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Instrumentos com o mesmo modelo mas de marcas diferentes. Será que o gap é tão grande assim?

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Mensagem por Marcio Azzarini Sex Mar 25, 2022 8:18 am

Olá pessoal!

Estou criando esse tópico para discutirmos um assunto que tempos atrás acabou gerando uma baita discussão num grupo que participo, obviamente, iniciado por mim... Laughing

A discussão basicamente era a seguinte (que acabou não sendo compreendida pela maioria dos participantes, e acabei me tornando "o fanboy da SX do grupo... kkkk):

Instrumentos modelos Jazz Bass intermediários, estão tão longe assim de um Fender JB de linha (mediano)? - Não entrando nas minucias de safra, etc...Falando de um JB Fender contemporâneo de linha basica.

O assunto surgiu quando um dos participantes disse que o "técnico de som" da igreja dele falou que SX não presta, que ele tinha q sofrer pra deixar com um som legal na frente. Como sempre, em mais de 20 anos tocando,  usei baixos intermediários em minhas gigs (por opção) e sempre levei muito elogio pelo som q eu mandava pra frente, inclusive de técnicos de grandes PAs em grandes shows, fiz uma intervenção... Pois ali entram vários fatores... Como por exemplo, quantos SX esse cara viu na vida pra chegar a essa conclusão? Como é a "mão" do baixista q tava empunhando o baixo? Como estava a regulagem (cordas, ação, etc) que no fim acaba interferindo no timbre tbm? Entre inúmeras variáveis... Isso foi o estopim para uma terceira guerra mundial... kkkkk

Frente a esse ocorrido, e com varias pedradas em minha cabeça, montei um texto para explicar o que eu estava falando, e aonde eu queria chegar:

"Sobre as barbaridades ditas por um colega de grupo ai, vamos debater com serenidade sobre cada uma, pois o tipo de atitude dele é a mais prejudicial em grupos e foruns de internet, que é pegar uma opinião de terceiro e replicar como se fosse verdade absoluta.

Falando sobre instrumentos de entrada e intermediarios... Basicamente com qualquer baixo ali nos padrões de SX, Tagima, Squier, Condor e demais que brigam nessa faixa do mercado você consegue tirar um bom som, fazer uma gravação, um show ao vivo em qualquer lugar, desde que minimamente regulado.

É óbvio que nenhum deles vai ser melhor que um Fender, se falando de Jazz Bass e Precision, pois como foi dito aqui no grupo, todos os modelos de JB e Pbass no mercado são cópias dos Fenders, uns bons, outros nem tanto, mas todos com o objetivo de chegar o mais próximo do seu modelo inspirador. E nessa cada um acaba adquirindos suas caracteristicas sonoras diferentes, mesmo que dentro do que se imagina para um timbre de JB ou Pbass.

Acontece que as pessoas imaginam que existe uma distância muito grande entre as marcas que falei acima e os Fenders originais, mas a coisa não é bem assim na prática. Principalmente se levarmos em consideração que cada ano de um JB da própria Fender apresenta diferenças em seus timbres.

Muito dessa crença que a distância de qualidade é muito grande se deve a um fator simples. Instrumentos de entrada ou intermediários geralmente estão nas mãos de iniciantes, e instrumentos mais tops estão nas mãos de músicos mais experientes. Aí acontece algo por exemplo, o cara ta começando, ta la com seu SX com cordas velhas que não tem mais brilho, braço empenado por falta de regulagem, só ruído por falta de blindagem, cordas altíssimas que deixam o instrumento duro, dificil pra tocar, aí ele pega nas mãos o Fender daquele amigo ou professor que está todinho regulado (dificilmente vc verá um baixo top desregulado, justamente pq os donos deles sabem cuidar e sabem a regulagem ideal pra ele), e quando toca a primeira nota fica maravilhado, e ve uma grande diferença entre um instrumento e outro.

Porém, se vc regular seu instrumento, manter as ação das cordas numa altura confortável, braço certinho, blindado, você terá um baixo com total condições de fazer qualquer apresentação ou gravação, totalmente dentro do timbre esperado para um Jazz Bass.

Tudo isso ai que falei faz parte quando falamos que o principal é a "pecinha q ta segurando o baixo", saber tirar o melhor som possivel do seu instrumento. Conhecer os ajustes sonoros possiveis nele, falando por exemplo de um Jazz Bass, fugir do esquema de apenas Tone e Captadores abertos em 100%, perceber a diferença de som qdo vc fecha um pouco o tone, ou deixa aberto mais o cap da ponte e fecha um pouco o cap do braço pra ter um som com mais punch e médios, fechar o da ponte e abrir o do braço pra chegar perto do som de um precision.

Comentários que denigrem esse tipo de instrumento é muito tóxico, pois ja vi gente encostando o instrumento pq está infeliz com ele, achando q ele é ruim e pronto... Então, se vc está pensando em trocar de baixo por esses motivos, mas ta sem grana pra isso, não desanime. Invista um pouco numa regulagem melhor num luthier, troque as cordas (ou faça uma limpeza com os diversos métodos que temos como banho de thinner, banho de alcool isopropílico ou até mesmo a polêmica fervida nas cordas), que você verá a diferença. E não esqueça do principal e melhor pedal de efeito do baixista: suas mãos e seu posicionamento nas cordas."

Então... Para concluir... A distância entre um JB de R$1500,00 para um de R$6000,00 é tão grande assim? Por favor... Colaborem, e me ajude a derrubar mais um mito que muitas vezes ferra com quem ta começando a tocar, e acaba achando que pra tirar um som bacana precisa vender até a mãe... rs

Obs.: Não é uma critica a quem prefere os "originais", de forma alguma. Não me interpretem errado.  rabbit

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Mensagem por vinibassplayer Sex Mar 25, 2022 8:43 am

7ender é 7ender....

kkkk brincadeiras à parte, isso ai entra em uma questao: madeira infleuncia no timbre?
se vc é do time q diz q nao infuencia, entao qualquer baixo minimamente bem construido vai 'tocar' bem como qualquer baixo fender, se bem regulados.. entao o q sobra é captação e cordas, e é nitida a diferenca dos caps originais dos fender comparados a qualquer tagima ou Sx da vida.. as vzs por isso mta gnt pega um Sx, troca os caps e se satisfaz com o instrumento..

agr, se vc é do time onde 'madeiras importam', os fatores mudam e a coisa fica mais complexa, mas ainda assim, qualquer instrumento bem construido e regulado vai servir o proposito, o resto é questao de gosto. uns gostam de um braço mais estreito, outros gostam de um espaçamento de cordas maior... mas se tratando do exemplo jazz bass, a maioria segue msm o padrao de medidas da fender.. que eu saiba, so o tagima tjb4 q tem o nut um pouco mais largo, mas fora isso, nao tem essa distancia toda que mude um baixo de 1500,00 pra 7000,00 entre uns e outros nao.

falando pessoalmente, eu sou doido pra ter um fender precision, mas por enquanto to satisfeito com meu tagima. pq? ele ta sempre bem regulado, a captacao funciona, eu consigo me virar com ele em questao de timbre e, principalmente, ele atende à minha NECESSIDADE. já tive um Sx que era a msm coisa, funcionava perfeitametne, mas como eu era mto novo e inexperiente na época, eu nao reconhecia isso e acabei me desfazendo dele, de burrice minha msm, mas creio q se eu estivesse com ele ate hj, só teria dado um UP nos captadores msm e estaria feliz fazendo meu som, e é o q eu planejo fazer no meu tagima atual.

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Mensagem por gsfteodoro Sex Mar 25, 2022 8:44 am

Cara... Acho que o primeiro ponto que temos é que tem uma marca que virou referência pra tudo. Lembro quando eu mesmo falava: Um dia, terei um fodera... Até o dia em que eu fui na bass center e testei alguns foderas e... Meus dedos ainda eram meus, minha equalização continuava com o meu gosto...
Agora, se a pessoa falar que prefere um PB ao JB (ou vice versa), um MM no lugar de um Yamaha TRB (ou vice versa), já começa a ser uma conversa que faça sentido pois está se colocando a preferência. De verdade, já faz um tempo que eu tenho percebido que a galera tem preferido o caro, não o bom ou o que atenda as necessidades.

Finalizando... Tirando essa onda louca de valores que aconteceu com a subida do dólar e talz, eu vejo que a curva de quão bom é um baixo vai diminuíndo de acordo com o seu valor. Sim, pra mim, um baixo de R$ 1500 é bem diferente de um de R$ 6.000. Mas subindo um pouco esse valor, não se tem muita diferença de qualidade, mas sim, na minha opinião, de estilo.

PS: Um SX com captador(es) cabrera/malagoli dá pau em muito fender que tem por aí, principalmente esse SX estando regulado com manutenção em dia e os fenders que a galera tem por ter um logo fender (mesmo os Squier by fender weed).

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Mensagem por Marcio Azzarini Sex Mar 25, 2022 8:48 am

vinibassplayer escreveu:7ender é 7ender....

kkkk brincadeiras à parte, isso ai entra em uma questao: madeira infleuncia no timbre?
se vc é do time q diz q nao infuencia, entao qualquer baixo minimamente bem construido vai 'tocar' bem como qualquer baixo fender, se bem regulados.. entao o q sobra é captação e cordas, e é nitida a diferenca dos caps originais dos fender comparados a qualquer tagima ou Sx da vida.. as vzs por isso mta gnt pega um Sx, troca os caps e se satisfaz com o instrumento..

agr, se vc é do time onde 'madeiras importam', os fatores mudam e a coisa fica mais complexa, mas ainda assim, qualquer instrumento bem construido e regulado vai servir o proposito, o resto é questao de gosto. uns gostam de um braço mais estreito, outros gostam de um espaçamento de cordas maior... mas se tratando do exemplo jazz bass, a maioria segue msm o padrao de medidas da fender.. que eu saiba, so o tagima tjb4 q tem o nut um pouco mais largo, mas fora isso, nao tem essa distancia toda que mude um baixo de 1500,00 pra 7000,00 entre uns e outros nao.

falando pessoalmente, eu sou doido pra ter um fender precision, mas por enquanto to satisfeito com meu tagima. pq? ele ta sempre bem regulado, a captacao funciona, eu consigo me virar com ele em questao de timbre e, principalmente, ele atende à minha NECESSIDADE. já tive um Sx que era a msm coisa, funcionava perfeitametne, mas como eu era mto novo e inexperiente na época, eu nao reconhecia isso e acabei me desfazendo dele, de burrice minha msm, mas creio q se eu estivesse com ele ate hj, só teria dado um UP nos captadores msm e estaria feliz fazendo meu som, e é o q eu planejo fazer no meu tagima atual.

