Atletas femininas transexuais - por que se discute isso?

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Mensagem por Cantão em Qui Dez 05, 2019 8:12 pm

A Tifanny joga no time aqui da minha cidade , o Sesi / Bauru , vejam a escalação :

http://www.voleibauru.com.br/voleibauru/pt/equipe/visualizar/codcategoria/1/adulto.html

Ela é bem quista aqui pela galera do vôlei , mas entre os adversários a questão varia muito:

https://www.google.com/amp/s/globoesporte.globo.com/google/amp/programas/esporte-espetacular/noticia/envolvida-em-polemica-tiffany-desabafa-forca-de-uma-mulher.ghtml
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Mensagem por PéDIPano em Qui Dez 05, 2019 10:00 pm

Christian escreveu:vou dar meus 50 centavos de opinião:
independente da taxa de testosterona em exame as coisas mudam sim, a partir da adolescência ocorre mudanças as vezes permanentes, principalmente na taxa de gordura e massa magra, mesmo ela controlando essa testosterona e tomando hormônios femininos vai ter diferença ela por natureza é dopada. faça igual o meu amado esporte o Fisiculturismo que vai criar a categoria trans. Da pra se notar que na jogadora de volei a força no saque, alavanca, salta potencia é diferente. Se permitir pode ter certeza que homens que não se dão bem no Masculino virarão trans para competir, tenho certeza eu convivo com atleta e sei que fazem qualquer coisa para ter resultado, sei de cada coisa de bastidor que se o publico souber vai ver que politica é fichinha perto do que acontece.

Sinceramente, está aqui (^^^) a resposta do tópico.
Discute-se isto porque alguns atletas querem ganhar competições e terem a melhor vantagem sobre os outros competidores.
Sei que é complicado, mas talvez a criação de uma nova categoria seja a melhor saída.
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Mensagem por Igor Canavarro em Sex Dez 27, 2019 2:13 pm

WHead escreveu:Não existem estudos científicos que comprovem conclusivamente uma vantagem de homens e mulheres trans sobre seus concorrentes cisgênero.

O Comitê Olímpico Internacional diz que não é necessário fazer a cirurgia de redesignação sexual (CRS) para disputar competições femininas. Basta ter um nível de testosterona abaixo de 10 nanomols por litro de sangue. Tiffany tem apenas 0,2 nanomol. É uma atleta testada regularmente e está dentro das regras.

Essa discussão, no Brasil, assume, então, ares ideológico e moralista, visto que parte da heteronormatividade para gerar mais marginalização e vai contra estudos de gênero e legislação vigente.

Realmente essa discussão - no campo da legitimidade - não devia sequer ser validada.  Opiniões, fatos e leis podem ser uma fonte inesgotável de debate, mas não se equivalem.

Abraço.

Não concordo. Me lembro do caso da ex-judoca Ednancy Silva. Todo mundo perguntava mentalmente se "aquele brucutu" era mulher de verdade quando a mesma participou das seletivas para as Olimpíadas de Barcelona. Até exame sexológico ela teve de fazer pq os níveis de testosterona dela aumentavam as vezes. Eu não fui contra a participação dela em Barcelona porque os próprios familiares da judoca confirmaram que ela era de fato mulher. Talvez ela tenha passado pelo exame sexológico por mera formalidade. Ter vagas pra transsexuais em esportes femininos abre um perigoso precedente.
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Mensagem por Igor Canavarro em Sex Dez 27, 2019 2:17 pm

WHead escreveu:Allex, o COI é composto também por ex-atletas. Aliás, o atual presidente é um ex-esgrimista. Representatividade é - ou deveria ser - sempre buscada.

Sobre os artigos que você compartilhou, não sou da área mas acho que a decisão do Comitê foi baseado em estudos reconhecidos. Talvez tenham deixado passar esse que você compartilhou.. ou não.

