de Freitas.

Desafio da homenagem.  - Página 2 Captur59
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Mensagem por Henri-Q em Sex Nov 20, 2020 1:56 pm

Acredito que jamais me livrarei do meu meio fio entre baixo e guitarra, ainda mais por tocar em igreja, onde frequentemente existe turn over de membros e remanejamento de músicos nas equipes. Enfim... hoje em dia lido muito bem com isso e na dúvida, sempre tenho um set decente para contrabaixo e outro para guitarra.

As delongas iniciais são uma espécie de "desculpa", principalmente aos mais puristas, pois hoje minha homenagem vai a um dos meus guitarristas favoritos: Mr. JOE SATRIANI, de Nova Iorque, nascido em 1956.

Pra mim, ele está entre os grandes exponenciais da guitarra, tendo influenciado uma geração de guitarristas que carregam no timbre, nos licks, nas alavancadas, nos "refrões" instrumentais o seu DNA. Recomendo visitar a discografia toda do "homi", pois vale a pena a imersão, mas deixo aqui meu carinho especial ao primeiro album, não só por conter a minha música favorita - Rubina - mas também pela sua concepção simples e barata, que nos ensina uma regra de ouro na música - "É preciso saber trabalhar com a ferramenta que se tem disponível no momento".

Satriani decided to record a solo album, but his confidence was more substantial than his checkbook. His first album, Not of This Earth, was recorded in early 1985 for a little more than $7,000 -- the credit limit on his brand-new MasterCard.

Surfing with the Alien was produced without the financial hardships of the first album. In just a few months, it already has sold more than 450,000 copies.


https://www.sun-sentinel.com/news/fl-xpm-1988-05-20-8801310189-story.html

Desafio da homenagem.  - Página 2 Captu107

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Mensagem por WHead em Sab Nov 21, 2020 12:55 pm

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Por que a capoeira é a “arte-mãe” da cultura brasileira e da identidade nacional

https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2019/12/por-que-a-capoeira-e-a-arte-mae-da-cultura-brasileira-e-da-identidade-nacional-ck4ea6v4n07a901rz9cl2fhmw.html

Duas das principais referências que o mundo tem do Brasil são a música e o futebol. Embora pouco se diga, a capoeira está na raiz de ambas.

por Henrique Mann  - músico, historiógrafo e mestre em artes marciais.

A pergunta que não quer calar é: quando será reconhecido o valor basilar da capoeira para a construção da identidade musical brasileira?

Duas das principais referências que o mundo tem do Brasil são a música e o futebol. Embora pouco se diga, a capoeira está na raiz de ambas. Esse caldeirão cultural fervilhante de ginga e sons espalha-se por todo o planeta, é visível nas ruas, nos shows, nos estádios, mas, mesmo no nosso país, não é completamente compreendido. É uma história complexa, perdida nos escaninhos da tortuosa memória brasileira que por séculos tentou sonegar a devida importância de suas origens básicas africanas ou indígenas, e os reflexos desse conflito identitário permanecem até os dias atuais.

A partir de 1532, milhões de africanos foram arrancados de suas nações e trazidos para o Brasil, dando início ao maior processo de migração forçada da história. Ao longo dos séculos, os escravizados deixaram impressas suas marcas
Roda de Capoeira, de Johann Moritz Rugendas (1835)
As rodas de capoeira eram praticadas com música não apenas por sua origem na antiga dança das zebras. Os donos de escravos permitiam que dançassem para evitar que ficassem deprimidos (banzo), e ali eles aproveitavam para treinar luta. Dentre os toques mais antigos de berimbau há um, por exemplo, chamado “cavalaria” que avisava da aproximação do feitor e outros vigilantes – nesse momento, as mulheres abriam suas saias como asas para impedir a visão do que ocorria e os capoeiristas passavam a dançarinos. Puxavam as mulheres para o centro da roda e seguiam em danças de umbigadas, escapando dos castigos por serem flagrados praticando técnicas de combate.

Foi provavelmente dessas rodas que nasceu o chamado “samba do Recôncavo baiano”. Das percussões e cantorias que acompanhavam a capoeira consolidou-se o principal tronco musical brasileiro, do qual derivaram o samba e o coco. Aliás, a música de capoeira, que os brancos incluíam no que chamavam genericamente de “batuques”, antecede o chorinho em 50 anos e o samba em quase um século.

Não à toa, Vinícius de Moraes cantava que “o samba nasceu lá na Bahia, e se hoje ele é branco na poesia, é negro demais no coração”. Foi ao ter contato com esse universo que ele e o violonista Baden Powell criaram a célebre série dos “afro-sambas”. Mas, muito antes, essa cultura já havia sido transposta para os morros do Rio de Janeiro, em um movimento conhecido como Pequena África. No início do século 19, era prática corrente encontros musicais nas casas das “tias” baianas Yalorixás. A mais conhecida foi Hilária de Almeida, a Tia Ciata, até hoje uma referência sobre o surgimento do maxixe, logo samba. Na casa dela gerou-se o primeiro samba registrado em disco, Pelo Telefone (1917), com autoria assumida por Ernesto dos Santos (Donga), sobre o que ainda restam controvérsias – cogita-se que tenha sido obra coletiva e de “roda”.