Perfeitas colocações...

Como eu mesmo disse no meu texto, existe diferença sim, mas a questão é, se essas diferenças são tão distantes assim.

Toquei muitos anos com meu Shelter JB todinho original, inclusive tenho videos dele, e gostava demais do timbre. Hj ele está com um par de Fender Vintage Custom, que só troquei pq um amigo me ofereceu a preço de banana. Depois de instalado, notei diferença claro, mas menor do que eu imaginei que teria... rs

Então, é possivel entregar qualidade sim, com esses instrumentos, desde que vc saiba que som quer tirar deles, e até onde ele pode ir.

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Mensagem por vinibassplayer Sex Mar 25, 2022 9:00 am

Marcio Azzarini escreveu:
Perfeitas colocações...

Como eu mesmo disse no meu texto, existe diferença sim, mas a questão é, se essas diferenças são tão distantes assim.

Toquei muitos anos com meu Shelter JB todinho original, inclusive tenho videos dele, e gostava demais do timbre. Hj ele está com um par de Fender Vintage Custom, que só troquei pq um amigo me ofereceu a preço de banana. Depois de instalado, notei diferença claro, mas menor do que eu imaginei que teria... rs

Então, é possivel entregar qualidade sim, com esses instrumentos, desde que vc saiba que som quer tirar deles, e até onde ele pode ir.

pq tem mto do fator psicologico. to pegando na mao algo que tem uma historia quase que lendaria, foi construido um marketing e uma mitologia em torno dessa marca, entao ela vai ter um som e tocabilidade surreais.. mas qdo um musico iniciante ou mediano pega dois instrumentos bem construidos e regulados na mao, um Sx e um fender 60's ele com ctz nao vai notar mta diferença, ambos vao ter uma boa tocabilidade, afinal o kra nao toca tanto ao ponto de reconhecer os detalhes.. entao nesse ponto a distancia nao é tao grande..

ai o kra ou inventa que o fender é muuuuuito melhor só pra suprir sua necessidade de se satisfazer e estar certo, pq ele passou anos defendendo a marca sem nunca ter tocado em um, e nao vai admitir q no final ambos sao iguais na tocabilidade(falando de modo grosseiro). ou entao ele vai desencanar e quebrar esse mito pra ele pessoalmente, e no maximo vai querer trocar os caps por questao de timbre msm, qdo ele tiver um pouco mais de percepcao auditiva, ou uma necessidade de um timbre mais refinado.

só q essse tipo de mito, eu nao consigo tirar isso da sua cabeça, é vc que tem q passar pela experiencia e se dar conta sozinho, de que nem tudo é tao magico assim. por isso q esse tipo de discussao na internet nunca vai acabar, e nunca vai ter solucao. pq qdo tu entende isso, vc nao vai ficar mais afim de discutir ou argumentar, vai só tocar sua vida e continuar fazendo seu som satisfeito por ter um instrumento pelo qual vc nao deu um rim, mas ainda assim te traz uma graninha no final do mes e te deixa cumprir seu trampo de boa.

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Mensagem por Fernando Zadá Sex Mar 25, 2022 9:22 am

Bela discussão!

E o povo esquece que além do instrumento existe, além do músico n fatores como cabo, equipamento onde vai plugar e etc.

Na minha humilde opinião realmente dá pro cara fazer miséria com um baixo simples bem regulado se o cara é bom músico sim.


Última edição por Fernando Zadá em Sex Mar 25, 2022 2:55 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por vinibassplayer Sex Mar 25, 2022 9:33 am

Fernando Zadá escreveu:Bela discussão!

E o povo esquece que além do instrumento existe além do músico n fatores como cabo, equipamento onde vai plugar e etc.

Na minha humilde opinião realmente dá pro cara fazer miséria com um baixo simples bem regulado se o cara é bom músico sim.

se eu ligar um Sx num head aguilar, GK, SWR ou markbass com uma caixa 4x10 top, vai soar muuuuito melhor q um fender num staner..
tem mto mais variaveis do q somente o baixo..

agr, se quiser comparar so o baixo, compara os dois desplugados com a msm corda, ai sim vc ve se tem diferenca msm..

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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 9:37 am

Esse é um dos temas principais do FCBR desde seu nascimento, 14 anos atrás...

Acho que não estou viajando quando afirmo que esse raciocínio engessado era muito mais exacerbado antes desse fórum.

Lembro que quando entrei no Cifra Club em 2008 essa cartilha era mais que sagrada e fui praticamente apedrejado por falar bem de Squiers CV ou VM, além de alguns SX. Lembrando que os VM e CV nem sequer tinham chegado ao Brasil, portanto aquelas pessoas falando mal desses instrumentos não tinham tocado em um ou sequer tido um em mãos.

Hoje eu prefiro meio que ignorar essas manifestações de ignorância e gente que ouve com os olhos. Ainda bem que esse tipo de maluco no FCBR não se cria. Já houve alguns ao longo dos anos e eles rapidamente percebem que o ambiente não é propício a preconceitos e lendas sobre o lago Toba...

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Mensagem por Marcio Azzarini Sex Mar 25, 2022 9:39 am

Fernando Zadá escreveu:Bela discussão!

E o povo esquece que além do instrumento existe além do músico n fatores como cabo, equipamento onde vai plugar e etc.

Na minha humilde opinião realmente dá pro cara fazer miséria com um baixo simples bem regulado se o cara é bom músico sim.

Cirurgico Zadá!

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Mensagem por WHead Sex Mar 25, 2022 9:39 am

Apesar de não ter a experiência que muitos daqui possuem eu tenho certeza que o maior "gap" é o músico: meu equipamento soa diferente nas mãos dos outros, às vezes pior, muitas vezes melhor. Nunca vivenciei a "exigência" de produtores e/ou igrejas que só trabalham com essa ou aquela marca e rejeitam esse ou aquele equipamento mas tenho certeza de que isso deve ter um fundo de preguiça, despreparo, pragmatismo (travestido de profissionalismo) e pré-conceito. Tenho algumas opiniões sobre o que leva o usuário a assimilar e passar a repetir essas idéias - acho que envolve desconhecimento, insegurança, marketing e até ideologia. Mas é só opinião mesmo. Abraço.

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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 9:45 am

Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.

Levem os seus baixos simples, seus Tagimas, SX, Squiers, etc. e entrevistem colegas envolvidos com a parte musical sobre isso. Perguntem se gostaram do som ou seria melhor comprar um 7ender.

Troquem alguma característica do baixo, tipo escudo e mexam no headstock para que simule um 7ender. Pode envolver mexer no formato do headstock e troca de logo, é claro. Depois de fazer isso, levem o baixo para o mesmo local e perguntem às mesmas pessoas sobre o timbre.

Entendo que tirar a originalidade do seu baixo e tal, mas é um bom experimento.

Uma alternativa seria pegar um 7ender de Alibaba, que já vem bonitinho com o logo...

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Mensagem por JAZZigo Sex Mar 25, 2022 9:52 am

allexcosta escreveu:Esse é um dos temas principais do FCBR desde seu nascimento, 14 anos atrás...

Acho que não estou viajando quando afirmo que esse raciocínio engessado era muito mais exacerbado antes desse fórum.

Lembro que quando entrei no Cifra Club em 2008 essa cartilha era mais que sagrada e fui praticamente apedrejado por falar bem de Squiers CV ou VM, além de alguns SX. Lembrando que os VM e CV nem sequer tinham chegado ao Brasil, portanto aquelas pessoas falando mal desses instrumentos não tinham tocado em um ou sequer tido um em mãos.

Hoje eu prefiro meio que ignorar essas manifestações de ignorância e gente que ouve com os olhos. Ainda bem que esse tipo de maluco no FCBR não se cria. Já houve alguns ao longo dos anos e eles rapidamente percebem que o ambiente não é propício a preconceitos e lendas sobre o lago Toba...

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Mensagem por Marcio Azzarini Sex Mar 25, 2022 10:03 am

WHead escreveu:Apesar de não ter a experiência que muitos daqui possuem eu tenho certeza que o maior "gap" é o músico: meu equipamento soa diferente nas mãos dos outros, às vezes pior, muitas vezes melhor. Nunca vivenciei a "exigência" de produtores e/ou igrejas que só trabalham com essa ou aquela marca e rejeitam esse ou aquele equipamento mas tenho certeza de que isso deve ter um fundo de preguiça, despreparo, pragmatismo (travestido de profissionalismo) e pré-conceito. Tenho algumas opiniões sobre o que leva o usuário a assimilar e passar a repetir essas idéias - acho que envolve desconhecimento, insegurança, marketing e até ideologia. Mas é só opinião mesmo. Abraço.