As discussões entre amigos, entre pares, isso não me causa espanto. Pelo contrário, são destas que surgem grandes coisas de verdade. O que me espanta é a apropriação política que se tem observado sobre temas completamente fora da alçada e razão, como se fosse dada voz ao gigante adormecido de 2013 que acordou sem saber distinguir os três poderes, suas responsabilidades e seus representantes. É aí que entra a bravata, o discurso colérico contra a lei da gravidade, contra o sistema métrico e pelos direitos humanos dos lactobacilos vivos - entende? Criar inimigos e polêmicas onde não há para compensar sua  inaptidão política de representar aqueles que precisam, entende?

Reitero meu respeito às opiniões aqui compartilhadas mas não pude deixar de apontar os fatos. Se um dia as definições forem atualizadas, com base em estudos e evidências, não terei problema em rever meus conceitos. Até lá, que as entidades sob a supervisão do COI cumpram e respeitem o que já está decidido.

Abraço.

Então crie-se uma categoria exclusiva para LGBTQRSTUVWXYZ.
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Mensagem por Renato em Seg Dez 30, 2019 4:09 pm

Após algum tempo (anos) afastado do fórum, estou de volta.... Retomei as atividades musicais e com isso a necessidade de conhecimentos na área ressurgiu.

Dando uma sapeada nas diversas áreas do fórum, encontrei esta discussão e após ler todos os posts não poderia deixar de opinar.

Sou judoca a mais de 35 anos, atualmente afastado das competições mas ainda assim atuante no esporte, como professor, técnico e árbitro, considero que tenho um pouco de conhecimento de esportes para poder falar a respeito.

Acho de uma idiotice sem tamanho esta inclusão de trans nas categorias como se fosse a coisa mais natural do mundo. JAMAIS um atleta que foi "homem" durante boa parte de sua vida competirá em igualdade de condições com uma "mulher genética". Pouco importa o entendimento do COB ou a quantidade de testosterona que circula em seu sangue. O corpo já se formou como homem, a musculatura, a altura, as habilidades, basta uma comparação visual para ver que a diferença é gritante.

Se fosse apenas a questão de "cortar o pinto" e definir limites para testosterona para fazer de um homem uma nova mulher, o contrário também valeria, mas não é bem assim. Mulheres que se denominam "homens transexuais" não competem como homens, mesmo que tomem hormônios a níveis encontrados em "homens genéticos"...

Nada contra a opção/orientação/escolha sexual de cada um, mas querer igualdade no esporte em nome disso ultrapassa os limites do bom senso. Chamo isso de "doping politicamente correto", todos sabem que é errado mas concordam para não ferir as emoções dos mimizentos de plantão.
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Mensagem por Stormbringer em Seg Dez 30, 2019 4:45 pm

Pra mim é "safadeza" "ex-homem" competir em categoria feminina...

Quando uma "ex-mulher" tiver destaque competindo em categoria masculina(exceto natação de longa distância em mar aberto), é possível que eu mude de idéia.
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Mensagem por WHead em Seg Dez 30, 2019 5:26 pm

Bom, existem homens trans disputando competições sim (https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2018/07/05/impus-respeito-diz-primeiro-homem-trans-no-fisiculturismo-brasileiro.amp.htm), aliás, existe muita gente acompanhando esse fenômeno que ainda é recente - e sujeito a muita mudança,(https://globoesporte.globo.com/google/amp/volei/noticia/leva-vantagem-consultora-do-coi-nao-acredita-em-reviravolta-do-caso-tifanny.ghtml e https://observatorioracialfutebol.com.br/homens-trans-sofrem-transfobia-diferente-das-mulheres-trans-no-esporte-afirma-leonardo-pecanha/). Até agora, o que se sabe cientificamente é que "a ciência ainda não provou vantagem de atletas trans" (https://www.camara.leg.br/noticias/560808-para-especialistas-ciencia-ainda-nao-provou-vantagem-de-atletas-trans/). E até que surja algo que altere esse entendimento, caso isso venha a ocorrer, as entidades devem respeitar a legislação já vigente e permitir a participação desses atletas. Respeito todas as opiniões compartilhadas aqui mas não se trata de uma questão de opinião. Existe uma norma baseada em estudos científicos! Pode ser que mais adiante as coisas mudem (a Ciência é assim) mas até lá que as Federações cumpram as regras e não permitam que políticos oportunistas pratiquem o populismo barato sobre um assunto muito além das suas alçadas.
Gostaria de aproveitar e compartilhar aqui dois artigos muito interessantes sobre essa discussão:

Dualismos em duelo.
Sexing the Body: Gender Politics and the Construction of Sexuality. Nova Iorque, Basic Books, 2000.

Anne Fausto-Sterling
Professora de Biologia e Women's Studies, Universidade de Brown, Rhode Island, EUA.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332002000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

A feminilidade em teste no esporte.
https://xadrezverbal.com/2014/12/12/a-feminilidade-em-teste-no-esporte/amp/

Abraço.
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Mensagem por AndréBurger em Ter Jan 14, 2020 1:17 am

https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2020/01/bolsonaro-pede-opiniao-de-seguidores-sobre-transgeneros-no-esporte.shtml
Acho que o Brotossauro passou aqui pelo fórum e achou esse assunto importante para o Brasil.
Parabéns Presidente!

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Mensagem por rafacar em Ter Jan 14, 2020 3:26 pm

Ana Paula Henkel publicou no Estadão uma carta aberta às entidades esportivas, sobre o absurdo de transexuais masculinos, com corpos construídos por testosterona, poderem competir no esporte feminino.

É um texto extraordinário pela limpidez com que ela trata o assunto. É longo, mas vale a pena ler:

Esta é uma carta aberta aos dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e estendida aos dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em defesa das modalidades femininas dos esportes profissionais.

Prezados,

Antes de tudo, quero agradecer ao COB e à CBV pela oportunidade de representar meu país em quatro Olimpíadas e inúmeros mundiais no vôlei de quadra e de praia. Foram anos de enorme sacrifício e prazer testemunhando diariamente os valorosos ideais do Barão de Coubertin, ideais que morarão para sempre em minha alma.

Poder representar meu país entre os melhores do mundo é a maior honra que qualquer atleta pode sonhar na carreira. Entre os títulos alcançados, certamente a confiança depositada em mim, de que eu representaria com respeito e dignidade o esporte brasileiro durante 24 anos da minha vida, está entre as mais importantes conquistas da minha carreira.

É com respeito mas com grande preocupação que escrevo às entidades responsáveis pelo esporte sobre a ameaça de total desvirtuação das competições femininas que ocorre atualmente com a aceitação de atletas que nasceram homens, que desenvolveram musculatura, ossos, capacidade pulmonar e cardíaca como homens, em modalidades criadas e formatadas especificamente para mulheres. Se alguém tem que ir a público e pagar um preço em nome da verdade, do bom senso e dos fatos, estou disposta a arcar com as consequências. O espaço conquistado de maneira íntegra por mulheres no esporte está em jogo.

Tenho orgulho de ser herdeira dos valores que construíram a civilização ocidental, a mais livre, próspera, tolerante e plural da história da humanidade. Este legado sociocultural único permitiu que nós, mulheres, pudéssemos conquistar nosso espaço na sociedade, no mercado e nos esportes. Na celebração das diferenças é que nos tornamos ainda mais unidos, homens e mulheres, dentro e fora das quadras. E é apenas com esse legado que podemos olhar para cada indivíduo como um ser único e especial.