Ao largo desse debate autoral, fica evidente a matriz transposta da Bahia para a Pequena África no Rio de Janeiro e da Grande África para o Brasil ao longo de séculos.

Verdades não reconhecidas


Cândido da Fonseca Galvão (Dom Obá II)

Na Guerra do Paraguai (1864-1870), o Império Brasileiro constituiu a Companhia de Zuavos da Bahia, pelotões formados por negros dentre os quais destacou-se Cândido da Fonseca Galvão (Dom Obá II), natural de Lençóis da Bahia e descendente de reis africanos. Esses foram decisivos na guerra por seu destemor e capacidade de combate, especialmente na Batalha de Tuiuti e na Retomada de Uruguaiana (RS). Eram quase todos capoeiras. Foram elogiados pelo Conde d’Eu (Gastão de Orleans) como a “mais linda tropa do Brasil”, pelo “capricho com suas indumentárias”. Receberam a promessa de liberdade e equiparação aos demais soldados ao final da guerra.

Foram traídos. A tropa foi desmobilizada e desarmada. Grande parte deles morreu à míngua. Dom Obá ainda obteve algum reconhecimento recebendo posto “honorário” de oficial. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde era amado pelos pretos, foi recebido por Dom Pedro II, teve ação destacada como abolicionista, mas era tratado pela “boa sociedade” (branca) como personagem caricato, “amalucado” e “extravagante”, um “excêntrico contador de histórias legendárias” de “nobres africanos” e “pretos heróis de guerra”, feitos risíveis e inverossímeis aos olhos da Corte. Na República, foi cassado seu título militar. Antes disso, ao final da guerra, vários Zuavos foram presos por prática de “capoeiragem”, considerados “vagabundos”, marginalizados. Só uma vez foram homenageados com o nome de uma rua em Salvador, ao lado do Fórum, mas depois aquele nome foi substituído pelo atual, Rua Tinguí.

Não encontrei nenhuma outra homenagem oficial à Companhia de Zuavos. Mas, ao policial Miguel Nunes Vidigal, sim, ainda que às avessas. Ele dá nome ao atual bairro do Vidigal, no Rio de Janeiro. Notabilizou-se por torturar e assassinar praticantes de candomblé e capoeira. Era um exímio capoeirista, porém, a mando do Império, sua função era exterminar os representantes da “arte-mãe”. Os mestres por ele capturados, antes de serem assassinados, sofriam longas sessões de tortura chamadas Ceia dos Camarões, nas quais açoitava e despejava óleo fervente sobre suas vítimas.

Já na República, a capoeira foi criminalizada a 11 de outubro de 1890 (Decreto 847) e assim permaneceu até 1937. Em 2014, foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, mas ainda prossegue submersa na falta de reconhecimento de sua ancestralidade para a cultura brasileira. Neste ínterim, viveram e morreram muitos lutadores, guerreiros e criadores, como Besouro, Pastinha e Bimba.

Os mestres prosseguidores dessa construção histórica, digna dos mais profundos estudos, têm agora melhores condições de trabalho no Exterior do que no Brasil. Mas o que tange mais fortemente a este artigo é a música. E a pergunta que não quer calar é: quando será reconhecido o valor basilar da capoeira para a construção da identidade musical brasileira? Isso apenas para citar esta parte, porque, sobre os Zuavos, que morreram pelo Brasil na Guerra do Paraguai, ou os negros, que morrem sob açoite para a construção da nação, já ultrapassa qualquer marco civilizatório possível.

Sinto-me à vontade para falar sobre esses temas porque a prática de música e de artes marciais estão presentes na minha vida desde sempre. Comecei no judô e no boxe ainda na adolescência, mas, em 1978, conheci o mestre Monsueto (Ananílson de Souza), professor de karatê e mestre de capoeira. Passei a praticar com ele e, em 1981, fundamos em sociedade a Academia Okinawa, em Santa Catarina. Assim mergulhei no universo da capoeira e tive acesso a grandes mestres da “arte-mãe”. Mas eu era, já, um músico profissional. Percebia claramente o quanto eram bons os percussionistas e cantores capoeiristas. O Mestre Monsueto, cujo apelido vinha justamente de ter voz semelhante à do famoso cantor homônimo, era ótimo na percussão, um dos mais completos músicos de capoeira que conheci. Tornou-se meu parceiro não só no mundo das lutas, mas também tocava comigo em shows. Através dele conheci outro gigante da capoeira: o mestre Nino Alves.