Ta ai um fator importantíssimo tbm nessa discussão... rs

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Mensagem por siodoni Sex Mar 25, 2022 10:55 am

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Mensagem por Breno_Barnabe Sex Mar 25, 2022 11:18 am

allexcosta escreveu:Troquem alguma característica do baixo, tipo escudo e mexam no headstock para que simule um 7ender. Pode envolver mexer no formato do headstock e troca de logo, é claro.
Ma sai o feng shui entra em ação e o som fica melhor mesmo, comprovado já.
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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 11:27 am

Breno_Barnabe escreveu:Ma sai o feng shui entra em ação e o som fica melhor mesmo, comprovado já.

Pois é...

Além disso o logo muda a cor da aura do instrumento, também comprovado por foto Kirlian.

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Mensagem por manorawe Sex Mar 25, 2022 11:46 am

Refente ao tópico.
Uma coisa que faz muuuita diferença são as cordas.
Quando compro baixos usados, é impressionante a capacidade do povo em colocar cordas ruins nos baixos para envia lo, pois eu não creio que eles toquem com aquelas cordas.
Geralmente as cordas parecem linha com cerol de tão asperas... Aquilo mata o conforto de qualquer baixo, sem contar o som que geralmente é horrivel...
Só ai ja temos 2 fatores que somam na "qualidade final de um baixo"
Timbre e maciez/ conforto.

Quando comprei emu primeiro baixo, acredito que as cordas estavam deploraveis, mas eu não tinha noção nenhuma.
Meu professor ficou com dó de mim e me deu um jogo usado de DR neon, virou outro baixo...

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allexcosta escreveu:Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.

Levem os seus baixos simples, seus Tagimas, SX, Squiers, etc. e entrevistem colegas envolvidos com a parte musical sobre isso. Perguntem se gostaram do som ou seria melhor comprar um 7ender.

Troquem alguma característica do baixo, tipo escudo e mexam no headstock para que simule um 7ender. Pode envolver mexer no formato do headstock e troca de logo, é claro. Depois de fazer isso, levem o baixo para o mesmo local e perguntem às mesmas pessoas sobre o timbre.
..

Tem que ser bem sutil assim para não dispertar desconfiança!!!11

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Última edição por manorawe em Sex Mar 25, 2022 1:53 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por filipeantunesbarros Sex Mar 25, 2022 1:50 pm

Marcio Azzarini escreveu:Olá pessoal!

Instrumentos modelos Jazz Bass intermediários, estão tão longe assim de um Fender JB de linha (mediano)? - Não entrando nas minucias de safra, etc...Falando de um JB Fender contemporâneo de linha basica.

Essa percepção de distância eu queria entender melhor,vc tá questionando se são melhores na mesma proporção da diferença de custo?
Ou seja, se um baixo A custa X e o baixo B custa 2x, o baixo B precisaria ser necessariamente 2x melhor?
Se for essa a linha, é complicado pq conforme as melhorias vão ocorrendo, o custo dessas melhorias aumenta mais (tem uma teoria ou algo do tipo que fala sobre isso, mas eu não lembrei o nome)

Além disso, no que consistiria essa distância? Timbre, acabamento, tocabilidade, qualidade dos componentes e outros que talvez eu não consiga pensar eheheh

Outro ponto dessa pergunta inicial é que mesmo usando o termo Fender JB de linha, há uma grande diferença entre os Mexicanos STD e os American STD por exemplo (embora possam haver exceções, eu nunca toquei num fender MEX std que fosse melhor que um AM Std


Marcio Azzarini escreveu:
Falando sobre instrumentos de entrada e intermediarios... Basicamente com qualquer baixo ali nos padrões de SX, Tagima, Squier, Condor e demais que brigam nessa faixa do mercado você consegue tirar um bom som, fazer uma gravação, um show ao vivo em qualquer lugar, desde que minimamente regulado.

É óbvio que nenhum deles vai ser melhor que um Fender, se falando de Jazz Bass e Precision, pois como foi dito aqui no grupo, todos os modelos de JB e Pbass no mercado são cópias dos Fenders, uns bons, outros nem tanto, mas todos com o objetivo de chegar o mais próximo do seu modelo inspirador. E nessa cada um acaba adquirindos suas caracteristicas sonoras diferentes, mesmo que dentro do que se imagina para um timbre de JB ou Pbass.

Aqui vc está falando de timbre, por exemplo. E aqui é um ponto interessante, Eu não acho o timbre de um Fender Mex STD tão melhor assim que o de um Squier Affinity ou Tagima Woodstock, mas em tocabilidade e conforto, pra mim, os MEX são MTO melhores que os citados, mas os mesmos Fender MEX estão atrás dos Squier Classic Vibe em timbre e conforto.


Marcio Azzarini escreveu:Acontece que as pessoas imaginam que existe uma distância muito grande entre as marcas que falei acima e os Fenders originais, mas a coisa não é bem assim na prática. Principalmente se levarmos em consideração que cada ano de um JB da própria Fender apresenta diferenças em seus timbres.

Muito dessa crença que a distância de qualidade é muito grande se deve a um fator simples. Instrumentos de entrada ou intermediários geralmente estão nas mãos de iniciantes, e instrumentos mais tops estão nas mãos de músicos mais experientes. Aí acontece algo por exemplo, o cara ta começando, ta la com seu SX com cordas velhas que não tem mais brilho, braço empenado por falta de regulagem, só ruído por falta de blindagem, cordas altíssimas que deixam o instrumento duro, dificil pra tocar, aí ele pega nas mãos o Fender daquele amigo ou professor que está todinho regulado (dificilmente vc verá um baixo top desregulado, justamente pq os donos deles sabem cuidar e sabem a regulagem ideal pra ele), e quando toca a primeira nota fica maravilhado, e ve uma grande diferença entre um instrumento e outro.

Porém, se vc regular seu instrumento, manter as ação das cordas numa altura confortável, braço certinho, blindado, você terá um baixo com total condições de fazer qualquer apresentação ou gravação, totalmente dentro do timbre esperado para um Jazz Bass.

Aqui mais uma vez eu queria entender o termo "fender originais" heheh eu imagino que vc esteja falando só dos Fender mex mesmo e, sendo assim, concordo bastante.

Marcio Azzarini escreveu:Tudo isso ai que falei faz parte quando falamos que o principal é a "pecinha q ta segurando o baixo", saber tirar o melhor som possivel do seu instrumento. Conhecer os ajustes sonoros possiveis nele, falando por exemplo de um Jazz Bass, fugir do esquema de apenas Tone e Captadores abertos em 100%, perceber a diferença de som qdo vc fecha um pouco o tone, ou deixa aberto mais o cap da ponte e fecha um pouco o cap do braço pra ter um som com mais punch e médios, fechar o da ponte e abrir o do braço pra chegar perto do som de um precision.

Comentários que denigrem esse tipo de instrumento é muito tóxico, pois ja vi gente encostando o instrumento pq está infeliz com ele, achando q ele é ruim e pronto...

Então... Para concluir... A distância entre um JB de R$1500,00 para um de R$6000,00 é tão grande assim? Por favor... Colaborem, e me ajude a derrubar mais um mito que muitas vezes ferra com quem ta começando a tocar, e acaba achando que pra tirar um som bacana precisa vender até a mãe... rs

Obs.: Não é uma critica a quem prefere os "originais", de forma alguma. Não me interpretem errado.  rabbit

Aqui, pra mim, está o cerne do assunto, tem mta gente que vai pelo caminho mais "fácil" de analisar as coisas, que é se apegar às frases feitas (Fender é Fender) e às análises rasas, talvez pq como não tem experiência/conhecimento acaba confiando justamente em opiniões de gente que tbm não tem hehehe
E isso não só pra quem toca baixo, mas pra quem não toca tbm, cansei de receber tapinha nas costas pq tava tocando um fender e bla bla bla em dias que eu claramente havia tocado mal hahaha
Nesse sentido, esse fórum é algo que eu tento gastar muito mais tempo lendo, depois perguntando e, por último, comentando.

Um outro aspecto é que algumas pessoas podem sim possuir o conhecimento/experiência, mas acabam caindo no erro de achar que a experiência individual é uma regra/padrão pra todos, ou seja, se o cara não gosta do som/tocabilidade de um SX, por exemplo (eu não gosto mto hehehe), ele vai falar que o baixo é ruim e ponto final, quando, na verdade, essa pode ser apenas uma preferência pessoal e uma percepção individual no assunto.

Por fim, o que eu aprendi aqui e tento aplicar na minha "busca" é que:

1 - Sempre se cerque de boas e diversas opiniões
2 - Veja bons vídeos (tipo os do Ivan - Baixos e Baixarias)
3 - Teste os baixos e saiba o valor de mercado deles, não faça um juízo de valor a partir apenas do preço dos baixos
4 - Aceite que eventualmente vc pode comprar um baixo que todo mundo "gosta", mas que vc não vai gostar, isso não significa que o baixo é bom ou ruim necessariamente heheheh
5 - Fender Am Deluxe 5c é supervalorizado HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 2:33 pm

filipeantunesbarros escreveu:Se for essa a linha, é complicado pq conforme as melhorias vão ocorrendo, o custo dessas melhorias aumenta mais (tem uma teoria ou algo do tipo que fala sobre isso, mas eu não lembrei o nome)

Lei dos rendimentos decrescentes.

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Mensagem por Marcio Azzarini Sex Mar 25, 2022 2:42 pm

^

Fala Filipe!

Creio que as suas perguntas estejam respondidas ja no meu "textão"... rs

Eu falei no geral, alguns momentos reforcei na questão timbre, mas a idéia é no geral sim... E é exatamente o entendimento que vc teve que foi a idéia que eu quis passar. Inclusive eu falei sobre a questão das diferenças entre os proprios JB da Fender, por "safra" ou série. Mas quis falar de um Fender mediano. Não considero a distância tão grande não. Se esse cara que comentou la que não consegue timbrar um SX JB, então não vai conseguir timbrar um 7ender JB também, obviamente que levando em consideração que o SX em questão estava bem regulado, com cordas boas e o baixista tem pleno dominio do instrumento.