Num tempo em que a militância política condensa e resume o pensamento às pautas ideológicas para negar a realidade, não é difícil identificar a armadilha em que as entidades esportivas caíram e que podem levar junto todo o esporte feminino. Sabemos da força do esporte para elevar o espírito humano acima das guerras e conflitos, especialmente a cada quatro anos, quando durante três semanas mágicas testemunhamos o que há de melhor e mais nobre em todos nós. É esse legado que precisamos defender.

A verdade mais óbvia e respeitada por todos os envolvidos no esporte é a diferença biológica entre homens e mulheres. Se não houvesse, por que estabelecer categorias separadas entre os sexos? Por que colocar a rede de vôlei masculina a 2,43m de altura e a feminina com 2,24m? Basta uma análise superficial com um mínimo de bom senso no porte físico de jogadores de basquete masculino e feminino para entender que não são intercambiáveis.

A nadadora americana Allison Schmitt estabeleceu o recorde mundial dos 200 metros (livre) em 1:53.61, um feito admirável, mas quando comparado aos 1:42.96 de Michael Phelps na mesma prova só evidencia a óbvia diferença física entre homens e mulheres. Seleções de futebol feminino costumam treinar (e perder) de times masculinos sub-17. Os exemplos são infinitos de como não faz sentido misturar homens e mulheres em modalidades onde a força física faz diferença no resultado final.

É justo simplesmente fingir que estas inegáveis diferenças biológicas não existem em nome de uma agenda político-ideológica que servirá para cercear um espaço tão duramente conquistado pelas mulheres ao longo de séculos? Como aceitar homens “biológicos” em competições como lutas, batendo impiedosamente em mulheres e ainda ganhando dinheiro, fama e medalhas por isso? Será que todos enlouquecemos ao permitir tamanho descalabro?

Médicos já começam a se pronunciar sobre a evidente vantagem
de atletas transexuais no esporte feminino e contestam a recomendação feita pelo COI de permitir atletas trans de competirem entre mulheres com apenas um ano com o nível de testosterona baixo. Inúmeros fisiologistas já atestaram que esse parâmetro estabelecido pelo COI não reverte os efeitos do hormônio masculino na já finalizada construção de ossos, tecidos, órgãos e músculos ao longo de décadas. Treinadores de voleibol no Brasil e na Itália já relatam que agentes esportivos estão oferecendo atletas trans que já podem competir no vôlei feminino, homens biológicos que ocuparão o lugar de mulheres nos times. Até quando vamos assistir calados a tudo isso? Eu me recuso.

Esportistas em geral e jogadoras de vôlei em particular estão sendo patrulhadas e cerceadas na sua liberdade de expressão. Muitas não expressam sua indignação pela total falta de proteção das entidades esportivas, coniventes com esse disparate. “É uma diferença muito grande e nos sentimos impotentes”, relata Juliana Fillipeli, atleta do time de vôlei do Pinheiros, depois de assistir Tiffany Abreu, ex-Rodrigo, vencer seu time e ser, mais uma vez, recordista em pontos na partida. Tiffany, que jogou na Superliga Masculina no Brasil como Rodrigo, é hoje a maior pontuadora da Superliga Feminina em apenas poucos jogos, deixando para trás a campeã olímpica Tandara, uma das melhores atacantes do Brasil e do mundo.

Durante 24 anos dedicados ao voleibol, fui submetida ao mais rigoroso controle antidoping por todas as entidades esportivas, incluindo a Agência Mundial Antidoping (WADA). Fui testada dentro e fora das competições para provar que meu corpo não estava sendo construído em nenhum momento da minha vida com testosterona. De todos os testes, um dos mais importantes para mulheres é o que mede exatamente o nível do hormônio masculino, proibido de ser usado ou mesmo de ser naturalmente produzido em qualquer fase da vida de uma atleta mulher, além do permitido.