Exímio executante do gênero, cantor e instrumentista, Mestre Nino é autor de um CD seminal chamado Tchê Capoeira. Isso é fundamental para o entendimento de tudo o que aqui foi dito, desde o início. O Mestre Monsueto, já falecido, era carioca, negro, e orgulhava-se muitíssimo disso. Era também faixa preta de um dos estilos mais complexos do karatê: o Goju Ryu, no qual foi graduado pelo Grão Mestre japonês Akira Tanigushi. Já o Mestre Nino, mais jovem do que Monsueto, é um “homem branco”, gaúcho, oriundo do judô e professor de Full Contact, mas extremamente ligado à cultura africana inclusive pela música, o samba e manifestações culturais diversas. Tornou-se tricampeão brasileiro dos pesos pesados de capoeira. Em 1983, fundou a Barravento no Rio Grande do Sul, uma “linhagem” e “escola” da capoeira mais voltada para o combate e para a luta do que para a parte acrobática, criada em 1973 pelos mestres Bogado e Paulão, no Rio de Janeiro. Da mesma escola vem o Mestre Torpedo, fundador da Barravento no Espírito Santo.

Minha construção como praticante de capoeira iniciou-se com o Mestre Monsueto e concluiu-se com os mestres Torpedo e Nino Alves. Assim, aprendi o significado de tudo isso para a cultura do Brasil. Hoje sou mestre em Kickboxing (faixa preta 4º Dan), graduado em várias outras artes marciais, mas meu cordel amarelo-azul da Capoeira Barravento me é muitíssimo precioso. Ele sopra sons aos meus ouvidos. É dele que emana uma das vertentes mais fortes do meu conhecimento musical e a razão principal de orgulhar-me de ser brasileiro, músico e artista marcial.

E aqui devo destacar: a capoeira é a única forma de luta do mundo regida por compassos musicais! Assim descobri minha própria identidade. Entendi que, mesmo tendo pele clara, sendo sulista, praticante de artes marciais orientais ou americanas, sou genuinamente brasileiro, que tenho raízes culturais africanas e sinto imenso orgulho delas!

Se hoje sou músico profissional e mestre em artes marciais, devo muitíssimo aos povos arrancados da África desde 1532. E é por isso que não sou branco, nem preto, nem sulista e nem nordestino; sou o retrato do meu país, policultural e multiétnico. Por maiores dificuldades pelas quais possa passar meu povo ao longo dos séculos, serei sempre e acima de tudo brasileiro. Como disse o poeta e compositor Vinícius de Moraes, chamado também de o “branco mais negro do Brasil”:

– Quem é homem de bem não trai. (…) Capoeira que é bom não cai, mas se um dia ele cai, cai bem!
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Mensagem por WHead em Dom Dez 06, 2020 2:46 pm

Meninas de 4 e 7 anos são mortas em tiroteio em Duque de Caxias.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/12/05/criancas-morrem-em-tiroteio-em-duque-de-caxias.ghtml

RJ tem 22 crianças baleadas em 2020. Duas meninas morreram na sexta-feira.

https://www.metropoles.com/brasil/policia-br/rj-tem-22-criancas-baleadas-em-2020-duas-meninas-morreram-na-sexta-feira

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Mensagem por WHead em Sab Dez 19, 2020 5:44 pm



Nascida em em Belo Horizonte, em 1946, Maria da Conceição Evaristo de Brito migrou para o Rio de Janeiro na década de 1970 onde graduou-se em Letras pela UFRJ. Trabalhou como professora da rede pública, tornou-se  Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, é Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense.

Estreou na literatura em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série Cadernos Negros, e desde então teve seu trabalho publicado e estudado na Europa e nos EUA.

http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo

Vozes-mulheres

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.

O ontem – o hoje – o agora.

Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
o eco da vida-liberdade.

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Mensagem por WHead Ontem à(s) 12:51 pm

Dona Maria do Carmo Gerônimo, a última escrava do Brasil.⁣

Ela nasceu em Carmos de Minas, a 1 de Março de 1871, poucos meses antes da aprovação da Lei do Ventre Livre sancionada pela Princesa Isabel em 28 de Setembro de 1871 , e morreu em 14 de Junho de 2001, aos 130 anos de idade. ⁣

Ela foi escravizada até os 17 anos, sendo libertada quando a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea, em 13 de Maio de 1888. ⁣

A partir de então, Dona Maria trabalhou por 70 anos como empregada doméstica para o historiador Dr. José Armelim Bernardo Guimarães. Em 1997 ela participou de uma missa rezada pelo Papa João Paulo II no Rio de Janeiro. ⁣

Ela é oficialmente reconhecida pelo RankBrasil, entidade estatal responsável pela realização de rankings nacionais, como a terceira brasileira mais velha da história e a última cidadã brasileira a ter sido legalmente escravizada. ⁣

O documento utilizado como prova de sua idade foi sua certidão de batismo na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Campanha, datada de 1 de Março de 1871, com o carimbo de Antônio Affonso de Carvalho, Presidente da Província de Minas Gerais entre 2 de Outubro de 1870 e 21 de Abril de 1871. ⁣

Bem debilitada, ela parou de falar dois anos antes de sua morte que se deu no ano de 2001. ⁣

Diz a lenda que no dia de seu falecimento ela chamou uma funcionária da casa onde vivia e balbuciou baixinho uma frase: "Viva Isabel Redentora, vou encontrar com a minha princesa". Tendo dado seu último suspiro em exatos 3 minutos depois .
(Marci Elber Rezende)

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