Um ponto que frisei ali é interessante, e eu ja havia conversado a respeito com meus amigos baixistas, que é o preconceito com essa faixa de instrumentos: Instrumentos de entrada ou intermediários geralmente estão nas mãos de iniciantes, e instrumentos mais tops estão nas mãos de músicos mais experientes... Não generalizando, claro, mas isso aí é um fato.

E sobre os 5 pontos que vc comentou no final de sua resposta, eu abordei bastante isso nesse tópico aqui, que inclusive foi repostado como Parte II, devido a quantidade de mensagens que o primeiro teve:
https://www.contrabaixobr.com/t45140-como-escolher-seu-baixo-parte-ii

Abraço!

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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 2:44 pm

manorawe escreveu:Tem que ser bem sutil assim para não dispertar desconfiança!!

Tenho boas lembranças de uma situação dessas que me rendeu muitas risadas em algum ponto longínquo do milênio passado.

Quando eu tinha meus 13 anos de idade, possuía um baixo Giannin Stratosonic. Não era um instrumento particularmente bem construído, inclusive o braço terminou empenando com o tempo, mas possuía captação Mighty Mite, o que o conferia um timbre muito bom. E sim, melhor que muitos e muitos Fender...

Certa feita consegui um encordoamento Fender para colocar nele. Nem era minha primeira opção, pois desde essa época eu preferia cordas D'Addario, mas não as encontrava todo dia. Era mais fácil achar cordas GHS ou Fender mesmo.

Após instalar as cordas, adolescente inquieto que eu era, resolvi recortar o nome Fender da embalagem de cordas e colocar sobre o nome Giannini no headstock. A fixação foi feita com esmalte incolor que peguei emprestado com minha mãe. Então no headstock do baixo você lia Fender, que claramente era impresso sobre um pedaço de papel recortado, o finalzinho do nome Giannini, talvez só o "i" e então "Stratosonic" por baixo do verniz normal do instrumento.

Eu tinha feito de brincadeira sem o menor intuito de ficar bonito ou qualquer coisa assim...

Nessa época eu tocava em várias amostras de som em escolas de Salvador (não sei se isso ainda existe hoje) e tocava em algumas bandas, ensaiava e tal. E as pessoas perguntavam sobre aquele Fender Stratosonic e eu dizia que era um modelo especial dos anos 60, que não existia mais...

Apesar do serviço feito como piada, conseguia enganar cerca de 60% das pessoas que perguntavam, na sua maioria músicos amadores. Quem duvidava eu respondia que a pessoa não entendia bem de Fender, mas que era original sim. E a pessoa ou ficava encucada ou terminava acreditando. Isso me rendeu boas risadas por uns dois anos, até que resolvi tirar o papel.

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Mensagem por Fernando Zadá Sex Mar 25, 2022 3:00 pm

manorawe escreveu:

Quando comprei emu primeiro baixo, acredito que as cordas estavam deploraveis, mas eu não tinha noção nenhuma.
Meu professor ficou com dó de mim e me deu um jogo usado de DR neon, virou outro baixo...





Deu medo de imaginar as cordas que estavam antes porque essas neon são ruins demais.
Eu testei e achei péssimas.
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Mensagem por manorawe Sex Mar 25, 2022 3:09 pm

Fernando Zadá escreveu:
manorawe escreveu:

Quando comprei emu primeiro baixo, acredito que as cordas estavam deploraveis, mas eu não tinha noção nenhuma.
Meu professor ficou com dó de mim e me deu um jogo usado de DR neon, virou outro baixo...





Deu medo de imaginar as cordas que estavam antes porque essas neon são ruins demais.
Eu testei e achei péssimas.

Acho que por isso ele trocou. disse que estavam novinhas e tinha usado só em 1 show kkk.
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Mensagem por Breno_Barnabe Sex Mar 25, 2022 3:21 pm

Eu concordo com o Marcio...
Dá pra tirar som bom de baixos mais de entrada se bem regulados (depende do baixo tb, claro), como já foi exaustivamente discutido aqui no fórum.

Eu levo comigo a seguinte conta: dá pra me virar com o que tenho ou deixo o "fetiche falar mais alto" e compro um Fender ou outro renomado? E cada um vai ter sua resposta para isso...

Durante minha trajetória musical eu achei um pouco desnecessário pagar caro num instrumento pra ir em barzinho cujo cachê não é lá essas coisas, tb tem risco de roubo, etc. Já computador eu decidi investir em um mais "premium" por assim dizer, pra mim é uma ferramenta de trabalho e vejo diferenciais que me fazem mais produtivos, mas daria pra me virar sim com um "SX dos computadores".

Além do mais, com o preço de um baixo caro eu consigo ter vários dos mais "baratos" Very Happy
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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 3:36 pm

Marcio Azzarini escreveu:Instrumentos modelos Jazz Bass intermediários, estão tão longe assim de um Fender JB de linha (mediano)? - Não entrando nas minucias de safra, etc...Falando de um JB Fender contemporâneo de linha basica.

Tentando ficar no tópico, sua dúvida é sobre um Fender mediano ou básico?

E sim, faz muita diferença. Fender mediano é um Standard USA, enquanto básico é o mais simples da linha, talvez um Standard MIM.

Dependendo do exemplar e do ano, há vários Squier que são claramente melhores que a maioria dos MIM que você encontrar, apesar de custarem menos.

Por isso prefiro comentar sobre "esse baixo" em relação "àquele baixo" e, de preferência, um exemplar em relação a outro exemplar. Isso é mais notório ainda quando falamos de Fender e seus derivados, onde as variações às vezes são gigantescas.

Quanto a esse mundo de preconceito onde essas pessoas da história contada habitam, melhor realmente ignorar. O nível da bobagem é muito baixo pra se dar importância.

Nós ouvimos com os ouvidos, vemos com os olhos e nosso tato é com a pele... Quando começamos a misturar essas coisas e ouvir com os olhos, há algo muito errado acontecendo.

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Mensagem por Ivanov_br Sex Mar 25, 2022 3:48 pm

Claro que um SX ou Squier são ótimos. Mas existem baixos que chegam num nível de acabamento que melhora o conforto e execução.
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Mensagem por allexcosta Sex Mar 25, 2022 3:52 pm

Ivanov_br escreveu:Claro que um SX ou Squier são ótimos. Mas existem baixos que chegam num nível de acabamento que melhora o conforto e execução.

Cara, tem Squier hoje em dia com acabamento simplesmente impecável.

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Mensagem por Zubrycky Sab Mar 26, 2022 6:51 am

Respondendo à pergunta do tópico, na minha opinião e em termos práticos, o "gap" é irrelevante.

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Mensagem por Christian Sab Mar 26, 2022 7:27 am

acredito que hoje headstock é desfile de grife, os baixos de entrada estão excelentes, com uma boa regulagem e cordas novas você obtém excelente timbre, não vamos esquecer do fator amplificador e estudo em dias. baixos caros e desejados pra mim elevam meu nível porque sinto que posso ter um detalhe a mais, tocabilidade, musicos olhando, pessoas desejando teu instrumento, este sentimento me faz estudar mais e sempre apresentar uma gig cada vez melhor. Mas cada um difere um do outro. Lembro que uma epoca tinha um Eagle jazz bass das antigas, nesta epoca os JAzz bass não estavam em alta era baixo ativo e tal, warwick eu chegava nos locais todo mundo dizia baixo pesado e tal, passivo eu queria vende-lo e comprar um ativo que era a moda mas na minha primeira aula com um baixista de verdade ele pegou o baixo regulou e tirou um som da pesada, me deu dicas de regular timbre, eu so tocava com captador do braço achava que baixo tinha de ser grave. Quando ele falou mano esse seu baixo tem som de fender total, mantenha regulado, eu amei tanto esse baixo que fiquei bom tempo com ele, mas precisou vir alguem de fora, tocar me mostrar que eu tirava timbre e tal, falta muito isso, o cara conhecer o instrumento.
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Mensagem por Ivanov_br Sab Mar 26, 2022 7:41 am

allexcosta escreveu:
Ivanov_br escreveu:Claro que um SX ou Squier são ótimos. Mas existem baixos que chegam num nível de acabamento que melhora o conforto e execução.

Cara, tem Squier hoje em dia com acabamento simplesmente impecável.
Sim. Mas existe diferença sim para um Deluxe e Elite, não que isso fará muita diferença. É como eu aprendi aqui, é uma teconologia de 50 anos, poxa, não tem com fazer um PBass ou JBass ruins. Sò querendo economizar MUITO mesmo!
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Mensagem por Zubrycky Sab Mar 26, 2022 7:51 am

Ivanov_br escreveu:
allexcosta escreveu:
Ivanov_br escreveu:Claro que um SX ou Squier são ótimos. Mas existem baixos que chegam num nível de acabamento que melhora o conforto e execução.

Cara, tem Squier hoje em dia com acabamento simplesmente impecável.
Sim. Mas existe diferença sim para um Deluxe e Elite, não que isso fará muita diferença. É como eu aprendi aqui, é uma teconologia de 50 anos, poxa, não tem com fazer um PBass ou JBass ruins. Sò querendo economizar MUITO mesmo!

Tem como fazer instrumentos desses ruins sim. E nem é preciso economizar pra isso. Wink

Relebrando, o War e o Garcia fizeram dois pbs caros e repletos de problemas inaceitáveis para o que foi cobrado.
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Mensagem por Cantão Sab Mar 26, 2022 7:58 am

Dando um exemplo , quem dera alguns Fender , tivessem o timbre , peso , ergonomia e etc...que o Shelter JB do Márcio tem , já tive um , como alguns aqui sabem , e posso atestar , não deve nada a um Fender de entrada , é só assistirem os vídeos onde o Márcio usa ele.