Em resumo, desde a adolescência preciso provar, cientificamente, que sou mulher para competir e depois manter minhas conquistas, títulos e medalhas. Quantas mulheres não perderam títulos ou foram banidas do esporte especificamente por conta deste hormônio que sobra num corpo masculino normal? Havia uma relação de confiança mútua entre atletas, entidades e confederações para garantir o esporte limpo, justo e honesto, sem atalhos ou trapaças. Esta relação está a um passo de ser quebrada.

O material colhido de anos atrás para testes antidoping de todos os atletas, como eu, continua guardado até hoje e pode ser novamente acessado e testado. Uma nova medição que constate níveis incompatíveis de testosterona num corpo feminino pode retirar títulos retroativamente, conquistas de anos ou décadas anteriores. Este nível de rigor foi totalmente abandonado para acomodar transexuais que até pouco tempo eram homens, alguns deles tendo competido profissionalmente como homens. O que uma amostra de anos atrás de atletas transexuais femininas acusaria? É simplesmente inaceitável.

O combate ao preconceito contra transexuais e homossexuais é uma discussão justa e pertinente. A inclusão de pessoas transexuais na sociedade deve ser respeitada, mas essa apressada e irrefletida decisão de incluir biologicamente homens, nascidos e construídos com testosterona, com altura, força e capacidade aeróbica de homens, sai da esfera da tolerância e constrange, humilha e exclui mulheres.

Assistimos atualmente entidades esportivas fechando os olhos para a biologia humana na tentativa de ludibriar a ciência em nome de agendas político-ideológicas. Assistimos atualmente um grande deboche às mulheres e a cumplicidade dos responsáveis pelo esporte no mundo com a forma suprema de misoginia. Uma declaração de boas intenções das entidades encarregadas de proteger o esporte escrupuloso e correto não é suficiente para justificar tamanho absurdo.

O esporte sempre foi um grande e respeitado veículo de conquistas femininas, uma arma que sempre evidenciou o mérito das mulheres àqueles que tentaram impor limites aos sonhos de todas que lutaram e lutam para mostrar nosso verdadeiro valor, talento, capacidade de superação e mérito. Numa semana em que celebramos Martin Luther King Jr., deixo aos dirigentes do esporte mundial uma de suas célebres frases: “Nossas vidas começam a terminar no dia que nos silenciamos para as coisas que são realmente importantes.
”  (g.n.)

Sem sombra de dúvidas a situação é decorrente dos efeitos da loucura político ideológica que assola o século XXI ZenZenZen
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Mensagem por AndréBurger em Ter Jan 14, 2020 4:08 pm

Legal o texto, mas infelizmente uma andorinha não fará verão.
Muitas ficarão com medo de opinar devido ao patrulhamento de redes sociais, patrocínio, etc.

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Mensagem por Renato em Qua Jan 15, 2020 4:57 pm

Igor Canavarro escreveu:
Não concordo. Me lembro do caso da ex-judoca Ednancy Silva. Todo mundo perguntava mentalmente se "aquele brucutu" era mulher de verdade quando a mesma participou das seletivas para as Olimpíadas de Barcelona. Até exame sexológico ela teve de fazer pq os níveis de testosterona dela aumentavam as vezes. Eu não fui contra a participação dela em Barcelona porque os próprios familiares da judoca confirmaram que ela era de fato mulher. Talvez ela tenha passado pelo exame sexológico por mera formalidade. Ter vagas pra transsexuais em esportes femininos abre um perigoso precedente.
No Judô existe um evento chamado Shotyugueiko (Treinamento de verão), onde os atletas se reúnem por alguns dias e ficam alojados para treinar algo em torno de 16, 18 horas por dia, dormindo no tatami, acordando as 5 da manhã, uma pegada louca para dar start no início da temporada de todos... No treino deste que fizemos ano passado a Edinanci foi uma das atletas/professoras convidadas e  eu fui o responsável por leva-la e busca-la no hotel (dormir no tatami só para a molecada...hehe).