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Mensagem por allexcosta Sab Mar 26, 2022 8:21 am

Ivanov_br escreveu:Sim. Mas existe diferença sim para um Deluxe e Elite, não que isso fará muita diferença.

Tive um Reggie Hamilton V Custom Shop que hoje no Brasil deve custar uns 30 conto. Tinha fretwork inferior a todos os Squier CV que já vi. Não estou falando necessariamente de nivelamento, mas os topos dos trastes eram quadrados, ou seja, sem crowning.

Ivanov_br escreveu:É como eu aprendi aqui, é uma teconologia de 50 anos, poxa, não tem com fazer um PBass ou JBass ruins. Sò querendo economizar MUITO mesmo!

É uma tecnologia antiga, sim... Mas requer expertise dos técnicos que trabalham em todas as etapas. Além de bom controle de qualidade. Em toda linha de produção de instrumentos sai instrumento ruim ou aquém do ideal. Controle de qualidade precisa retornar ele pra linha de produção (caso do re-crowning) ou serrar o instrumento no meio e jogar fora.

Pra tudo isso existe técnico experiente, existe olho treinado e tal... E essas coisas custam dinheiro.

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Mensagem por Tarcísio Caetano Sab Mar 26, 2022 10:15 am

allexcosta escreveu:Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.
Sinto, mas quem fala isso está embasado em tamanha ignorância, no sentido primeiro da palavra.

Há igrejas assim? Há. E como os instrumentos há inúmeras variáveis. Por exemplo, a mais importante, entendimento teológico ou hermenêutica.
Isso está mais enraizado nas neopentecostais. Ali, frutifica a Teologia da Prosperidade e tudo deve ser "o luxo".
Há igrejas que não exigem nada, nem a dedicação do músico. Há outras que exigem o aprimoramento e conhecimento destes, e só.

De onde vem esta "vaidade-das-marcas"? Dos músicos! É, isso mesmo. Músicos evangélicos, católicos, espíritas, são seres humanos como qualquer outro!!!
A maioria dos pastores sabem quase nada ou nada sobre isso. E nem tem interesse.

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Mensagem por JAZZigo Sab Mar 26, 2022 10:22 am

Tarcísio Caetano escreveu:
allexcosta escreveu:Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.
Sinto, mas quem fala isso está embasado em tamanha ignorância, no sentido primeiro da palavra.

Há igrejas assim? Há. E como os instrumentos há inúmeras variáveis. Por exemplo, a mais importante, entendimento teológico ou hermenêutica.
Isso está mais enraizado nas neopentecostais. Ali, frutifica a Teologia da Prosperidade e tudo deve ser "o luxo".
Há igrejas que não exigem nada, nem a dedicação do músico. Há outras que exigem o aprimoramento e conhecimento destes, e só.

De onde vem esta "vaidade-das-marcas"? Dos músicos! É, isso mesmo. Músicos evangélicos, católicos, espíritas, são seres humanos como qualquer outro!!!
A maioria dos pastores sabem quase nada ou nada sobre isso. E nem tem interesse.

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Mensagem por allexcosta Sab Mar 26, 2022 1:54 pm

Tarcísio Caetano escreveu:
allexcosta escreveu:Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.

Sinto, mas quem fala isso está embasado em tamanha ignorância, no sentido primeiro da palavra.

Há igrejas assim? Há. E como os instrumentos há inúmeras variáveis. Por exemplo, a mais importante, entendimento teológico ou hermenêutica.
Isso está mais enraizado nas neopentecostais. Ali, frutifica a Teologia da Prosperidade e tudo deve ser "o luxo".
Há igrejas que não exigem nada, nem a dedicação do músico. Há outras que exigem o aprimoramento e conhecimento destes, e só.

De onde vem esta "vaidade-das-marcas"? Dos músicos! É, isso mesmo. Músicos evangélicos, católicos, espíritas, são seres humanos como qualquer outro!!!
A maioria dos pastores sabem quase nada ou nada sobre isso. E nem tem interesse.

Generalizar nunca é bom.

Discordo com grande veemência. Argumentação devida a seguir:

A postagem de minha autoria claramente fala das pessoas de igreja envolvidas na parte musical. São, portanto, pessoas que conhecem marcas de instrumentos e se informam sobre essas coisas com frequência.

O preconceito, assim como acontece em outras espécies, é inerente à espécie humana*. Até mesmo juízes e policiais, que recebem treinamento para que julguem situações sem levar em conta vestimentas, cor da pele, raça, nacionalidade, orientação sexual e coisas assim o fazem diaramente mundo afora, em países subdesenvolvidos e desenvolvidos também**.

As igrejas protestantes não podem ser colocadas no mesmo balaio que religiões como espiritismo ou alguma religião de matriz africana, por exemplo. O fim maior da igreja protestante é a salvação, que vem por meio de comportamento específico***, enquanto as outras religiões citadas não acreditam em salvação e, portanto, tal feito não é objetivo final da sua prática, fazendo com que o comportamento geral do ser humano tenha menos importância****.

Devidamente estabelecidos esses fatos e com evidência literária, me permito afirmar que, como é conhecimento de todos, toda regra tem exceção. Por isso, mesmo que a ausência de preconceito fosse possível, algo que vimos não ser, faria com que estivesse subentendido em texto meu prévio que não falava de todos.

Alguns exemplos:

- Ao dizermos "baixistas baianos usam mais de 4 cordas", a noção de maioria é intrínseca à frase, já que toda regra tem exceção e é de entendimento geral que alguns baixistas baianos usam baixo de 4 cordas.
- Ao dizermos "baixista que trabalha é aquele que segura a base", a noção de maioria é mais uma vez intrínseca, já que conhecemos inúmeros baixistas que fazem linhas e solos mirabolantes e não ficam um dia sem trabalho.

Portanto reafirmo a frase de que "igrejas são locais altamente preconceituosos", já que o preconceito é inerente a todos os seres humanos, sem exceção, mas especialmente a agremiações que, por conta de seu conjunto de crenças, termina julgando todos o tempo todo.

É bom observar também que em nenhum momento meu texto inicial que causou a réplica fala de luxo, ostentação, ou nada do gênero, portanto esse argumento não cabe. O texto fala sim, de comportamentos comuns entre músicos e pessoas ligadas à música, que dão exacerbada importância a rótulos, modelos, marcas e coisas assim. Sendo que esse fenômeno, por motivos já explanados, é exacerbado em igrejas protestantes e outras com crenças similares.

Referências:

*
https://www.psychologicalscience.org/news/releases/research-states-that-prejudice-comes-from-a-basic-human-need-and-way-of-thinking.html
https://www.sciencedaily.com/releases/2005/05/050525105357.htm

**
https://www.poverty-action.org/study/discrimination-judicial-system
https://openscholarship.wustl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1133&context=law_lawreview

***
https://pt.wikipedia.org/wiki/Protestantismo

****
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Mensagem por CSergio Sab Mar 26, 2022 1:58 pm


Não sou ligado a religião, até evito o assunto, mas que texto affraid
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Mensagem por tfk Sab Mar 26, 2022 7:28 pm

allexcosta escreveu:
Tarcísio Caetano escreveu:
allexcosta escreveu:Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.

Generalizar nunca é bom.

Discordo com grande veemência. Argumentação devida a seguir:

A postagem de minha autoria claramente fala das pessoas de igreja envolvidas na parte musical. São, portanto, pessoas que conhecem marcas de instrumentos e se informam sobre essas coisas com frequência.

O preconceito, assim como acontece em outras espécies, é inerente à espécie humana*. Até mesmo juízes e policiais, que recebem treinamento para que julguem situações sem levar em conta vestimentas, cor da pele, raça, nacionalidade, orientação sexual e coisas assim o fazem diaramente mundo afora, em países subdesenvolvidos e desenvolvidos também**.

As igrejas protestantes não podem ser colocadas no mesmo balaio que religiões como espiritismo ou alguma religião de matriz africana, por exemplo. O fim maior da igreja protestante é a salvação, que vem por meio de comportamento específico***, enquanto as outras religiões citadas não acreditam em salvação e, portanto, tal feito não é objetivo final da sua prática, fazendo com que o comportamento geral do ser humano tenha menos importância****.

Devidamente estabelecidos esses fatos e com evidência literária, me permito afirmar que, como é conhecimento de todos, toda regra tem exceção. Por isso, mesmo que a ausência de preconceito fosse possível, algo que vimos não ser, faria com que estivesse subentendido em texto meu prévio que não falava de todos.

Alguns exemplos:

- Ao dizermos "baixistas baianos usam mais de 4 cordas", a noção de maioria é intrínseca à frase, já que toda regra tem exceção e é de entendimento geral que alguns baixistas baianos usam baixo de 4 cordas.
- Ao dizermos "baixista que trabalha é aquele que segura a base", a noção de maioria é mais uma vez intrínseca, já que conhecemos inúmeros baixistas que fazem linhas e solos mirabolantes e não ficam um dia sem trabalho.

Portanto reafirmo a frase de que "igrejas são locais altamente preconceituosos", já que o preconceito é inerente a todos os seres humanos, sem exceção, mas especialmente a agremiações que, por conta de seu conjunto de crenças, termina julgando todos o tempo todo.

É bom observar também que em nenhum momento meu texto inicial que causou a réplica fala de luxo, ostentação, ou nada do gênero, portanto esse argumento não cabe. O texto fala sim, de comportamentos comuns entre músicos e pessoas ligadas à música, que dão exacerbada importância a rótulos, modelos, marcas e coisas assim. Sendo que esse fenômeno, por motivos já explanados, é exacerbado em igrejas protestantes e outras com crenças similares.


De uma forma geral, concordo que as pessoas da igreja podem ser preconceituosas de diferentes formas, mas em 20 anos ajudando no som e tocando em diferentes igrejas de diferentes cidades nunca presenciei preconceito por conta de marca/modelo de instrumento. Muito pelo contrário, já vi gente com equipo barato e caro (eu já usei baixo barato e caro) e nunca me senti "medido" por isso e quando alguém aparece com algum equipo novo era motivo de curtição entre a galera mais próxima, independente do preço do equipamento. Faço a ressalva sobre o contexto "igreja" que pelo visto pode ser amplo. Eu sempre frequentei igrejas de pequeno e médio porte e e a esmagadora maioria dos envolvidos (músicos, equipe do som, etc.) eram amadores e o foco era o louvor congregacional ou situações como, por exemplo, acompanhar um coral ou coisa do tipo. Inclusive, acho que a maior parte da galera que ajuda no som dessas igrejas que me refiro e não toca nada não conhece marcas de baixo, quanto mais modelos específicos. Dai a pertinência do comentário do Tarcisio sobre generalizar as coisas....Pode ser que exista preconceito sobre marcas/modelos de baixo na "igreja"? Com certeza, até pelo que foi descrito pelo Marcio, mas sinceramente isso foi novidade para mim, apesar de não me espantar.

Sobre outra parte do tópico, existe uma tendência geral de achar que o que é mais caro é melhor e que o cara que compra o mais caro é bom músico e no Brasil como o acesso aos equipamentos é mais difícil esse achismo (sobre instrumentos caros) fica mais evidente. Essa discussão sobre baixo barato X baixo caro, sobre precisar X querer ter já foi amplamente discutida em outros tópicos e para mim a resposta é, vc está satisfeito com seu baixo (som, tocabilidade, peso, etc.)? Caso sim, segue a vida. Caso não, procure um baixo que te deixe satisfeito e que vc pode pagar sem comprometer o orçamento familiar e já era.
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Mensagem por allexcosta Sab Mar 26, 2022 7:50 pm

tfk escreveu:(...)

Meu ponto é que pessoas ouvindo com os olhos é algo comum. O conglomerado de igrejas protestantes brasileiras tem produzido uma safra de pessoas cheias de ódio, dispostas a tudo por poder político e financeiro...

É o caso das igrejas que você ou o Tarcísio conhecem? Não sei...

Estou dizendo que acontece em toda igreja? Não, não estou...

Mas o guarda-chuva "igreja protestante" se aplica tanto à que você frequenta, quanto àquela cheia de FloresDeLis (tá certo o plural disso?), Malafaias, Edir Macedos, Marcelos Crivellas, os pastores anões do Capetão, etc...

Nem todo brasileiro aplica golpes, mas brasileiros são conhecidos internacionalmente por serem aplicadores de golpe. Infelizmente é assim que é...

Eu, por exemplo, tenho sobrepeso... Fui pleitear a vacina da covid uns meses atrás e a mulher perguntou se eu era diabético, hipertenso, tinha colesterol alto, problema cardíaco, etc... Respondi não pra todas as perguntas. Ela só acreditou em mim quando mediu tudo e todos os números estavam dentro do padrão. Ela então perguntou quais remédios contínuos eu tomava, respondi "nenhum, não tenho nada..." e mais uma vez ela teve dificuldade em acreditar.

Isso não deixa de ser preconceito. Ela julgou que por causa do meu sobrepeso eu possuía vários problemas de saúde, isso antes de ver meus exames ou fazer leituras em mim... Mas esse preconceito dela veio do nada? Não... Ela trabalha ali todo dia e a vasta maioria das pessoas com sobrepeso possuem doenças associadas.

Enfim... É como as coisas são...

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Mensagem por tfk Sab Mar 26, 2022 9:20 pm

^Allex, entendo completamente o lance que vc quer dizer em termos de julgar o livro pela capa, mas sinceramente no tema específico de preconceito por marca de baixo dentro da igreja não acho que se aplica a maior parte dos casos, inclusive em igrejas das denominações que vc citou, e por isso entendo que seja mais uma exceção do que regra. Talvez nas maiores igrejas das maiores cidades possa ter algum tipo de "clube" que comanda o louvor e ter uma concorrência maior e algo do tipo possa ocorrer. No entanto, temos que lembrar que existem milhares de templos (vou chamar de templo, o prédio, a estrutura física porque o termo "igreja" pode confundir) de N denominações espalhadas pelo Brasil e que são frequentados por todo tipo de gente. Essa gente faz parte da estrutura funcional da igreja (equipe de som, galera que toca, que canta, etc.) e que na sua maioria é amadora (não recebe dinheiro da igreja para isso e tem profissões das mais diversas, muitas vezes não relacionadas com música, sonorização, etc.). Enfim, são pessoas que têm outras preocupações e, provavelmente, não tem conhecimento para discernir baixo A ou baixo B, mesmo que em cargos associados a música/sonorização. Na média, a galera fica super animada e feliz quando chega alguém que pode ajudar no louvor, por isso minha estranheza primeiro ao fato de ocorrer preconceito por marca e, principalmente, por achar que isso é uma tônica dentro do contexto que estou descrevendo. Curiosidade: se só pudesse tocar gente que tivesse baixo Fender provavelmente então não teria baixo porque vi muito poucos Fenders nas igrejas que frequentei rsrs.

Sobre o guarda-chuva "igreja protestante", sim ele engloba diversas denominações, mas acho que temos que ter cuidado ao rotular as coisas. Assim como mensagens atrás vc não quis generalizar o comparativo entre Fender MIM, MIA e Squiers devido as N variáveis possíveis, acho que é mais adequado tratar o lance do preconceito de instrumento de forma específica (ocorreu em X caso de tal forma e por ai vai).
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Mensagem por allexcosta Sab Mar 26, 2022 10:47 pm

tfk escreveu:(...)

Eu já toquei em todo tipo de lugar na minha vida...

Show brasileiro na gringa, prostíbulo, boite gay, já fiz show pra traficante, já subi no palco com arma apontada 3 vezes, já toquei com casal fazendo sexo explícito na frente do palco, etc, etc...

E um dos poucos cachês que não recebi até hoje foi tocando numa igreja. E sim, nos EUA músico ganha pra tocar em igreja. Até os "da casa" ganham, quanto mais um cobrindo um buraco, como era meu caso... Terminei deixando pra lá porque não tinha tempo de ficar cobrando.

Não sou de igreja, mas não sou ignorante sobre como as coisas funcionam em muitas delas...

tfk escreveu:Sobre o guarda-chuva "igreja protestante", sim ele engloba diversas denominações, mas acho que temos que ter cuidado ao rotular as coisas. Assim como mensagens atrás vc não quis generalizar o comparativo entre Fender MIM, MIA e Squiers devido as N variáveis possíveis, acho que é mais adequado tratar o lance do preconceito de instrumento de forma específica (ocorreu em X caso de tal forma e por ai vai).

Eu até entendo o que você está dizendo, mas te pergunto: cuidado com o quê?

Como explanei acima (e provei), preconceito permeia toda a sociedade, mas num ambiente religioso em que um caminho é certo e os outros são errados isso fica exacerbado. Eu não estava falando de modismo de marca, de luxo, ostentação, doutrina da prosperidade nem nada disso. Foi uma afirmação razoável e, a meu ver, não ofensiva.

Te pergunto: o indivíduo entra com uma certa tatuagem em, digamos, 3 lugares diferentes: um ônibus, um cinema, uma igreja protestante. Em qual desses ambientes haverá mais pessoas conjecturando quem é aquele indivíduo e o que suas tatuagens representam?

Espero que consiga perceber o que estou dizendo. E também que nossa discussão esteja acima de argumentos como "lá na lagoinha tem gente tatuada" ou "no bola de neve isso ou aquilo". O argumento é genérico e justifica minha frase.

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Mensagem por tfk Sab Mar 26, 2022 11:43 pm

^Allex, estamos falando coisas muito próximas. Como aqui é um fórum, não sobre religião, mas nesse caso acaba respingando no tema, o cuidado que me refiro é a precisão da informação. Temos que ter cuidado porque de alguma forma como vc mesmo disse nesse tópico nós contribuímos para formação de opinião e não gostaria, por exemplo, de um garoto de 13-14 (ou qualquer outra pessoa) que está começando a tocar ou se interessar pelo instrumento leia esse texto e ache que para tocar na igreja ele precisa ter um Fender ou um instrumento de X mil reais, caso contrário ele não fará parte do louvor congregacional, isso não procede.

Eu concordo que o preconceito está em todos os lugares da sociedade e na igreja não é diferente. Realmente, como descrito por vc, um cara com tatuagem pode gerar um falatório (podendo ser de fato dito algo para o cara ou não). Assim como uma mulher usando calça, maquiagem mais forte e por ai vai...Nesse sentido vc está coberto de razão e concordo 100%.

O que não concordo é o lance do preconceito por marca/modelo de baixo, isso eu nunca vi e sinceramente não acho que seja tendência por N razões. Pode até ser que em igrejas muito grandes ou para tocar com cantores famosos, aparecer na TV ou algo do tipo aconteça algum tipo de restrição ou preferência por marca X ou Y, mas eu nunca participei de algo do tipo para saber. De qualquer forma, isso está longe de ser uma prática comum nas igrejas protestantes.

Desculpe se pareceu que eu te chamei de ignorante sobre o tema por ter explicado muito do que já vivenciei, essa não foi minha intenção. Estava apenas compartilhando um contexto. E sim, em outras culturas essa ideia de pagar para os músicos acaba sendo mais comum, apesar de também não ser uma verdade absoluta.
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Mensagem por allexcosta Dom Mar 27, 2022 12:13 am

tfk escreveu:Temos que ter cuidado porque de alguma forma como vc mesmo disse nesse tópico nós contribuímos para formação de opinião e não gostaria, por exemplo, de um garoto de 13-14 (ou qualquer outra pessoa) que está começando a tocar ou se interessar pelo instrumento leia esse texto e ache que para tocar na igreja ele precisa ter um Fender ou um instrumento de X mil reais, caso contrário ele não fará parte do louvor congregacional, isso não procede.