Tivemos muito tempo para conversar sobre assuntos diversos, ela é de uma simpatia e receptividade fora de série, e este sobre o teste de feminilidade a que ela foi submetida foi um deles. Para ela foi uma fase muito sofrida, pois o preconceito na época era maior do que o dos dias atuais, e convenhamos que uma mulher ter que provar que o é não deve ser nada fácil. Hoje ela ainda pratica judô e também dá aulas, mas particularmente acho que ainda existe uma mágoa pelo processo que ela teve que se submeter. Ela participou de 4 olimpíadas, é bi-campeã Panamericana e tem 2 medalhas de bronze em campeonatos mundiais, mas sempre é lembrada pelo episódio acima citado.

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Momento tiete... Edinanci e eu! Very Happy

rafacar escreveu:Ana Paula Henkel publicou no Estadão uma carta aberta às entidades esportivas, sobre o absurdo de transexuais masculinos, com corpos construídos por testosterona, poderem competir no esporte feminino. (...)
Excelente texto, mas tem sempre os metidos-a-politicamente-corretos do COI, COB e outros orgãos que acham que basta cortar o pinto para virar mulher.
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Última edição por Renato em Seg Jan 20, 2020 5:01 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por allexcosta em Qua Jan 15, 2020 5:06 pm

AndréBurger escreveu:Legal o texto, mas infelizmente uma andorinha não fará verão.

A Ana Paula faz... love love love
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Mensagem por Igor Canavarro em Qua Jan 15, 2020 7:19 pm

Renato escreveu:
Igor Canavarro escreveu:
Não concordo. Me lembro do caso da ex-judoca Ednancy Silva. Todo mundo perguntava mentalmente se "aquele brucutu" era mulher de verdade quando a mesma participou das seletivas para as Olimpíadas de Barcelona. Até exame sexológico ela teve de fazer pq os níveis de testosterona dela aumentavam as vezes. Eu não fui contra a participação dela em Barcelona porque os próprios familiares da judoca confirmaram que ela era de fato mulher. Talvez ela tenha passado pelo exame sexológico por mera formalidade. Ter vagas pra transsexuais em esportes femininos abre um perigoso precedente.
No Judô existe um evento chamado Shotyugueiko (Treinamento de verão), onde os atletas se reúnem por alguns dias e ficam alojados para treinar algo em torno de 16, 18 horas por dia, dormindo no tatami, acordando as 5 da manhã, uma pegada louca para dar start no início da temporada de todos... No treino deste que fizemos ano passado a Edinanci foi uma das atletas/professoras convidadas e  eu fui o responsável por leva-la e busca-la no hotel (dormir no tatami só para a molecada...hehe).

Tivemos muito tempo para conversar sobre assuntos diversos, ela é de uma simpatia e receptividade fora de série, e este sobre o teste de feminilidade a que ela foi submetida foi um deles. Para ela foi uma fase muito sofrida, pois o preconceito na época era maior do que o dos dias atuais, e convenhamos que uma mulher ter que provar que o é não deve ser nada fácil. Hoje ela ainda pratica judô e também dá aulas, mas particularmente acho que ainda existe uma mágoa pelo processo que ela teve que se submeter. Ela participou de 4 olimpíadas, é bi-campeã Panamericana e tem 2 medalhas de bronze em campeonatos mundiais, mas sempre é lembrada pelo episódio acima citado.

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rafacar escreveu:Ana Paula Henkel publicou no Estadão uma carta aberta às entidades esportivas, sobre o absurdo de transexuais masculinos, com corpos construídos por testosterona, poderem competir no esporte feminino. (...)
Excelente texto, mas tem sempre os metidos-a-politicamente-corretos do COI, COB e outros orgãos que acham que basta cortar o pinto para virar mulher.
Shocked pale

Enquanto os lacradores estão tentando mudar os preceitos da biologia no esporte a força, pessoas como Ana Paula Henkel tentam botar na cabeça dura dos mesmos que a coisa é bem mais séria.
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