Não procede mesmo... E eu jamais disse isso...

Eu simplesmente li uma narrativa do colega que abriu o tópico e disse que era uma situação chata, especialmente num ambiente naturalmente preconceituoso. Eu estava usando uma generalização para falar do caso dele. Não sei se estou me fazendo entender.

tfk escreveu:Desculpe se pareceu que eu te chamei de ignorante sobre o tema por ter explicado muito do que já vivenciei, essa não foi minha intenção. Estava apenas compartilhando um contexto. E sim, em outras culturas essa ideia de pagar para os músicos acaba sendo mais comum, apesar de também não ser uma verdade absoluta.

Não precisa pedir desculpa. Eu simplesmente quis dar um pouco de contexto.

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Mensagem por Tarcísio Caetano Dom Mar 27, 2022 7:38 am

allexcosta escreveu:
Tarcísio Caetano escreveu:
allexcosta escreveu:Gostaria de sugerir um experimento para aqueles que tocam em locais altamente preconceituosos, como é o caso das igrejas.

Sinto, mas quem fala isso está embasado em tamanha ignorância, no sentido primeiro da palavra.

Há igrejas assim? Há. E como os instrumentos há inúmeras variáveis. Por exemplo, a mais importante, entendimento teológico ou hermenêutica.
Isso está mais enraizado nas neopentecostais. Ali, frutifica a Teologia da Prosperidade e tudo deve ser "o luxo".
Há igrejas que não exigem nada, nem a dedicação do músico. Há outras que exigem o aprimoramento e conhecimento destes, e só.

De onde vem esta "vaidade-das-marcas"? Dos músicos! É, isso mesmo. Músicos evangélicos, católicos, espíritas, são seres humanos como qualquer outro!!!
A maioria dos pastores sabem quase nada ou nada sobre isso. E nem tem interesse.

Generalizar nunca é bom.

Discordo com grande veemência. Argumentação devida a seguir:
Claro. Não seria diferente.
A postagem de minha autoria claramente fala das pessoas de igreja envolvidas na parte musical. São, portanto, pessoas que conhecem marcas de instrumentos e se informam sobre essas coisas com frequência.
Sim, mas nem sempre. Você, realmente, acredita que TODAS OU A MAIOR PARTE DAS PESSOAS envolvidas no "Ministério de música" de uma igreja tem conhecimento minimamente abrangente sobre o assunto? Estamos falando de Brasil. Imagino, que você escreverá sobre a generalização que não é generalização e etc, etc.
O preconceito, assim como acontece em outras espécies, é inerente à espécie humana*. Até mesmo juízes e policiais, que recebem treinamento para que julguem situações sem levar em conta vestimentas, cor da pele, raça, nacionalidade, orientação sexual e coisas assim o fazem diaramente mundo afora, em países subdesenvolvidos e desenvolvidos também**.
Concordo, mas devemos, simplesmente, justificá-los?
As igrejas protestantes não podem ser colocadas no mesmo balaio que religiões como espiritismo ou alguma religião de matriz africana, por exemplo. O fim maior da igreja protestante é a salvação, que vem por meio de comportamento específico***, enquanto as outras religiões citadas não acreditam em salvação e, portanto, tal feito não é objetivo final da sua prática, fazendo com que o comportamento geral do ser humano tenha menos importância****.
Onde escrevi algo sobre isso? Falei de músicos protestantes, católicos, espíritas, etc. Chamei atenção para o entendimento doutrinário neopentecostal. Nenhuma comparação.
Devidamente estabelecidos esses fatos e com evidência literária, me permito afirmar que, como é conhecimento de todos, toda regra tem exceção. Por isso, mesmo que a ausência de preconceito fosse possível, algo que vimos não ser, faria com que estivesse subentendido em texto meu prévio que não falava de todos.
Será mesmo? No fundo ou em tudo ou quase tudo ou em parte, você é um homem de fé (Apenas uma observação pessoal minha).
Alguns exemplos:

- Ao dizermos "baixistas baianos usam mais de 4 cordas", a noção de maioria é intrínseca à frase, já que toda regra tem exceção e é de entendimento geral que alguns baixistas baianos usam baixo de 4 cordas.
- Ao dizermos "baixista que trabalha é aquele que segura a base", a noção de maioria é mais uma vez intrínseca, já que conhecemos inúmeros baixistas que fazem linhas e solos mirabolantes e não ficam um dia sem trabalho. Não está "contraditória" esta frase? Ao invés de conjunção causal (Já que), não teria sido melhor uma concessiva (Por mais que, por exemplo)?

Portanto reafirmo a frase de que "igrejas são locais altamente preconceituosos", já que o preconceito é inerente a todos os seres humanos, sem exceção, mas especialmente a agremiações que, por conta de seu conjunto de crenças, termina julgando todos o tempo todo.
Tem certeza? Ou o julgamento é sobre ações, não sobre os entes que as praticam? Afinal, acredito que você saiba, igreja são chamadas pela sua membresia, principalmente, de "hospitais", pois se consideram moralmente, perante suas crenças, doentes. Para estes é necessário "tratamento espiritual", algo que em certa medida o Espiritismo tem como principal objetivo, a melhoria do ser humano.
É bom observar também que em nenhum momento meu texto inicial que causou a réplica fala de luxo, ostentação, ou nada do gênero, portanto esse argumento não cabe. Onde falei que você disse isso? EU citei, dando uma brevíssima informação a respeito da "Teologia da Prosperidade", onde a ostentação material seria um reflexo da comunhão com Deus e seus benefícios. O texto fala sim, de comportamentos comuns entre músicos e pessoas ligadas à música, que dão exacerbada importância a rótulos, modelos, marcas e coisas assim. Sendo que esse fenômeno, por motivos já explanados, é exacerbado em igrejas protestantes e outras com crenças similares.

Referências:

*
https://www.psychologicalscience.org/news/releases/research-states-that-prejudice-comes-from-a-basic-human-need-and-way-of-thinking.html
https://www.sciencedaily.com/releases/2005/05/050525105357.htm

**
https://www.poverty-action.org/study/discrimination-judicial-system
https://openscholarship.wustl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1133&context=law_lawreview

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Vou contar uma historinha:

- Na igreja que congregava, havia um jovem rapaz, bem apessoado, cuja família tinha provimentos bem significativos, a ponto deste jovem de aproximadamente 25 anos ter sua própria empresa, carro de altíssimo luxo e sendo baixista possuir instrumentos de "boutique".
Um belo dia, ao encontrá-lo na porta desta igreja local, ele sacou de uma bag Fender, uma senhora bag, um Fender comemorativo de X anos, aquele de cor vermelho vivo (Não consegui a informação do ano), novinho em folha e me disse, categoricamente: Este tipo de baixo, 4 cordas, não tem grave! Você acredita nisso? Não tem grave! Não vale a pena ter 4 cordas.
Aí, gesto contínuo, tirou de um belíssimo estojo, hard case, um Fodera, também novinho, 5 cordas, todo feliz da vida, e disse: Aqui tem grave. 5 cordas tem sempre grave.
Em momento algum, citou marcas. Certeza absoluta. Nem questões de "sumir na banda", técnico sacana, PA medíocre, etc.
Evidentemente, um 5 cordas tem 5 notas graves a mais, mas um 4 cordas não ter grave? se assim o é, estou enganado há mais de 45 anos!

Mas o que quero dizer com isso: apesar de toda a sua abastança e acesso a coisas, que para a maioria não é tão simples obter ou ter acesso, o nosso jovem rapaz não conseguia verbalizar ou não sabia um mínimo de conhecimento básico sobre seus instrumentos.

Esta igreja é localizada na zona sul de Belo Horizonte, bairro Luxemburgo. Classes A e B.
A igreja pediu emprestado o Diretor musical do Diante do trono para poder "profissionalizar" o seu Ministério de Louvor, não só musical, mas dança e teatro também, em face da falta de conhecimento básico sobre quase tudo.
Exemplo: Na área dos baixistas, tivemos vários encontros com o baixista Enéas Xavier para tratar de vários e vários assuntos, não só ligados diretamente à técnica de execução, mas outros pertencentes ao universo da música.

Até o estúdio da Igreja, que sequer tinha estantes para partituras, o Diretor do DT "meteu" a mão.
Graças a Deus.

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Finou? Tá bão. O resto é dedo - CT. Colela.
Se traste fosse bom não tinha este nome - Cláudio Cuoco.
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Mensagem por allexcosta Dom Mar 27, 2022 8:49 am

Tarcísio Caetano escreveu:Sim, mas nem sempre. Você, realmente, acredita que TODAS OU A MAIOR PARTE DAS PESSOAS envolvidas no "Ministério de música" de uma igreja tem conhecimento minimamente abrangente sobre o assunto? Estamos falando de Brasil. Imagino, que você escreverá sobre a generalização que não é generalização e etc, etc.

Não acho que seja necessário conhecimento pra ouvir com os olhos. Pelo contrário. Todo mundo que mexe com música conhece a marca 7ender, mesmo cantores, bateristas, etc...

Tarcísio Caetano escreveu:Onde escrevi algo sobre isso? Falei de músicos protestantes, católicos, espíritas, etc. Chamei atenção para o entendimento doutrinário neopentecostal. Nenhuma comparação.

Apontei para o fato de ambientes religiosos onde o comportamento das pessoas dá o direito a elas de usufruir da maior promessa de que o conjunto de crenças fala prestará maior atenção a tal comportamento.

Tarcísio Caetano escreveu:Será mesmo? No fundo ou em tudo ou quase tudo ou em parte, você é um homem de fé (Apenas uma observação pessoal minha).

Me considero um agnóstico teísta, o que inclui algum exercício de fé. Mas não consigo enxergar a relevância disso para a discussão.

Tarcísio Caetano escreveu:Não está "contraditória" esta frase? Ao invés de conjunção causal (Já que), não teria sido melhor uma concessiva (Por mais que, por exemplo)?

A frase está ok. A conjunção "já que" aí é adversativa e não causal.

Tarcísio Caetano escreveu:Onde falei que você disse isso?

Aqui:

Tarcísio Caetano escreveu:Ali, frutifica a Teologia da Prosperidade e tudo deve ser "o luxo".

Essa réplica é desconexa em relação à minha postagem.

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Mensagem por Jãozeiro Dom Mar 27, 2022 4:31 pm

filipeantunesbarros escreveu:Eu não acho o timbre de um Fender Mex STD tão melhor assim que o de um Squier Affinity ou Tagima Woodstock, mas em tocabilidade e conforto, pra mim, os MEX são MTO melhores que os citados, mas os mesmos Fender MEX estão atrás dos Squier Classic Vibe em timbre e conforto.

Um ponto que acho curioso e na verdade não entendo seria essa superioridade de um Fender nesse ponto que destaquei (tocabilidade e conforto).  
Por exemplo o mais queridinho da galera, o Precision Bass. O que um Fender PB tem de tocabilidade e conforto que outros PBs bem feitos e mais baratos por aí não têm? É um dos desenhos de baixo elétrico mais antigos do mundo, nada ali foi feito pensando duas vezes em conforto ou ergonomia. É tudo muito básico, é um PB.

É impossível existir um "Fender PB com tocabilidade incrível e super confortável", e se existir vai ser um PB modificado.
Um PB clássico (que é basicamente o que a Fender faz até hoje) vai ter tocabilidade e conforto de PB. O triunfo desse baixo não é tocabilidade e nem conforto. Então que raios de tocabilidade e conforto um Fender PB tem que um Squier ou SX não tem? Hehe...
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Mensagem por manorawe Seg Mar 28, 2022 7:30 am

Jãozeiro escreveu:
filipeantunesbarros escreveu:Eu não acho o timbre de um Fender Mex STD tão melhor assim que o de um Squier Affinity ou Tagima Woodstock, mas em tocabilidade e conforto, pra mim, os MEX são MTO melhores que os citados, mas os mesmos Fender MEX estão atrás dos Squier Classic Vibe em timbre e conforto.

Um ponto que acho curioso e na verdade não entendo seria essa superioridade de um Fender nesse ponto que destaquei (tocabilidade e conforto).  
Por exemplo o mais queridinho da galera, o Precision Bass. O que um Fender PB tem de tocabilidade e conforto que outros PBs bem feitos e mais baratos por aí não têm? É um dos desenhos de baixo elétrico mais antigos do mundo, nada ali foi feito pensando duas vezes em conforto ou ergonomia. É tudo muito básico, é um PB.

É impossível existir um "Fender PB com tocabilidade incrível e super confortável", e se existir vai ser um PB modificado.
Um PB clássico (que é basicamente o que a Fender faz até hoje) vai ter tocabilidade e conforto de PB. O triunfo desse baixo não é tocabilidade e nem conforto. Então que raios de tocabilidade e conforto um Fender PB tem que um Squier ou SX não tem? Hehe...

Esse final de semana eu toquei em um fender roger walters 2010.
braço aparentemente bem mais largo e mais grosso que o TW66, nem de longe era mais conformatavel que o TW66 ou o tpb4 ( que considero bem parecidos em tocabilidade), mas não considero desconfortavel, mas surprendentemente, como disse minha esposa: ele tinha som de pau véio. No ensaio o ficou lindo.
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Mensagem por filipeantunesbarros Seg Mar 28, 2022 8:47 am

Jãozeiro escreveu:
Um ponto que acho curioso e na verdade não entendo seria essa superioridade de um Fender nesse ponto que destaquei (tocabilidade e conforto).  
Por exemplo o mais queridinho da galera, o Precision Bass. O que um Fender PB tem de tocabilidade e conforto que outros PBs bem feitos e mais baratos por aí não têm? É um dos desenhos de baixo elétrico mais antigos do mundo, nada ali foi feito pensando duas vezes em conforto ou ergonomia. É tudo muito básico, é um PB.

É impossível existir um "Fender PB com tocabilidade incrível e super confortável", e se existir vai ser um PB modificado.
Um PB clássico (que é basicamente o que a Fender faz até hoje) vai ter tocabilidade e conforto de PB. O triunfo desse baixo não é tocabilidade e nem conforto. Então que raios de tocabilidade e conforto um Fender PB tem que um Squier ou SX não tem? Hehe...

Existem Precisions diferentes dentro da própria Fender, imagine fora hahahah No caso em questão eu falo especificamente do braço ser mais confortável (menos grosso e largo), com um melhor acabamento na escala, fretwork melhor e, pra mim, um ponto que realmente faz diferença e que eu não sei explicar ao certo o motivo de isso ser assim, as cordas, mesmo novas, são mais moles.

O melhor exemplo que consigo pensar é o slap na 12ª casa, que nos baixos mais baratos que eu testei, o som é sem brilho (mesmo com cordas novas) e a corda fica MTO dura, coisa que não aconteceu com o meu pb fender mex, mas aconteceu com os SX e tagima woodstock que eu toquei.

Queria até saber se alguém consegue me explicar esse fenômeno, pq que em alguns baixos as cordas fica mais "duras/tensas" que em outros (tive uma sensação parecida com o tokai que eu tinha, o exemplo da 12ª se aplicava a ele tbm)

O ponto aqui não o PB ser um baixo reconhecidamente confortável ou não, mas dentro do "universo precision" há baixos mais confortáveis que outros. É possível 2 baixos serem aparentemente iguais, mas com tocabilidade distinta.
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Mensagem por allexcosta Seg Mar 28, 2022 8:53 am

Na minha experiência, os bons baixos Fender que existem por aí não são necessariamente bons por tocabilidade ou conforto diferenciados, é mais uma certa vibe que qualquer outra coisa...

"Vibe" é quando você pega um baixo e não dá vontade de colocá-lo de volta na estante, é quando um baixo te deixa mais criativo, com mais linhas e frases na cabeça.

Isso pode sim estar relacionado a conforto, mas nem sempre está...

E os baixos Fender de 4 cordas na minha experiência causam esse tipo de reação com alguma frequência.

Eu tento ser super objetivo sobre essas coisas, analisando detalhes técnicos na medida que meu conhecimento permite. Mas tem muito baixo Fender por aí que você pega e fala "existe algo a mais nesse baixo". E é algo realmente difícil de explicar.

E isso quem tá falando é uma pessoa que não é particularmente fã da marca. Da história sim, mas pra mim é mais um fabricante.

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Mensagem por Jãozeiro Seg Mar 28, 2022 9:19 am

filipeantunesbarros escreveu:
Jãozeiro escreveu:
Um ponto que acho curioso e na verdade não entendo seria essa superioridade de um Fender nesse ponto que destaquei (tocabilidade e conforto).  
Por exemplo o mais queridinho da galera, o Precision Bass. O que um Fender PB tem de tocabilidade e conforto que outros PBs bem feitos e mais baratos por aí não têm? É um dos desenhos de baixo elétrico mais antigos do mundo, nada ali foi feito pensando duas vezes em conforto ou ergonomia. É tudo muito básico, é um PB.

É impossível existir um "Fender PB com tocabilidade incrível e super confortável", e se existir vai ser um PB modificado.
Um PB clássico (que é basicamente o que a Fender faz até hoje) vai ter tocabilidade e conforto de PB. O triunfo desse baixo não é tocabilidade e nem conforto. Então que raios de tocabilidade e conforto um Fender PB tem que um Squier ou SX não tem? Hehe...

Existem Precisions diferentes dentro da própria Fender, imagine fora hahahah No caso em questão eu falo especificamente do braço ser mais confortável (menos grosso e largo), com um melhor acabamento na escala, fretwork melhor

Mas Precision tem braço gordo e largo. Isso é um Precision, isso que tô querendo te dizer, hehe. Sim, vai ter alguma versão de PB um pouco mais assim ou assado, esse negócio é feito há mais de 70 anos, vai ter umas variações mesmo, hehe, mas de modo geral é um instrumento "bruto", com braço gordo e largo.

Mas o curioso é que o Tagima Woodstock que vc falou tem braço mais fino e nut mais estreito do que um PB Fender. Então a tocabilidade do Tagima não é melhor, segundo seu critério.
Não tô defendendo Tagima, mas só achei meio contraditória essa parte, Filipe.

\"filipeantunesbarros escreveu:
e, pra mim, um ponto que realmente faz diferença e que eu não sei explicar ao certo o motivo de isso ser assim, as cordas, mesmo novas, são mais moles.

O melhor exemplo que consigo pensar é o slap na 12ª casa, que nos baixos mais baratos que eu testei...a corda fica MTO dura, coisa que não aconteceu com o meu pb fender mex, mas aconteceu com os SX e tagima woodstock que eu toquei.

Queria até saber se alguém consegue me explicar esse fenômeno, pq que em alguns baixos as cordas fica mais "duras/tensas" que em outros (tive uma sensação parecida com o tokai que eu tinha, o exemplo da 12ª se aplicava a ele tbm)

Mas isso não é absolutamente normal, hehe? Vc tá diminuindo o comprimento da corda, ela vai ficar mais rígida mesmo! Mexa na corda solta, dá uma balançada nela sem pressionar nenhum traste, ela vai ter uma certa elasticidade. Depois mexa de novo, só que agora pressionando algum traste, tipo o 12°. A corda vai estar mais dura, mais rígida. Isso é normal, vai acontecer em qualquer instrumento de cordas do mundo, ué. scratch
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